Como fazer mudas de jiló

Como fazer mudas de jiló

Nome científico: Solanum gilo

Família: Solanáceas (Solanaceae).

Origem: África Ocidental

 Características gerais:

– Trata-se de uma planta anual.

– Planta da mesma família da berinjela, fruta do lobo, joá-bravo, pimenta, tomate, etc.

Propagação:

– A propagação do jiloeiro é feito através de sementes.

– Existem dois métodos para produção de mudas:

1 – Plantio em sementeiras.

2 – Formação das mudas em bandejas de isopor.

 

 Plantio em sementeiras:

– Preparação dos canteiros:

– Afofar o solo incorporando boa dosagem de esterco animal bem curtido.

– O nível do canteiro terá que ser elevado em média 20 cm em relação ao nível do solo, para propiciar a drenagem de água.

– As sementes deverão ser plantadas em sulcos de menos de um centímetro de profundidade.

– Cobrir as sementes com uma fina camada do mesmo solo, peneirado.

– Manter o solo do canteiro ligeiramente umedecido sem provocar encharcamento.

– A germinação irá ocorrer dentro de mais ou menos uma semana.

– Após atingir de quatro a cinco centímetros de altura, as mudas deverão ser repicadas em copinhos feitos com papel de jornal, contendo o mesmo substrato do canteiro, porém, levemente enriquecido com adubo.

– Esses balainhos deverão permanecer em local semi-sombreado até o pegamento da muda.

– E antes de levar as plantas para os locais definitivos, deverão passar por uma rápida adaptação e aclimatação ao sol.

 

Formação das mudas em bandejas de isopor:

– Utilizar bandejas de isopor com 128 células, com substrato rico em material orgânico bem curtido.

– Plantar de duas a três sementes por célula, após o nascimento deixar apenas a muda mais vigorosa.

– As mudas deverão ser transplantadas em seus locais definitivos quando as plantinhas atingirem altura média de 15 cm.

Covas:

– As covas para o plantio no local destinado deverá ter medidas aproximadas de: 20:20:15 cm, ou seja: de 20 cm de comprimento  por 20 cm de largura por 15 cm de profundidade.

– As mudas ao serem transplantadas, deverão  ficar a uma profundidade levemente maior em relação ao nível do solo.

Espaçamento:

– Em plantações extensivas, objetivando maior longevidade e produtividade da cultura, adota-se o espaçamento entre plantas de 1 x 1 metros.

Considerações gerais:

– O jiloeiro é uma planta rústica se for comparada as demais solanáceas.

– Trata-se de uma planta adaptada a climas tropicais. (A temperatura ideal gira em torno dos 30°C).  Requer alta luminosidade e deverá receber luz solar direta, por algumas horas, diariamente.

– Planta não muito exigente quanto ao tipo de solo, mas, se torna mais produtiva em solos ricos em material orgânico e bem drenados, com girando em torno de 6.0.  (a planta não suporta solos encharcados. Portanto, as irrigações deverão ser calculadas para não se cometer excessos).

– A melhor época de plantio é o período da estação chuvosa, (Setembro a Fevereiro).

– A planta é sensível ao frio.

 

Variedades disponíveis no mercado de sementes:

– Morro Grande e Rei do Verde:  (Com frutos redondos e coloração verde-clara).

– Morro Grande: (Com frutos de formato globulares e coloração verde-escura, ou compridos com coloração verde-clara).

– Tinguá: (variedades com frutos alongados e coloração verde-clara).

 

Tratos culturais:

– Um dos principais cuidados é o controle de ervas daninhas, (que concorrem com  a cultura), realização de capinas periódicas.

– Irrigação nos períodos mais secos do ano.

 

Principais doenças:

1- Requeima (Phytophthora infestans): Doença provocada por fungos. –

2- Antracnose (Colletotrichum gloesporioides): Provoca lesão nos frutos.

3- Mancha de estenfílio (Stemphylium solani): Ataca as plantinhas na fase de mudas.

4- Nematóides (Meloidogyne sp.): Ataca principalmente o sistema radicular das plantas,

5- Murcha bacteriana (Pseudomonas solanacearum): Causa podridão das raízes.

Ataque por insetos: – Principais pragas:

– Lagarta rosca: Ataca raízes e à base do caule.

