Como fazer mudas de pimentas ardidas – Como Cultivar pimentas ardidas – Horta doméstica

Como fazer mudas de pimentas ardidas – Como Cultivar pimentas ardidas – Horta doméstica

Horta em casa

Pimentas Ardidas

Nome científico: Capsicum.

Considerações gerais;

– Há uma grande variedade de espécies de pimentas ardidas. (gênero Capsicum) .

– Mas, iremos citar apenas as mais cultivadas, conhecidas popularmente como: Dedo de moça, Malagueta, Bodinho, Cumari, etc.

– Em linhas gerais, o sistema de propagação dentre elas, é similar e poderá seguir o roteiro, conforme descrito abaixo.

– Trata-se de plantas adaptadas a climas tropical e subtropical.

– A grande maioria das pimenteiras é plenamente adaptada ao sol e deverá ser plantada em regime de céu aberto, sob a luz direta do sol, pois necessitam de alta luminosidade.

Propagação:

– A propagação da pimenta é feito através de sementes.

– As sementes poderão ser semeadas diretamente em suas covas definitivas.

– Também poderão ser semeadas em sementeiras, para posterior  repicagem e transplante.

– Ou ainda, semear em balainhos feito com folhas de jornal velho, copos descartáveis, sacos de polietileno pequeno, ou em células de bandejas de isopor.

– As sementes deverão ser enterradas numa profundidade média de 0,5 cm.

– A germinação ocorrerá, normalmente, em 10 dias.

– A muda deverá ser transplantada para o seu local definitivo quando atingir, em média, 10,0 cm de altura.

Nota:

– No método de repicagem das mudas para suas covas definitivas, os balainhos  e as bandejas de isopor levam vantagem, visto que, a muda já é introduzida na cova com o torrão de substrato em suas raízes, não sentindo tanto o estresse da mudança de habitat.

Espaçamento:

O espaçamento irá variar dependendo do porte adulto da cultivar:

– Para cultivares de pequeno porte, geralmente usa-se: 20 cm entre plantas x 60 cm entre linhas.

– Para cultivares de médio porte, geralmente usa-se: 40 cm entre plantas x 100 cm entre linhas.

– Para cultivares de grande porte, geralmente usa-se: 60 cm entre plantas x 120 cm entre linhas.

Clima:

– A grande maioria das espécies de pimenteiras é adaptada a climas quentes: tropicais e subtropicais, vegetando confortavelmente, em clima oscilando entre 15 a 34°C.

– Porém, algumas espécies adaptadas a clima mais moderado, vegetam melhor com a temperatura abaixo dos 26°C, ex: Capsicum pubescens, originária de regiões de clima ameno dos Países Sul Americanos:  Peru, Bolívia, Chile, Argentina e Equador.

– A planta não tolera geada, nem frios intensos.

Solo:

– O solo deverá ter boa fertilidade, ser rico em matéria orgânica, leve, profundo, além de ser totalmente drenável.

Preparação do solo:

– Em plantações extensivas o solo deverá ser arado a uma profundidade média de 25 cm, em seguida, aplicar uma demão de grade niveladora para destorroamento.

– Aconselha-se a fazer análise do solo, para verificar a necessidade de calagem, bem como a quantidade de calcário dolomítico, que deverá ser aplicada.

– O pH deverá oscilar entre: 6,0 e 7,5. Mas a grande maioria das cultivares, toleram o pH entre: 5,0 e 8,0.

– A análise, também irá determinar o nível de fertilidade do solo, para indicar o melhor tipo de adubação, bem como as quantidades a serem aplicadas.

Preparação das Covas em propagação doméstica:

– As covas poderão ser abertas com as dimensões aproximadas de: 20 x 20 x 25 cm.

– Aplicar, em média, 1,5 litros de esterco animal bem curtido e 10 gramas de adubo químico NPK 10:10:10, por cova.

– Os materiais adicionados deverão ser totalmente incorporados ao solo e, devolvido para dentro da cova.

– Regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das sementes ou, mudas.

 Nota:

– As covas deverão ser preparadas com um mês de antecedência ao recebimento das sementes ou, mudas, para que os materiais adicionados se incorporem satisfatoriamente ao solo.

Regas:

-Depois das plantas em seus locais definitivos, as regas deverão ser frequentes, apenas para manter a umidade do solo, sem provocar alagamentos.

Tratos culturais:

– Livrar as plantas das ervas daninha e ervas competidora.

– Caso necessário, tutorar as plantas, amarrando-as em estacas de bambu.

Colheita:

– A colheita das pimentas iniciará entre 80 a 150 dias, após semeadura.

Notas finais:

– A principal característica da pimenta é o seu sabor picante.

– E o responsável causador dessa ardência são substâncias denominadas capsaicina (capsaicinoides). Que ativa os sensores nervosos das papilas gustativas da língua, provocando a ardência.

– Caso, acidentalmente, a capsaicina  da pimenta entrar em contato com a pele das mãos, nariz, olhos, etc. e provocar ardência. E bom lembrar que a capsaicina terá que ser removida com álcool ou, óleo comestível. De nada adiantará lavar a região afetada, porque tal substância, não é solúvel a água.

Como fazer mudas de quiabo – Como cultivar quiabo – Horta doméstica

Como fazer mudas de quiabo – Como cultivar quiabo – Horta doméstica

Horta em casa.

Quiabo

Nome científico: Abelmoschus esculentus.

Origem: África.

Considerações gerais:

– O quiabeiro deverá ser cultivado a céu aberto, sob a luz direta do sol, em temperaturas acima de 20°C.

