Como fazer mudas de Cássia rosa – Cássia grandis.

Como fazer mudas de Cássia rosa – Cássia grandis.

Nome Científico: Cassia grandis

Nomes Populares: Cássia-rosa, Marimari,  Acácia, , Cana-fístula, Fedegoso, Marizeiro, Mata-pasto,  Jeneúna,  Marimari-preto, Marimari-sarro, Marimarirana.

Origem: América Central, América do Sul.

 Considerações gerais:

– Trata-se de uma planta Ornamental.

– Adaptada ao sol pleno e clima: equatorial, semiárido, tropical.

– Planta de ciclo de vida perene e pode chegar a uma altura de 10 metros.

– Temperatura média anual deve oscilar em torno de 10 a 38° C.

– Precipitação pluviométrica com média anual em torno de 1000 e 3000 mm.

– A planta não tolera frio intenso, nem geadas.

Propagação:

– A multiplicação é feita através de sementes. Porém, suas sementes apresentam dormência tegumentar, (casca dura). E para melhor germinação faz-se necessária a quebra de dormência

 Quebra de dormência:

– Poderá ser realizada da seguinte forma:

A – Escarificação física  que consiste em: atritar (abrasão), das sementes em uma superfície áspera (lixa, piso de cimento rústico, etc.). É utilizado para gastar parte do tegumento impermeável (casca dura), das sementes para facilitar a absorção de água, luz e oxigênio, pelo embrião da semente.

B Escarificação química: ou seja: Imersão das sementes em solução de ácido sulfúrico por 5 a 20 minutos. – Tal contato, possibilita a corrosão parcial do tegumento impermeável das sementes dando-lhes a possibilidade de executar trocas com o meio externo, absorvendo água, luz e oxigênio.

Após executado este procedimento, as sementes deverão ser deixadas de molho em água, com temperatura ambiente, por algumas horas antes do plantio.

Solo:

– O solo dos balainhos deverá ser terra de boa qualidade, incorporando uma pequena quantidade de esterco animal bem curtido.

– Enterrar de duas a três sementes por balainho a uma profundidade média de um centímetro.

– Depositar os balainhos em local semissombreado.

– Manter o substrato úmido sem encharcamento.

– Em dois meses as sementes já estarão germinadas.

– As plantas, em média, com trinta centímetros de altura, ou com um ano de idade, já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos. Mas, antes de levá-las a campo, deverá ser feita aclimatação gradativa das mudas ao sol.

– O melhor período para fazer o transplante das mudas em seus locais permanentes é o início da estação chuvosa, quando as plantas sentirão menos o estresse da mudança de habitat.

– A cássia-rosa é uma planta rústica de crescimento rápido.

– Adapta-se em qualquer tipo de solo, mas seu pleno desenvolvimento se dará em solo fértil, profundo e bem drenado.

– A árvore perde a maioria das folhas no inverno, período seco do ano, e a floração ocorre em meados da primavera e verão.

– A planta, geralmente, terá o seu primeiro florescimento, após 10 anos de vida.

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Como fazer mudas de Dracena Tricolor – Dracaena marginata tricolor

Como fazer mudas de Dracena Tricolor

Nome científico: Dracaena marginata  tricolor

Nomes populares: Dracena tricolor, dracena arco iris, dracena de madagascar.

Origem: Madagascar.

Considerações Gerais:

– Trata-se de uma planta arbustiva, de ciclo de vida perene, e pode atingir até 1,5 metros de altura.

– Planta adaptada ao clima tropical e, deverá ser plantada à pleno sol. Porém habituar-se à meia sombra. Não tolera frios intensos nem ventos fortes.

Propagação:

– Geralmente, multiplica-se a planta pelo método da estaquia.

– Usar estacas que poderão ser: pedaços do caule cortado com aproximadamente 20 centímetros ou, ponteiras de ramos maduros.

– Caso utilizar as ponteiras, essas deverão ser retirada as folhas inferiores, na região onde serão enterradas.

Procedimentos:

– Enterrar as estacas do tronco, ou as das ponteiras, em recipientes contendo areia umedecida para enraizamento.

– Colocar em local semissombreado.

– Manter a umidade constante da areia até perceber que as estacas iniciem brotação.

