Como fazer mudas – Propagação sexuada e Propagação assexuada de plantas

Como fazer mudas – Propagação sexuada e Propagação assexuada de  plantas

Conceitos gerais:

As plantas, geralmente, multiplicam-se na natureza, de duas formas distintas:

1 – Por sementes, chamada de propagação sexuada.

2 – Por meio de partes vegetativas da planta, denominada de estaquia. As estacas podem ser retiradas de: galhos, ramos, raízes e folhas, chamada de propagação assexuada.

– No mundo moderno, com a competição de: Produção x Consumo, a cada dia que passa, o homem desenvolve novas técnicas de multiplicação de plantas para atender a demanda de mercado e/ou, a própria subsistência.

 Propagação sexuada:

– Caracterizada pela utilização de sementes.

– A técnica consiste em acelerar o processo de germinação, pois, na natureza, muitas variedades de plantas, por garantia própria de subsistência, apresentam dormência vegetativa em suas sementes.

– Dormência vegetativa é um fenômeno natural que atrasa a germinação de sementes.

– Algumas técnicas utilizadas para quebrar esse período de dormência, são:

Escarificação: Que é a abrasão da semente em uma superfície áspera para gastar parte do tegumento que a envolve, facilitando a absorção de água.

Embebição em água por algumas horas: Que consiste em mergulhar as sementes por um período de tempo em água, para que a semente incha promovendo o rompimento do tecido tegumentar, facilitando assim a sua emergência.

– Tratar as sementes com ácido giberélico (GA3): Dependendo do tipo de semente esse tratamento é feito em diversas concentrações e variados períodos de tempo, ex: 5 ppm por 36 horas, com o mesmo propósito de acelerar o seu nascimento.

– Choque térmico: Que é a imersão da semente em água quente (+ ou – 75 º C) com resfriamento natural, tentando amolecer o tecido tegumentar, para provocar o processo da germinação.

– Após esses processos, a semente deverá ser introduzida, geralmente, a menos que dois centímetros de profundidade, em substrato rico em material orgânico, levemente umedecido.

Algumas espécies nativas que poderão ser multiplicadas por alguma dessas técnicas, acima descrita.

– Angico, Nó de cachorro, Peroba-rosa, Ipê, Aroeira, Barriguda, Carandá, Jacarandá, Cumbaru, Embaúba, Saboneteira, Guanandi, Ingá, Leucena, Louro, Mangaba-brava, Sibipiruna, Sucupira, Ximbuva, Maminha-de-porca, Morcegueiro, Moringa, Pururuca, entre outras.

Propagação assexuada:

– Geralmente são utilizados quando a planta matriz permite enraizamento e brotação.

-Neste processo utilizam-se partes vegetativas da planta, ex: galhos, ramos, raiz, folhas, etc. denominado método de estaquia, o qual apresenta certas vantagens, com relação ao método anterior, pois, além de ser uma cópia idêntica da planta mãe, acelera a produção de frutos.

Estacas:

– As estacas são retiradas de partes da planta, ex: pedaço de caules de ponteiros maduros, ramos, galhos, raiz, contendo gemas (brotos), com tamanho médio de 15 cm de comprimento, espessura variando entre 0,5 e 1,5 cm.

– Os cortes da estaca deverão seguir o seguinte critério: Na parte superior: corte reto. Na parte inferior inclinado (em bisel).

– Desfolhar a base da estaca que ficará em contato direto com o solo.

– Enterrar as estacas até a sua metade em substrato adequado, com umidade e luminosidade controladas para proporcionar um pegamento satisfatório, com formação de raízes e brotação vigorosas.

– Algumas plantas, para facilitar a emissão de raízes, necessitarão que suas estacas sejam inoculadas com hormônio enraizador, encontrado facilmente em lojas agropecuárias.

Nota:

– Plantas propagadas por estacas, geralmente são breves em seus desenvolvimentos e, em pouco tempo já estarão em plena produção de flores e frutos.

Espécies que poderão perfeitamente ser propagadas por estacas:

– Acerola, Alecrim, Bico-de-papagaio, Erva-cidreira, Ginsem-do-pantanal, batata-doce,

Boldo, Canela de cotia, Guaco, Hortelã, Onze horas, entre outras.

Outra Técnica Assexuada – Multiplicação através da Divisão de touceira:

– Muitas plantas se desenvolvem emitindo brotações laterais, rebentos, (perfilho), e como se alastram no solo, (sentido horizontal), com o passar dos tempos se transformam numa grande touceira.

– O método consiste em remover a touceira com a utilização de uma enxada.

– Em seguida remover toda a terra remanescente na planta entouceirada.

– Com o uso de uma tesoura de jardim, dividir a touceira em várias partes, desde que, cada parte contenha pelo menos 4 a 5 brotações e raízes saudáveis.

– Remover as partes secas, podres e doentes de cada parte da planta.

– Replantar cada parte em locais separados.

– O substrato deverá sempre ser de boa qualidade enriquecido com material orgânico.

– As regas deverão ser processadas diariamente, somente para manter o solo ligeiramente umedecido, sem alagamentos, até a planta dar sinais vitais que esta pega.

Espécies que poderão ser multiplicadas por esse método:

Margaridas,  Carqueja, Onze horas, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Brotação lateral.

– Brotação lateral, são perfilhos laterais que a planta emite com o seu desenvolvimento, (plantas que se desenvolvem verticalmente).

– Remover os perfilhos laterais com o auxílio de um instrumento cortante, com todo o cuidado para não comprometer seu sistema radicular.

– Essas novas mudas deverão ser transplantadas individualmente.

