Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Nome científico: Acrocomia aculeata.

Nome popular: Macaúba, Macaúva, Bocaiuva, Macaíba, etc.

Família: Arecaceae.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– Trata-se de uma espécie de palmeira rústica, facilmente encontrada vegetando em regiões semiárida dos cerrados Brasileiros.

– Planta de ciclo de vida perene, revestida de espinhos longos e pontiagudos no tronco e nas folhas.

Nota:

– Os espinhos, geralmente, servem como defesa própria pois, afugenta animais predadores.

– A macaúba poderá atingir mais de 10 metros de altura.

Flores:

– Trata-se de uma planta muito produtiva. Produz flores e frutos o ano inteiro, com pico de produção na primavera.

– As flores de tamanho relativamente pequeno, apresentam-se na coloração amarelada, agrupadas em inflorescências tipo espiga, formando grandes cachos que podem chegar a 1,0 metro de comprimento.

– As flores masculinas e femininas surgem na mesma inflorescência sendo que, as masculinas, em via normal, estão dispostas mais às pontas das espigas enquanto que, as femininas mais perto do eixo central do cacho.

– As flores atraem um grande número de abelhas e outros insetos, os quais, acabam  facilitando e ajudando no processo de polinização e fecundação dos frutos.

Frutos:

– Os frutos geralmente de formato arredondado, são comestíveis, tanto a poupa externa, como a amêndoa.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente: Equatorial, Tropical e Subtropical e deverá ser cultivada a céu aberto e, em pleno sol, pois, requer alta luminosidade para o seu desenvolvimento.

Solo:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica, sem grandes exigências quanto ao tipo de solo, mas, para que ela atinja sua plenitude, o solo deverá ser fértil.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feita através do fruto, (coco).

– Na natureza, as mudas, geralmente, nascem ao redor da planta matriz, mas, a sua dispersão natural, é feita por animais e pássaros que se alimentam da poupa, levemente saborosa e adocicada, do fruto.

– Para propagação em escala doméstica, na maioria dos casos, utiliza-se as mudas que nasceram junto a planta matriz, repicando-as diretamente em locais definitivos, normalmente, no início da estação chuvosa, (Primavera).

Caso queira produzir mudas em escala doméstica:

– Poderão ser utilizados canteiros tipo sementeiras, dispostos em local semi-sombreado com boa luminosidade.

– O solo deverá ser arenoso com incremento de algum tipo de material orgânico.

– Não há necessidade de despolpar os frutos, que deverão ficar soterrados, em média, a 2,0 cm abaixo do solo.

– O solo deverá ser mantido com umidade regular, constante.

– Normalmente, a taxa de germinação é baixa e a emergência é longa, demandando em torno de 1,0 ano.

– Geralmente, quando a plântula emitir a segunda folha, já poderá ser repicada para balainhos, feitos com sacos de polietileno.

– Normalmente, quando a muda atingir 50,0 cm de altura já poderá ser levada a campo.

– Aconselha-se levar as mudas para seus locais definitivos, no início da estação chuvosa.

Dormência vegetativa das sementes de macaúba.

Para quebrar a dormência das sementes da macaúba e conseguir a aceleração da emergência das plântulas aconselha-se:

– Coletar os frutos (cocos), recém caídos da planta matriz.

– Deixar os frutos secando por duas semanas, à sombra em local arejado.

– Em seguida: quebrar os cocos com auxílio de um martelo, para liberar as amêndoas do seu interior.

– Fazer a esterilização das amêndoas com uma solução de hipoclorito de sódio a 5% v/v por cinco minutos. ([%(V/V] é igual à fração volumétrica multiplicada por 100%).

– Lavar as amêndoas em água corrente, no mínimo, três vezes.

– Em seguida, as amêndoas deverão ficar embebidas em água, na temperatura ambiente, por 24 horas, para hidratação.

– Na sequência, depois das amêndoas hidratadas, com o auxílio de uma lâmina e um estereomicroscópio (lupa), é hora de fazer uma escarificação do tegumento opercular das sementes, (região da amêndoa onde ocorrerá a germinação).

– Tal procedimento deverá ser realizado com total prudência para não ferir o embrião, que se encontra logo abaixo do tegumento opercular, nessa região da amêndoa.

– Em seguida, as sementes deverão ser submersas por 24 horas em solução contendo 1000 miligrama de ácido giberélico (GA3) por litro de água.

– Finalmente, as sementes estarão prontas para serem plantadas em bandejas, contendo vermiculita esterilizada, mantidas em câmara de geminação com 95 ± 5% de umidade relativa e temperatura de 30 ± 2 °C constantes.

– Nestas condições, a taxa média de germinação obtida com esse processo é de 60% em até 3 meses.

– Neste período, aconselha-se verificar periodicamente as bandejas, para detectar a ocorrência de contaminação, eliminando as sementes contaminadas.

Covas:

– As covas para repique das mudas em local definitivo, deverá ter no mínimo, o dobro do tamanho do torrão, (no caso dos balainhos)

– Se, o solo for de boa qualidade, não haverá necessidade de incremento de composto orgânico.

– Se, o solo for arenoso, poderá ser enriquecido com composto orgânico bem curtido, misturado ao solo removido da cova, na hora do transplante da muda.

Frutificação:

– O início da frutificação se dará, em média, quando a planta completar 4 anos de idade.

A planta alimenta a fauna silvestre:

– Frutos direto no cacho, atraem aves, como psitacídeos: Araras, Papagaios, Periquitos, etc.

– Frutos caídos no solo, atraem mamíferos, como: Pacas, Cutias, Antas, Tatus e, tantos outros roedores.

Regas:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica que tolera períodos de estiagens médias. Porém para o seu cultivo, aconselha-se manter o solo ligeiramente úmido, principalmente quando tratar-se de plantas em formação.

Nota:

– Para manuseio da planta deverá ter o cuidado de utilizar luvas, para evitar os espinhos.

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Como fazer mudas de Embaúba – Cecropia pachystachya.

Como fazer mudas de Embaúba.

Nome científico: Cecropia pachystachya.

Nome popular: Banana-de-macaco, Embaúba, Embaúva, Imbaúba, Umbaúba, Umbaubeira, Ambaíba, Árvore-da-preguiça, Umbaúba-do-brejo.

Origem: América do Sul, Brasil.

Família: Urticaceae.

Características gerais:

– Trata-se de árvores de pequeno e médio porte, endêmicas em regiões úmidas, (brejos, pântanos, banhados, matas ciliares, etc.), que poderá atingir até 8,0 metros de altura.

– Recebeu o nome de “árvore-da-preguiça”, pela grande preferência do Bicho-preguiça em consumir avidamente suas tenras folhas.

– Considerada por ambientalistas, naturalistas, passarinheiros e observadores de aves, a espécie de árvore, cuja abundância de oferta de frutos, mais atrai a fauna silvestre, principalmente pássaros.