– Mosca Branca: Provoca sucção da seiva da planta, aniquilando-a.

Colheita:

– O início da colheita é de aproximadamente 90 dias após a semeadura.

– Os frutos deverão ser colhidos ainda imaturos com suas sementes tenras.

– Ao amadurecer acentua-se o sabor amargo do fruto.

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Como fazer mudas de Urucum – Urucu – Colorau – Bixa orellana

Como fazer mudas de Urucum – Urucu – Colorau –  Bixa orellana

Nome científico: Bixa orellana

Origem: América tropical, incluindo o Brasil

Características Gerais:

– A polinização das flores o urucum geralmente é feita pelas vespas mamangavas.

– O colorau é um condimento muito utilizado na culinária, corante natural utilizado na indústria alimentícia, e pigmento na fabricação de tintas.

Produção de mudas:

– A propagação do urucum é feito através de sementes. Que poderão ser semeadas em balainhos, (sacos de polietileno preto de 11 x 22 centímetros perfurados).

– Poderá também usar o método de semeadura em canteiros, para depois passar as mudas para os balainhos.

– Outra alternativa é a semeadura em tubetes de PVC  de 60 a 120 cm cúbicos preenchidos um substrato rico em material orgânico.

Coleta das sementes:

– As cápsulas com as sementes deverão ser coletadas completamente maduras, selecionadas de matrizes rústicas, produtivas, resistentes a pequenas estiagens, tolerantes a pragas e doenças.

– Para uma boa germinação, as sementes deverão ser semeadas imediatamente após a sua colheita.

Substrato dos balainhos:

– Utilizar duas partes de terra de boa qualidade para uma parte de esterco animal bem curtido. (misturar até a homogeneização completa)

Semeadura em Balainhos:

– Preencher os balainhos com o substrato e plantar, em média, três sementes por recipiente. As sementes deverão ser enterradas no solo a dois cm de profundidade.

– A germinação ocorrerá em uma semana.

Semeadura em canteiros:

– As dimensões dos canteiros irão variar conforme a necessidade de produção de mudas, geralmente tem um metro de largura para facilidade de manuseio.

– O local escolhido para os canteiros deverá ter o solo afofado e a incorporação de esterco animal bem curtido, deverão ser nas mesmas proporções acima mencionadas, para os balainhos.

– Os canteiros deverão ser elevados em média quinze centímetros do nível do solo, para propiciar boa drenagem da água aplicada na irrigação, ou de chuva.

– A semeadura é feita em forma de sulcos com profundidade entre dois e três centímetros, espaçados em média trinta centímetros.

– A aplicação das sementes nos sulcos é feita manualmente, obedecendo a distância média de três centímetros entre elas.

– A cobertura é feita com terra peneirada sobre os canteiros, mantendo uma camada uniforme sobre toda a superfície.

Nota:

Para as mudas produzidas em canteiros é bom salientar alguns detalhes:

1-       O ideal seria, logo após a germinação, quando as mudas atingirem,em média, com cinco centímetros de altura, fossem passadas para balainhos, para não sofrer muito o estresse da mudança, ao serem levadas, com suas raízes nuas, para os locais definitivos.

2-      Caso elas necessitem ir para os locais definitivos (em média com quarenta centímetros de altura), com suas raízes nuas, deverão ser feitas as devidas  irrigações diárias nas primeiras duas semanas, depois de transplantadas. Nesse caso as plantas, estressadas, irão perder as folhas, mas logo rebrotarão.

Observações:

– O urucum é uma planta resistente adaptada a várias condições climáticas.

– Alta luminosidade, temperaturas entre 20 e 30 graus centígrados, precipitação pluviométrica acima de 1.200 milímetros e bem distribuída durante o ano, são condições consideradas excelentes para boa produtividade.

– Os solos deverão ser de media a alta fertilidade, profundos, bem drenados, com pH variando em torno de 6,0.

Tratos culturais:

– Fazer capina em rotina periódica, para livrar as plantas das ervas daninhas.

– Combater as formigas cortadeiras

Plantio:

– As covas, para plantio das mudas em seus locais definitivos, deverão ser abertas com espaçamentos médio de 6 x 4 metros

– As covas deverão ter dimensões médias de 40 x 40 x 40 cm.