– As variedades mais cultivadas, são: Santa cruz, Amarelinho, Brasileirinho, Valença e Mauá.

Propagação:

– A propagação do quiabeiro é feita por sementes, e poderá ser por semeadura diretamente no solo ou, por mudas, previamente preparadas.

Em escala doméstica, A propagação é feita por sementes, geralmente plantadas em covas definitivas.

– Mas, poderão ser plantadas em balainhos, ou seja: copos feitos com jornal velho, ou, copo descartável. (Obs. O copo descartável deverá ser perfurado no fundo e nas laterais, para proporcionar a drenagem de água).

Em escala comercial, dependendo da necessidade, utilizam-se os dois métodos.

Obs.

– Alguns viveiristas comercializam as mudas já prontas, e no tamanho ideal, para serem transplantadas em seus locais definitivos.

Procedimentos:

– Para acelerar a germinação das sementes, é necessário quebrar a sua dormência pelo processo de embebição, ou seja: deixar de molho em água por 24 horas, antes do plantio.

– Aplicar de 2 a 3 sementes por cova, ou por balainho.

– As sementes deverão ser enterradas no solo fofo a uma profundidade média de 8 cm.

Espaçamentos em locais definitivos:

– O espaçamento entre covas, em média, deverá ser de 40 cm.

– O espaçamento entre as fileiras, em média, deverá ser de 120 cm.

– O desbaste, deverá ocorrer, quando as plantas atingirem aproximadamente 20 cm de altura. Deixando apenas a planta mais vigorosa.

Regas:

– A planta não é muito exigente quanto à necessidade de água.

– A planta suporta bem os períodos curtos de estiagem, mas, é sempre bom manter o solo ligeiramente umedecido, durante todo o seu ciclo de vida.

Clima:

– Planta adaptada ao clima tropical e subtropical, (quente e ameno). E deverá ser cultivada a céu aberto, (em pleno sol).

– A planta desenvolve-se satisfatoriamente com temperatura acima de 20°C.

– A planta não tolera geada nem frios intensos.

– Em regiões de clima quente e inverno ameno, é possível cultivar a planta o ano todo.

– Na região Sul do Brasil o cultivo do quiabo, geralmente, acontece na primavera estendendo-se até o verão.

Solo:

– O solo deverá ter boa fertilidade, ser rico em matéria orgânica, profundo, além de ser totalmente drenável.

Preparação do solo:

– Em plantações extensivas o solo deverá ser arado a uma profundidade média de 25 cm, em seguida, aplicar uma demão de grade niveladora para destorroamento.

– Aconselha-se a fazer análise do solo, para verificar a necessidade de calagem, bem como a quantidade de calcário dolomítico, que deverá ser aplicada.

– O pH não deverá ser inferior a 5,5.  Sendo que o pH ideal, deverá oscilar entre 6 e 6,5.

– A análise, também irá determinar o nível de fertilidade do solo, para indicar o melhor tipo de adubação, bem como as quantidades a serem aplicadas.

– A produtividade do quiabeiro será diretamente proporcional à quantidade de nutrientes a ele dispensada.

Preparação das Covas em propagação doméstica:

– As covas poderão ser abertas com as dimensões aproximadas de: 20 x 20 x 25 cm.

– Aplicar, em média, 1,5 litros de esterco animal bem curtido e 10 gramas de adubo químico NPK 10:10:10, por cova.

– Os materiais adicionados deverão ser totalmente incorporados ao solo e, devolvido para dentro da cova.

– Regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das sementes ou, mudas.

 Nota:

– As covas deverão ser preparadas com um mês de antecedência ao recebimento das sementes ou, mudas, para que os materiais adicionados se incorporem satisfatoriamente ao solo.

Colheita:

– A colheita terá inicio, geralmente, dois meses após semeadura, nas estações quentes do ano. E três meses, nas estações mais frias.

– Dependendo: da cultivar, das condições do solo, dos tratos culturais e da estação do ano, a colheita poderá estender-se de dois a oito meses.

Considerações finais:

– O quiabo é rico em cálcio e vitaminas: A, C e B1.

Como fazer mudas de Ciclame – Como cuidar da planta ciclame

Como fazer mudas de Ciclame – Como cuidar da planta ciclame

Nome científico: Cyclamen persicum.

Nomes populares: Ciclame da pérsia, violeta dos Alpes, etc.

Origem: Europa (Ilhas gregas e regiões do mar mediterrâneo).

Características gerais:

– O ciclame é uma planta que apresenta tubérculos. E, as plantas que apresentam tubérculos, geralmente perdem suas folhas, (a parte aérea da planta), nos períodos de dormência vegetativa.

– Tubérculos são caules modificados em forma de raiz, (com aparência de uma batata arredondada).  Ou seja: um caule hipertrofiado, que acumula (amido), como substâncias de reserva.

-Os tubérculos apresentam saliências denominadas gemas, (olhos ou, brotos).

– Exemplos de tubérculo: cará, inhame, batata inglesa, caládio, tinhorão, dália, etc.

– Em relação ao cultivo, o comportamento do tubérculo é muito semelhante ao cultivo do bulbo.

Obs.

– O ciclame é uma planta de ciclo de vida perene, mas, perdem as folhas, quando entra em dormência vegetativa.  Por esse motivo, tem sido cultivada como planta anual.

– Quando as folhas da planta secam, as pessoas que não conhecem o seu ciclo reprodutivo, pensam que a planta morreu. Porém, o seu tubérculo estará salvo, guardado para retomar o ciclo vegetativo, na próxima estação.