– O método de propagação por brotação lateral garante às novas plantas, as mesmas características da planta matriz.

Espécies que normalmente são propagadas por essa técnica:

– Antúrios, Bromélias, abacaxizeiro, babosa, sisal, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Divisão de rizomas.

– Rizomas são caules que crescem lateralmente na superfície do solo ou, ligeiramente abaixo da superfície, emitindo a partir de gemas apicais ramos aéreos e/ou, folhas.

– A formação dessas gemas apicais, acontece em intervalos variáveis no desenvolvimento do caule.

– Geralmente com o passar do tempo a planta apresenta-se totalmente entouceirada.

– Para propagação deve se utilizar pedaços de rizomas da planta matriz, com aproximadamente 10 cm de comprimento, que contenham no mínimo, 3 gemas apicais.

– Enterrar os rizomas até a sua metade, em solo fértil enriquecido com material orgânico.

– Irrigar a nova planta diariamente somente para manter o solo ligeiramente umedecido, até que ela demonstre sinais de que já está totalmente pega.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Hortelã, Hortelã-brava, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Mergulhia

– Esta técnica consiste em colocar um galho, ainda preso à planta matriz, para enraizar na terra.

– Dar preferência aos galhos mais próximos do solo.

– Cavar uma pequena abertura no solo perto do tronco da planta matriz, logo abaixo do galho selecionado.

– Abaixar o galho selecionado nessa abertura prendendo-o com um fixador.

– Em seguida, enterrar a parte do galho selecionado, exatamente aquela que ficou rente ao solo, deixando a sua extremidade (ponteiro) livre para que continue crescendo.

– Com o passar do tempo, aquela parte do galho que ficou em contato direto com o solo emitirá raízes próprias.

– Depois de enraizada, desenterrar o galho com cuidado para não danificar o sistema radicular, recortá-lo e plantá-lo separadamente, como uma nova planta.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Hibiscos, Roseira, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Alporquia.

– Alporquia se caracteriza em aproveitar a formação de mudas a partir de galhos de uma planta já produtiva.

– Selecionar um galho da planta matriz.

– Fazer um anelamento, em média, de 3 cm, removendo toda a casca ao redor do galho selecionado.

– Cobrir as imediações da área anelada com substrato úmido, envolto com plástico, amarrando-o firmemente com barbante.

Nota:

– Como a seiva bruta sobe através dos vasos lenhosos para fazer a fotossíntese nas folhas da planta e, em seguida, desce através da casca, em forma de seiva elaborada. Bem, no processo de descida, ao encontrar aquela parte do galho sem a casca, a seiva elaborada se acumula. E, é exatamente esse acúmulo de seiva elaborada que estimula o enraizamento nas imediações da parte do galho sem a casca, justamente onde se encontra a porção do substrato úmido, envolto em plástico.

-Após enraizamento, cortar o galho enraizado com cuidado e, plantá-lo no local desejado.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Figueira, Pitangueira, Romã, Jabuticabeira, Laranjeira, Roseira, entre outras.

Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Germinação :

– A germinação de uma semente é simplesmente um processo biológico, que em síntese significa: O rompimento do tecido tegumentar, (casca ou pele que reveste a semente protegendo-a de agentes nocivos), pela radícula, (raiz embrionária de uma planta que cresce em direção ao solo).

Germinação de sementes de Marolo e Araticum (Annona):– Na natureza, a germinação dessas espécies é extremamente lenta, e o processo demanda, em média, um ano e, geralmente, somente metade das sementes apresentam emergência da plântula.

– Como as sementes do Marolo e Araticum apresentam dormência vegetativa (casca tegumentar dura, que dificulta a absorção de água), vários estudos e experimentos foram realizados em laboratório, tentando  acelerar o tempo de germinação.

O método mais indicado para produção de mudas:

– Utilização de canteiros ou caixas de germinação, com areia lavada.

– Tratar as sementes com ácido giberélico (GA3) na concentração de 5 ppm por 36 horas.

– Semear, enterrando as sementes a 2 cm abaixo da superfície.

-Após a semeadura, o canteiro e/ou, caixa de germinação deverão ser pulverizados com uma solução de fungicida Moncerem IM, na seguinte dosagem: 1g/L com aplicação de 4L/m², método preventivo contra o ataque de fungos.

– A irrigação dos canteiros deverá ser feita a cada dois dias, apenas para manter o solo dos canteiros, ligeiramente umedecido.

– Após a germinação das sementes no canteiro e/ou, nas caixas plásticas, as plântulas deverão ser transferidas para sacos de polietileno, com furo para drenagem de água, contendo solo rico em adubo orgânico.

Nota:

– Trata-se de uma planta de difícil propagação por apresentar taxa de geminação muito baixa.

– O pegamento e sobrevivência das mudas transferidas para sacos de polietileno, após 100 dias, em média, é de 50%.

– As mudas transplantadas em seus locais definitivos também apresenta pouca eficiência, causando a morte de metade das mudas.

Outros experimentos  para quebra de dormência de sementes de Araticum e Marolo com pouco sucesso:

Escarificação mecânica da semente com lixa.

Choque térmico – Imersão em água quente (+ ou – 75 º C) com esfriamento natural.

Resultados:

– A escarificação mecânica do tegumento na semente, não quebrou a dormência, mas favoreceu a absorção de GA3 e, consequentemente a germinação.

– O choque térmico em água quente também não quebrou a dormência, que poderá estar relacionada com outros problemas endógenos da semente, por exemplo: embrião imaturo.