– Misturar ao solo da cova os seguintes componentes:

– 15 litros de esterco de curral bem curtido.

– 250 gramas de adubo NPK 2-30-10.

– 250 gramas de calcário dolomítico.

– Incorporar todos os ingredientes na terra retirada da cova e depois de homogeneizado, voltar o composto formado, novamente para dentro da cova. Esse processo deverá ser realizado, em média, 20 dias antes do plantio das mudas.

Plantio definitivo das mudas:

– A época ideal para o plantio é o inicio da estação chuvosa.

Receita:

Como retirar o pigmento vermelho do urucum, para utilização na culinária:

– Colocar óleo comestível em uma panela. (por exemplo – 1 copo)

– Adicionar a mesma quantidade de sementes de urucum.

– Levar ao fogo.

– Cozinhar sempre mexendo para que o pigmento das sementes se solte, com o atrito entre elas, e o calor do fogo.

– Ao perceber que as sementes passaram da cor vermelho escuro para o preto, é sinal que a pigmentação já foi totalmente dissolvida no óleo comestível.

– Desligar o fogo, e esperar esfriar o conteúdo da panela.

– Depois de frio, adicionar fubá de milho e ir mexendo.

-Adicionar fubá até o ponto em que todo o óleo seja absorvido.

– Passar a mistura numa peneira fina, para retirar as sementes.

– Desprezar as sementes.

– Acondicionar o fubá pigmentado, em recipientes fechados e conservar em geladeira, para ser consumido na cozinha.

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Como fazer mudas de abóboras – Cucurbitáceas

Como fazer mudas de abóboras – Cucurbitáceas

Nome científico:

Cucúrbita moschata (abóbora)

– Cucúrbita máxima (moranga).

Cucúrbita pepo (abobrinha italiana)

Origem: Américas

Produção de abóboras no quintal para consumo doméstico.

A plantação de abóboras é feita via sementes.

As sementes podem ser adquiridas em lojas especializadas, ou retiradas dos próprios frutos maduros, na hora de prepará-las para o consumo.

Ao se aproveitar as sementes de frutos maduros, essas precisarão passar por um processo de preparação antes de serem plantadas, ou seja:

– Lavar as sementes em água corrente.

– Esparramar as sementes sobre um jornal e colocar em local sombreado, para secar.

– Depois de secas, se não for plantar, guardar embrulhadas em papel de embrulho, armazenando-as em local sem umidade.

Preparação das covas:

–  Aproximadamente trinta dias antes de plantar as sementes preparar as covas da seguinte forma:

– Afofar o solo incorporando boa quantidade de esterco animal bem curtido.

– Incorporar o esterco animal ao solo.

– Umedecer o local das covas para o esterco se dissolva no solo.

Como plantar:

– Plantar de três a quatro sementes por cova.

– Essa operação deverá ser feita antes dias antes da estação chuvosa, início da primavera.

Propriedades:

A cada 100 gramas de abóbora contém:

– 13,70 calorias.

– 0,50g de proteínas.

– 3,30g de hidratos de carbono.

– 0,10g de gorduras.

Curiosidades:

– Os camponeses europeus mais antigos, comiam sementes de abóboras, pois, segundo eles o óleo existente nos cotilédones das sementes, ajudando-os a manter a virilidade em idade avançada e também como prevenção contra as doenças da próstata.

Outros usos medicamentosos dados as sementes:

Vermífugos: Combate áscaris lumbricóides e tênias, com a vantagem de ser um produto totalmente natural.

Diuréticos: Estimula os rins, diminuindo a retenção de líquido, sem causar efeitos colaterais.

 

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Como fazer mudas de amora – Morus sp.

Como fazer mudas de amora – Morus sp.

Nome científico: Morus sp.

Família: Moráceas.

Origem: Ásia.

Características gerais:

– A amoreira (Morus sp.) é uma espécie de planta arbustiva de clima temperado.

– As amoras são frutos agregados, pendentes, de coloração vermelho-escura, enegrecidos, quando maduros, com polpa vermelho-escura comestível, saborosa, serve para produção de geleias, muito apreciada por pássaros.

