Como propagar Pimentas, de modo geral

Como propagar Pimentas, de modo geral

Características gerais:

– Trata-se de plantas aromática e, dependendo da espécie, apresenta ardor em maior ou menor grau.

– Geralmente, é saboreada crua como aperitivo, ou, cozida junto com outros alimentos, especialmente carnes.

Clima:

– Geralmente, são plantas adaptadas a climas quentes: Equatorial e tropical, e deverá ser cultivada a pleno sol.

– A grande maioria das variedades de pimenteiras vegeta satisfatoriamente na faixa de temperaturas entre 16°C a 35°C.

– A planta não tolera geada, nem ventos frios.

Propagação:

– A planta multiplica-se por sementes.

– As sementes poderão ser adquiridas em lojas especializadas e/ou coletadas diretamente da pimenteira.

– Sementes coletadas de uma planta qualquer, cujos frutos poderão ser resultados de polinização cruzada feita por insetos, com isso, não garantirão as mesmas características genéticas da planta matriz, podendo, inclusive, apresentar o ardor das pimentas comuns.

– As sementes poderão ser plantadas em sementeiras, copos, saquinhos de plástico, balainhos feito com jornal ou, bandejas de isopor com 128 células, ideal para a produção das mudas.

– As sementes deverão ficar enterradas, aproximadamente, 0,5 cm de profundidade no solo.

– Regar uma vez ao dia, geralmente no final da tarde, sem provocar alagamento.

– As sementes, geralmente, germinam entre 1 ou 2 semanas, mas, há alguns cultivares cujas sementes, poderão apresentar dormência vegetativa, demorando um longo tempo para germinar.

Solo:

– O solo deverá ser fértil, drenável, enriquecido com esterco orgânico, bem curtido.

– As pimenteiras, geralmente, toleram um pH entre 5 e 8. Mas, o ideal é um pH oscilando entre 6 e 7,5.

Preparo do solo dos canteiros:

– Revolver o solo dos canteiros a uma profundidade média de 15 cm.

– Incorporar ao solo 300 g de superfosfato simples, para cada 10 m² de canteiro.

– Incorporar também ao solo do canteiro, 10 litros/m² de esterco animal, bem curtido.

– Os materiais adicionados, deverão ser totalmente homogeneizados ao solo.

– Esse procedimento deverá ser realizado de 1 a 2 semanas antes da semeadura, ou, do repique das mudas anteriormente preparadas.

Transplante das mudas para seus locais definitivos:

– As mudas deverão ir a campo quando atingirem, em média, 10 cm de altura.

– Transplantar as mudas para os locais definitivos, já aclimatadas à luz do sol, preferencialmente em dias nublados, chuvosos ou, a tarde quando o sol estará com sua luminosidade mais branda.

– Após transplante os canteiros com as mudas, deverão ser irrigados com cuidado e moderação.

– Continuar com as regas todos os dias, à tardinha, até o início do desenvolvimento das mudas.

– Manter o solo dos canteiros sempre com média umidade.

Espaçamento:

– Recomenda-se um espaçamento que dependerá do tamanho do cultivar.

– Geralmente, o espaço adequado varia entre 20 a 60 cm entre as plantas e, 60 a 100 cm entre linhas.

Nota: Mantendo-se o devido cuidado entre pimenta ardida e crianças, toda variedade de pimenteira, poderá ser cultivada em vasos, como planta de uso decorativo, nas residências.

Produção:

– A colheita das pimentas inicia-se geralmente de 80 a 150 dias após a semeadura.

– O auge da produção ocorrerá no verão.

– O excedente de produção poderá ser conservado numa solução de água e sal, dentro de garrafas plásticas.

Tratos culturais:

– Retirar erva invasora, que porventura, estiver concorrendo por recursos e nutrientes.

– Caso haja infestações por ácaros/cochinilhas poderá ser combatido com solução a base de Enxofre, diretamente nos locais infestados.

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Como fazer mudas de Sete-léguas – Podranea ricasoliana

Como fazer mudas de Sete-léguas – Podranea ricasoliana

Nome Científico: Podranea ricasoliana

Nomes Populares: Sete-léguas,

Família: Bignoniaceae

Origem: Oceania, Austrália,  Arquipélago Malaio

Características gerais:

– Trata-se de uma planta trepadeira de ciclo de vida perene, de caule lenhoso flexível, cujos ramos podem atingir mais de 12 metros de comprimento.

– Trata-se de uma planta rústica de crescimento rápido e vigoroso e deverá ser tutorada na sua fase inicial, para formação de caramanchão, pois os ramos principais, com o passar do tempo, emitem densa ramificação, própria para formação de sombras.

– Flores: A planta apresenta flores de coloração rósea estriadas de tons vermelhos, em formas de inflorescências, (cachos).

– A floração ocorre durante ano inteiro, mas, o pico da produtividade floral, acontece na primavera e no verão.