A dormência faz parte da engenharia da natureza:

– O bloqueio estabelecido pela dormência é numa estratégia que favorece a sobrevivência da espécie, pois, sincroniza a distribuição da germinação das sementes na hora certa, ao longo do tempo.

– O estado de dormência embrionária, quase sempre caracteriza a presença de condições desfavoráveis para sua germinação, tais como: secas prolongadas, altas ou, baixas temperaturas, etc.

– Como a natureza é sábia e conhece o relógio do tempo, dentro das quatro estações do ano, é mais que suficiente para a grande maioria das sementes emergirem, e cada espécie o faz, definindo a melhor época para a sua emergência com sobrevida garantida.

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Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Nome científico: Acnistus arborescens.

Nome popular: Fruta de Sabiá, Marianeira, Sabiá-iba.

Origem: Mata Atlântica do litoral do Brasil, (do Nordeste até o Sul).

 Características:

– Trata-se de uma planta arbustiva ou, uma arvoreta que poderá atingir até 3 m de altura, muito resistente, totalmente adaptada às diversas condições de climas e solos brasileiros.

– A planta prefere solos úmidos e profundos e poderá ser cultivada às margens de córregos e riachos, porém, trata-se de uma planta bastante resistente à seca, embora nesta condição produza poucos e pequenos frutos.

– Trata-se de uma planta de folhas caducas que amarelam e caem na época de seca e no outono inverno. A planta perde suas folhas no inverno e, com essa estratégia consegue sobreviver a geadas não muito intensas.

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada às condições de sua origem na Mata Atlântica e, que poderá ser cultivada tanto a pleno sol, quanto à meia sombra.

– A planta não é exigente em solos ricos em matéria orgânica nem a irrigações frequentes. Mas, corrigindo, adubando e mantendo o solo ligeiramente umedecido com irrigações regulares nas estiagens prolongadas, a planta irá produzir frutos o ano inteiro.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes e por estaquia de galhos.

– Na natureza propaga-se por sementes espalhadas pelos pássaros e outros animais que se alimentam da fruta.

Propagação por estaquia:

– Em escala doméstica é mais aconselhável o método da estaquia, por acelerar a produção dos frutos.

Metodologia:

– Preparar os recipientes (Sacos de polietileno com furos para drenagem de água) preenchendo-os com substrato rico em matéria orgânica.

– Cortar estacas maduras de ponteiros, com aproximadamente 20 cm de comprimento.

– Desfolhar a base da estaca que irá ficar em contato com o solo.

– Enterrar metade da estaca no solo do recipiente. (Obs. Uma em cada recipiente)

– Apertar com os dedos o substrato do recipiente ao redor da estaca, para que ela se mantenha firme dentro do recipiente.

– Colocar os recipientes com as estacas em locais semissombreados.

– Regar as recipientes para fixar a estaca no substrato.

– Irrigar frequentemente apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Aconselha-se fazer esse procedimento no início da primavera quando as plantas estarão emergindo da dormência vegetativa.

– Em média, com 30 dias as estacas já estarão emitindo raízes e brotação.

Propagação por sementes:

– Por tratar-se de sementes muito pequenas, aconselha-se fazer as sementeiras em caixas de vegetação.

– Preencher as caixas de vegetação com substrato rico em matéria orgânica.

– Distribuir as sementes de maneira uniforme sobre a superfície do substrato.

– Cobrir as sementes com uma camada fina de solo peneirado.

– Colocar as caixas de vegetação em locais semissombreados.

– Irrigar com cuidado para não danificar a superfície do substrato, descobrindo as sementes.

– Processar as irrigações apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Geralmente a germinação ocorrerá dentro de 30 dias.

– Assim que as mudas atingirem uma altura média de 20 cm, poderão ser transferidas para recipientes de polietileno, cheio de substrato rico em material orgânico.

– Esses novos recipientes contendo as novas mudas deverão ser colocados em locais semissombreado até atingir altura suficiente para serem levadas a campo.

– Com 6 meses de vida, geralmente, as mudas estarão com 50 cm de altura.

– Com 50 cm de altura as mudas já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos. Mas, aconselhas-se que esse processo seja feito em períodos chuvosos ou então, onde tenha um sistema de irrigação eficiente para que a planta não sinta tanto o estresse da mudança de habitat.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos aconselha-se fazer aclimatação gradativa das mesmas ao sol.

– A planta adulta já estabelecida, não precisa mais de irrigações frequentes, mas, para mantê-la produtiva aconselham-se irrigações apenas nas grandes estiagens do ano.

– A frutificação terá início entre 1,5 a 2 anos, após o plantio em seus locais definitivos.

Nota:

– Quanto as sementes, se armazenada corretamente, conservam o seu poder germinativo por até 3 anos.

Espaçamento:

– O plantio definitivo poderá ser em linhas com uma planta a cada 1,0 metro ou, com espaçamento de 2 x 2 metros permitindo maior crescimento da planta.

Tratos culturais:

– Fazer capina em forma de coroamento para evitar plantas invasoras e concorrentes.

– Podas somente para formação da planta.

Como fazer mudas de Filodendro – Philodendron

Como fazer mudas de – Filodendro

Nome científico: Philodendron.

Nome popular: Filodendro.

Origem: Florestas tropicais brasileiras, América do Sul.

Características gerais:

– Nesta categoria inclui-se o cipó-imbé (Philodendron bipinnatifidum), a mais conhecida e utilizada pelos paisagistas.

– Trata-se de plantas ornamentais de ciclo de vida perene, que na natureza se desenvolvem tanto no solo das florestas, quanto hospedadas sobre árvores.