– A planta emite suas hastes florais, em meados do verão. E suas flores são brancas com tons e matizes de rosa, vermelho e roxo, e exalam leve perfume.

– Mas, é no inverno que a planta estará no auge, demonstrando sua exuberância floral.

Propagação:

– A propagação poderá ser feita por divisão do tubérculo, ou por sementes,

Propagação por tubérculos:

– Quando o tubérculo iniciar a emissão de folhas, cortar em pedaços desde que, cada pedaço contenha no mínimo uma gema.

– Colocá-los semi enterrados em areia, para brotação.

– Após brotação, plantar em vasos definitivos, com substrato rico em material orgânico, totalmente drenável.

Propagação por sementes:

– A planta propaga-se por sementes, semeadas em tabuleiros.

– As sementes deverão ser plantadas no início do inverno.

– O substrato deverá ser rico em material orgânico e totalmente drenável, além de mantido com boa umidade relativa, sem encharcamento.

– Os tabuleiros (bandejas de vegetação) deverão ser colocados em locais protegidos da luz direta do sol.

– Quando as plantinhas apresentarem-se com estrutura suficiente para suportar o transplante, deverão ser repicadas para seus vasos definitivos.

– As plantas produzidas a partir de sementes deverão ser mantidas em locais com clima ameno e luminosidade filtrada, pois, as mesmas irão florescer, em média, com 15 meses de idade.

– A partir 14º mês, aclimatar as plantas a lugares um pouco mais quentes, bem como, a maior claridade, para estimula-las à floração.

Substrato:

O substrato para os tabuleiros deverá ser rico em material orgânico e totalmente drenável, ou seja, uma mistura totalmente homogeneizada de: húmus, areia de rio, esterco animal bem curtido ou, folhas em decomposição, na proporção de 2:1:1.

Clima:

– Trata-se de plantas adaptadas ao clima ameno, oscilando entre 12 e 18. E, deverão ser cultivadas à meia sombra, porém, precisará receber a luz direta do sol pela manhã e, ou, à tardinha. (num total de, mais ou menos, 3 horas diariamente).

– Poderá ser colocada em alpendres, em sacadas, ou próximo a uma janela, desde que não receba ventos fortes.

– A planta não tolera calor excessivo. (Acima dos 20ºC.). Nem frio abaixo de 6ºC.

Regas:

– A planta não tolera umidade excessiva em seu substrato.

– Regar a planta para manter o substrato levemente umedecido. (2 vezes por semana.

– Porém, nos períodos de estiagem prolongada, verificar  o substrato para detectar a necessidade de aumentar as regas)

– Quando a planta estiver no início de seu período vegetativo e emitindo suas hastes florais, encher o prato inferior do vaso, com pedriscos úmidos. Esse detalhe irá aumentar a umidade relativa do ar, beneficiando a planta em seu pleno desenvolvimento.

– Manter a umidade dos pedriscos do prato, embaixo do vaso, pois o processo de evaporação, contínua, irá manter o ambiente propício.

Fertilização:

– Á medida em que as flores forem desaparecendo, cortar as hastes florais da planta e fertiliza-la com adubação líquida, (seguindo rigorosamente as orientações da embalagem), para que surjam novas folhas e novas hastes florais.

– Quando as folhas começarem a secar, parar com a fertilização e reduzir gradativamente a oferta de água.

– Respeite o período de dormência vegetativa da planta. (Esse é o seu momento de descanso – férias)

– Nesse momento de repouso, colocar o vaso em local ventilado e protegido do sol, num período médio de 2 meses.

– Em meados da primavera, (quando todas as plantas estarão emergindo do seu período de dormência vegetativa), retirar o tubérculo do vaso e replantá-lo em areia, semi enterrando-o ou, enterrando-o pela metade.

– Após emissão de folhas e raízes, transplantá-los para seus vasos definitivos com substrato novo.

– O novo substrato deverá ser rico em material orgânico. (ver o substrato acima mencionado).

– A partir do momento que surgir novas folhas, recomece as regas e a fertilização.

– A fertilização deverá ser feita mensalmente até o surgimento das hastes florais.

Nota:

Para manter a sua planta, deverá observar que: a partir desse ponto, recomeça-se todo o ciclo de desenvolvimento anual do Ciclame.

 

Como cuidar de Bonsais – Bonsai

Como cuidar de bonsais

 

Características gerais:

– Bonsai, geralmente, é uma árvore em miniatura, que cultivada num ambiente restrito, não se desenvolve como deveria. Mas, se estivesse vegetando nos espaços amplos da natureza, atingiria seu exuberante porte original.

– Bonsai é uma palavra de origem japonesa e significa: árvore em bandeja.

– O bonsai é uma planta de crescimento lento, em resposta direta às condições de sobrevivência, aos ambientes que lhe é oferecido.

– A planta demora, mas, atinge sua fase adulta, em miniatura, porém, com as mesmas características e volumes, da planta na natureza. Para isso, são necessárias algumas técnicas básicas para sua formação, ou seja:

– Podas sistemáticas de galhos e raízes.

– Tutoramento dos galhos e ramos, por longos períodos, até obter-se a conformação desejada.

Tratos culturais:

– O seu cultivo está diretamente relacionado com alguns fatores primordiais, ou seja:

– Luminosidade.

– Regas.

– Adubação.

Como cuidar:

Luminosidade:

– O bonsai, como toda árvore, para se manter saudável e com vida, necessitará de luz e calor do sol, para fazer fotossíntese.

– O ideal é que, sua localização dentro de casa, seja estratégica, de forma a receber luz e calor, diretamente do sol, pelo menos 4 horas diariamente. (Poderá ser cultivado em alpendres, sacadas ou, próximo às janelas, etc. desde que receba luminosidade satisfatória).