– Após inicio da brotação, significa que as estacas já estão com o sistema radicular parcialmente desenvolvido, nessa fase, as estacas já poderão ser transplantadas em balainhos individuais.

– Esse procedimento poderá ser feito em qualquer época do ano.

Solo dos balainhos:

O substrato dos balainhos deverá ser um composto rico em material orgânico e bem drenado.

– Misturar esterco animal bem curtido, areia lavada e terra de boa qualidade, em partes iguais, até obter um composto bastante homogeneizando.

Plantas em vasos:

– Caso as plantas forem destinadas para serem transplantadas em vasos, esses, deverão ser bastante profundos, visto que o sistema radicular da planta é bastante desenvolvido.

– No fundo do vaso deverá ser colocada uma camada de brita de, mais ou menos, cinco centímetros, Para uma boa drenagem de água.

Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta resistente, sem a necessidade de muitos cuidados.

– Prefere terreno arenoso, profundo e bem drenado.

– As regas deverão ser periódicas, apenas para manter o solo levemente umedecido.

– Sempre é bom fazer de uma a duas aplicações de adubo de cobertura no início da estação chuvosa. Poderá ser esterco de origem animal, sempre bem curtido.

– Caso a opção for por adubação química, usar NPK, fórmula 10-10-10, de 1 a 3 colheres de sopa, verificando o  tamanho da planta,  o qual deverá ser  depositado, distante cinco a dez centímetros,  ao redor do tronco, nunca junto a ele, pois poderá provocar queimaduras matando a planta.

Nota:

A propagação também poderá ser feita em recipientes contendo água, ou seja: (colocar as estacas para enraizamento dentro de recipientes de vidro com água), mas devido ao problema de proliferação de mosquitos da dengue, o melhor método é a areia umedecida.

– As sementes também poderão ser utilizadas para sua propagação, mas, o método da estaquia tem a vantagem de apresentar resultados mais rápidos.

– Geralmente, todas as plantas da família das Dracaenas, poderão ser propagadas por esse método.

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Como fazer mudas de Cássia Imperial – Amarela – Cássia fístula.

Como fazer mudas de Cássia Imperial – Amarela

Nome científico: Cássia fístula.

Nomes populares: Chuva de ouro, Canafístula, Cássia fístula, Cássia imperial.

Origem: Regiões tropicais da Ásia.

Considerações Gerais:

– Por ser uma planta de rara beleza, espalhou-se por todos os continentes de clima equatorial, subtropical, tropical.  (Mas, prefere clima quente e úmido).

– Trata-se de uma planta rústica que se desenvolve em solos pobres. (Mas, prefere solo areno-argiloso, com boa dosagem de material orgânico, profundo e bem drenado).

– Ciclo de vida perene.

– Adaptada ao sol pleno.

– Temperatura média anual deve oscilar em torno de 8 a 38° C.

Precipitação pluviométrica com média anual em torno de 600 e 3000 mm.

Propagação:

– A multiplicação da Cássia fístula é feita através de sementes.

Quebra de dormência:

– Suas sementes apresenta dormência tegumentar, (casca dura). E para melhor germinação faz-se necessária a quebra de dormência  que poderá  ser realizada através da escarificação física ou imersão em solução de ácido sulfúrico por 5 a 20 minutos.

Após este processo, as sementes deverão ser deixadas de molho em água, com temperatura ambiente, por algumas horas antes do plantio.

Solo:

– O solo dos balainhos deverá ser terra de boa qualidade, incorporada uma pequena quantidade de esterco animal bem curtido.

– Enterrar de duas a três sementes por balainho a uma profundidade média de um centímetro.

– Depositar os balainhos em local semissombreado.

– Manter o substrato úmido sem encharcamento.

– Em um mês as sementes já estarão germinadas.

– Antes de levá-las para seus locais definitivos, (Plantinhas com, mais ou menos, 20 cm de altura) deverá ser feita aclimatação gradativa das mudas ao sol.

– A Cássia amarela é uma planta puramente ornamental, com floração espetacular, em belos cachos pendentes com flores douradas que vão se abrindo gradualmente.

– Floresce na primavera e no verão.

Muito Cuidado:

Trata-se de uma planta tóxica, apesar de apresentar, segundo a farmacopeia popular,  propriedades medicinais. Caso necessidade da ingestão de alguma infusão medicamentosa dessa planta, deverá ser sumariamente acompanhada por um especialista.