– Alimento rico em fibras, vitamina C, vitamina K e de ácido fólico.

– As folhas da amoreira servem para alimentação do bicho-da-seda.

Propagação:

– A propagação da planta é feita pelo método de estaquia de ramos maduros.

– A melhor época é o início da primavera, época em que as plantas estarão saindo do seu período de dormência.

Modo de fazer:

– Preparar os balainhos (sacos  plásticos de tamanho médio, com terra de boa qualidade).

– Escolher uma amoreira (para fazer seus clones), desde que seja uma planta saudável, com frutos abundantes, graúdos e adocicados.

– Cortar  ramos com aproximadamente 30 cm de comprimento e mais ou menos  um centímetro de diâmetro.

– Retirar as folhas inferiores e espetar as estacas da amoreira nos sacos plásticos, enterrando-as até a metade.

– Observar que: a parte a ser enterrada no balainho,  deverá ser a parte inferior da estaca).

– Alojar os balainhos em local semi-sombreado, podendo ser até baixo de árvores.

– Manter as regas diárias, mantendo certa umidade sem provocar encharcamento.

– As estacas brotarão entre dois a três meses.

– As mudas deverão ser transplantadas em seus locais definitivos depois de apresentar boa ramificação nos brotos e com o seu sistema radicular totalmente desenvolvido, quando as raízes já estarão despontando fora do balainho.

– A amoreira é uma planta precoce, no primeiro ano já começará a produzir frutos.

Propriedades medicinais e terapêuticas da amora.

Por ser um alimento rico em fibras, vitamina C, vitamina K e de ácido fólico.

E segundo a farmacopéia popular é muito utilizada como:

Adstringente natural: Auxilia  no combate as inflamações da boca, da garganta, dos intestinos, assim como dos órgãos genitais.

Problemas de garganta:  Inflamação das cordas vocais, gengivas, rouquidão, aftas, etc. utilizar o suco da amora levemente aquecido misturado ao mel.

Antidiarréico poderoso: Utiliza-se infusão de suas folhas, rebentos e raízes para tratamento de diarréias e disenterias.

Sistema urinário:  Preventivo das infecções urinárias, utilizando a infusão das flores da planta

Regulador dos hormônios femininos:  infusão de suas folhas.

Propriedade antienvelhecimento: Possui  antioxidantes.

– Protege o coração, bem como o sistema circulatório,l.

– Melhora o metabolismo do corpo humano de maneira geral.

– Propriedades estimulantes do sistema nervoso melhorando o funcionamento do cérebro.

Nota:

– Se você deseja atrair pássaros para o seu quintal, plante amoreiras.

A amoreira plantada em terra fértil produzirá várias temporadas de frutos durante o ano. Com certeza virão pássaros das imediações para saborear as tão deliciosas frutas.

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Como fazer mudas de Romã – Punica granatum

Como fazer mudas de Romã

Nome científico: Punica granatum

Origem: Oriente Médio

Considerações gerais:

A romã não é um fruto e sim  uma infrutescência da romãzeira. Pois, o seu interior é composto de aglomerados de sementes, cobertas por um tegumento espesso, tipo polpa, de cor rósea avermelhado, de sabor agridoce.  Sendo essa poupa meio ácida, meio doce, a parte comestível da romã.

Métodos de Propagação:

– Geralmente a propagação da romã é feita por sementes. Mas, também poderá ser feita por estacas, necessitando de aplicação de hormônio enraizador na base da estaca, para garantir o sucesso da plantação.

Método de propagação por sementes:

Extrair as sementes do fruto selecionado.

– Esfregar as sementes com cuidado, numa peneira fina para romper a membrana que as revestem, a fim de livrá-las do tegumento adocicado, (polpa).

– Lavar em água corrente, e deixar secar a sombra, por aproximadamente dois dias.

– Plantar as sementes em balainhos (três a quatro sementes por balainho).

– Manter os balainhos em local semi-sombreado com o substrato  ligeiramente umedecido sem encharcamento.

– Quando as plantas atingirem altura média de 5 cm, eliminar as mais frágeis, deixando apenas duas plantas por balainho.

– As plantas poderão ser transplantadas em seus locais definitivos quando atingirem aproximadamente meio metro de altura.