– Sementes: As sementes ocorrem em frutos tipo cápsula de formato alongado.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical, e deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade.

Solo:

– Para que a planta atinja toda sua plenitude, aconselha-se cultiva-la em solo fértil, rico em matéria orgânica.

Propagação:

– Geralmente a planta é multiplicada por estaquia de seus ramos, mas também poderá ser propagada por sementes e mergulhia.

Propagação por estacas: As estacas deverão ser cortadas de ramos lenhosos, no final do inverno e, enterradas até a metade, em caixa de vegetação com areia úmida, em local sombreado.

Propagação por mergulhia: Os ramos flexíveis da planta ao encostarem no solo enraízam e emitem brotos e ramificações.

Regas:

– As regas deverão ser frequentes apenas para manter o solo umedecido.

Tratos culturais:

– Podas de inverno para estimulação das floradas de primavera.

 

Como fazer mudas de Jambo amarelo

Como fazer mudas de Jambo amarelo

Nome científico: Syzygium jambos

Nome popular: Jambo amarelo, Jambo comum.

Família: Myrtaceae

Origem: Ásia Tropical (Índia e Malásia)

Características Gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera totalmente rústica, de ciclo de vida perene, que poderá ultrapassar mais de 10 metros de altura.

– As flores de coloração branca, geralmente com pico de produção, na primavera.

– Os frutos carnosos, de cor amarelada, são levemente perfumados e saborosos.

– As sementes ocorrem dentro do fruto, (de uma a quatro sementes por fruto).

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima quente e úmido: Equatorial, Tropical, Subtropical e deverá ser cultivada a céu aberto e sol pleno.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, mas, deverá ser cultivada em solo fértil, profundo e drenável.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feito por sementes.

Procedimentos:

– Retirar a semente do fruto.

– Secar à sombra sobre jornal, geralmente, por um dia.

– Remover as membranas que envolve a semente.

– Semear as sementes em caixas de germinação e/ou canteiros somente com substrato de areia.

– Enterrar as sementes no substrato de areia, em média com 1,5 cm de profundidade.

– Nesta fase inicial, não deverá ser aplicado qualquer tipo de adubação.

– Manter o substrato de areia sempre com boa umidade, sem exageros.

– Geralmente em 30 dias as sementes já estarão germinadas.

– Quando a plantinha estiver com 5 a 6 folhas, poderá ser repicada para balainhos individuais, feitos com sacos plásticos, com capacidade para 1,5 litros de substrato.

Nota:

– As mudas deverão ser removidas com cuidado para não danificar o seu sistema radicular.

– Nesta fase o substrato dos balainhos deverá ser terra de boa qualidade enriquecido com esterco orgânico bem curtido.

– Após o transplante das mudas, os balainhos deverão ser levados para viveiros de vegetação, com sombrite 50%.

– As regas deverão ser feitas periódicas, apenas para manter o substrato com boa umidade.

– Quando as mudas atingirem mais de 0,5 metros de altura, já poderão ser levadas a campo.

Nota:

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos, aconselha-se fazer a aclimatação gradativa ao sol, por uma semana.

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Como fazer mudas de Cambará – Lantana camara

Como fazer mudas de Cambará – Lantana camara

Nome científico: Lantana camara.

Nome popular: Cambará, Bandeira-espanhola, Cambará-de-cheiro, Cambará-miúdo, Cambará-verdadeiro, Verbena-arbustiva.

Família: Verbenaceae.

Origem: América Central, (Antilhas), América do Sul, (Brasil).

Características gerais:

– Trata-se de uma planta arbustiva de ramos flexíveis, ornamental totalmente rústica, de ciclo de vida perene, cuja ramagem poderá ultrapassar 1,00 metro de altura.

– A planta apresenta folhas pilosas, aromáticas.

– As flores nas cores e tons de amarelo, róseo, vermelho, branco e alaranjado, são pequenas e ocorrem em forma de densas inflorescências.

– As floradas acontecem praticamente o ano todo, com pico de produção na primavera/verão.

– Os frutos são pequenos, carnosos contendo apenas uma semente, (drupa).

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por sementes e/ou, por estaquias das ponteiras dos ramos.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical, e deverá ser cultivada a pleno sol.

– A planta tolera frios moderados.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, que em condições ideais, poderá sobreviver em vários tipos de solos, mas, para que ela atinja toda a sua exuberância, deverá ser cultivada em solo fértil, drenável, enriquecido com uma boa dosagem de material orgânico bem curtido.

Regas:

– A planta deverá ser irrigada a intervalos regulares, a fim de manter o solo úmido.

– Nas estiagens prolongadas deverá aumentar a frequência das regas, mas, somente para manter o solo ligeiramente umedecido.

Adubação química:

– Não será necessário, mas, se desejar fazê-lo, aconselha-se o uso da fórmula NPK 4:14:8, no início da estação chuvosa. (Sempre obedecendo as instruções de uso, descrito no rótulo da embalagem, pelo fabricante.)