 

Como fazer mudas de plantas utilizando hormônio enraizador extraído da Tiririca.

Como fazer mudas de plantas utilizando hormônio enraizador extraído da Tiririca.

 Muitos se fala sobre o poder de enraizamento do suco extraído da tiririca.

 Tiririca

Nome científico: Cyperus rotundus.

Nomes populares: Tiririca do Brejo, hamassuguê, capim Danda, cebolinha, erva coco, Junca aromática, tiririca-Comum.

Origem: Ásia.

Considerações gerais:

– A tiririca é a grande praga das lavouras, mundialmente conhecida, alastra-se e vai tomando conta de tudo, inclusive de hortas e quintais.

-trata-se de uma planta com grande capacidade de competição e agressividade.

– Acredita-se que menos de 5% de suas sementes apresentam-se viáveis para germinação.

– Sua principal disseminação se dá através dos bulbos que crescem enterrado no solo, diante disso, a grande dificuldade de controle e erradicação dessa  invasora.

 Benefícios:

– Conforme experimentos, ainda sem comprovação científica, foram observados que o suco dos seus tubérculos, ajuda na formação de raízes em estacas de plantas de difícil pegamento.

– Os resultados observados foram semelhantes aos produzidos pelos: “ácido indol acético” (IAA), “Ácido indol butírico” (IBA),  “Ácido naftaleno acético” (NAA), ditos como: hormônios enraizadores.

– Pelo simples motivo da calda feita com a planta, estimular outras, induzindo-as na produção ou aceleração do processo de formação de raízes, acredita-se que esses tubérculos são ricos em fito hormônio.

Receitas do caldo da tiririca como hormônio Enraizador para propagação método de estaquia:

Receita A:

– Colher um maço da planta tiririca, com seus respectivos tubérculos.

– Lavar para eliminar a terra e outras impurezas.

– Bater no liquidificador com água.

– Em seguida, colocar as estacas de molho, até a metade, (ou seja a parte que vai ser enterrada),  por 1 dia, antes de plantar.

Receita B:

Ingredientes:

– Colher 1 kg de tiririca com folhas e tubérculos.

– 250 ml de álcool de cereal.

-1 litro de água.

Modo de preparar:

– Macerar bem ou, moer em máquina de moer carne a tiririca com folhas e tubérculos.

– Em seguida, colocar de molho por 48 horas no litro de água.

– Finalmente, coar a solução e adicionar o álcool de cereal.

Modo de usar:

– Cortar as estacas e colocá-las até a metade (ou seja: a parte que será enterrada), nesse liquido, durante aproximadamente 2 minutos.

– Decorrido esse tempo, plantar as estacas em seus recipientes, com o substrato ligeiramente umedecido, para não correr o risco da água das regas lavarem as estacas.

Obs. Esse preparado poderá ser armazenado na geladeira por até um mês.

Observações:

– Existem vários trabalhos científicos citando o efeito alelopático da tiririca.

 O que é alelopatia:

– Denomina-se (efeito alelopático), ou alelopatia o processo pelo qual uma planta libera substâncias químicas, nocivas,  (aleloquímicos) alterando o desenvolvimento de outra espécie vegetal.  Este processo é uma forma de “defesa” da própria planta contra uma espécie invasora.

 – Agora, sobre o efeito enraizador do suco extraído de suas folhas e tubérculos, é um capítulo à parte, que ainda apresenta-se controverso. 

Visto que: Diferentes espécies de vegetais foram trabalhadas e testadas por vários pesquisadores, com metodologia diferenciada, objetivando obter bons resultados. Porém a chamada eficácia agronômica apresentada pelo suco da tiririca utilizado como hormônio enraizador mostrou-se abaixo da média.

Conclusão:

A voz do povo é a voz de Deus…

Não custa experimentar, já que se trata de uma planta comum.

Esse assunto é muito antigo e muito comentado entre os interessados.

Muitos produtores de orquídeas, de bonsais, e de mudas em geral, feitas pelo método de estaquia, estão usando esse enraizador caseiro com sucesso.

 

Como fazer mudas de Jacarandá Mimoso

Como fazer mudas de Jacarandá Mimoso

Nome científico: Jacaranda mimosifolia

Nomes Populares: Jacarandá, jacarandá-mimoso.