– Antes de levá-las para seus locais definitivos as plantas necessitarão ser aclimatadas gradativamente ao sol.

Solo:

– A romãzeira é uma planta rústica e pode ser cultivada em grande variedade de solos. Porém se torna muito produtiva em solos ricos em materiais orgânicos e profundos com boa drenagem.

– Deve ser plantada sempre sob sol pleno.

– A planta tolera secas não muito prolongadas.

– Resistente à baixas temperaturas na estação do inverno, período de dormência. Porém é sensível às geadas da primavera quando a planta está em plena atividade vegetativa.

Veja abaixo um vídeo dessa planta:

 

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Como fazer mudas de coco da bahia – método da amontoa

Como fazer mudas de coco –  da bahia  – pelo método da amontoa

Nome científico: Cocos nucifera

Origem: América do Sul

– É muito comum cocos da Bahia, maduros, ao caírem no solo, em locais úmidos e sombreados, germinarem.

– Diante disso, não é muito comum, mas mesmo assim esse método ainda é utilizado quando não se tem tempo nem mão de obra disponível, para fazer as mudas pelo sistema tradicional.

O método é denominado: Fazer mudas de coco pelo método de amontoa.

É um método mais fácil, porém há perda maior de sementes, (cocos que não germinarão).

O método consiste no seguinte:

– Colher os frutos maduros no ponto de cair naturalmente do coqueiro matriz, com 50 a 70% da água.

– Amontoá-los sob uma árvore, de forma que o monte receba sol pela manhã e a tarde.

– Manter o amontoado de cocos sempre bem umedecido sem encharcamento.

– Aos poucos os cocos vão germinando, dependendo da quantidade de sol e da umidade que recebem. (Não é uma germinação uniforme).

De tempos em tempos, faz-se uma seleção e coleta das mudas que já estão no ponto de serem transplantadas,  e o restante ficará no mesmo local, esperando novos brotamentos e nova seleção.

Veja o vídeo abaixo sobre  mudas pelo método de amontoa:

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Como fazer mudas de coco – Método tradicional

Como fazer mudas de coco –  da bahia – Método tradicional

Nome científico: Cocos nucifera

Origem: América do Sul

Seleção dos cocos sementes:

– Para ocorrer boa germinação, escolher cocos que estarão no ponto de cair naturalmente  da planta matriz , com 50 a 70% da água.

– Imediatamente após a colheita, os cocos sementes deverão ser colocados em locais arejados e sombreados, porém, com a seguinte observação:

– Em se tratando da variedade de coqueiro anão, deverá ser dada uma pausa para descanso de aproximadamente 10 dias, antes de colocá-los nos canteiros de germinação.

– Para as outras variedades de cocos gigantes, essa pausa para descanso, será de aproximadamente 20 dias, antes de colocá-los para germinar.

Semeadura:

– Observado o período de descanso, os cocos sementes, deverão ser preparados para a semeadura em canteiros.

Procedimentos:

-Fazer um corte para retirar uma tampa da casca fibrosa, justamente no local onde o coco estava preso ao cacho. Isso irá facilitar o desenvolvimento da gema.

Preparação dos Canteiros de germinação:

– Os canteiros de germinação deverão ter em média 1,0 metro de largura e deverão ser preparados em pleno sol.

– O comprimento dos canteiros, deverá ser exatamente do tamanho da sua

necessidade de produção de mudas.

Acomodação:

– Acomodar os cocos sementes nos canteiros, lado a lado, com as partes cortadas voltadas para cima.

– Preencher com terra os espaços vazios entre os cocos, deixando aproximadamente 1,0 centímetros do coco descoberto.

– Colocar uma camada de cobertura que poderá ser de casca de arroz, capim seco, ou qualquer outro tipo de cobertura morta, apenas para manter a umidade local constante.

– Os cocos germinarão em aproximadamente em três meses.

Observações:

– As mudas ao atingirem aproximadamente 20 cm de altura, já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos.

– Caso sejam mudas destinadas à comercialização, deverão sair dos canteiros de germinação diretamente para os balainhos, preparados com sacos de polietileno, (0,2 mm de espessura x de 40 cm largura x 40 cm altura) .

– Antes de plantar as mudas nos sacos de polietileno cortar as raízes longas a aproximadamente 2 cm da casca .