– A Embaúba poderá ser utilizada como pioneira em reflorestamento, pois trata-se de uma árvore de crescimento rápido, além de resistir períodos de estiagens moderadas.

– Segundo a etimologia da linguagem Tupi-guarani, “Embaúba”, significa “Frutos de árvore de tronco oco”.

– Há algumas espécies de formigas em simbiose direta com a Embaúba. Enquanto sobrevivem dentro das cavidades do seu tronco a protege de predadores.

– Trata-se de uma espécie de árvore própria para ser cultivada em terrenos encharcados como: brejos, banhados, bordas de riachos e, outras regiões extremamente úmidas.

– As inflorescências são axilares em forma de espiga, (espiciforme), com inúmeras minúsculas flores unissexuais.

– Os frutos se apresentam em grandes quantidades e, em cachos. Tem formato fino e alongado, de sabor levemente adocicado, quando maduros.

Propagação:

– A multiplicação da embaúba é feita por sementes.

– Na natureza é disseminada nas fezes de pássaros e outros animais silvestres que dela se alimentam.

– É muito comum encontrar mudas da planta vicejando sob árvores, (dormitório de pássaros).

– As sementes são minúsculas, alongadas de coloração escura, difícil de separar da poupa do fruto.

Procedimentos:

– Colher os frutos maduros, os quais deverão ser colocados em recipientes plásticos, depositados à sombra para apodrecer a poupa.

– Em seguida, misturar com água, lavar e passar em peneira fina, separando as sementes da poupa em decomposição.

– Após limpeza, as sementes deverão ser semeadas em canteiros, dispostos em locais parcialmente sombreados.

– O substrato dos canteiros deverá ser rico em matéria orgânica.

– As sementes deverão ficar enterradas no substrato, em média, 0,5 cm de profundidade.

– A cobertura das sementes deverá ser feita com solo peneirado.

– As regas deverão ser processadas por aspersão leve, para não desenterrar as sementes e, manter o substrato umedecido.

– A germinação ocorrerá, em média, em 30 dias.

– Assim que as plântulas atingirem, em média, 15 cm de altura, deverão ser repicadas para balainhos (jacás).

– Os balainhos deverão ser colocados em locais sombreados com alta luminosidade até as mudas atingirem 0,5 metros de altura.

– Normalmente, com 0,5 metros de altura, as mudas já poderão ser transplantadas para seus locais definitivos.

– Aconselha-se fazer aclimatação das mudas, pelo método da exposição gradativa ao sol, por duas semanas, antes do plantio definitivo.

– Geralmente, a planta iniciará a frutificação com 2 anos, após plantio definitivo.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, resistente, não exigente quanto ao tipo de solo.

– O solo poderá ser ácido, neutro, argiloso, profundo, pedregoso, etc. sem provocar grandes problemas para a planta.

– A única exigência da Embaúba é com relação a água. Os locais onde ela resplandece na natureza, são todos com extrema umidade.

Clima:

– Planta adaptada ao clima Equatorial, Tropical e Subtropical.

– A planta deverá ser cultivada em local semi-sombreado, porém, resplandece também, cultivada em exposição direta ao sol.

– Trata-se de uma planta tolerante à baixas temperaturas moderadas.

Covas:

– Abrir covas de 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova: 20 litros de material orgânico bem curtido mais 5 litros de areia lavada.

Homogeneizar totalmente os materiais adicionados ao solo removido, antes de voltar para dentro da cova.  Esse processo deverá ser realizado, em média, 15 dias antes de receber a muda. Mantendo o solo sempre com boa umidade, para que os materiais adicionados, incorporem-se totalmente.

Espaçamento:

Aconselha-se espaçamento de 5,0 x 5,0 m entre plantas e 6,0 m entre linhas.

Plantio definitivo:

– Plantar a muda no centro da cova.

– Regar para fixar o solo, ao redor do torrão da muda.

– Manter o solo sempre úmido.

Nota:

– A planta frutifica na Primavera e no Verão.

– Os frutos de consistência dura quando verde, tornam-se macios, atraentes, levemente perfumados e saborosos, quando maduros.

Pássaros que se alimentam do fruto da Embaúba:

– Tucanos, Araçaris, Jacutingas, Pica-pau branco, Tuins, Periquitos, Maritacas, Maracanãs, Sanhaços, Sabiás, Saíras, Anambés, Jandaias, Arapongas, Saís, Sebinhos, Tiês, Trinca-ferros, Cotinga-azul, Pipiras, Surucuás, Papagaios, Tico-ticos, Coleirinhas, Cambacicas, etc.

Mamíferos que se alimentam dos frutos da Embaúba:

– Macacos, Quatis, Bicho-preguiça, Saguis, etc.

Outra utilização da embaúba:

– Trata-se de uma planta extremamente rústica, e poderá ser utilizada como pioneira em reflorestamento de áreas degradadas.

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Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa

Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa 

Nome científico: Jacaratia Spinosa

Nome popular: Barrigudo, Mamão de espinho, Mamãozinho, Mamão bravo, Bananinha, Chamburú, Aracatiá.

Família: Caricaceas

Origem: Mata Atlântica, Brasil, América do Sul.

Características gerais:

– Jaracatiá, segundo a língua indígena “Tupi Guarani”, significa: “Fruto da árvore de tronco mole”.

– Trata-se de uma árvore frutífera de médio porte, de ciclo de vida perene, nativa da Mata Atlântica, com distribuição na Região Centro-Sul e Norte do Brasil, e, em seu habitat natural poderá ultrapassar 20 metros de altura.

– O jaracatiazeiro ocorre também em outras regiões da América do Sul: Bolivia, Paraguai, Equador, Peru, Guiana, etc.

– Trata-se de uma árvore de tronco não lenhoso com grande semelhança ao mamoeiro comum, o tronco e os frutos segregam leite e, os frutos lembram o mamão papaya.

Solo:

– A planta deverá ser cultivada em solo fértil, profundo, rico em material orgânico e drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5,0 a 6,5.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical.

– Deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade.

– A planta é resistente a geadas de baixa densidade. Perde a folhagem mas, não morre. E na primavera ressurge esplendorosa.

Propagação:

– A multiplicação da planta poderá ser feita por sementes e/ou, por enraizamento de estacas dos ramos maduros.

Propagação por Sementes:

– As sementes são pequenas e, depois de preparadas e secas, se bem acondicionadas em frascos escuros, poderão conservar seu poder germinativo por mais de 1 ano.

– As sementes poderão ser cultivadas em sementeiras feitas em canteiros no solo e/ou caixas de vegetação.

– A germinação ocorrerá, geralmente, em 30 dias, após semeadura.