Origem: América do Sul

Considerações gerais:

– O jacarandá pode atingir cerca de 15,0 metros de altura

– As flores são tubulares, azul-violeta, reunidas em grandes inflorescências.

– O florescimento ocorre em meados do verão até meados da primavera, geralmente com a árvore sem folhas.

– As sementes são pequenas, achatadas, providas de asas membranosas que facilita a sua dispersão através do vento. São produzidas dentro de cápsulas lenhosas, que com o tempo se abrem liberando-as.

Propagação:

– A multiplicação de mudas, geralmente, é feita através de sementes.

Quebra de dormência:

– As sementes do Jacarandá apresenta leve dormência tegumentar, (casca dura).

– Essa dormência poderá ser facilmente quebrada pelo processo de embebição com água, ou seja:

– Deixar as sementes imersas em água, em temperatura ambiente, por 48 horas, antes da semeadura.

Solo:

– O solo dos balainhos deverá ser uma mistura homogeneizada de terra de boa qualidade, esterco animal curtido e areia, na proporção de 4:2:2.

– A areia entra na composição para deixar o substrato com boa drenagem de água.

– Os balainhos poderão ser sacos plásticos de polietileno, embalagem descartável tetra pak, ou qualquer outro tipo de embalagem descartável disponível.

– As embalagens descartáveis a serem utilizadas, deverão ser furadas no fundo para drenagem de água das regas.

Semeadura:

– Enterrar duas sementes em cada balainho, a uma profundidade de aproximadamente um centímetro.

– Depositar os balainhos em locais semissombreados, de forma que recebam luz do sol pela manhã e a tarde.

– Em 30 dias as sementes já estarão nascidas.

-Após atingir altura media de quarenta centímetros deverá ser feita a aclimatação ao sol, antes de ser levadas a campo definitivamente.

Abertura das covas:

-A cova definitiva deve ter 40 x 40 x 40 centímetros.

– Ao solo removido deverá ser incorporada uma quantidade razoável de esterco animal bem curtido, antes de voltar para dentro do buraco.

– Esse processo deverá ser feito em média 30 dias antes de receber a muda.

– Para plantar a muda, abrir um buraco um pouco maior que o torrão, no centro da cova, colocar a muda e apertar levemente com as pontas dos dedos fixando-a ao solo.

– O melhor período para se levar as mudas à campo, é o início da estação chuvosa, quando não será necessário fazer as irrigações frequentes até o seu pegamento.

Nota:

Dependendo do destino da planta, o espaçamento das covas deverá ser revisto, pois o jacarandá é uma árvore de médio a grande porte.

– Deverá ser plantada em pleno sol, em solo profundo, permeável e bem drenado.

Obs.

– A muda deverá ser tutorada nos primeiros anos de vida, para que adquira troncos eretos.

– O jacarandá não deve ser plantado próximo a muros, paredes, calçadas, pois suas raízes, em busca de nutrientes, poderão abalar essas estruturas.

– O Jacarandá é uma planta rústica e depois de pega, não precisará de grandes cuidados, apenas a eliminação das ervas daninhas competidoras.

Utilização:

– Paisagismo.

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Como fazer mudas de Jasmim da Índia. Planta das quatro virtudes.

Como fazer mudas de Jasmim da Índia.

Nome científico: Quisqualis índica.

Nome popular: Planta das quatro virtudes, arbusto-milagroso.

Origem: Ásia Tropical.

Características gerais:

Trata-se de uma planta arbustiva com caule lenhoso de ciclo de vida perene.

A planta, tutorada, pode chegar a alguns metros de altura.

Planta adaptada ao sol pleno. (Clima tropical, quente e úmido).

As flores, com perfume suave característico, desabrocham brancas ou, levemente rosadas e tornam-se vermelhas com o passar do tempo.

Período de floração: Primavera e verão.

Cultivo:

Para o bom desenvolvimento da planta o solo deverá ser rico em matéria orgânica.

As regas deverão ser feitas em média, três vezes por semana, de forma que o solo se mantenha sempre  ligeiramente úmido, sem encharcamento.

 Propagação:

A planta poderá ser multiplicada pelos métodos de estaquia, alporque e mergulhia.