– Plantar e colocar em viveiros, arrumadas em canteiros para aclimatação, antes de serem comercializadas.

Solo dos balainhos:

O solo deverá ser um composto rico em material orgânico:

– 3 partes de terra de boa qualidade.

– 1 parte de esterco animal bem curtido.

– Misturar até obter um composto homogêneo. Para cada metro cúbico desse composto, adicionar:

– 2,5 kg de superfosfato simples.

– 0,5 kg de cloreto de potássio.

– Incorporar novamente o composto, umedecê-lo e deixar descansar por aproximadamente quarenta dias, antes de encher os balainhos.

Nota:

Após as mudas serem levadas para os balainhos, as regas deverão ser efetuadas necessariamente pela manhã e à tarde.

Produção:

– A variedade de Coqueiro Anão iniciará sua produção a partir do 2º ano, enquanto a variedade de Coqueiro Gigante a partir do 4º ano de vida.

Considerações gerais:

– O coqueiro para ser produtivo precisará de muita água, (fala-se em no mínimo 200 litros de água por dia), além de temperaturas altas e muita radiação solar.

– A precipitação média anual ideal deverá ser superior a 1.600 mm.

– Nas regiões onde a precipitação média e baixa, com chuvas abaixo de 1.000 mm/ano, é preciso a instalação de sistema de irrigação eficiente.

– A temperatura anual média deverá ficar em torno de 27ºC.

– Baixas temperaturas interferem diretamente no seu ciclo produtivo, causando modificações na morfologia geral da planta.

– A insolação ou, radiação solar deverá ficar acima de 2.000 horas/ano, sendo benéfico ao coqueiro no seu ciclo produtivo, um mínimo de 120 horas/mês.

– O Solo ideal, deverá ser rico em matéria orgânica, profundo, bem drenado, argilosos ou  silico-argilosos.

– O ideal para o bom desempenho do coqueiro é que o lençol freático seja raso, ( entre 1 a 4 m de profundidade).

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Como fazer Mudas de Caqui

Como fazer Mudas de Caqui

 Nome cientifico: Diospyros kaki

Origem: China

 – O caquizeiro para ser produtivo, a muda deverá passar pelo processo da enxertia.

– O primeiro passo é preparar o porta-enxerto, (cavalo).

– Para preparar o porta- enxerto, serão necessários sementes de uma espécie de caqui rústico, resistente à pragas e doenças e que tenha um sistema radicular bastante densificado.  E a espécie mais indicada e que apresenta todas essas características e o caqui denominado “rama forte”.

 – As sementes deverão ser retiradas de frutos maduros. Depois de lavadas e extraídas toda a mucilagem que as envolvem, deverá ser feita a secagem à sombra, por um período de aproximadamente uma semana.

 Semeadura:

– Em virtude da taxa de germinação das sementes do caqui ser baixa, (em torno de 50%)

– Semear duas sementes por balainho,

Observações:

– As sementes deverão ser enterradas a uma profundidade média de 1,0 centímetros e com a parte pontiaguda para baixo, pois é ali que irão surgir as primeiras raízes.

– Caso as duas sementes germinem, eliminar a mais debilitada, deixando apenas uma muda por balainho.

– A muda porta- enxerto, (cavalo), estará pronta para receber o enxerto em aproximadamente 18 meses. (Ou, quando a muda atingir uma altura desejável de 15 a 20 centímetros).

– O momento exato para se fazer o enxerto, será sempre no final do inverno quando a planta estará saindo do seu período de dormência, cujas reservas nutricionais estarão com capacidade máxima para brotação, no início da primavera.

Enxertia:

– Para o enxerto, escolher plantas, (vigorosas, produtivas, saudáveis), que se deseja multiplicar, retirando dela alguns ramos.

– Os ramos escolhidos (enxerto), deverão ser ramos maduros, (brotados no ano anterior), e ter o mesmo diâmetro do porta-enxerto (cavalo).

– E o melhor método a ser utilizado na enxertia é o método por garfagem.

 

 

 

 

 

 

Procedimentos:

 Porta-enxerto – (Cavalo):

– Fazer um corte horizontal,( bisel), no tronco, decepando a extremidade superior da planta, a aproximadamente cinco centímetros do solo do balainho.