– A planta de folhas vigorosas apresenta o caule flexível e precisará ser tutorada até que suas raízes aéreas encontrem o solo dando-lhes suporte de sustentação, bem como para a retirada de nutrientes, e abastecer a planta em desenvolvimento.

– O fato de a planta estar sempre vegetando tutorada em um tronco de árvore, passa a impressão errônea de se tratar de uma trepadeira.

– A planta emite flores masculinas e femininas, com pouca importância ornamental.

– Os frutos são em formas de bagas suculentas.

Propagação:

– Na natureza, a multiplicação da planta geralmente se dá através das sementes, que são espalhadas por animais e pássaros que se alimentam de seus frutos.

– As sementes nascem em ocos de árvores, forquilhas, e no solo sobre material orgânico em decomposição.

–  As plantas que nascem sobre árvores, com o passar do tempo, emitem raízes aéreas que crescem buscando o solo para dele retirar os nutrientes que a planta necessita.

Propagação em escala doméstica:

– Para multiplicar a planta em escala doméstica, aconselha-se o método de estaquia do caule e/ou, a separação dos brotos laterais que a planta emite junto ao seu caule, com o seu envelhecimento.

Método da Estaquia:

– Escolher uma planta adulta que tenha um caule bastante comprido.

– No início da primavera cortar estacas deste caule com aproximadamente 10 cm de comprimento.

– Observar que os cortes deverão ser feitos abaixo dos respectivos nós. Pois, geralmente, em cada nó (ou, axila de cada folha), há uma gema dormente.

– Remover as folhas das estacas sem danificar as gemas.

– Em seguida, preparar vasos grandes ou caixas plásticas com dreno para escoamento de água, com substrato totalmente orgânico ou, uma mistura de turfa com areia grossa.

– O próximo passo será: acondicionar várias estacas em cada recipiente preparado enterrando-os parcialmente no substrato. Observar que a parte que deverá ser soterrada é exatamente a parte de baixo de cada estaca.

– Na sequencia o substrato deverá ser satisfatoriamente umedecido.

– Finalmente cada recipiente com as estacas deverá ser coberto por um plástico transparente para criar um tipo de efeito estufa, (quente e úmido), no ambiente dentro de cada recipientes com as estacas.

– Colocar um distanciador (tipo tutor), para que o plástico da estufa não entre em contato com as estacas, pois as gotículas de umidade que condensam no plástico, poderá apodrecê-las.

– Dispor os recipientes com as estacas em locais onde recebam luz direta do sol pela manhã e à tarde.

– Geralmente, dentro de um mês as estacas já estarão emitindo raízes novas e brotações.

– Quando isso acontecer, a cobertura de plástico deverá ser removida e cada estaca deverá ser transplantada em vasos separados ou, em seus locais definitivos.

Clima:

– A família filodendro são plantas adaptadas ao clima úmido tropical que se desenvolvem à sombra e/ou à meia sombra das florestas altas, contudo, poderão ser cultivadas a pleno sol, sem qualquer prejuízo de sua exuberante beleza.

Cultivo:

– A planta apresentará mais exuberância em solos ricos em materiais orgânicos.

– Uma alternativa de substrato para cultivo em vasos, poderá ser uma mistura de: 2 partes de esterco animal bem curtido, 1 parte de terra comum e 1 parte de terra vegetal.

Regas:

– Manter o substrato do vaso ou o solo onde a planta estiver vegetando, sempre levemente umedecido.

Tratos culturais:

– Processar  poda de contenção da planta sempre que houver necessidade.

– Remover folhas e raízes velhas, para revitalizar a planta.

Nota:

Cuidado!…

Trata de uma planta tóxica…

– Suas folhas são moderadamente tóxicas, elas contêm cristais de oxalato de cálcio.

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Como fazer mudas de Cipó-imbé

Como fazer mudas de Cipó-imbé

Nome científico: Philodendron bipinnatifidum.

Nome popular: Filodendro, Banana-de-imbé, Banana-de-macaco, Cipó-imbé, banana-de-morcego, banana-do-mato, guaimbê.

Origem: Florestas tropicais brasileiras, América do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de uma planta ornamental de ciclo de vida perene, que na natureza se desenvolve tanto no solo das florestas, quanto hospedada sobre árvores.

– A planta de folhas vigorosas e exuberantes apresenta o caule flexível e precisará ser tutorada até que suas raízes aéreas encontre o solo dando-lhe suporte de sustentação, bem como para retirar nutrientes do solo para abastecer e desenvolver a planta.

– O motivo de a planta estar sempre vegetando tutorada por um tronco de árvore, passa  erroneamente a impressão de se tratar de uma trepadeira.

– A planta emite flores masculinas e femininas, com pouca importância ornamental.

– Os frutos são em formas de bagas suculentas.

Propagação:

– Na natureza, a multiplicação da planta geralmente se dá através das sementes, que são espalhadas por animais e pássaros que se alimentam de seus frutos.

– As sementes nascem em ocos de árvores, forquilhas, e no solo sobre material orgânico em decomposição. As plantas que nascem sobre árvores, com o passar do tempo emitem raízes aéreas que crescem buscando o solo para dele retirar os nutrientes que a planta necessita.

Propagação em escala doméstica:

– Para multiplicar a planta em escala doméstica, aconselha-se o método de estaquia do caule e/ou, a separação dos brotos laterais que a planta emite junto ao seu caule, com o seu envelhecimento.

Método da Estaquia:

– Escolher uma planta adulta que tenha um caule bastante comprido.

– No início da primavera cortar estacas deste caule com aproximadamente 10 cm de comprimento.