Regas:

– As regas deverão acontecer apenas para manter o solo levemente umedecido.

– A maioria dos bonsais morrem afogados por encharcamento de água. (As raízes também respiram e, o acumulo de água, impede essa função básica.).

– Dependendo das estações do ano, no período mais seco, as regas deverão acontecer com  mais frequência, mas, apenas para manter a umidade do substrato.

Adubação:

A adubação poderá ser: química e, ou, orgânica.

Adubação química:

– Poderá ser utilizado a formulação NPK 10:10:10. Obedecendo rigorosamente as recomendações de uso, bem como, a frequência de utilização, descritas pelo fabricante, nas embalagens do produto.

Adubação orgânica:

– Geralmente, utiliza-se a torta de mamona, como adubação de cobertura.

– Normalmente, aplica-se a adubação orgânica, no período que antecede a primavera, quando as plantas estarão emergindo de sua dormência vegetativa.

Nota:

– Esses produtos (adubos), são facilmente encontrados em casas que comercializam  produtos agrícolas e veterinários.

– A sua utilização deverá ser, rigorosamente, conforme descrito nas embalagens.

– Excessos na adubação também mata a planta

Observações finais:

– O bonsai é perfeito quando atinge plena harmonia no ambiente em que sobrevive.

– O bonsai é uma arte oriental, milenar e, expressa à sensibilidade, bem como, o amor e respeito à natureza, das pessoas que o cultiva.

– Bonsais, geralmente é fietos com mudas de árvores, mas podem ser feitos com plantas trepadeiras, de caule lenhoso como as videiras, etc.

Como fazer mudas de Feijão Orelha de Padre – Como cultivar Feijão Orelha de Padre

Como fazer mudas de Feijão Orelha de Padre – Como Plantar Feijão Orelha de Padre – Como cultivar Feijão Orelha de Padre – Horta doméstica.

Horta em casa.

Feijão de vagem – (Feijão Orelha de Padre):

Nome científico: Dolichos lablab.

Nomes populares: Orelha de padre, LabLab, Feijão Mangalô.

Origem: África.

Características gerais:

– O feijão orelha de padre é uma leguminosa, de ciclo de vida anual.

– Geralmente são plantas vigorosas, trepadoras, necessitando de tutores para o seu pleno desenvolvimento.

– Os tutores podem ser feitos com varas de bambus, ou similar, conduzindo as plantas a uma espaldeira.

Obs.

– A variedade cultivada por ser comestível, apresenta-se com flores brancas rosadas, vagens verdes e feijões sem amargor.

Propagação:

– A planta multiplica-se por sementes, que deverá ser plantada diretamente em covas definitivas.

– Aplicar de 2 a 3 sementes por cova, a uma profundidade média de 2,0 cm.

– As covas deverão ser preparadas, em média, com um mês de antecedência, ao recebimento das sementes.

Espaçamento:

– O espaçamento mais indicado é: 1,0 metros entre plantas x 1,5 metros entre linhas.

– O melhor período para a propagação coincide com o início da estação chuvosa, (setembro estendendo-se até fevereiro).

Nota:-

– Após a germinação a planta necessita ser tutorada para uma espaldeira.

– Caso a planta seja cultivada dentro da horta, a espaldeira poderá ser o próprio alambrado da horta. (nesse caso, as covas deverão ficar distante do alambrado, em média, 10,0 cm, e após germinação, as plantas deverão ser tutoradas até o alambrado).

Irrigação

– Depois das sementes plantadas, irrigar as covas apenas para manter o solo levemente úmido, sem provocar encharcamento.

– A planta adulta também requer o solo úmido, sem grandes exageros.

Clima:

– Planta resistente, adaptada ao clima tropical e subtropical, com temperaturas médias entre 16 a 30°C.

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada à alta luminosidade, e deverá ser plantada em campo aberto, sob a luz direta do sol.

– A planta não tolera geada, nem frio intenso.

Solo:

– O solo deverá ser fértil, rico em materiais orgânicos, fofo e totalmente drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 6 e 7,5.

Preparação das Covas:

– As covas geralmente são abertas com as dimensões aproximadas de: 20 x 20 x 25 cm.

– Aplicar, em média, 1,5 litros de esterco animal, bem curtido e 10 gramas de adubo químico NPK 10:10:10, por cova.

– Os materiais adicionados deverão ser totalmente incorporados ao solo e, em seguida devolvidos para dentro da cova.

– Regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das sementes.

Obs.

– As covas deverão ser preparadas, em média, com um mês de antecedência ao recebimento das sementes, para permitir, aos materiais adicionados, a incorporação satisfatória ao solo.

Nota:

– A família dos feijões, são plantas  que entram em associação simbiótica com as bactérias (rizóbios ou rhizobium), produzindo compostos de amônia, consequentemente, fixando nitrogênio ao solo, enriquecendo-o.

Colheita:

– A colheita das vagens geralmente terá inicio aos 2 meses após a semeadura.

– As vagens deverão ser colhidas ainda tenras, com suas sementes imaturas.

Nota:-

Trata-se de um alimento rico em proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo B), e fibras.

Como fazer mudas de Feijão de corda – Como Plantar Feijão de corda – Como cultivar Feijão de corda – Horta doméstica.

Como fazer mudas de Feijão de corda – Como Plantar Feijão de corda – Como cultivar Feijão de corda – Horta doméstica.

 Horta em casa.

Feijão de vagem – (Feijão verde):

Nome científico: Vigna unguiculata

Família: Fabaceae.