– As plântulas poderão ser transferidas para balainhos individuais, feitos com sacos de polietileno, quando apresentarem-se com, em média, 20 cm de altura.

– Trata-se de uma planta de crescimento rápido e, geralmente, em 6 meses após repicagem, a muda já estará com 0,50 metros de altura.

– Quando a muda atingir, em média, 0,80 metros de altura já poderá ser levada a campo.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos, aconselha-se fazer a rustificação das mesmas com aclimatação gradativa ao sol, por algumas semanas.

– Planta de rápido crescimento, poderá chegar aos 2 metros de altura, no primeiro ano, após plantio definitivo.

– Para que ocorra a polinização cruzada será necessário plantar mais que uma árvore, com certa proximidade.

– A melhor época para levar as plantas a campo, será o início da estação chuvosa, (Primavera).

Propagação por estaquia de galhos:

– A multiplicação por estacas de galhos maduros, poderá ser feita em estufas com altas temperaturas (imitando o clima tropical) e, umidade constante.

– As Estacas deverão ser cortadas de galhos maduros, em forma de bisel, em média, com 0,50 metros de comprimento x 3,5 cm de diâmetro.

Frutificação:

– As flores são emitidas separadamente:

– As Flores femininas nascem solitárias ou, aos pares, nas axilas das folhas com os ramos, estas desabroxam em pequenos pedunculos.

– As flores masculinas também pedunculadas, são emitidas nas axilas foliares, mas em forma de inflorescências, semelhantes às flores do mamão macho, em pedúnculos bem maiores.

– Os frutos têm formatos ovalados e, quando maduros adquirem coloração amarelo-alaranjado.

– A frutificação ocorre, geralmente, entre 2 e 5 anos após plantio da muda em local definitivo.

– O amadurecimento dos frutos ocorre de Janeiro a Março.

Regas:

– Na natureza, a planta vegeta satisfatoriamente em locais onde a precipitação pluviométrica oscila entre 800 a 2.300 mm anuais.

– As plantas adultas toleram curtos espaços de estiagem.

– Mas, na formação de mudas, aconselha-se manter o solo sempre com boa umidade, a planta não deverá sofrer escassez de água durante o início de seu desenvolvimento, porém, encharcamentos deverão ser evitados, para que não ocorra o aparecimento de doenças como a ferrugem.

– As mudas, em seu primeiro ano de vida, deverão receber regas periódicas a fim de manter a umidade constante do solo.

Covas:

– Abrir covas com 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido, 0,5 Kg de Calcáreo dolomítico.

– Os materiais adicionados deverão ser misturados ao solo removido e, somente depois de totalmente homogeneizados, deverão voltar para dentro do buraco. Esse pocedimento deverá ser realizado, em média, com 30 dias de antecedência do plantio da muda, para que os materiais adicionados incorporem-se ao solo.

Espaçamento:

– O espaçamento poderá ser de 5,0 metros entre plantas x 6,0 metros entre linhas.

Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta rústica sem grandes necessidades de cuidados especiais.

– Podas para formação da planta.

Adubação:

– Também não haverá grandes necessidades de adubação se o solo for rico em material orgânico.

– Caso necessário, poderá ser aplicado 20 litros de esterco animal bem curtido ao redor do tronco da planta.  Aconselha-se fazer este procedimento no início da estação chuvosa, (Primavera), quando as plantas estarão emergindo de sua dormência vegetativa.

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Nome Científico: Vitis sp.

Nomes Populares: Uva,Vinha, Parreira, Videira.

Família: Vitaceae

Origem: Ásia

Características gerais:

– Trata-se de uma trepadeira de textura lenhosa, de ciclo de vida perene, cujos ramos podem atingir mais de 5,0 metros de comprimento.

– Por trata-se de uma trepadeira, necessitará ser tutorada desde a fase inicial, após plantada em seu local definitivo.

– Emite abundante ramagem flexível que fixa-se ao tutor através de gavinhas.

– Apresenta inflorescência em forma de cacho, com pequenas flores na coloração branco-esverdeado.

– Os frutos de polpa, geralmente, gelatinosa, doce e perfumada, são em formas de bagas arredondadas ou ovais. Dependendo do tipo do cultivar poderá ser: Rosa, Roxo, Verde, Preto, etc.

– O período de frutificação dependerá da época da poda, bem como, da variedade da uva e, também, do clima da região.

– Há variedades de uva com e/ou sem sementes.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por estacas de ramos maduros e por sementes.

– O sistema de plantio poderá variar dependendo da região.

– As mudas poderão ser plantadas já enxertadas e/ou, plantar o porta-enxerto (cavalo), para posteriormente fazer a enxertia.

Enxertia:

– Geralmente é feita quando os brotos do porta-enxerto atingirem, em média, o diâmetro de um lapis.

– Um dos métodos mais utilizado é o denominado: Cunha.

Porta-enxerto (Cavalo):

– As variedades selecionadas como porta-enxerto ou Cavalo, geralmente, são variedades precoces, vigorosas e, que apresentam boa rusticidade e resistência a pragas e doencças do solo.

Solo:

– O solo deverá ser areno-argiloso, fértil, enriquecido com material orgânico e bem drenado.

– A videira não tolera solos pesados e encharcado.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5 e 6.

– Aconselha-se instalar a cultura em terrenos com declividade inferior a 20%.

Plantio de mudas previamente preparadas:

– Mudas enxertadas com raiz nua, aconselha-se o transplantio para seus locais definitivos entre Julho e Agosto.

– Para as mudas enxertadas com o torrão de substrato em suas raízes, poderá ser feito em qualquer época do ano.

– Para o sucesso dos dois casos acima, recomenda-se um sistema de irrigação eficiente.

– Caso não dispor de sistema de irrigação adequado, a melhor época de levar as mudas a campo, será o início da estação chuvosa, de Outubro a Dezembro.

Nota:

– As variedades comuns, Niágaras e Isabel, produzem sem necessitar de enxertia. São menos susceptíveis a doenças, poderão ser propagadas diretamente da planta matriz, indicada para pequenos espaços doméstico.

Covas:

– Cavar buracos de 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido e 1 Kg de calcário dolomítico.

– Os materiais dicionados deverão ser totalmente homogeneizados so solo removido, antes de voltar para dentro da cova.

– Esse procedimento deverá ser realizado um mês antes do recebimento da muda.

Clima:

– Plantas adaptadas a climas: Tropical, Subtropical, Temperado.

– O cultivo deverá ser feito sob sol pleno, pois a planta requer alta luminosidade.

– A insolação direta é extremamente importante para a produção da uva, pois, a doçura dos frutos está diretamente relacionada ao período de sol que a planta recebe diariamente.

– A temperatura, geralmente, deverá oscilar entre 15 e 30 °C. Porém, há uma grande variedade de híbridos que foram desenvolvidos, aclimatados e, adaptados para serem cultivados em ampla variedade de condições climáticas.