Nota:

Cuidado! … Trata-se de uma planta tóxica

– Sua utilização terapêutica, deverá ser acompanhada por especialista.

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Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Nome cientifico: Vitex montevidensis.

Nome popular: Tarumã, Azeitona do mato, Copiúba, Grataúba, etc.

Família: Verbenaceae.

Origem: América do Sul, (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina).

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera rústica, de médio a grande porte.

– No meio da mata pode atingir mais de 10 metros de altura. Mas, quando plantada isolada, poderá ultrapassar os 15 metros.

– No Brasil o Tarumã ocorre de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, especialmente em florestas estacionais e nas florestas com araucárias, predominantemente nas matas ciliares, e orlas de rios.

– O tarumã apresenta sua copa em forma de uma grande taça com as bordas arredondadas.

Florescimento:

As flores são melíferas na coloração branca-rosada, e/ou branco-pálido. – Geralmente, o período de floração ocorre de meados de novembro até meados de fevereiro.

– As flores são hermafroditas, e nascem em inflorescências.

Frutificação:

– Os frutos, de sabor adocicado são comestíveis e, apresentam-se em forma de bagas arredondadas, na coloração marrom-escuro, tendendo a negro quando maduros,

– Os frutos também alimenta a fauna silvestre, são largamente apreciados por macacos, quatis, bem como a avifauna em geral, principalmente pelos psitacídeos.

– Os ribeirinhos utilizam o fruto em suas pescarias como iscas. Dizem que atraem pacus, piraputangas, etc. Ou seja: peixes cuja alimentação é parcialmente frutívora.

– Os frutos maduros ocorrem de janeiro a abril.

Sementes:

– Cada fruto contém uma única semente em seu interior.

– As sementes são cilíndricas e com casca dura. (Conservam o poder germinativo por mais de 1 ano).

Propagação:

– A multiplicação da planta na natureza é feita através de sementes, mas, poderá ser feita também por estaquia.

Propagação por sementes:

– A propagação natural da planta é feita pelos animais que se alimentam de seus frutos.

– A coleta das sementes deverá ser feita diretamente na árvore, quando iniciarem a queda espontânea dos frutos e/ou recolhidos no chão embaixo da planta.

– Os frutos deverão ser despolpados manualmente, utilizando uma peneira sob água corrente.

– As sementes deverão passar por um processo de secagem, por um ou dois dias, em local ventilado e sombreado.

– Logo em seguida, as sementes poderão ser plantadas em canteiros para posterior repique em sacos plásticos, quando a plântula atingir, por volta de, 10 cm de altura.

– A semeadura também poderá ser feita diretamente nos sacos plásticos, tubetes, etc. utilizando duas sementes por recipiente. Tais recipientes deverão ficar dispostos em ambiente semi-sombreado.

– O substrato dos sacos plásticos deverá ser uma mistura totalmente homogeneizada de terra fértil com esterco orgânico bem curtido e/ou uma mistura de 40 % de terra de barranco, 40% de esterco orgânico bem curtido, 20 % de areia de rio.

– A regas deverão ser efetuadas para manter o substrato levemente umedecido.

– A emergência das sementes irá depender das condições climáticas, mas, geralmente ocorrerá dentro de 80 dias.

– A taxa de germinação fica por volta dos 80 %.

– As mudas apresenta desenvolvimento médio e dentro de 8 meses poderá atingir 0,5 metros de altura.

– Por volta dos 10 meses as mudas já poderão ser levadas a campo.

– Aconselha-se antes de transplantar as mudas em seus locais definitivos fazer aclimatação gradativa ao sol por duas semanas.

– Aconselha-se também que esse transplante definitivo coincida com dias nublados e/ou estação chuvosa do ano.

– Início da produção de frutos pelo método de propagação por sementes iniciará a partir de 5 anos da muda plantada em seu local definitivo.

Propagação por estaquia:

– Outro método de propagação da planta (denominado: Multiplicação vegetativa) feito por estaquia, utilizando estacas de galhos da planta e/ou estacas de suas raízes.

– Essas estacas deverão ser tratadas com hormônio enraizador, em seguida, plantadas individualmente em sacos de plástico, dispostos em local semi-sombreado.

– E quando as estacas apresentarem brotação vigorosa, com o sistema radicular totalmente desenvolvido, poderão ser levadas a campo.

– Neste caso, o início da frutificação acontecerá a partir de 2 anos.

Clima:

– Planta adaptada ao clima bastante variado: Equatorial, Tropical, Subtropical, Temperado, tolerando temperaturas mínimas de até – 3°C no inverno e máximas de até 44°C no verão.

– Planta adaptada a índices pluviométricos oscilando entre 800 a 2.200 mm anuais.

– A planta poderá ser cultivada a sol pleno e/ou à meia sombra.