Nomes populares: Feijão miúdo, feijão de corda, feijão fradinho.

Características gerais:

– O feijão de corda é uma leguminosa, de ciclo de vida anual.

– Geralmente são plantas trepadoras, necessitando de tutores depois que nascem.

– Os tutores podem ser feitos com pedaços de bambus, ou similar, conduzindo as plantas a uma espaldeira.

Clima:

– Planta adaptada ao clima tropical e subtropical, com temperaturas médias entre 16 a 30°C.

– Trata-se de uma planta adaptada à alta luminosidade, e deverá ser plantada em campo aberto, sob a luz direta do sol.

– A planta não tolera geada, nem frio intenso.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes, que deverá ser plantada diretamente em seus lugares definitivos. (geralmente covas).

– Aplicar de 2 a 3 sementes em cada cova, a uma profundidade média de 2,0 cm.

– As covas deverão ser preparadas, em média, com um mês de antecedência, ao recebimento das sementes.

Espaçamento:

– O espaçamento mais indicado é:  20,0 cm entre plantas x 60,0 cm entre linhas.

– O melhor período para a propagação é o início da estação chuvosa, (primavera).

Nota:-

– Após a germinação a planta necessita ser tutorada para uma espaldeira.

– Caso a planta seja cultivada dentro da horta, a espaldeira poderá ser a própria tela da horta. (nesse caso, as covas deverão ficar distante do alambrado, em média, 10,0 cm, e após germinação, as plantas deverão ser tutoradas até o alambrado).

Solo:

– O solo deverá ser fértil, rico em materiais orgânicos, fofo e totalmente drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 6 e 7,5.

Preparação das Covas:

– As covas geralmente são abertas com as dimensões aproximadas de: 20 x 20 x 25 cm.

– Aplicar, em média, 1,5 litros de esterco animal bem curtido e 10 gramas de adubo químico NPK 10:10:10, por cova.

– Os materiais adicionados deverão ser totalmente incorporados ao solo e, devolvido para dentro da cova.

– Regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das sementes.

 Nota:

– As covas deverão ser preparadas com um mês de antecedência ao recebimento das sementes, para que os materiais adicionados se incorporem satisfatoriamente ao solo.

Nota:

– Trata-se de uma planta que entra em associação simbiótica com as bactérias (rizóbios ou rhizobium), produzindo compostos de amônia, consequentemente, fixando nitrogênio ao solo, enriquecendo-o com esse elemento químico.

Irrigação

– Depois das sementes plantadas, irrigar as covas apenas para manter o solo sempre úmido, sem provocar encharcamento.

Colheita:

– A colheita das vagens geralmente terá inicio aos 2 meses após a semeadura.

– As vagens deverão ser colhidas ainda tenras, com suas sementes imaturas.

Nota:-

Trata-se de um alimento rico em proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras.

 

Como fazer mudas de Coentro – Como plantar coentro – Como cultivar Coentro – Horta doméstica.

Como fazer mudas de Coentro – Como plantar coentro – Como cultivar Coentro – Horta doméstica.

Horta em casa.

Coentro.

Nome científico: Coriandrum sativum.

Nome popular: Coentro, Salsa chinesa.

Origem: Sul da Europa, Oriente Médio.

Características gerais:

– Planta de ciclo de vida anual.

– Trata-se de uma das plantas aromáticas, mais populares, na gastronomia em todo mundo.

– A melhor época para o seu plantio, coincide com o início da estação chuvosa, primavera, estendendo-se até o outono.

Clima:

– Trata-se de uma planta resistente, fácil de ser cultivada.

– Planta adaptada ao clima quente, (tropical e subtropical), com temperatura entre 20 a 30º C.

– A planta não tolera geada, nem temperaturas muito baixas.

– Temperaturas muito altas, induz a planta a florescer precocemente.

– Deverá ser plantada em pleno sol, para acentuar o seu sabor e aroma.

Propagação:

– A propagação do coentro é feita por sementes, diretamente nos canteiros previamente preparados.

– Para acelerar a germinação das sementes, poderá ser quebrada a sua dormência pelo processo de embebição, deixando-as de molho em água, temperatura ambiente, por um período de 1 a 3 dias.

– As sementes terão melhor taxa de germinação, quando plantadas em épocas em que a temperatura oscila em torno dos 27°C.

– Com o auxílio de um objeto pontiagudo, fazer sulcos de 1,0 centímetros de profundidade na superfície do canteiro.

– Distribuir as sementes nos sulcos, de forma que os espaçamentos, entre as plantas adultas, sejam de aproximadamente 1,0 cm x 20,0 cm entre linhas. (Plantio densificado).

– Cobrir as sementes com uma fina camada de terra peneirada.

– A germinação, geralmente, ocorrerá em 30 dias.

– Trata-se de plantas de cultivo densificado. Porém caso necessidade, poderá se fazer o desbaste do excedente, quando as plantas atingirem 5 cm de altura, deixando somente as mais vigorosas.

Solo:

– O solo deverá ser rico em matéria orgânica, além de apresentar textura leve (fofa), com boa drenagem de água.

– A planta deverá ser cultivada em condições de alta luminosidade, em pleno sol.

Regas:

– As regas deverão ser apenas para manter o solo úmido. Dependendo do tipo de solo, uma rega por dia já é o suficiente. Entretanto, no período mais seco do ano, regar os canteiros pela manhã e à tardinha, sem provocar excessos.

Colheita:

– A planta poderá ser colhida entre um a dois meses depois de plantada.