Produção de vinhos:

Variedades de uva – (Vitis vinífera) – Cultivares específicos para produção de vinhos: Vitis Labrusca, Vitis Rotundifolia, Vitis Riparia e Vitis Aestivalis.

Formação da parreira:

– Por tratar-se de uma trepadeira, a cultura precisará de suporte para ser conduzida, bem como, a sustentação dos ramos.

Tipos de parreira:

Espaldeira ou, Parreira Vertical.

– Trata-se de um sistema de parreira que lembra uma cerca para contenção de animais. Formada por postes com alguns fios de arame, onde a videira poderá ser conduzida verticalmente.

– Geralmente, utilizada na produção de uvas para fabricação de vinhos.

Latada, Pérgola, Caramanchão ou Parreira horizontal, .

– Geralmente, formada por malhas de arame, suspensas a cerca de dois metros do chão, Sustentadas por postes.

– As plantas serão conduzidas na horizontal. Esse sistema permite um melhor desenvolvimento da planta e maior produção.

Nota:

 – Os postes que suportam a parreira, deverão ser resistentes, fortes e duráveis, para acompanhar toda longevidade da vida da planta.

Espaçamentos

– Dependendo da variedade poderá ser de 2 x 2 metros até 3 x 3 metros.

Colheita:

– Geralmente, 2 anos após plantio, dependendo do cultivar, poderá ser mais tarde, até 4 anos.

– Da poda à colheita, em média, demora de 85 a 200 dias.

– Normalmente, após colheita, a planta entra em dormência vegetativa perdendo a sua densa folhagem, dando a impressão de estar morta.

– Esses períodos de repouso hibernal nas videiras, são ideais para a indução, no desenvolvimento adequado das gemas, no crescimento vegetativo vigoroso da planta, para boa frutificação da próxima safra. Porém, dependerá de alguns fatores como: Condições locais de plantio, Baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, Bem como, a restrição do período chuvoso nas regiões de clima tropical e semiárida.

Tratos culturais:

– Podas de frutificação, tutoramentos, amarrios, pulverizações.

– A poda serve para manter o equilíbrio entre o vigor da vegetação e a frutificação da planta.

– Aconselha-se podas anuais, geralmente, no período de repouso (inverno), ou imediatamente após surgirem as primeiras brotações nas pontas das ramagens.

Regas:

– As regas deverão ser processadas para manter o solo sempre com boa umidade.

Adubação:

– Trata-se de uma cultura exigente quanto a fertilidade do solo.

– As adubações deverão ser mensais com esterco orgânico curtido.

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Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Nome científico: Litchi Chinensis.

Nome popular: Lichia, Uva-chinesa, Morango-de-casca-grossa.

Família: Sapindaceae.

Origem: Regiões Subtropicais da China.

Considerações gerais:

– Trata-se de uma árvore de ciclo de vida perene, de médio porte que pode ultrapassar 10,0 metros de altura.

– Flores de coloração amarelada surgem no início da primavera.

– Frutos em forma de pencas, na coloração avermelhados, com casca expessa em forma de pequenos bicos de jaca, amadurecem no início do verão.

– A parte comestível do fruto é uma poupa translúcida esbranquiçada envolta numa semente grande cor coloração marrom brilhante.

Clima:

– Planta adaptada ao clima Subtropical e deverá ser cultivada a sol pleno.

– A Licgia não tolera geadas rigorosas.

– A planta responde melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido.

– A faixa de temperatura ideal situa-se entre 20 a 35ºC, sendo que, a planta paralisa totalmente suas atividades vegetativa, abaixo de 15ºC.

Precipitação pluviométrica:

– O nível ideal de precipitação pluviométrica anual, encontra-se na faixa entre 1250 e 1700 mm.

– Para as plantas novas e aquelas que estão em pleno processo de produção, a exigência em chuvas regulares são maiores.

Solo:

– A lichia não é muito exigente quanto ao solo, Mas para pleno desenvolvimento da planta deverá ser cultivada em solo areno-argiloso, leve, rico em matéria orgânica, profundo e, totalmente drenável.

– O pH ideal deverá oscilar entre 5,5 e 6,5.

Propagação:

– A lichia poderá ser propagada por sementes ou pelo método de alporquia.

Propagação por sementes:

– A propagação por sementes não é aconselhável, uma vez que plantas de pés-francos são geneticamente desuniformes, apresentam um longo período juvenil (demoram 10 anos ou mais para. começarem a produzir), além de alternância de produção e frutos de baixa qualidade.

– As sementes poderão ser armazenadas por até 4 semanas, desde que mantidas dentro do fruto.

– Uma vez removidas do fruto, começarão a perder viabilidade em 24 horas e, após 4 a 14 dias, perdem totalmente o seu poder germinativo.

– A semeadura poderá ser feita em caixas de germinação em substrato com boa aeração.

– As caixas de germinação terão que ser colocadas em local ventilado e sombreado.

– Manter o substrato umedecido sem encharcamento.

– A germinação ocorrerá dentro de uma semana.

– O transplante das mudas para balainhos deverá ocorrer quando as plântulas atingirem, em média, 15 cm de altura.

Propagação pelo método de alporquia:

– A propagação comercial é feita pelo processo vegetativo, método da alporquia.

Alporquia:

– Selecionar uma planta matriz saudável e produtiva.

– Recomenda-se utilizar apenas ramos com 1,5 a 2,5 cm de diâmetro e 45 a 60cm de comprimento.

– Os melhores resultados pelo método da alporquia serão obtidos quando realizados na estação da primavera. Porém, poderá ser realizado em qualquer época do ano, desde que se tenha umidade suficiente, quando se dispõe de um sistema eficiente de irrigação.

Procedimentos:

– Selecionar o ramo desejado.

– Com auxílio de um instrumento cortante, anelar a casca do ramo, removendo totalmente o anel da casca de 1,5 a 2,5 cm de largura.

– A região cortada deverá ser envolta com uma boa camada de esfagno densamente umedecido, em seguida, coberta com um filme de plástico transparente, finalizando com o amarrio feito com barbantes, com o objetivo de fixar o esfagno e o plástico na região cortada.

– Nota: Caso desejar acelerar o processo de enraizamento poderá ser feita aplicação de Auxinas (Hormônio vegetal de crescimento), na região anelada.

– Após enraizamento do ramo, este deverá ser separado da planta matriz.

– Para diminuir a transpiração e economizar água da nova planta em formação, deverá se fazer a remoção, em média, de 70% das folhas, antes de plantá-la em sacos plásticos, individualmente.

– Após plantadas, as novas mudas deverão ser acondicionadas e mantidas em locais sombreados, quentes, com alta umidade relativa do ar e totalmente protegidas de correntes de vento.