Plantio em locais definitivos:

– O plantio definitivo poderá ser em matas ciliares e/ou áreas abertas.

Solo:

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade, que se adapta com facilidade a vários tipos de solos: solos ácidos, solo vermelho, solo arenoso, desde que esses, sejam profundos e drenáveis.

– No entanto, para que se desenvolva com todo o seu potencial, deverá ser cultivada em solos férteis, profundos, drenáveis com pH girando em torno de 5,0 a 5,5.

Espaçamentos:

– Se, o propósito for formação de bosques com árvores de grande porte, a pleno sol, o espaçamento recomendado poderá ser de 3 x 3 m, entre plantas e entre linhas.

– Se, o propósito for formação de pomares domésticos e/ou reflorestamento, o espaçamento recomendado o poderá ser de 6 x 6 m, entre plantas e entre linhas.

Covas:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova 20 litros de esterco animal bem curtido, 0,5 kg de calcário dolomítico.

– Homogeneizar totalmente os materiais adicionado ao solo removido, antes do composto voltar para dentro da cova.

– Regar abundantemente a cova para que os materiais adicionados se incorporem totalmente ao solo.

– Esse procedimento deverá ser feito, em média, 30 dias antes do recebimento da muda.

– A melhor época de plantio das mudas em seus locais definitivos é o início da estação chuvosa do ano.

Tratos culturais:

– Capinas de coroamento para evitar plantas concorrentes.

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade e não requer maiores cuidados.

– Caso necessário, fazer podas para formação da planta.

– Caso necessário, a planta poderá ser adubada com composto orgânico bem curtido, em média, 10 kg por planta adicionando também 30 gramas de adubo químico formulação NPK 10:10:10, dobrando a quantidade a cada ano, até o terceiro ano da planta. Isso irá colaborar para acelerar o seu período de frutificação,

Observações finais:

– Tarumã, nome de origem indígena (Tribo Tupi-guarani), e significa: Fruta escura de fazer vinho. Tudo indica que as tribos indígenas utilizavam o fruto do Tarumã, para preparar algum tipo de bebida fermentada.

– Por trata-se de uma planta com grande rusticidade e indiferente às características do solo, poderá ser utilizada com grande vantagem para reflorestamento em áreas degradadas.

– Por trata-se de uma frutífera, cujos frutos são adocicados e saborosos, com grande aceitação para a fauna silvestre, ao mesmo tempo em que se alimentam, fazem a dispersão natural de suas sementes na mata.

Como fazer mudas de Guarantã – Esenbeckia leiocarpa.

Como fazer mudas de Guarantã – Esenbeckia leiocarpa.

Nome científico: Esenbeckia leiocarpa.

Nome popular: Guarantã, Guarataia, Pau-duro, Goiabeira, etc.

Família: Rutaceae.

Origem: Brasil

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore de médio a grande porte e, poderá alcançar até 30 metros de altura.

– A espécie ocorre naturalmente do Sul da Bahia até São Paulo, na floresta tropical pluvial, onde o bioma com a vegetação de folhas largas e perenes, apresenta um clima úmido e quente que lhe confere um padrão excelente de crescimento.

– A espécie ocorre naturalmente também, em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás em floresta latifoliada semi-decídua, típica do Brasil Central, que é uma região regulada por dupla condição climática: uma estação com chuvas intensas de verão, seguidas por um período de estiagem no inverno.

– Geralmente, a árvore apresenta tronco ereto e depois de adulta atinge mais de 40 cm de diâmetro.

– A planta apresenta madeira de boa qualidade que suporta as intempéries do tempo, por longos anos.

– A planta apresenta desenvolvimento moderado, geralmente, atinge dois metros de altura com dois anos de idade.

Floração:

– As flores de coloração branco-creme, dispostas em panículas terminais, ocorrem coincidentemente no período chuvoso do ano (setembro a janeiro).

Frutificação:

– Os frutos se apresentam em forma de cápsula, com superfície externa esverdeada e lisa, contendo sem seu interior sementes negras e duras.

– A maturação dos frutos ocorre de julho a agosto.

– Para obtenção das sementes, aconselha-se colher os frutos quando iniciarem a abertura da casca, em seguida poderá ser exposto ao sol, para completar o processo de abertura.

– As sementes poderão ser armazenas, em condições especiais, por até nove meses.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feita por sementes.

– 1 Kg de sementes equivale a 9.500 unidades.

– O plantio poderá ser feito em tubetes de plástico, com substrato rico em material orgânico, acondicionados em viveiros sombreados.

– A emergência das sementes ocorrerá dentro de 30 dias.

– A germinação é considerada alta, em média, de 65%.

– O tempo de crescimento das mudas é moderado e, deverão permanecer no viveiro, em torno de 6 a 8 meses.

– As mudas para serem levadas a campo deverá apresentar, em média, 50 cm de altura.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima quente e úmido de regiões tropical e subtropical e deverá ser cultivada à meia sombra.