– Observar que os cortes deverão ser feitos abaixo dos respectivos nós. Pois, geralmente, em cada nó (ou, axila de cada folha), há uma gema dormente.

– Remover as folhas das estacas sem danificar as gemas.

– Em seguida, preparar vasos grandes ou caixas plásticas com dreno para escoamento de água, com substrato totalmente orgânico ou, uma mistura de turfa com areia grossa.

– O próximo passo será: acondicionar várias estacas em cada recipiente preparado enterrando-os parcialmente no substrato. Observar que a parte que deverá ser soterrada é exatamente a parte de baixo de cada estaca.

– Na sequencia o substrato deverá ser satisfatoriamente umedecido.

– Finalmente cada recipiente com as estacas deverá ser coberto por um plástico transparente para criar um tipo de efeito estufa, (quente e úmido), no ambiente dentro de cada recipientes com as estacas.

– Colocar um distanciador (tipo tutor), para que o plástico da estufa não entre em contato com as estacas, pois as gotículas de umidade que condensam no plástico, poderá apodrecê-las.

– Dispor os recipientes com as estacas em locais onde recebam luz direta do sol pela manhã e à tarde.

– Geralmente, dentro de um mês as estacas já estarão emitindo raízes novas e brotações.

– Quando isso acontecer, a cobertura de plástico deverá ser removida e cada estaca deverá ser transplantada em vasos separados ou, em seus locais definitivos.

Clima:

– O cipó-imbé é uma planta adaptada ao clima úmido tropical que se desenvolve à sombra e/ou à meia sombra das florestas altas, contudo, poderá ser cultivada a pleno sol, sem qualquer prejuízo de sua exuberante beleza.

Cultivo:

– A planta apresentará mais exuberância em solos ricos em materiais orgânicos.

– Uma alternativa de substrato para cultivo em vasos, poderá ser uma mistura de: 2 partes de esterco animal bem curtido, 1 parte de terra comum e 1 parte de terra vegetal.

Regas:

– Manter o substrato do vaso ou o solo onde a planta estiver vegetando, sempre levemente umedecido.

Tratos culturais:

– Processar  poda de contenção da planta sempre que houver necessidade.

– Remover folhas e raízes velhas, para revitalizar a planta.

Nota:

Cuidado!…

Trata de uma planta tóxica…

– Suas folhas são moderadamente tóxicas, elas contêm cristais de oxalato de cálcio.

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Como fazer mudas de sabugueiro

Como fazer mudas de sabugueiro

Nome científico: Sambucus nigra.

Nome popular: Sabugueiro.

Origem: Planta nativa na Europa e região Norte da África.

Considerações gerais:

– O sabugueiro, segundo a literatura, está classificado na categoria de planta Ornamental, Aromáticas, Cosméticos e Medicinais, já conhecido desde a antiguidade, pelos Gregos e Romanos.

– Trata-se de uma planta arbustiva, de ciclo de vida perene, de porte médio podendo atingir de 2 a 5 metros de altura.

– A planta floresce no verão, em forma de inflorescências com perfume leve e agradável. As pequenas flores com coloração branco-cremoso são hermafroditas, pois apresentam ao mesmo tempo: Androceu e Gineceu.

– A planta produz pequenos frutos arredondados, carnudos, na cor violeta-escuro, comestíveis depois de maduros e, após cozimento.

Propagação:

– A multiplicação do sabugueiro poderá ser feita via sementes e/ou estacas.

– Em propagação doméstica o método mais utilizado é estaquia de seus ramos.

– Recortar estacas de ramos jovens, porém maduros, em média com 30 cm de comprimento.

– Geralmente as estacas são plantadas em seus locais definitivos.

– Trata-se de planta adaptada à luminosidade e deverá ser cultivada a sol pleno.

– Aconselha-se a propagação das mudas por estacas, no início da primavera, quando as plantas estarão emergindo de sua dormência vegetativa.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima temperado, com temperaturas girando em torno de 6º C a 30º C.

– A planta é resistente a geadas fracas.

Solo:

– Trata-se de uma planta muito resistente, pouco exigente e, poderá ser cultivada em vários tipos de solos, desde que sejam profundos, bem drenados e, livres de inundações.

Regas:

– A planta prefere solos ligeiramente umedecidos.

– Na produção de mudas e em plantas jovens, as regas deverão ser efetuadas apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– As regas deverão ser sempre de forma moderada, processadas de 1 a 2 vezes por semana, em plantas adultas, no caso de estiagens prolongadas.

Fertilização:

– Não haverá grandes necessidades, mas se desejar, poderá ser feito no momento do plantio, da seguinte forma:

– Abrir a cova de 40x40x40 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cova, 100 gramas de adubo químico, Fórmula NPK 10-10-10 ou, 10 litros de esterco animal bem curtido.

– Esses materiais adicionados, deverão ser totalmente homogeneizados ao solo removido, antes de voltar novamente para dentro da cova.

– Esse procedimento deverá ser feito, em média, 30 dias antes de receber a muda da planta, para que se incorporem totalmente ao solo.

Tratos culturais:

– Poda: Somente para formação da planta.

– Capinas: Livrar a planta de ervas invasora.

Uso medicinal:

– Segundo a farmacopeia popular a planta tem larga utilização no tratamento de:

Gripes, Resfriados, Tosse, Sarampo, Caxumba, etc.

– Parte da planta utilizada para essas medicações: Cascas, raízes, flores, folhas e frutos.

– Propriedades apresentadas pelos medicamentos: Sudoríficas, diuréticas, depurativas, anti-inflamatórias, tonificante e laxante.