– Após um ano nestes viveiros de vegetação, as mudas já poderão ser levadas a campo, para serem transplantadas em seus locais definitivos.

Plantio definitivo: Fertilização:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Misturar a terra retirada da cova, cerca de 30 a 40 litros de esterco de gado bem curtido, 500 gramas de superfosfato simples. Homogeneizando todos os ingredientes antes de voltar para a cova.

Nota:- As covas deverão ser abertas com um mês de antecedência antes de receber as mudas.

– O plantio das mudas em seus locais definitivos deverá ser realizado no início da estação chuvosa do ano, ou em dias nublados.

– Após o plantio, caso houver estiagem prolongada, deverá promover irrigação a fim de manter o solo com boa umidade.

– Caso necessidade, tutorar a planta no primeiro ano de vida.

Espaçamento:

– O espaçamento para o plantio definitivo poderá ser de 10 x 10 metros, resultando em 100 plantas por hectare.

Regas:

– Para as plantas estabelecidas as regas deverão ser processadas somente em caso de estiagens prolongadas.

– Para as plantas jovens, ou recém-transplantadas, manter o solo ligeiramente umedecida, processando as regas de 1 a 2 vezes por semana, sem provocar alagamentos.

Tratos culturais:

– Devido ao sistema radicular superficial da planta, controlar as ervas daninhas com herbicidas.

Podas:

– Realizar podas de formação da planta. Bem como, a limpeza de  excesso de ramagem para melhorar a aeração e a penetração dos raios solares.

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Como fazer mudas de Marmelinho do cerrado – Marmelinho do campo

Como fazer mudas de Marmelinho do cerrado – Marmelinho do campo

Nome científico: Cordiera sessilis

Nome popular: Marmelinho do campo, Marmelinho do cerrado, Marmelada preta, Marmelada do cerrado.

Origem: Planta nativa nos campos e cerrados do Brasil.

Família: Rubiáceas.

 

Características Gerais:

– Em seu habitat natural são encontradas vegetando em solo levemente umedecido rico em material orgânico, no caso, o acúmulo de folhas em decomposição embaixo da vegetação arbórea mais densa.

– Trata-se de pequenas árvores, em média, até 3,0 metros de altura, que vegetam confortavelmente nas clareiras das matas, e/ou sob a sombra de grandes árvores.

– Ocorre com certa frequência na região central do Brasil e no Norte do Estado de São Paulo.

– Trata-se de uma planta dióica ou seja, Plantas machos e Plantas fêmeas.

(Plantas com flores masculinas e Plantas com flores femininas).

– As flores surgem na ponta dos ramos. – As flores masculinas são agrupadas, em média, com 10 flores sésseis (sem o pedúnculo ou pedicelo), as flores femininas são solitárias de coloração esverdeada.

– Os frutos são em forma de bagas de coloração verde, passando ao preto depois de maduros,

– Cada fruto contém, em média, 20 sementes achatadas, na cor amarelo-esverdeado.

Propagação:

Na natureza:

– Na natureza as sementes são dispersas pela fauna silvestre que se alimenta dos frutos: Na copa da planta são so pássaros frugívoros: Jacus, Mutuns, e quando os frutos maduros caem no solo, são alguns mamíferos: Lobos-guará, Lobinhos, Raposas, Porcos do mato, etc.

Propagação em escala doméstica:

– A propagação em escala doméstica é feita através de sementes colhidas de frutos maduros.

– Colher os frutos maduros.

– Retirar e lavar as sementes em água corrente.

– Colocar as sementes em cima de jornal para secar à sombra por um período de mais ou menos, 2 dias.

– Em seguida, as sementes deverão ser semeadas em balainhos num substrato feito com: 40% de terra de barranco + 20% de areia e 40% de matéria orgânica bem curtida.

– A germinação ocorrerá, em média, 60 dias no verão.

– As mudas atingirão 50 cm de altura com 1,0 ano de cultivo.

– As mudas com 50 cm de altura poderão ser transplantadas em seus locais definitivos.

Obs.

– Se as sementes forem plantadas em caixas de vegetação, com substrato de areia, ao atingirem 10,0 cm de altura, as plântulas já poderão ser transplantadas para balainhos com o substrato acima descrito, ou seja: 40% de terra de barranco + 20% de areia e 40% de matéria orgânica bem curtida.

– Aguardar a muda atingir 50 cm de altura para leva-la a campo.

– As mudas antes de serem levadas a campo, terão que passar por um processo de aclimatação gradativa ao sol.

– Recomenda-se plantar blocos de 4 a 5 mudas próximas, pelo fato de não se conhecer com antecedência, qual muda é feminina ou masculina.

– Recomenda-se o transplante definitivo no início da estação chuvosa do ano.

Clima:

– Trata-se de uma planta rústica, daptada ao clima tropical, e poderá ser cultivada a pleno sol, ou a meia sombra.

– A planta não é resistente a geadas fortes.

Solo:

– Embora tratar-se de uma planta rústica, resistente, o solo recomendado para o plantio definitivo, deverá ser rico em material orgânico, profundo, bem drenado. Assim a planta melhor e consequentemente, será muito mais produtiva.

– O pH do solo deverá ser levemente ácido variando de 4,8 a 5,7.

Densificação:

– O espaçamento recomendado 4 x 4 m.

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cava: 500 gramas de cinza de madeira + 500 gramas de calcário + 10,0 Litros de esterco animal bem curtido. Os materiais adicionados deverão ser totalmente homogeneizado com o solo retirado, antes de voltarem para dentro da cova.

– Este procedimento deverá ser realizado, em média, um mês antes de receber a muda da planta.

Tratos culturais:

– Podas de formação da planta.

– Capinas periódicas para evitar invasoras e/ou plantas concorrentes.

– Adubação química, poderá ser feita uma vez por ano utilizando 30 gramas de adubo NPK 10-10-10, dobrando essa quantia a cada ano até o quarto ano. Distribuir o adubo ao redor da planta a 5 cm de profundidade, distanciado 30 cm do tronco.

– Recomenda-se manter uma camada de esterco, adubação de cobertura,  feito com folhas secas ou, capim seco, ao redor do tronco da planta, isso ajudará a manter a umidade do solo.

Frutificação:

– A planta frutifica entre Novembro e Fevereiro.

 

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Como fazer mudas – Propagação sexuada e Propagação assexuada de plantas

Como fazer mudas – Propagação sexuada e Propagação assexuada de  plantas

Conceitos gerais:

As plantas, geralmente, multiplicam-se na natureza, de duas formas distintas:

1 – Por sementes, chamada de propagação sexuada.

2 – Por meio de partes vegetativas da planta, denominada de estaquia. As estacas podem ser retiradas de: galhos, ramos, raízes e folhas, chamada de propagação assexuada.