– Em seguida, fazer outro corte vertical no tronco, para encaixar o garfo.

 Enxerto (garfo):

– O ramo que foi retirado da árvore matriz, deverá ser preparado da seguinte forma, para que se transformem em garfos:

– Cortar pedaços do ramo contendo de duas a três gemas, e observar que na extremidade inferior deverá sobrar espaço suficiente para fazer um tipo de cunha para encaixá-lo no porta-enxerto.

– Observar que as superfícies de contato do cavalo com o enxerto sejam uniformes para um perfeito acoplamento.

– Encaixar o enxerto no cavalo e isolar a área com fitilho de plástico, prendendo-os, fixando-os, evitando também contatos externos com água, e contaminações por fungos e bactérias, até o seu pegamento.

– Após a enxertia, pincelar com látex a parte superior do enxerto, impermeabilizando a área cortada, ajudando a cicatrização e acima de tudo evitando contaminação por agentes nocivos.

– Logo após a junção do cavalo com o enxerto, deverá ser retirado o fitilho plástico. Isso será possível, pois assim que o enxerto começar a se desenvolver, é sinal de que as partes já foram conectadas.

– Muitas vezes os novos brotos precisarão de tutores para que cresçam perpendiculares, para formação de uma planta desejada.

 Notas:

 – A enxertia pelo método de garfagem é recomendada para  plantas de folhas caducas, aquelas que  entram em dormência ,perdendo suas folhas no inverno como: caquizeiro, videira, figueira, pessegueiro e a nectarina.

– Para preparar o enxerto, (garfo), o ideal é utilizar ramos que não ultrapassem diâmetro externo de 2 cm, pois galhos muito grossos possuem pouca chance de sucesso.

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Como fazer mudas de – Tumbérgia arbustiva

Como fazer mudas de – Tumbérgia arbustiva

 Nome científico: Thunbergia erecta.

Origem: África Tropical.

Características gerais:

– Trata-se de uma planta de ciclo de vida: Perene.

– Chega atingir mais de 2,0 metros de altura.

– Planta rústica adaptada ao sol pleno, desenvolve-se bem em clima quente e úmido.

Propagação:

– A propagação em escala doméstica geralmente é feita através de estacas maduras retiradas das pontas, com aproximadamente 30,0 cm de comprimento, as quais são enterradas até a sua metade.

– O período mais indicado para fazer mudas é o início da primavera, justamente porque coincide com a estação chuvosa do ano.

Solo:

– O solo deverá ser rico em matéria orgânica, profundo e que tenha boa drenagem.

Regas:

– Manter o solo levemente umedecido, sem encharcamento. (2 a 3 vezes por semana)

Notas:

– A tumbérgia é uma planta exuberante, se bem cuidada, flora praticamente o ano todo,

suas flores azuis estão sempre em destaque entre todas as cores do jardim.

– Trata-se de uma planta muito utilizada para formação de cercas vivas.

Veja o vídeo abaixo sobre essa planta:

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Como fazer mudas de Alpínia purpurata.

Como fazer mudas de Alpínia purpurata.

Nome científico: Alpinia purpurata.

Nome popular: Alpínia, Gengibre de jardim, Gengibre-vermelho.

Família: Zingiberaceae.

Origem: Ilhas dos mares do sul, América central e norte da América do Sul.

Considerações gerais:

– Trata-se de uma planta herbácea rizomatosa tipicamente tropical.

– Florescem praticamente o ano todo, sendo largamente utilizada, em regiões de clima quente, para adornar jardins com suas destacadas inflorescências púrpuras.

– A planta se desenvolve em forma de touceiras, e atingem altura de até 2,0 metros.

– Trata-se de uma planta rústica, não requer muitos cuidados, porém é muito sensível ao frio.

– Ciclo de vida: Perene.

– Pode ser cultivada em pleno sol

Propagação:

– A multiplicação de mudas poderá ser feita através da divisão dos rizomas, (touceiras). Ou, através das pequenas mudas que brotam das inflorescências, logo após o período de floração.

Solo:

– O solo deverá ser fértil, rico em material orgânico.

– Manter o substrato úmido sem provocar encharcamento.

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