Nota:

Cuidado!…

– Segundo a orientação de especialistas no assunto, todas as partes da planta são tóxicas.

– O chá preparado com folhas de sabugueiro, deve ser administrado com bastante cautela, utilizando a dosagem correta.

– Os frutos somente deverão ser ingeridos, depois de cozidos.

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Como fazer mudas de ingá – Ingazeiro

Como fazer mudas de ingá – Ingazeiro

Nome científico: Ingá vera Willd

Nome popular: Ingá, ingazeiro, ingá do brejo, ingá-feijão, ingá-banana, angá,

Origem: América do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de uma leguminosa, de ciclo de vida perene, que pode atingir até 10 metros de altura.

– As flores ocorrem normalmente de julho a novembro.

– As flores são brancas, pequenas, com longos estames brancos, levemente perfumados, atraindo beija-flores, abelhas e outros insetos.

– Por se tratar de uma leguminosa a frutificação se dará em forma de vagens que, dependendo da espécie, pode variar de 5 a 20 cm de comprimento,

– Os frutos maduros ocorrem geralmente entre dezembro e fevereiro.

– As vagens contêm várias sementes, envoltas em poupa carnosa branca adocicada.

– A poupa carnosa branca e adocicada que envolve as sementes é comestível…

Propagação:

– A propagação do ingazeiro geralmente é feito por sementes.

– Colher as vagens maduras.

– Abrir as vagens para a retirada das sementes.

– Remover com cuidado a polpa carnosa branca e adocicada, para não danificar as sementes.

– As sementes deverão ser plantadas imediatamente depois de colhidas, (As sementes perdem o poder germinativo em 10 dias).

– Aconselha-se plantar de 1 a 2 sementes por saco de polietileno previamente preenchido com o substrato de composto orgânico.

– As sementes deverão ficar soterradas no substrato, em média, a 1 cm de profundidade.

– Colocar os sacos de polietileno em local arejado, mas, semiprotegido da incidência direta do sol.

– Regar e manter o substrato dos sacos de polietileno com umidade constante, sem provocar encharcamento.

– A germinação é rápida, em média, 15 a 30 dias, e a percentagem de plantas obtidas é bem expressiva.

– As mudas crescem rápido, atingindo 40 cm de altura com 6 meses após a germinação.

 Substrato do saco de polietileno:

– O substrato deverá ser feito com uma mistura totalmente homogeneizada de: 40% de terra, 30% de areia e 30% de matéria orgânica bem curtida.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente: equatorial, tropical e subtropical.

– A planta necessita de alta luminosidade e deverá ser plantada a sol pleno.

– Nota: Planta bastante resiste a baixas temperaturas (até 3 graus).

 Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, de fácil cultivo.

– Planta adaptada a solo úmido e profundo, pouco exigente quanto à fertilidade do solo.

-pH neutro (ente 5,0 a 6,2).

Espaçamento:

– O espaçamento recomendado poderá ser 5 x 5 ou 6 x 6 metros, em covas abertas com no mínimo 2 meses antes do plantio.

Dimensões das covas:

– As covas deverão ser abertas com 50 x 50 x 50 cm.

– Misturar ao solo retirado da cova os seguintes materiais: 500 g de calcário, 1 kg de cinzas de madeira.  Após homogeneização de todos os componentes ao solo retirado da cova, o composto deverá voltar para dentro da cova, para maturação.

Locais definitivos:

– Antes das mudas serem levadas à campo, deverá ser feito  aclimatação gradativa ao sol.

– Cavar buracos, imediatamente maior que o torrão da muda, na cova previamente preparada para receber a planta.

– Em seguida, acomodar o torrão com a muda, e completar a cova com o solo removido.

– Na sequência, tutorar a muda, amarrando-a para que ela cresça verticalmente.

– Regar.

– A planta começará a frutificar com 3 a 4 anos, dependendo do clima e dos tratos culturais.

Regas:

– Aconselha-se levar as plantas a campo no início da estação chuvosa.

– Caso as mudas forem levadas para seus locais definitivos, em períodos secos, as plantas necessitarão ser irrigadas em dias alternados.

Tratos culturais:

– Fazer podas de formação de formação da planta, retirando brotos laterais e ramos mal formados e secos.

– Fazer capina de coroamento  para eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta em crescimento.

Fertilização:

– Aplicar de 3 a 4 kg de composto orgânico feito de esterco animal curtido, adicionando  30 gramas de NPK 10-10-10.

– Distribuir os nutrientes a 5 cm superficialmente e,  a 20 cm do caule da planta no inicio da estação chuvosa do ano.

Utilização:

– Planta largamente utilizada para recompor áreas degradadas, bordas de rios, represas, lagos.

– Os frutos são bastante apreciados pela fauna silvestre: Pássaros: periquitos, jandaias e papagaios. Peixes e Mamíferos como macacos. Os quais acabam fazendo a propagação natural da planta, distribuindo sementes em suas fezes, nas matas ciliares.

Propriedades medicinais:

– Segundo a farmacopeia popular a planta apresenta várias propriedades medicinais.

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Como fazer mudas de Ipê Rosa – Tabebuia pentaphylla.

Como fazer mudas de Ipê Rosa

Nome científico: Tabebuia pentaphylla.

Nome popular: Ipê rosa, Piúva.

Origem: Brasil, América do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de uma planta de crescimento rápido, quando adulta, pode atingir mais de 30 metros de altura.

– A planta floresce no inverno, provendo alimento para abelhas e beija-flores, numa época de escassez acentuada de flores.

– É largamente empregada no paisagismo urbano, por apresentar belíssimas inflorescências coloridas.