– No mundo moderno, com a competição de: Produção x Consumo, a cada dia que passa, o homem desenvolve novas técnicas de multiplicação de plantas para atender a demanda de mercado e/ou, a própria subsistência.

 Propagação sexuada:

– Caracterizada pela utilização de sementes.

– A técnica consiste em acelerar o processo de germinação, pois, na natureza, muitas variedades de plantas, por garantia própria de subsistência, apresentam dormência vegetativa em suas sementes.

– Dormência vegetativa é um fenômeno natural que atrasa a germinação de sementes.

– Algumas técnicas utilizadas para quebrar esse período de dormência, são:

Escarificação: Que é a abrasão da semente em uma superfície áspera para gastar parte do tegumento que a envolve, facilitando a absorção de água.

Embebição em água por algumas horas: Que consiste em mergulhar as sementes por um período de tempo em água, para que a semente incha promovendo o rompimento do tecido tegumentar, facilitando assim a sua emergência.

– Tratar as sementes com ácido giberélico (GA3): Dependendo do tipo de semente esse tratamento é feito em diversas concentrações e variados períodos de tempo, ex: 5 ppm por 36 horas, com o mesmo propósito de acelerar o seu nascimento.

– Choque térmico: Que é a imersão da semente em água quente (+ ou – 75 º C) com resfriamento natural, tentando amolecer o tecido tegumentar, para provocar o processo da germinação.

– Após esses processos, a semente deverá ser introduzida, geralmente, a menos que dois centímetros de profundidade, em substrato rico em material orgânico, levemente umedecido.

Algumas espécies nativas que poderão ser multiplicadas por alguma dessas técnicas, acima descrita.

– Angico, Nó de cachorro, Peroba-rosa, Ipê, Aroeira, Barriguda, Carandá, Jacarandá, Cumbaru, Embaúba, Saboneteira, Guanandi, Ingá, Leucena, Louro, Mangaba-brava, Sibipiruna, Sucupira, Ximbuva, Maminha-de-porca, Morcegueiro, Moringa, Pururuca, entre outras.

Propagação assexuada:

– Geralmente são utilizados quando a planta matriz permite enraizamento e brotação.

-Neste processo utilizam-se partes vegetativas da planta, ex: galhos, ramos, raiz, folhas, etc. denominado método de estaquia, o qual apresenta certas vantagens, com relação ao método anterior, pois, além de ser uma cópia idêntica da planta mãe, acelera a produção de frutos.

Estacas:

– As estacas são retiradas de partes da planta, ex: pedaço de caules de ponteiros maduros, ramos, galhos, raiz, contendo gemas (brotos), com tamanho médio de 15 cm de comprimento, espessura variando entre 0,5 e 1,5 cm.

– Os cortes da estaca deverão seguir o seguinte critério: Na parte superior: corte reto. Na parte inferior inclinado (em bisel).

– Desfolhar a base da estaca que ficará em contato direto com o solo.

– Enterrar as estacas até a sua metade em substrato adequado, com umidade e luminosidade controladas para proporcionar um pegamento satisfatório, com formação de raízes e brotação vigorosas.

– Algumas plantas, para facilitar a emissão de raízes, necessitarão que suas estacas sejam inoculadas com hormônio enraizador, encontrado facilmente em lojas agropecuárias.

Nota:

– Plantas propagadas por estacas, geralmente são breves em seus desenvolvimentos e, em pouco tempo já estarão em plena produção de flores e frutos.

Espécies que poderão perfeitamente ser propagadas por estacas:

– Acerola, Alecrim, Bico-de-papagaio, Erva-cidreira, Ginsem-do-pantanal, batata-doce,

Boldo, Canela de cotia, Guaco, Hortelã, Onze horas, entre outras.

Outra Técnica Assexuada – Multiplicação através da Divisão de touceira:

– Muitas plantas se desenvolvem emitindo brotações laterais, rebentos, (perfilho), e como se alastram no solo, (sentido horizontal), com o passar dos tempos se transformam numa grande touceira.

– O método consiste em remover a touceira com a utilização de uma enxada.

– Em seguida remover toda a terra remanescente na planta entouceirada.

– Com o uso de uma tesoura de jardim, dividir a touceira em várias partes, desde que, cada parte contenha pelo menos 4 a 5 brotações e raízes saudáveis.

– Remover as partes secas, podres e doentes de cada parte da planta.

– Replantar cada parte em locais separados.

– O substrato deverá sempre ser de boa qualidade enriquecido com material orgânico.

– As regas deverão ser processadas diariamente, somente para manter o solo ligeiramente umedecido, sem alagamentos, até a planta dar sinais vitais que esta pega.

Espécies que poderão ser multiplicadas por esse método:

Margaridas,  Carqueja, Onze horas, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Brotação lateral.

– Brotação lateral, são perfilhos laterais que a planta emite com o seu desenvolvimento, (plantas que se desenvolvem verticalmente).

– Remover os perfilhos laterais com o auxílio de um instrumento cortante, com todo o cuidado para não comprometer seu sistema radicular.

– Essas novas mudas deverão ser transplantadas individualmente.

– O método de propagação por brotação lateral garante às novas plantas, as mesmas características da planta matriz.

Espécies que normalmente são propagadas por essa técnica:

– Antúrios, Bromélias, abacaxizeiro, babosa, sisal, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Divisão de rizomas.

– Rizomas são caules que crescem lateralmente na superfície do solo ou, ligeiramente abaixo da superfície, emitindo a partir de gemas apicais ramos aéreos e/ou, folhas.

– A formação dessas gemas apicais, acontece em intervalos variáveis no desenvolvimento do caule.

– Geralmente com o passar do tempo a planta apresenta-se totalmente entouceirada.

– Para propagação deve se utilizar pedaços de rizomas da planta matriz, com aproximadamente 10 cm de comprimento, que contenham no mínimo, 3 gemas apicais.

– Enterrar os rizomas até a sua metade, em solo fértil enriquecido com material orgânico.

– Irrigar a nova planta diariamente somente para manter o solo ligeiramente umedecido, até que ela demonstre sinais de que já está totalmente pega.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Hortelã, Hortelã-brava, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Mergulhia

– Esta técnica consiste em colocar um galho, ainda preso à planta matriz, para enraizar na terra.

– Dar preferência aos galhos mais próximos do solo.

– Cavar uma pequena abertura no solo perto do tronco da planta matriz, logo abaixo do galho selecionado.

– Abaixar o galho selecionado nessa abertura prendendo-o com um fixador.

– Em seguida, enterrar a parte do galho selecionado, exatamente aquela que ficou rente ao solo, deixando a sua extremidade (ponteiro) livre para que continue crescendo.

– Com o passar do tempo, aquela parte do galho que ficou em contato direto com o solo emitirá raízes próprias.