Geralmente se fazem mudas pelo método da estaquia:

Que se resume em: cortar pedaços de ramos ou galhos maduros, com aproximadamente 20 cm de comprimento, enterrar até a metade em balainhos. Os balainhos deverão focar em locais sombreados, e o solo sempre ligeiramente umedecido.

Outro método que pode ser utilizado e o da mergulhia:

Caso a planta se apresente com muitos ramos ou galhos rasteiros, rentes ao chão, poderão ser parcialmente enterrados para enraizamento, depois de enraizados, poderão ser desenterrados, cortados e plantados originando novas plantas.

Tratos culturais:

Podas: As podas poderão ser realizadas depois do período de floração da planta…

Adubação: Caso necessário, poderá aplicar adubo NPK 04:14:08. A dosagem deverá ser conforme  recomendação do fabricante, descrito na embalagem.

O adubo deverá ser colocado em circulo, com um raio de 10 cm longe do tronco, nunca junto a ele, poderá matar a planta.

Geralmente se aplica adubos nos períodos que antecedem as floradas.

 Nota:

O nome de Arbusto milagroso e Planta das quatro virtudes, é em decorrência das propriedades medicinais que a Jasmim da índia apresenta.

Conforme a farmacopeia popular várias partes da planta são utilizadas para combater várias doenças.

Como fazer mudas de Neomárica Cândida – Íris da praia

Como fazer mudas de Neomárica Cândida

Nome científico: Neomarica Cândida

Nome popular: Íris da praia, Iris caminhante,  planta dos apóstolos.

Origem: Brasil

Características gerais:

-Trata-se de uma planta herbácea rizomatosa, que com o passar dos tempos apresenta-se de forma entouceirada.

– Planta rústica que não exige cuidados especiais, a não ser umidade constante, durante a fase inicial, até o pegamento da muda.

– Para que a planta se desenvolva satisfatoriamente, o solo deve ser de média à boa qualidade, além, de bem drenado.

– Planta resistente ao sol, adaptada ao clima tropical, podendo ser cultivada à meia sombra.

– As flores duram apenas um dia, e abrem-se pela manhã.

O período de floração: Final do inverno, Primavera até o Verão.

Curiosidades:

Porque Iris caminhante?…

– As plantas da família Neomarica são conhecidas também, como íris-caminhante. Esse nome deve-se ao fato de suas hates florais, flexíveis, após floração, com o peso encostam-se ao solo, o ápice da haste emite brotos e enraíza, formando novas mudas. Com o passar do tempo ela vai tomando conta do terreno. Por causa desse tipo de propagação está sendo considerada como planta invasora.

Porque planta dos apóstolos?…

– A planta é conhecida também com o nome popular de: ‘Planta dos apóstolos’, ou ‘Doze apóstolos’. A lenda diz: Se a planta for multiplicada através das sementes, somente irá florescer após ter doze folhas adultas.

As doze folhas representam os doze apóstolos que acompanharam Jesus Cristo.

Propagação:

A planta poderá ser propagada por divisão de touceiras, por sementes, ou, pelas plântulas enraizadas que brotam das hastes florais.

Obs.

A planta também poderá ser cultivada em vasos e jardineiras.

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Como fazer mudas, utilizando sementes dos frutos que consumimos diariamente.

Como fazer mudas,  utilizando sementes dos frutos que consumimos diariamente.

 Sementes…

Considerações Gerais:

O que você faz com as sementes dos frutos que você consome?…

Qual o destino que você dá  às suas sementes:  Joga fora, ou reaproveita ?…

Bem, levando em consideração a acentuada fome que assola o nosso planeta, bem como o propósito de toda semente que é: cair em solo fértil para se reproduzir e manter  a sua espécie, e nessa simples reprodução, ela, a planta se oferece em alimento, com o intento de quem se abastecer com ela, levar avante o seu objetivo que é a proliferação.

 Sabemos que a natureza é generosa, e diante disso , desprezar as sementes, bem como o objetivo da planta de se reproduzir, é um pecado, sabendo que a terra é abençoada e aquela semente só tem um objetivo: espera uma chance, cair nas mãos de alguém com bom senso apurado, para ser plantada .

 As sementes que poderão ser aproveitadas estão nos frutos maduros que consumimos diariamente:

Ex: abóbora, melão, mamão, caqui, Pimenta, maxixe, pepino, melancia, etc.