Preparação dos canteiros:

– Afofar toda a terra, no local do canteiro, com uma profundidade média de 25 cm.

A adubação poderá ser feita de dois tipos: orgânica e mineral.

Adubação orgânica:

– Adicionar de 15 a 20 litros de esterco de curral ou, 5 litros de esterco de galinha por metro quadrado de canteiro. (o esterco deverá ser bem curtido).

Incorporar o esterco ao solo, de forma homogênea.

Levantar o nível dos canteiros, em média, quinze centímetros com relação ao nível do solo, isso irá melhorar a drenagem de água, das chuvas ou das regas.

– Nivelar a superfície dos canteiros.

– Regar abundantemente todos os dias mesmo antes de receber as sementes.

– Esse processo deverá ser realizado um mês antes do plantio, para evitar o processo de fermentação do esterco animal, que poderá provocar aquecimento no solo, danificando o sistema radicular das plantas.

– O solo enriquecido com materiais orgânicos deixará a terra mais porosa, drenável, favorecerá a penetração do ar, que irá beneficiar a planta em nitrogênio.

Adubação química

– Adicionar ao solo:

– 200 gramas de superfosfato simples por metro quadrado de canteiro.

– 40 gramas de cloreto de potássio por metro quadrado de canteiro.

– 100 gramas de adubo químico, fórmula NPK 4:14:8, por metro quadrado de canteiro.

Incorporar os materiais ao solo de forma homogênea.

– Levantar o nível dos canteiros, em média, quinze centímetros com relação ao nível do solo, isso irá melhorar a drenagem de água, das chuvas ou das regas.

Nivelar a superfície dos canteiros.

– Regar abundantemente todos os dias mesmo antes de receber as sementes.

– Esse processo deverá ser realizado um mês antes do plantio, para permitir que todos os ingredientes adicionados se incorporem ao solo. Como as hortaliças, em geral, são plantas de crescimento rápido, os micros e macros elementos deverão estar totalmente diluídos no solo, para o melhor aproveitamento da planta.

Tratos culturais:

– Manter os canteiros livres das ervas daninha e ou, outras invasoras que estejam competindo com os nutrientes do solo, ou provocando sombreamento às plantas ora sendo cultivadas.

Nota:

– Obedecendo todos os requisitos acima mencionados, o coentro poderá ser produzido em vasos.

 

Como fazer mudas de pupunha – Produção da pupunha – Cultura da pupunha

Como fazer mudas de pupunha – Produção da pupunha – Cultura da pupunha

Pupunha

Nome científico: Bactris gasipaes.

Origem: Amazonas.

Características gerais:

– Trata-se de uma palmeira nativa da região amazônica, que produz palmito.

– É uma planta de crescimento rápido, totalmente adaptada ao clima tropical úmido.

– Pode atingir mais de 20 metros de altura.

– Trata-se de uma palmeira ideal para produção e extração do palmito, pois é uma planta que perfilha, ou seja: emitem brotações junto à planta matriz, permitindo que se possa desbastar a planta mais velha para colheita do palmito, sem degradar á natureza e, sem a necessidade de replantio da área.

– Outra vantagem é a precocidade da planta. O primeiro corte ocorrerá entre 18 a 24 meses, depois de ser levada a campo.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes, que deverão ser plantadas em forma de sementeiras.

Preparação das sementeiras:

– Revolver o solo a uma profundidade média de 25 cm e destorroar.

– Aplicar 10 litros por metro quadrado, de esterco orgânico bem curtido.

– Dependendo do tipo de solo, aplicar uma boa quantidade de areia, para aumentar a sua permeabilidade.

– Em seguida, incorporar, de forma homogênea, os materiais adicionados, (esterco e areia).

– Levantar o nível dos canteiros aproximadamente 15 cm, em relação ao nível do solo, para facilitar a drenagem de água.

– Nivelar a superfície dos canteiros.

– Plantar as sementes em sulcos, a uma profundidade média de 1,5 centímetros.

– A germinação ocorrerá num período de 50 a 120 dias.

– Regar os canteiros das sementeiras, apenas para manter a umidade do solo, sem provocar alagamento.

Obs.:

– Os canteiros das sementeiras deverão receber uma cobertura com sombrite 40%, para proteger as sementes e as plantas da incidência direta dos raios solares.

– Caso o período da formação de mudas, seja chuvoso, é recomendável cobrir os canteiros com lona plástica, para evitar o excesso de umidade. Pois o acúmulo de água poderá provocar o apodrecimento das sementes, além de causar doenças nas plântulas.

– As sementes que germinarem após 100 dias de semeadas, deverão ser descartadas, pois, formarão plantas de crescimento lento, de baixa produtividade e perfilhamento inadequado.

Transplantes de mudas para balainhos:

– As mudas ao atingirem 2 folhas, já deverão ser transplantadas em balainhos. (sacos de polietileno de 1,0 litros)

Solo dos balainhos:

– O solo dos balainhos deverá ser fértil, rico em material orgânico e drenável. Ou,

– Poderá ser preparada, uma mistura totalmente homogeneizada, com os seguintes componentes:

– 50 litros de terra de boa qualidade.

– 20 litros de areia lavada.

– 30 litros de esterco animal bem curtido.

– 1 kg de adubo químico, fórmula: NPK 10:30:10.

Obs.(O resultado final =100 litros) dará para preparar 100 balainhos de 1 litro.

– Depois das mudas transplantadas, faz-se necessário arrumar os balainhos em forma de canteiros de 1,0 metros de largura, com corredores, em média de 40,0 cm, para facilidades de manuseio e dos tratos culturais.