– Depois de enraizada, desenterrar o galho com cuidado para não danificar o sistema radicular, recortá-lo e plantá-lo separadamente, como uma nova planta.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Hibiscos, Roseira, entre outras.

Outra Técnica Assexuada: Alporquia.

– Alporquia se caracteriza em aproveitar a formação de mudas a partir de galhos de uma planta já produtiva.

– Selecionar um galho da planta matriz.

– Fazer um anelamento, em média, de 3 cm, removendo toda a casca ao redor do galho selecionado.

– Cobrir as imediações da área anelada com substrato úmido, envolto com plástico, amarrando-o firmemente com barbante.

Nota:

– Como a seiva bruta sobe através dos vasos lenhosos para fazer a fotossíntese nas folhas da planta e, em seguida, desce através da casca, em forma de seiva elaborada. Bem, no processo de descida, ao encontrar aquela parte do galho sem a casca, a seiva elaborada se acumula. E, é exatamente esse acúmulo de seiva elaborada que estimula o enraizamento nas imediações da parte do galho sem a casca, justamente onde se encontra a porção do substrato úmido, envolto em plástico.

-Após enraizamento, cortar o galho enraizado com cuidado e, plantá-lo no local desejado.

Espécies que poderão ser multiplicadas por essa técnica:

– Figueira, Pitangueira, Romã, Jabuticabeira, Laranjeira, Roseira, entre outras.

Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Germinação :

– A germinação de uma semente é simplesmente um processo biológico, que em síntese significa: O rompimento do tecido tegumentar, (casca ou pele que reveste a semente protegendo-a de agentes nocivos), pela radícula, (raiz embrionária de uma planta que cresce em direção ao solo).

Germinação de sementes de Marolo e Araticum (Annona):– Na natureza, a germinação dessas espécies é extremamente lenta, e o processo demanda, em média, um ano e, geralmente, somente metade das sementes apresentam emergência da plântula.

– Como as sementes do Marolo e Araticum apresentam dormência vegetativa (casca tegumentar dura, que dificulta a absorção de água), vários estudos e experimentos foram realizados em laboratório, tentando  acelerar o tempo de germinação.

O método mais indicado para produção de mudas:

– Utilização de canteiros ou caixas de germinação, com areia lavada.

– Tratar as sementes com ácido giberélico (GA3) na concentração de 5 ppm por 36 horas.

– Semear, enterrando as sementes a 2 cm abaixo da superfície.

-Após a semeadura, o canteiro e/ou, caixa de germinação deverão ser pulverizados com uma solução de fungicida Moncerem IM, na seguinte dosagem: 1g/L com aplicação de 4L/m², método preventivo contra o ataque de fungos.

– A irrigação dos canteiros deverá ser feita a cada dois dias, apenas para manter o solo dos canteiros, ligeiramente umedecido.

– Após a germinação das sementes no canteiro e/ou, nas caixas plásticas, as plântulas deverão ser transferidas para sacos de polietileno, com furo para drenagem de água, contendo solo rico em adubo orgânico.

Nota:

– Trata-se de uma planta de difícil propagação por apresentar taxa de geminação muito baixa.

– O pegamento e sobrevivência das mudas transferidas para sacos de polietileno, após 100 dias, em média, é de 50%.

– As mudas transplantadas em seus locais definitivos também apresenta pouca eficiência, causando a morte de metade das mudas.

Outros experimentos  para quebra de dormência de sementes de Araticum e Marolo com pouco sucesso:

Escarificação mecânica da semente com lixa.

Choque térmico – Imersão em água quente (+ ou – 75 º C) com esfriamento natural.

Resultados:

– A escarificação mecânica do tegumento na semente, não quebrou a dormência, mas favoreceu a absorção de GA3 e, consequentemente a germinação.

– O choque térmico em água quente também não quebrou a dormência, que poderá estar relacionada com outros problemas endógenos da semente, por exemplo: embrião imaturo.

A dormência faz parte da engenharia da natureza:

– O bloqueio estabelecido pela dormência é numa estratégia que favorece a sobrevivência da espécie, pois, sincroniza a distribuição da germinação das sementes na hora certa, ao longo do tempo.

– O estado de dormência embrionária, quase sempre caracteriza a presença de condições desfavoráveis para sua germinação, tais como: secas prolongadas, altas ou, baixas temperaturas, etc.

– Como a natureza é sábia e conhece o relógio do tempo, dentro das quatro estações do ano, é mais que suficiente para a grande maioria das sementes emergirem, e cada espécie o faz, definindo a melhor época para a sua emergência com sobrevida garantida.

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Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Nome científico: Acnistus arborescens.

Nome popular: Fruta de Sabiá, Marianeira, Sabiá-iba.

Origem: Mata Atlântica do litoral do Brasil, (do Nordeste até o Sul).

 Características:

– Trata-se de uma planta arbustiva ou, uma arvoreta que poderá atingir até 3 m de altura, muito resistente, totalmente adaptada às diversas condições de climas e solos brasileiros.

– A planta prefere solos úmidos e profundos e poderá ser cultivada às margens de córregos e riachos, porém, trata-se de uma planta bastante resistente à seca, embora nesta condição produza poucos e pequenos frutos.

– Trata-se de uma planta de folhas caducas que amarelam e caem na época de seca e no outono inverno. A planta perde suas folhas no inverno e, com essa estratégia consegue sobreviver a geadas não muito intensas.

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada às condições de sua origem na Mata Atlântica e, que poderá ser cultivada tanto a pleno sol, quanto à meia sombra.

– A planta não é exigente em solos ricos em matéria orgânica nem a irrigações frequentes. Mas, corrigindo, adubando e mantendo o solo ligeiramente umedecido com irrigações regulares nas estiagens prolongadas, a planta irá produzir frutos o ano inteiro.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes e por estaquia de galhos.

– Na natureza propaga-se por sementes espalhadas pelos pássaros e outros animais que se alimentam da fruta.

Propagação por estaquia:

– Em escala doméstica é mais aconselhável o método da estaquia, por acelerar a produção dos frutos.

Metodologia:

– Preparar os recipientes (Sacos de polietileno com furos para drenagem de água) preenchendo-os com substrato rico em matéria orgânica.

– Cortar estacas maduras de ponteiros, com aproximadamente 20 cm de comprimento.

– Desfolhar a base da estaca que irá ficar em contato com o solo.

– Enterrar metade da estaca no solo do recipiente. (Obs. Uma em cada recipiente)

– Apertar com os dedos o substrato do recipiente ao redor da estaca, para que ela se mantenha firme dentro do recipiente.

– Colocar os recipientes com as estacas em locais semissombreados.

– Regar as recipientes para fixar a estaca no substrato.

– Irrigar frequentemente apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Aconselha-se fazer esse procedimento no início da primavera quando as plantas estarão emergindo da dormência vegetativa.