Clima:

– Planta adaptada ao clima quente: Tropical, subtropical, equatorial.  Sensível a geadas.

– Deverá ser cultivada a sol pleno.

Solo:

– O ipê é uma planta relativamente rústica, desenvolvendo-se satisfatoriamente em diversos tipos de solo. Mas, para que ela chegue ao seu máximo, deverá ser cultivada em solos férteis e bem drenados.

– Trata-se de uma espécie recomendada para recuperação de ecossistemas degradados.

Propagação:

– A produção de mudas, geralmente, é feita através de sementes.

– As vagens deverão ser coletadas, maduras, mas, antes da dispersão das sementes, pois se trata de sementes aladas.

– Na natureza, as sementes são espalhadas pelo vento.

– Após a coleta das vagens, a extração das sementes deverá ser feita manualmente e, após extraídas, deverão ficar à sombra, em ambiente ventilado.

– As sementes do ipê deverão ser plantadas em até três meses depois de colhidas, pois, a partir desse período, perdem o poder germinativo facilmente.

– Numa segunda hipótese, depois de coletadas, se forem colocadas em vidros esterilizado, e hermeticamente fechados, resistirão até no máximo nove meses, se armazenadas em câmara fria.

Sementeiras:

– A melhor maneira de plantá-las (para uma produção não industrial) será pelo método de sementeiras, ou seja: preparar em local sombreado, um canteiro, afofando bem a terra, que deverá ser de boa qualidade, misturando em seguida, uma porção generosa de material orgânico: esterco animal ou, folhas em decomposição, homogeneizar bem para a aeração do solo… Em seguida, nivelar a superfície e na sequencia, distribuir as sementes, cobrindo-as com uma camada de terra de no máximo um centímetro…

-Manter o local úmido sem encharcar…

– Após as mudas atingirem mais ou menos dez centímetros de altura, deverão ser transplantadas em balainhos. (sacos de polietileno).

Após as mudas, nos balainhos, atingirem aproximadamente, trinta centímetros de altura, e depois de serem aclimatadas ao sol, por um período de mais ou menos um mês, deverão ser transplantadas para seus lugares definitivos.

Locais definitivos:

– Aconselha-se que as mudas deverão ser transplantadas em seus locais definitivos, no início da estação chuvosa, para não sentir muito o estresse da mudança.

Nota:

– Os ipês são plantas pouco exigentes e se desenvolvem em todo o território brasileiro,

– As sementes não necessitam de quebra de dormência.

– As sementes, também podem ser semeadas diretamente nos balainhos.

– A germinação ocorre após 30 dias em de 80% das sementes.

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Como fazer mudas de Mulungu.

Como fazer mudas de Mulungu – Mulungu do litoral.

Nome científico: Erythrina speciosa.

Nomes populares: Mulungu, Corticeira, Eritrina, Eritrina-candelabro, Eritrina-vermelha, Mulungu do litoral.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore tipicamente ornamental, nativa da mata atlântica, de ciclo de vida perene, que pode atingir mais de 4 metros de altura.

– O florescimento ocorre no inverno e início da primavera.

– Suas flores de coloração vermelho vivo, atraem beija-flores e psitacídeos, (periquitos e papagaios), que se alimentam delas, numa época em que há escassez de frutos silvestres  na natureza.

– As sementes ocorrem em vagens, semelhantes a feijões.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Tropical, subtropical e Equatorial, e deverá ser cultivada a pleno sol.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica capaz de se desenvolver em qualquer tipo de solo. Mas, para atingir maior exuberância, deverá ser plantada em solo fértil, com boa precipitação pluviométrica anual.

– Por se tratar e uma planta nativa da mata atlântica, aprecia alto teor de umidade, inclusive tolera solos parcialmente encharcados.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes e por estaquia de galhos maduros.

Propagação por sementes:

– As sementes deverão ser plantadas tão logo que sejam colhidas para não perder seu potencial germinativo.

– As sementes não requer nenhum tipo de tratamento e nem quebra de dormência,  antes de serem plantadas.

– As sementes deverão ser plantadas em balainhos, feitos com sacos de polietileno ou, com qualquer outro material disponível, para posterior repicagem , quando a planta atingir, em média, 30 cm de altura.

– As mudas crescem rapidamente e, estarão prontas para o plantio, em média, com  4 meses depois de plantadas.

– As mudas deverão ser levadas a campo, preferencialmente, no início da estação chuvosa.

Propagação por estaquia:

– A propagação por estaquia deverá ser feita, preferencialmente, em seu lugar definitivo.

– Cortam-se pedaços de ramos maduros, em média, com 30 cm de comprimento, enterrando-os até a metade.

– A propagação por estaquia deverá ocorrer no inicio da estação chuvosa, quando as plantas estarão emergindo da dormência vegetativa, provocada pelo inverno.

– A propagação por estaquia apresenta rápido desenvolvimento.

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Como fazer mudas de Baru Cumbaru – Cumaru – Cumaruzeiro

Como fazer mudas de Baru Cumbaru – Cumaru

Nome cientfico: Dypterix alata.

Nomes Populares: baru, cumbaru, castanha-de-barata, barujó, castanha-de-ferro, coco-feijão, cumarurana, cumaru-verdadeiro, cumaru-roxo, cumbary, emburena-brava, feijão-coco, meriparagé.

Origem: Brasil, Região de cerrados brasileiros.

Características gerais:

– A frutificação do cumaruzeiro, geralmente, inicia-se aos seis anos.

– Trata-se de uma árvore leguminosa de médio porte. Uma planta poderá atingir, em média, até 15 metros de altura, com diâmetro do tronco em torno de 70 cm.