– A planta jovem não tolera a incidência direta da luz solar.

Solo:

– O Solo para plantio definitivo, deverá ser fértil, rico em material orgânico, profundo e úmido.

– A planta não é considerada pioneira e, a muda deverá ser plantada em local sombreado e/ou semi-sombreado.

Tratos culturais:

– Não há grandes necessidades.

– Trata-se de uma planta relativamente rústica, obedecendo-se a suas exigências de sombreamento e solo com boa umidade.

Como fazer mudas de Goiabinha-do-campo – Araçá – Psidium cattleyanum

Como fazer mudas de Goiabinha-do-campo – Araçá – Psidium cattleyanum

Nome científico: Psidium cattleyanum.

Nome popular: Araçá, Goiabinha-do-Campo, Araçá- amarelo, etc.

Família: Myrtaceae.

Origem: Mata Atlântica e Furnas de terra de cultura no cerrado, Brasil, América do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera, de ciclo de vida perene, de pequeno e médio porte, geralmente, não ultrapassa 4,0 metros de altura.

– Trata-se de uma planta, que atrai a fauna silvestre, que chega para alimentar-se de seus apreciados frutos.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima: Equatorial, Tropical e Subtropical. E deverá ser cultivada a sol pleno, porém, tolera sombreamento parcial.

– A planta também tolera frios moderados.

Solo:

– A planta deverá ser cultivada em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica.

Propagação:

– Em escala doméstica, a planta poderá ser multiplicada por sementes.

– Na natureza, propaga-se pelos animais silvestres que se alimentam de seus frutos.

Procedimentos para propagação da planta

– Selecionar frutos maduros de plantas saudáveis.

– Remover toda poupa que porventura estiver grudada à semente, esfregando-as numa peneira fina, embaixo de uma torneira aberta com água corrente.

– Colocar as sementes para secar em local sombreado, ventilado, sobre folhas de jornal por quatro a cinco dias.

– Após esse procedimento as sementes já estarão prontas para serem plantadas.

Balainhos: (Poderão ser utilizados sacos plásticos e/ou tubetes de plástico)

– Preparar balainhos com terra rica em material orgânico.

– Colocar os balainhos em locais sombreados.

– Plantar de duas a três sementes por balainho, cobrindo-as com uma fina camada de substrato.

– Umedecer sem encharcar, mantendo a umidade moderada sempre constante.

– Em algumas semanas as sementes germinarão.

– Quando as mudas atingirem aproximadamente quarenta centímetros de altura, deverão ser aclimatadas gradativamente ao sol, para serem transplantadas em seus locais definitivos.

– Aconselha-se levar as mudas a campo, no início da estação chuvosa, para que não sintam demasiadamente o estresse da mudança de ambiente.

Irrigação:

– Manter o solo com relativa umidade. As regas deverão ser processadas regularmente, principalmente nas mudas recém-plantadas em seus locais definitivos.

Floração:

– O período de floração é longo, estende-se por toda estação da primavera e verão.

– As flores são brancas com longos estames, são solitárias e emergem nas axilas das folhas.

Frutificação:

– O período de frutificação também é longo, pois, acompanha o mesmo tempo da floração.

Obs.

– Dependendo da estação do ano, em que as sementes foram plantadas, poderá ocorrer variações no tempo de germinação, bem como o tipo de substrato utilizado, poderá interferir no desenvolvimento das mudas.

– Mas, o araçazeiro é uma planta muito resistente, e pouco exigente, desenvolve-se em quase todo o tipo de solo, porém, é mais produtivo em solos férteis, enriquecidos com material orgânico.

– Trata-se de é uma espécie frutífera, nativa do Brasil, sendo indicada para plantios em áreas degradadas.

Como fazer mudas de Nogueira Pecan – Noz-pecan – Pecã

Como fazer mudas de Nogueira Pecan – Noz-pecan – Pecã

Nome científico: Carya illinoinensis.

Nome popular: Noz-pecan, Nogueira-pecan, Nogueira-pecã, Pecan.

Família: Juglandaceae.

Origem: América do Norte, México, Estados Unidos.

Considerações gerais:

– A Nogueira-pecan foi introduzida no Brasil por volta de 1910

– Trata-se de uma árvore frutífera de grande porte, de ciclo de vida perene, de crescimento lento, que poderá ultrapassar 30 metros de altura, com boa produtividade de frutos por longos anos.

– O nome “Pecan” significa: Noz que necessita de uma pedra para quebrar a sua casca dura.

– Trata-se de uma planta (caduca, caducifólia ou decídua) que entra em dormência vegetativa no outono/inverno, perdem as folhas para evitar a perda de água pelo processo de evaporação, pela transpiração dos estômatos existente nas folhas. Rebrotando com força total na primavera, no início da estação chuvosa

– A floração é discreta de coloração esverdeada, as flores femininas são menores e se apresentam em forma de espigas, e as flores masculinas são mais longas e pendentes. Por se tratar de flores pouco atrativa para os insetos, a polinização acaba sendo feita pelo vento.