Tratos culturais:

As principais pragas que poderão atacar os canteiros de mudas são:

lagartas devoradoras de folhas: Essas deverão ser controladas com inseticidas tradicionais.

Fungos: Esses deverão ser controlados com calda bordalesa, e ou, óleo de Neem, (geralmente resolve).

Plantio definitivo:

– A pupunha é uma planta tropical, totalmente adaptada ao clima quente e, deverá ser plantada em pleno sol.

– O pH do solo devera oscilar entre 4,5 e 5,5.

– O espaçamento deverá ser em média 1,0 metros entre planta x 2,0 metros entre linhas.

Adubação:

– Após o pegamento das mudas e, início do seu desenvolvimento, deverá se fazer adubação anual de cobertura, rica em nitrogênio e potássio: Ex: (NPK 20:5:20), recomenda-se: 500 gramas por planta/ano, fracionada no maior número de vezes possível: geralmente nos períodos que antecedem as chuvas, ou, ao antecederem as irrigações.

Colheita:

– O início da colheita acontecerá em média 2 anos após o plantio e deverá ser feito quando as plantas atingirem em média 12 cm na base do tronco.

Como fazer mudas de Jiló – Como cultivar jiló – Como plantar jiló – Horta doméstica

Como fazer mudas de Jiló – Como cultivar jiló – Como plantar jiló – Horta doméstica

Horta em casa.

Cultura do jiló.

Nome científico: Solanum gilo.

Origem: Desconhecida

Características gerais:

– O jiló pertence à família das solanáceas (Solanaceae).

– O fruto caracteriza-se pelo seu sabor amargo.

– Trata-se de uma planta rústica, totalmente adaptada ao clima quente: (tropical e subtropical), com pluviosidade média.

– Não tolerante a excessos de chuvas, nem solos encharcados.

Clima:

– Planta adaptada ao clima quente, requer alta luminosidade e deverá ser cultivada a céu aberto, sob a luz direta do sol.

– A temperatura ideal deverá oscilar em torno dos 30°C.

– A planta não tolera frio intenso, nem geada.

Propagação:

– A propagação do jiló é feita através de sementes, que poderão ser plantadas em sementeiras, ou, copos feitos de jornal velho ou, bandejas de isopor.

Sementeiras:

– O solo das sementeiras deverá ser revolvido, rico em material orgânico, totalmente drenável.

– As sementeiras deverão ser instaladas em locais amplamente iluminados, porém protegidos do sol a pino.

– As sementes são lançadas aleatoriamente, de forma que cada semente disponibilize, de mais ou menos, 1,0 cm2 de área livre, para o seu desenvolvimento.

– Cobrir as sementes com uma camada fina de terra peneirada.

Bandeja de isopor ou copo de jornal:

– O substrato das células das bandejas, e dos copos feitos com jornal, deverá ser rico em material orgânico, além de apresentar textura leve, drenável.

– Aplicar de 2 a 3 sementes por célula, ou, por copo de jornal a uma profundidade de aproximadamente 0,5 cm.

– Cobrir com uma camada fina de terra peneirada.

– Para ambos os casos, as sementes levam em torno de 15 dias para germinarem.

– As mudas ao apresentarem de seis a oito folhas, estarão prontas para serem levadas a campo.

Notas:

-As mudas feitas em bandejas ou, em copos, levam vantagem na hora de serem transplantadas em seus locais definitivos, pois elas já vêm com o torrão do substrato em suas raízes, e não sentem tanto, o estresse da mudança de habitat.

– O jiló poderá ser transplantado em canteiros ou, em covas, aproveitando espaços perdidos, no perímetro interno da horta.

Época de plantio:

– Por se tratar de uma planta adaptada ao clima quente, a melhor época para ser plantada, em regime de céu aberto, vai de setembro a fevereiro.

Solo:

– O solo deverá apresentar textura areno-argilos, rico em material orgânico, drenável.

– A planta não tolera a solos encharcados, nem excesso de irrigação.

– Geralmente não se faz a calagem do solo com calcário, pois, a planta é tolerante a certo nível de acidez.  A correção é necessária quando o pH apresentar-se abaixo de 5,5.

– O pH ideal deverá variar entre 5,6 e 6,6.

Preparação do solo para o plantio definitivo.

(Tanto para os canteiros como para as covas).

– Revolver o solo a uma profundidade média de 25 cm e destorroar.

Para os canteiros:

– Aplicar 10 litros por metro quadrado, de esterco orgânico bem curtido.

– Aplicar 250 gramas por metro quadrado de adubo químico NPK 10:10:10.

Incorporar, de forma homogênea, os materiais adicionados ao solo.

– Levantar o nível dos canteiros aproximadamente 15 cm, em relação ao nível do solo.

– Nivelar a superfície dos canteiros e, regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das mudas.

Para as Covas:

– As covas poderão ser abertas com as dimensões aproximadas de: 20 x 20 x 25 cm.

– Aplicar, em média, um litro de esterco animal bem curtido e 10 gramas de adubo químico NPK 10:10:10, por cova.

– Os materiais adicionados deverão ser totalmente incorporados ao solo e, devolvido para dentro da cova.

– Regar abundantemente, todos os dias que antecederem o recebimento das mudas.

 Nota:

– Os canteiros e as covas deverão ser preparados com um mês de antecedência ao recebimento das mudas, para que os materiais adicionados se incorporem satisfatoriamente ao solo.

– O transplante deverá ser realizado com cuidado para não danificar o sistema radicular, nem desmanchar o torrão de substrato, para não prejudicar o pegamento da muda.