 As plantas de ciclo anual, como a abóbora, melancia, pepino, maxixe, etc.  Para essas plantas, as sementes deverão ser plantadas diretamente em seus locais definitivos. Em solo de boa qualidade com considerável quantidade de material orgânico, enriquecido com esterco animal bem curtido.

O mamoeiro, dependendo da necessidade, poderá ser plantado tanto em balainhos, como diretamente em seus locais definitivos.

Sementes de caqui, caju, manga, cajá-manga, jaca, etc. Deverão ser plantadas em balainhos, para depois serem repicadas em seus locais definitivos.

 O solo dos balainhos também deverá ser rico em material orgânico, pois as plantas responderão com maior vitalidade.

 Observações:

As sementes retiradas dos frutos consumidos no cotidiano, poderão ser reaproveitadas para serem cultivadas na horta doméstica, ou no quintal, para produção e consumo próprio.

 Embora elas tragam uma pequena desvantagem por não serem sementes selecionadas, mas, o mais importante é que elas saem de graça.

 Quando se tratar de produção para comercialização, aí sim as sementes deverão ser selecionadas, cuja produção de frutos será mais uniforme, conseguindo assim, maior aceitação no mercado cada vez mais exigente, bem como maior remuneração.

 Mas, tratando-se de produção para o consumo próprio, não há tanto rigor de seleção, pois sabendo que, às vezes, mesmo não tendo aquela aparência vistosa, compreendemos de antemão, que é de boa procedência, e não contém qualquer tipo de agrotóxico.

 Para aproveitar as sementes, basta retirá-las dos frutos maduros, lavar em água corrente, secar à sombra, e armazená-las em sacos de papel, até a época mais indicada para plantá-las.

 A época mais indicada, geralmente é o início da estação chuvosa, ou qualquer outra ocasião, desde que se tenham as condições ideais. para que a planta se desenvolva e frutifique.

 Aproveite as suas sementes e terá um quintal repleto de plantas saudáveis, que irá compor a alimentação, bem como a dieta de produtos fresquinhos, colhidos na hora, para toda sua família.

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Como fazer mudas de jenipapo – Jenipapeiro

Como fazer mudas de jenipapo

Nome científico: Genipa americana

Origem: América tropical

Considerações gerais:

O jenipapeiro é encontrado em grande parte do Brasil: Pará, Minas Gerais, São Paulo e em muitos lugares do centro oeste, etc.

– Desenvolve-se em zonas tropicais úmidas. (comumente encontrado em clareiras das matas ciliares).

– A árvore adulta pode chegar a mais de vinte metros de altura.

– O jenipapeiro é uma planta rústica, adapta-se perfeitamente a tipos variados de solo, porém se desenvolve melhor, em solos permeáveis, profundos, bem-drenados, areno-argilosos, ricos em material orgânico.

– O pH do solo deve girar em torno de 6,0 a 6,5.

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima tropical úmido. Temperaturas  ideais devem oscilar entre 25ºC e 30ºC.  E precipitação pluviométrica entre 1.300mm a 1.500mm, bem distribuída durante o ano.

Propagação:

– Geralmente a propagação do jenipapeiro é feito através de sementes.

Procedimentos:

– Selecionar sementes de plantas produtivas, vigorosas.

– A semeadura pode ser feito através de sementeiras ou diretamente nos balainhos.

Na opção por sementeiras, observar os seguintes detalhes:

As dimensões dos canteiros deverão ser de aproximadamente:

– 1,0 a 1,20 metros de largura.  (para facilidade de manuseio e tratos culturais).

– 25 a 30 centímetros de altura com relação ao nível do solo. (para perfeita drenagem de água).

– O comprimento dos canteiros deverá ser de 1,0 a 20,0 metros. (exatamente do tamanho da necessidade de produção de mudas).

– As sementes deverão ser plantadas em sulcos de aproximadamente 2 centímetros de profundidade.

– A distância entre as fileiras (sulcos), deverá ser de aproximadamente 15 centímetros.

– A média de sementes a ser plantadas por metro quadrado deverá girar entre 300 a 350 sementes.

– Após plantação, manter o substrato dos canteiros sempre bem umedecidos sem encharcamento.

– As sementes deverão germinar em trinta dias.

– Quando as plantas dos canteiros atingirem altura média de 12 a 15 centímetros, (4 a 5 meses após semeadura),  já poderão ser repicadas para os balainhos.