– Os frutos de casca dura, tem formato ovoide e/ou, oblonga, variando de 3 a 6 cm de comprimento por 1,5 a 3 cm de diâmetro.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Temperado, Subtropical, Tropical e, deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade para seu pleno desenvolvimento.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, com capacidade de adaptação a diversos tipos de solos e condições climáticas diferentes, mas, para que ela seja altamente produtiva, deverá ser cultivada em solos férteis, profundos, totalmente drenáveis, com bom incremento de material orgânico.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por sementes e/ou pelo método da estaquia.

Propagação por sementes:

– As sementes a serem plantadas deverão ser recém coletadas de plantas produtivas.

– As sementes poderão ser semeadas em canteiros preparados em locais semi-sombreado para futura repicagem em sacolas plásticas.

– Trata-se de um método pouco utilizado em virtude das mudas oriundas de sementes, só iniciará a produção, em média, 15 anos, após o plantio.

Propagação por estaquia:

– É o método mais utilizado para propagação da planta em escala comercial.

– A maioria das plantas que é propagada pelo método da estaquia, geralmente é feita, em um canteiro de areia lavada, mantida com boa umidade, denominado leito de enraizamento.

– A camada de areia do canteiro (leito de enraizamento), deverá ter, em média, 30 cm de espessura, para que a parte enterrada da estaca fique em contato direto somente com a areia umedecida.

– O canteiro de areia deverá ser feito em local sombreado.

 Procedimento:

– Cortar estacas de aproximadamente 30 cm

– Enterrar até a metade em um canteiro de areia lavada.

– Geralmente em 60 dias, as estacas já estarão enraizadas, (raízes primárias).

– O leito de areia (canteiro) servirá para iniciar o processo de enraizamento.

– Em seguida as estacas deverão ser retiradas do leito de areia com cuidado, somente depois de serem lavadas em água corrente, para retirar o excesso de areia, deverão ser transplantadas em sacolas de plástico, (balainhos).

– Os balainhos feitos com sacolas plásticas, deverão ser preenchidos com substrato feito de solo fértil, enriquecido com material orgânico bem curtido, colocados lado a lado em local sombreado, formando um tipo de canteiro. Em seguida deverão ser irrigados abundantemente antes de receber a estaca enraizada.

– É importante que os balainhos estejam em local sombreado para evitar o estresse da estaca no seu primeiro repique.

– O processo de transplante da estaca enraizada para as sacolas deverá ser feito da seguinte forma:

1- Com um chucho de madeira fazer um furo bem no centro do balainho (sacola plástica).

2 – Em seguida, introduzir (1/3 da estaca, parte enraizada), no substrato, tomando os devidos cuidados para não danificar o seu sistema radicular.

3 – Na sequência, apertar levemente com as pontas dos dedos o substrato ao redor da estaca, para fixa-la.

4 – Irrigar abundantemente para fixar o substrato às raízes.

5- Depois desse pontapé inicial, basta manter o substrato levemente umedecido.

– Somente quando a estaca estiver com brotação vigorosa, deverá ser levada a campo.

– Antes do transplante para o local definitivo, as mudas deverão passar pelo processo de rustificação, com exposição gradativa ao sol por duas semanas.

– O ideal é levar as mudas para seus locais definitivos no início da estação chuvosa.

Enxertia:

– Enxertia é a junção de tecidos de duas plantas diferenciadas: Uma resistente e a outra produtiva.

– O cavalo é a parte de baixo, terá que apresentar sistema radicular vigoroso e resistência a doenças. (Nota: Os cavalos, geralmente, são plantas germinadas de sementes.

– O enxerto propriamente dito, é a parte de cima, a parte arbórea, que terá que ser selecionada de uma planta muito produtiva.

– A enxertia poderá ser feito por vários métodos e os mais utilizados são: Borbulhia, Garfagem, Encostia,

– O método denominado Borbulhia é o campeão e consiste em sobrepor uma única gema em um porta-enxerto enraizado.

Nota:

As mudas enxertadas tornam-se precoces e, podem iniciar a sua produção de frutos em 2 a 3 anos, após o plantio.

Espaçamento:

– Por trata-se de árvores de grande porte, o espaçamento recomendado poderá ser de 8,0 metros entre plantas por 10,0 metros entre linhas.

Irrigação:

– As irrigações deverão ser processadas para manter o solo com boa umidade, nos primeiros anos de implantação da cultura, sem provocar alagamentos

– Trata-se de plantas que não toleram solos encharcados nem estiagens prolongadas.

Fertilização:

– Aconselha-se adubação anual, coincidindo com o início da estação chuvosa.

Tratos culturais:

– Capinas regulares para remoção das plantas invasoras e concorrentes.