– Em média, com 30 dias as estacas já estarão emitindo raízes e brotação.

Propagação por sementes:

– Por tratar-se de sementes muito pequenas, aconselha-se fazer as sementeiras em caixas de vegetação.

– Preencher as caixas de vegetação com substrato rico em matéria orgânica.

– Distribuir as sementes de maneira uniforme sobre a superfície do substrato.

– Cobrir as sementes com uma camada fina de solo peneirado.

– Colocar as caixas de vegetação em locais semissombreados.

– Irrigar com cuidado para não danificar a superfície do substrato, descobrindo as sementes.

– Processar as irrigações apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Geralmente a germinação ocorrerá dentro de 30 dias.

– Assim que as mudas atingirem uma altura média de 20 cm, poderão ser transferidas para recipientes de polietileno, cheio de substrato rico em material orgânico.

– Esses novos recipientes contendo as novas mudas deverão ser colocados em locais semissombreado até atingir altura suficiente para serem levadas a campo.

– Com 6 meses de vida, geralmente, as mudas estarão com 50 cm de altura.

– Com 50 cm de altura as mudas já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos. Mas, aconselhas-se que esse processo seja feito em períodos chuvosos ou então, onde tenha um sistema de irrigação eficiente para que a planta não sinta tanto o estresse da mudança de habitat.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos aconselha-se fazer aclimatação gradativa das mesmas ao sol.

– A planta adulta já estabelecida, não precisa mais de irrigações frequentes, mas, para mantê-la produtiva aconselham-se irrigações apenas nas grandes estiagens do ano.

– A frutificação terá início entre 1,5 a 2 anos, após o plantio em seus locais definitivos.

Nota:

– Quanto as sementes, se armazenada corretamente, conservam o seu poder germinativo por até 3 anos.

Espaçamento:

– O plantio definitivo poderá ser em linhas com uma planta a cada 1,0 metro ou, com espaçamento de 2 x 2 metros permitindo maior crescimento da planta.

Tratos culturais:

– Fazer capina em forma de coroamento para evitar plantas invasoras e concorrentes.

– Podas somente para formação da planta.

Como fazer mudas de ingá – Ingazeiro

Como fazer mudas de ingá – Ingazeiro

Nome científico: Ingá vera Willd

Nome popular: Ingá, ingazeiro, ingá do brejo, ingá-feijão, ingá-banana, angá,

Origem: América do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de uma leguminosa, de ciclo de vida perene, que pode atingir até 10 metros de altura.

– As flores ocorrem normalmente de julho a novembro.

– As flores são brancas, pequenas, com longos estames brancos, levemente perfumados, atraindo beija-flores, abelhas e outros insetos.

– Por se tratar de uma leguminosa a frutificação se dará em forma de vagens que, dependendo da espécie, pode variar de 5 a 20 cm de comprimento,

– Os frutos maduros ocorrem geralmente entre dezembro e fevereiro.

– As vagens contêm várias sementes, envoltas em poupa carnosa branca adocicada.

– A poupa carnosa branca e adocicada que envolve as sementes é comestível…

Propagação:

– A propagação do ingazeiro geralmente é feito por sementes.

– Colher as vagens maduras.

– Abrir as vagens para a retirada das sementes.

– Remover com cuidado a polpa carnosa branca e adocicada, para não danificar as sementes.

– As sementes deverão ser plantadas imediatamente depois de colhidas, (As sementes perdem o poder germinativo em 10 dias).

– Aconselha-se plantar de 1 a 2 sementes por saco de polietileno previamente preenchido com o substrato de composto orgânico.

– As sementes deverão ficar soterradas no substrato, em média, a 1 cm de profundidade.

– Colocar os sacos de polietileno em local arejado, mas, semiprotegido da incidência direta do sol.

– Regar e manter o substrato dos sacos de polietileno com umidade constante, sem provocar encharcamento.

– A germinação é rápida, em média, 15 a 30 dias, e a percentagem de plantas obtidas é bem expressiva.

– As mudas crescem rápido, atingindo 40 cm de altura com 6 meses após a germinação.

 Substrato do saco de polietileno:

– O substrato deverá ser feito com uma mistura totalmente homogeneizada de: 40% de terra, 30% de areia e 30% de matéria orgânica bem curtida.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente: equatorial, tropical e subtropical.

– A planta necessita de alta luminosidade e deverá ser plantada a sol pleno.

– Nota: Planta bastante resiste a baixas temperaturas (até 3 graus).

 Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, de fácil cultivo.

– Planta adaptada a solo úmido e profundo, pouco exigente quanto à fertilidade do solo.

-pH neutro (ente 5,0 a 6,2).

Espaçamento:

– O espaçamento recomendado poderá ser 5 x 5 ou 6 x 6 metros, em covas abertas com no mínimo 2 meses antes do plantio.

Dimensões das covas:

– As covas deverão ser abertas com 50 x 50 x 50 cm.

– Misturar ao solo retirado da cova os seguintes materiais: 500 g de calcário, 1 kg de cinzas de madeira.  Após homogeneização de todos os componentes ao solo retirado da cova, o composto deverá voltar para dentro da cova, para maturação.

Locais definitivos:

– Antes das mudas serem levadas à campo, deverá ser feito  aclimatação gradativa ao sol.

– Cavar buracos, imediatamente maior que o torrão da muda, na cova previamente preparada para receber a planta.

– Em seguida, acomodar o torrão com a muda, e completar a cova com o solo removido.

– Na sequência, tutorar a muda, amarrando-a para que ela cresça verticalmente.

– Regar.

– A planta começará a frutificar com 3 a 4 anos, dependendo do clima e dos tratos culturais.

Regas:

– Aconselha-se levar as plantas a campo no início da estação chuvosa.

– Caso as mudas forem levadas para seus locais definitivos, em períodos secos, as plantas necessitarão ser irrigadas em dias alternados.

Tratos culturais:

– Fazer podas de formação de formação da planta, retirando brotos laterais e ramos mal formados e secos.

– Fazer capina de coroamento  para eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta em crescimento.

Fertilização:

– Aplicar de 3 a 4 kg de composto orgânico feito de esterco animal curtido, adicionando  30 gramas de NPK 10-10-10.

– Distribuir os nutrientes a 5 cm superficialmente e,  a 20 cm do caule da planta no inicio da estação chuvosa do ano.

Utilização:

– Planta largamente utilizada para recompor áreas degradadas, bordas de rios, represas, lagos.

– Os frutos são bastante apreciados pela fauna silvestre: Pássaros: periquitos, jandaias e papagaios. Peixes e Mamíferos como macacos. Os quais acabam fazendo a propagação natural da planta, distribuindo sementes em suas fezes, nas matas ciliares.

Propriedades medicinais:

– Segundo a farmacopeia popular a planta apresenta várias propriedades medicinais.

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