– O transplante das mudas deverá ser efetuado à tardinha ou, em dias nublados, com o solo dos canteiros umedecido.

Espaçamentos:

– o espaçamento mais utilizado: 0,5 metros entre plantas x 1,0 metros entre linhas.

– A muda deverá ser enterrada na mesma profundidade que se encontrava nos canteiros, nas células da bandeja ou, nos copos de jornal.

Tratos culturais:

– Capinas periódicas para o controle de ervas daninha e ervas competidora.

– A planta deverá ser tutorada para manter-se ereta no período da frutificação.

– Os principais cuidados deverão estar voltados com o excesso de irrigação, na época das chuvas, e com a falta de água na estação seca do ano.

Colheita:

– A colheita terá inicio após três meses da semeadura.

Variedades:

– A planta passou por vários cruzamentos genéticos, objetivando obter resistência a doenças fúngicas e bacterianas, como: antracnose e à murcha-bacteriana.

– As variedades mais cultivadas são:

Morro Grande, Rei do Verde, Tinguá, etc.

 

Como fazer mudas de Pimentão – Como plantar pimentão – Como Cultivar pimentão – Horta doméstica

Como fazer mudas de Pimentão – Como plantar pimentão – Como Cultivar pimentão – Horta doméstica

Horta em casa

Pimentão

Nome científico: Capsicum annuum.

Origem: México e América Central

Características gerais:

– O pimentão pertence à família das solanáceas, a mesma da batata, tomate, jiló, berinjela e das pimentas em geral.

– A planta passou por vários cruzamentos genéticos, e a espécie hibrida encontrada no mercado se apresenta com formatos diversos: quadrados, alongados, casca espessa, etc.

– Trata-se de um fruto de baixa caloria, rico em vitamina C e sais minerais como: cálcio, fósforo e ferro.

Propagação:

– A propagação do pimentão é feita por sementes.

– Em escala doméstica, as sementes deverão ser plantadas em sementeiras, ou copos feitos com jornal, copos de plástico descartável, bandejas de isopor, etc.

– Em escala comercial, geralmente utiliza-se bandejas de isopor com 128 células.

Obs.

– O método de utilização de copos descartáveis, ou feitos com jornais, ou ainda, das bandejas de isopor são mais aconselháveis, com relação às sementeiras, visto que, na hora do transplante das mudas para seus locais definitivos, elas não sentirão tanto o estresse da mudança de habitat, pois já vem com o torrão de substrato em suas raízes, já vêm pegas.

– Para as mudas atingirem pleno vigor,  (suas bandejas e ou, copos) deverão ser colocados, em casas de vegetação, (estufas ou viveiros).  Em média, com 40 dias de vida, e só depois de ser aclimatada gradativamente ao sol, poderão ser transplantadas em seus locais definitivos.

Solo:

– Planta exigente quanto ao solo. O mesmo deverá ser fértil, bem drenado, com boa disponibilidade de nitrogênio.

– A planta não tolera solos encharcados e salinos.

Obs.

– A salinidade do solo poderá ser provocada principalmente, pelo uso excessivo de fertilizantes químicos.

Clima:

– O pimentão é totalmente adaptado ao clima quente, (tropical e subtropical) com temperatura oscilando em torno de 20 a 28ºC.

– A planta não tolera frios intensos, nem geada.

– Planta exigente em alta luminosidade, e deverá ser transplantado a pleno sol.

– Em regiões de clima temperado, o cultivo deverá ser feito nos períodos menos frios e sem riscos de geadas. Ou seja: nos meses entre agosto e fevereiro.

Espaçamento do plantio definitivo:

– O espaçamento mais utilizado é: 50 cm entre plantas x 1,0 metros entre linhas.

Colheita:

A colheita do pimentão ocorrerá em três meses, após o plantio.

Obs.

– Praticar a rotação de cultura.

– Evitar áreas que já foram cultivadas com batatas, jiló, berinjela e tomates, pois, por serem plantas da mesma família, o solo poderá ter guardadas doenças comuns, que serão retransmitidas para a nova cultura.

Adubação química:

– Para plantação em escala comercial haverá a necessidade de análise do solo, para determinar o pH, bem como a sua fertilidade.

– Em regra geral, utiliza-se adubação química, formulação: (NPK 4:14:8), e ou, NPK 4:16:8, e ou, NPK 4:30:12), para incorporação ao solo.

– Para adubação de cobertura,  como o pimentão é exigente em Nitrogênio, utiliza-se as fórmulas NPK com alta concentração desse elemento, ou seja: (NPK 20:00:20) e ou, (NPK 10:10:10).

Adubação orgânica:

– Para o cultivo orgânico, (geralmente em produção doméstica), utilizar: uma mistura, totalmente homogeneizada, de terra de boa qualidade com esterco animal, bem curtido, na proporção de 3:1, incluindo uma porcentagem  satisfatória de fosfato de rocha natural.

– Adubação de cobertura poderá ser feita uma vez por mês, (aos 30, 60, 90 dias), adicionando, ao redor da planta, uma porção generosa de esterco animal, bem curtido.

Regas:

– As regas deverão ser apenas para manter o solo levemente umedecido.

-No período de floração e frutificação a planta necessita de um pouco mais de umidade, a falta d’água nessa fase poderá causar podridão apical dos frutos por deficiência de cálcio. Contudo, o excesso de umidade poderá trazer riscos de doenças foliares.  Cuidado!… Molhe apenas o necessário.

Tratos culturais

– Manter o local livre de ervas daninha e ervas competidora.

– Tutorar as plantas, para evitar o tombamento provocado pelo peso dos frutos.