– Podas de formação da planta.

 

Para ver um vídeo do fruto dessa castanheira (Nogueira-pecan) – CLICAR AQUI

Como fazer mudas de Sucupira – Faveiro – Pterodon emarginatus

Como fazer mudas de Sucupira – Faveiro – Pterodon emarginatus

Nome científico: Pterodon emarginatus.

Nome popular: Faveiro, Sucupira, Sucupira-Branca, Fava-de-sucupira, Sucupira-lisa.

Família: Fabaceae.

Origem: Brasil, Mata atlântica e regiões de cerrado.

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore rústica, de médio porte, que poderá ultrapassar 16 metros de altura, nativa em terrenos secos e arenosos.

– Apresenta madeira dura, muito utilizada na indústria madeireira.

– A planta floresce em setembro no início da estação chuvosa. As flores de coloração rosadas, apresentam-se em forma de inflorescências.

– O fruto tipo legume, alado, (asa membranácea para dispersão natural), contém em seu interior, uma única semente protegida pela cápsula fibrosa e envolta em substância oleosa, numa estrutura esponjosa. Os frutos amadurecem em junho-julho.

Clima:

– Trata-se de planta adaptada ao clima Quente: Equatorial, Tropical, Subtropical e, deverá ser cultivada a céu aberto e sol pleno, planta exigente em luminosidade.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feita por sementes.

Nota:

–  Aquelas sementes de Sucupira que geralmente são encontradas em lojas de produtos naturais e/ou, raizeiros, que quando são maceradas solta um óleo amargo que, geralmente, é utilizado como remédio na farmacologia popular, não são sementes.  Na realidade, o que chamamos de semente é o fruto da sucupira. A semente está contida lá dentro daquele invólucro oleoso.

Procedimentos:

– Coletar os frutos de plantas saudáveis.

– Mergulhar os frutos em uma vasilha com água para fazer uma separação preliminar.

– Os que flutuarem, certamente estarão carunchados e deverão ser desprezados, pois, não irão germinar.

– Os frutos que afundarem estarão aptos a serem preparados para plantar.

Preparação das Sementes:

– De posse de uma tesoura de poda, recortar com cuidado as arestas do invólucro oleoso do fruto, para extrair a semente.

– Em seguida, as sementes liberadas deverão passar por um processo de lavagem com água e detergente para eliminar o óleo remanescente, existente no fruto, pois esse óleo é um inibidor natural, responsável pela dormência vegetativa da semente. A remoção do óleo irá facilitar a absorção de água para promover a emergência da plântula.

– Na sequência, as sementes prontas, passadas pelo processo de lavagem, poderão ser plantadas em canteiros, balainhos feitos com sacos de polietileno, tubetes plástico, embalagem descartável, etc.

– Caso utilizar balainhos, tubetes plástico, aconselha-se plantar duas sementes por balainho. Caso as duas germinarem, uma poderá ser repicada para outra embalagem.

– As sementes deverão ficar enterradas no substrato, em média, 1,0 cm de profundidade.

– Regar com jato leve de água para não desenterrar as sementes.

– Manter o substrato umedecido, em provocar alagamentos.

– Dentro de um mês as sementes férteis já emergiram.

– Geralmente, com 5 meses, as mudas já estarão prontas para irem a campo.

Solo:

– Utilizar terra fértil com esterco animal bem curtido, na proporção de 2:1.

– Para solo argiloso utilizar: terra argilosa, areia e esterco animal bem curtido, na proporção de 2:1:1.

Nota:

– Aconselha-se fazer aclimatação das plantas pelo método da exposição gradativa ao sol, por duas semanas, antes de serem levadas a campo.

– O plantio em local definitivo deverá ser feito em dias nublados, no final da tarde quando o sol estiver com temperatura mais branda ou, no início da estação chuvosa.

 

Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Nome científico: Acrocomia aculeata.

Nome popular: Macaúba, Macaúva, Bocaiuva, Macaíba, etc.

Família: Arecaceae.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– Trata-se de uma espécie de palmeira rústica, facilmente encontrada vegetando em regiões semiárida dos cerrados Brasileiros.

– Planta de ciclo de vida perene, revestida de espinhos longos e pontiagudos no tronco e nas folhas.

Nota:

– Os espinhos, geralmente, servem como defesa própria pois, afugenta animais predadores.

– A macaúba poderá atingir mais de 10 metros de altura.

Flores:

– Trata-se de uma planta muito produtiva. Produz flores e frutos o ano inteiro, com pico de produção na primavera.

– As flores de tamanho relativamente pequeno, apresentam-se na coloração amarelada, agrupadas em inflorescências tipo espiga, formando grandes cachos que podem chegar a 1,0 metro de comprimento.

– As flores masculinas e femininas surgem na mesma inflorescência sendo que, as masculinas, em via normal, estão dispostas mais às pontas das espigas enquanto que, as femininas mais perto do eixo central do cacho.

