Como fazer mudas de Carobinha do campo – Carobinha do cerrado

Como fazer mudas de Carobinha do campo – Carobinha do cerrado.

Nome científico: Jacaranda decurrens.

Nome popular: Caroba, Carobinha-do-campo, Carobinha-do-cerrado, Caroba-de-são-paulo, Carobinha-do-mato, etc.

Família: Bignoniaceae.

Origem: Brasil, Centro-oeste, Mato Grosso do Sul.

Características gerais:

– Trata-se de um arbusto lenhoso, ou seja: uma pequena arvoreta, de ciclo de vida perene que, normalmente, não ultrapassa 1,5 metros de altura.

– A planta é extremamente rústica pois, vegeta satisfatoriamente em solos pobres do semi-árido dos cerrados brasileiros, principalmente no Centro-oeste, sendo endêmica no Mato Grosso do Sul.

– Trata-se de uma planta medicinal muito procurada pelas pessoas que vivem no meio rural, pois, segundo a farmacopéia popular, têm grandes poderes de cura em várias enfermidades, e todas as partes da planta, (raiz, caule e folhas), são aproveitadas.

– A planta apresenta flores trombiformes, roxo-azulada em grandes cachos.

– Os frutos são cápsulas oblongo-obovadas, extremamente lenhosas, de cores acastanhadas.

-As sementes em tons de marrom-claro, geralmente arredondadas, com asa membranácea. Na natureza são dispersas pelo vento.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical e subtropical. Deverá ser cultivada a sol pleno, porém, tolera meia sombra pois, em seu habitat natural são facilmente encontradas nas bordas das matas, grotas, bem como, nas partes mais fracas e ralas, das regiões dos cerrados.

Solo:

Planta rústica que tolera as condições de solo pobre e semi-ácidos do cerrado, desde que, estes sejam, bem drenados.

– Para produção em escala comercial aconselha-se cultivá-las em solo fértil ou, solo enriquecido com material orgânico, totalmente drenável.

Propagação:

– A propagação poderá ser feita via sementes, ou por estacas de raízes (xilopódios).

Propagação por sementes:

– Aconselha-se utilizar viveiros com 50% de sombreamento.

– As sementes poderão ser plantadas em sementeiras, bandejas de polietileno, tubetes de plástico e/ou balainhos feitos com sacos de polietileno.

– O substrato deverá ser solo fértil ou, um composto rico em material orgânico, totalmente drenável.

– As sementes deverão ficar enterradas no substrato, em média, com 2 cm de profundidade.

– As regas deverão ser realizadas a fim de manter o substrato úmido sem encharcamento.

– Com temperatura oscilando entre 25 a 30ºC, geralmente, em 2 meses, as sementes férteis estarão todas germinadas.

– Quando as plântulas atingirem, em média, 15 cm de altura, poderão ser levadas a campo.

Propagação por estaquia de raízes, (Xilopódios):

– Xilopódio é o espessamento das raízes e/ou, caules subterrâneos de um vegetal, que serve para acumular água e nutrientes, permitindo a sobrevivência da planta em períodos de estiagem.

– No caso da Carobinha-do-campo, seus xilopódios possuem também “Capacidade gemífera”, que significa o rebrotamento de ramos aéreos após um período desfavorável do ambiente, como uma seca prolongada ou, uma queimada.

– Segundo pesquisas realizadas por especialistas, as raízes da Carobinha-do-campo apresentam alto potencial gemífero, promovendo o rebrotamento de ramos aéreos durante a estação favorável, portanto é possível utilizá-las, pelo método da estaquia, realizar com sucesso, a propagação da planta.

Espaçamento:

– Em plantio comercial, aconselha-se utilizar o espaçamento 0,30 m entre plantas x 0,50 m entre linhas.

Preparação do terreno para o plantio definitivo, (Em escala comercial):

– O terreno deverá receber uma demão de aração e gradagem.

– Levantar os canteiros, em média, 20 cm com relação ao nível do solo, utilizando rotoencanteirador, geralmente uma semana antes do plantio.

– Plantar as mudas no espaçamento acima indicado.

– Fazer adubação de cobertura com esterco animal bem curtido.

– Processar regas por aspersão a fim de fixar o solo ao redor do torrão das mudas. E posteriormente para manter o solo umedecido, sem provocar alagamentos.

Nota:

– Aconselha-se fazer a aclimatação das mudas por exposição gradativa ao sol, por duas semanas, antes de serem levadas a campo.

– Aconselha-se fazer o repique das mudas em períodos chuvosos, nublados ou, no final da tarde, quando a luminosidade do sol estiver mais amena.

Tratos culturais:

– Capinas periódicas a fim de evitar a concorrência de plantas invasoras.

Colheita:

– A colheita da planta, geralmente ocorrerá em 2 anos após semeadura.

Notas finais:

– A raiz é a parte da planta mais utilizada na medicina popular, e em escala comercial, constitui o órgão comercial de interesse no mercado.

Uso medicinal na farmacopéia popular:

– Partes da planta, geralmente a raiz, empregada com sucesso no combate a doenças venéreas, sífilis, coceiras, afecções da pele, reumatismo, artritismo, disenteria amebiana e, também como um excelente depurativo.

Para ver um vídeo desta planta CLICAR AQUI.

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