– Manter os balainhos com as mudas repicadas em local semi-sombreando até o pegamento.

– Após as mudas atingirem altura de 25 a 30 centímetros, (de dez a 12 meses após repicagem), e somente depois de  passar por um período de aclimatação ao sol, poderão ser transplantadas em seus locais definitivos.

Caso a opção for plantar as sementes diretamente em balainhos:

– Enterrar de 3 a 4 sementes por recipiente a uma profundidade de 2 a 3 centímetros de profundidade.

– Quando as plantinhas atingirem de 10 a 15 centímetros de altura, selecionar a mais vigorosa e desbastar as demais.

– O solo dos canteiros e dos balainhos deverão ser mantidos sempre com boa umidade, sem provocar encharcamento.

Solo:

O solo dos canteiros e dos balainhos, deverá ser uma mistura homogeneizada de terra de boa qualidade com esterco animal bem curtido, na proporção de 2:1, ou seja: 2 partes de terra para 1 parte de esterco.

Preparação das covas:

– As covas deverão ser preparadas com um mês de antecedência:

– Espaçamento entre covas: geralmente usa-se 10 x 10 metros.

– Dimensões das covas: 60 x 60 x 60 cm. Detalhe: Na abertura separar a terra dos primeiros 15 a 20 cm. (Que é o solo rico em material orgânico).

– Depois da cova pronta, voltar a terra separada na abertura, para o fundo da cova.

– Misturar à outra parte do solo retirado da cova 20 a 30 litros de esterco animal bem curtido, adicionar também: 200 gramas de sulfato de amônia, 300 gramas de superfosfato simples, 100 gramas de cloreto de potássio, homogeneizar o composto e voltar para dentro da cova.

– Observar que todo esse procedimento deverá ser realizado, em média, um mês antes de receber a muda definitivamente. Esse enriquecimento do solo da cova irá induzir a planta a emitir raízes profundas em busca de nutrientes, deixando-a mais vigorosa com produtividade mais precoce.

Plantio em local definitivo:

– A melhor época para o plantio definitivo é a estação chuvosa. As plantas não sentirão muito a mudança brusca de habitat.

Tratos Culturais:

– O jenipapeiro por ser uma planta rústica, não requer grandes preocupações.

– Manter a planta livre das ervas daninhas efetuando regulares capinas de coroamento em torno do seu tronco.

Frutificação:

– A frutificação geralmente ocorrerá após os cinco anos da planta.

– Os frutos caem ao solo entre Fevereiro a Agosto.

Usos do Jenipapeiro segundo a farmacopéia popular:

– Chá de raízes (como purgativo).

– Sementes esmagadas (como vomitório).

– Chá das folhas (como Antidiarréico).

– Fruto verde ralado (para asmáticos).

– Brotos, grelos (Desobstruente).

– Suco do fruto maduro (tônico para estômago, diurético e desobstruente).

Fruto:

O Fruto comestível in natura também poderá ser utilizado no preparo de:

– Licor.

– Xarope.

– Suco.

– Refresco.

– Etc.

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Como fazer mudas – Quebra de Dormência por Estratificação e Embebição por água

Como fazer mudas – Quebra de Dormência por Estratificação

A quebra de dormência de sementes pelo método de estratificação:

– O método de Estratificação: consiste em fazer um tratamento úmido à baixa temperatura, auxiliando as sementes na maturação do embrião, trocas gasosas e embebição por água.

Quebra de dormência de sementes pelo método de Embebição:

– Embebição por água significa: colocar as sementes dentro de um recipiente cheio d’água. Ex: quando colocamos feijão de molho dentro d’água após algumas horas eles estarão inchados.

– Qualquer tipo de semente que o tegumento não seja impermeável, quando colocado em contato direto com água tem o mesmo comportamento: incharão.

Veja alguns exemplos de sementes que poderão ser utilizado o método de embebição:

Nome popular:        Nome científico:               Método utilizado:

Fava barbatimão    Stryphnodendron adstri. Embebição – 12:00 h

Guatambu             Aspidosperma ramiforum        Embebição – 4:00 h

Ipê-felpudo            Zeyhera tuberculosa       Embebição – 15:00 h

Leucena                Leucena leucocephala    Embebição – 12:00 h