– As flores atraem um grande número de abelhas e outros insetos, os quais, acabam  facilitando e ajudando no processo de polinização e fecundação dos frutos.

Frutos:

– Os frutos geralmente de formato arredondado, são comestíveis, tanto a poupa externa, como a amêndoa.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente: Equatorial, Tropical e Subtropical e deverá ser cultivada a céu aberto e, em pleno sol, pois, requer alta luminosidade para o seu desenvolvimento.

Solo:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica, sem grandes exigências quanto ao tipo de solo, mas, para que ela atinja sua plenitude, o solo deverá ser fértil.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feita através do fruto, (coco).

– Na natureza, as mudas, geralmente, nascem ao redor da planta matriz, mas, a sua dispersão natural, é feita por animais e pássaros que se alimentam da poupa, levemente saborosa e adocicada, do fruto.

– Para propagação em escala doméstica, na maioria dos casos, utiliza-se as mudas que nasceram junto a planta matriz, repicando-as diretamente em locais definitivos, normalmente, no início da estação chuvosa, (Primavera).

Caso queira produzir mudas em escala doméstica:

– Poderão ser utilizados canteiros tipo sementeiras, dispostos em local semi-sombreado com boa luminosidade.

– O solo deverá ser arenoso com incremento de algum tipo de material orgânico.

– Não há necessidade de despolpar os frutos, que deverão ficar soterrados, em média, a 2,0 cm abaixo do solo.

– O solo deverá ser mantido com umidade regular, constante.

– Normalmente, a taxa de germinação é baixa e a emergência é longa, demandando em torno de 1,0 ano.

– Geralmente, quando a plântula emitir a segunda folha, já poderá ser repicada para balainhos, feitos com sacos de polietileno.

– Normalmente, quando a muda atingir 50,0 cm de altura já poderá ser levada a campo.

– Aconselha-se levar as mudas para seus locais definitivos, no início da estação chuvosa.

Dormência vegetativa das sementes de macaúba.

Para quebrar a dormência das sementes da macaúba e conseguir a aceleração da emergência das plântulas aconselha-se:

– Coletar os frutos (cocos), recém caídos da planta matriz.

– Deixar os frutos secando por duas semanas, à sombra em local arejado.

– Em seguida: quebrar os cocos com auxílio de um martelo, para liberar as amêndoas do seu interior.

– Fazer a esterilização das amêndoas com uma solução de hipoclorito de sódio a 5% v/v por cinco minutos. ([%(V/V] é igual à fração volumétrica multiplicada por 100%).

– Lavar as amêndoas em água corrente, no mínimo, três vezes.

– Em seguida, as amêndoas deverão ficar embebidas em água, na temperatura ambiente, por 24 horas, para hidratação.

– Na sequência, depois das amêndoas hidratadas, com o auxílio de uma lâmina e um estereomicroscópio (lupa), é hora de fazer uma escarificação do tegumento opercular das sementes, (região da amêndoa onde ocorrerá a germinação).

– Tal procedimento deverá ser realizado com total prudência para não ferir o embrião, que se encontra logo abaixo do tegumento opercular, nessa região da amêndoa.

– Em seguida, as sementes deverão ser submersas por 24 horas em solução contendo 1000 miligrama de ácido giberélico (GA3) por litro de água.

– Finalmente, as sementes estarão prontas para serem plantadas em bandejas, contendo vermiculita esterilizada, mantidas em câmara de geminação com 95 ± 5% de umidade relativa e temperatura de 30 ± 2 °C constantes.

– Nestas condições, a taxa média de germinação obtida com esse processo é de 60% em até 3 meses.

– Neste período, aconselha-se verificar periodicamente as bandejas, para detectar a ocorrência de contaminação, eliminando as sementes contaminadas.

Covas:

– As covas para repique das mudas em local definitivo, deverá ter no mínimo, o dobro do tamanho do torrão, (no caso dos balainhos)

– Se, o solo for de boa qualidade, não haverá necessidade de incremento de composto orgânico.

– Se, o solo for arenoso, poderá ser enriquecido com composto orgânico bem curtido, misturado ao solo removido da cova, na hora do transplante da muda.

Frutificação:

– O início da frutificação se dará, em média, quando a planta completar 4 anos de idade.

A planta alimenta a fauna silvestre:

– Frutos direto no cacho, atraem aves, como psitacídeos: Araras, Papagaios, Periquitos, etc.

– Frutos caídos no solo, atraem mamíferos, como: Pacas, Cutias, Antas, Tatus e, tantos outros roedores.

Regas:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica que tolera períodos de estiagens médias. Porém para o seu cultivo, aconselha-se manter o solo ligeiramente úmido, principalmente quando tratar-se de plantas em formação.

Nota:

– Para manuseio da planta deverá ter o cuidado de utilizar luvas, para evitar os espinhos.

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