– Trata-se de uma árvore hermafrodita. Os frutos de forma arredondados, elípticos, em média, tem 6 cm de comprimento por  4 cm de largura, geralmente na cor  marrom-claro. A polpa é comestível e tem sabor levemente adocicado. No interior do fruto contém uma única semente, (amêndoa comestível), que é a parte mais nutritiva da planta.

– A planta é endêmica nos cerrados da região central do Brasil, mas, também ocorre nas regiões: sudeste, norte e nordeste.

– A floração geralmente ocorre de novembro a maio e a frutificação de outubro a março, mas, poderá variar de acordo com cada região.

– A colheita, geralmente é feita, após o pico de queda dos frutos maduros no solo.

– Sabe-se que a amêndoa do cumaruzeiro tem alto valor nutricional, cujo sabor é semelhante ao do amendoim. Diante disso, atribuíram-lhe propriedades afrodisíacas.

– A polpa do baru constitui importante fonte de alimento para a fauna nativa, (mamíferos, roedores, morcego, etc.).

– Quando a árvore ocorre dentro das pastagens o gado também se alimenta da polpa, roendo os frutos caídos no solo na época da safra.

– Na natureza, esse processo de animais roerem os frutos para se alimentarem da poupa, acaba ajudando a planta na sua propagação natural, pois, fará o método de quebra de dormência pelo processo da escarificação mecânica e, consiste em: atritar os frutos com os dentes, no processo de mastigação, que irá gastar parte do tegumento impermeável (casca dura), para facilitar a absorção de água, luz e oxigênio, pelo embrião, acordando-o para emergência.

Propagação:

– Para propagação da espécie usam-se tanto as sementes inteiras ou, apenas as amêndoas.

– Na natureza, como foi descrito acima, os animais mamíferos de grande e médio porte, como: gado, suínos, antas, veados, etc. encarregam-se de fazer a propagação e distribuição da planta. (roem os frutos, e a maioria desses frutos acabam sendo enterrados pelo pisoteio desses animais e, uma boa parcela desses frutos enterrados acaba germinando).

– Em escala doméstica, para plantar o fruto inteiro será necessário fazer a quebra da dormência, atritando o fruto a uma superfície áspera como: lixa, piso de cimento rústico, etc. (escarificação mecânica), para gastar parte do tegumento impermeável da semente e, imediatamente após o processo de escarificação as sementes deverão ficar imersas em água por um período de 24 horas, antes de serem plantadas ou, se preferir, retirar a amêndoa de dentro do fruto, sem danificá-la e em seguida plantá-la.

– O processo da quebra do fruto para retirada da amêndoa deverá ser feito com o auxílio de uma morsa, martelo, etc. tomando o devido cuidado para não danificá-la.

– Recomenda-se quebrar apenas os frutos que, ao serem sacudidos, perceber nitidamente a amêndoa solta, balançando dentro deles.

– Para semeadura feita com sementes nuas, (amêndoas) a emergência é mais rápida, geralmente com quinze dias já estarão germinadas.

– Para semeadura feita com frutos inteiros (com escarificação mecânica e, imersas em água por 24 horas), geralmente demora em torno de 45 dias para germinar.

– As mudas dessa espécie deverão ser mantidas a pleno sol, pois à sombra poderão sofrer ataque de fungos Cilindrocladium sp., e, ou, outras pragas.

– Trata-se de plantas de crescimento rápido. Geralmente, com dois meses de vida, as mudas atingirão, em média, 15 cm de altura.

– A parte subterrânea (raízes), apresenta desenvolvimento mais rápido que a parte aérea da planta.

Seleção das sementes:

– Para iniciar uma plantação deverá ser feita a coleta de frutos no campo.

– As matrizes fornecedoras de tais sementes deverão ser vigorosas, produtivas, com frutos uniformes, livres de pragas e doenças.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, sem grandes exigências, porém é mais produtiva quando cultivada em áreas de solos mais férteis.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente. E deverá ser cultivada a sol pleno.

Viveiro de mudas:

– O viveiro de mudas deverá ser instalado a céu aberto.

– A semeadura deverá ocorrer o mais breve possível após coleta das sementes.

– Aconselha-se a produção das mudas em sacos de polietileno (tamanho médio).

– Plantar de uma a duas sementes, ou, amêndoas por saco, enterrando-as a uma profundidade média de 1 cm.

– A porcentagem de germinação, geralmente, é de 90%.

– O período de germinação para amêndoas demora, em média, 15 dias.

– O período de germinação das sementes submetida ao processo de escarificação mecânica e embebidas por 24 horas em água, antes de serem plantada, demora, em média, 45 dias.

Substrato dos sacos de polietileno:

– Por se tratar de uma planta rústica do cerrado, o substrato onde serão plantadas as sementes deverá ser um solo de boa qualidade incorporado algum tipo (em pequena quantidade), de esterco animal bem curtido.

Regas:

– As regas deverão ser frequentes, apenas para manter o substrato dos sacos de polietileno levemente umedecidos.

Plantio das mudas em locais definitivos:

-O plantio das mudas no campo deverá ser feito no período chuvoso do ano.

– O espaçamento poderá ser de 8 metros entre planta por 10 metros entre ruas.

Colheita:

– A colheita é feita após o pico de queda dos frutos maduros no solo.

– Geralmente a safra tem variações bruscas de intensidade na produção de frutos de um ano para o outro.  Planta intermitente, produz uma safra regular a cada 2 anos.

– Uma árvore adulta produz cerca de 150 kg de frutos por safra regular.

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