Como fazer mudas – Quebra de dormência em sementes – Escarificação química

Como fazer mudas – Quebra de dormência em sementes

Escarificação química. Ou seja: imersão com ácido sulfúrico.

Características Gerais:

– Quebra de dormência em sementes pelo método da Escarificação química, consiste na imersão das mesmas em ácido sulfúrico.

– A necessidade de recompor florestas e matas ciliares com sua vegetação de espécies nativas, leva os órgãos responsáveis a desenvolver técnicas  específicas para alguns tipos de sementes que apresentam dormência vegetativa.

Método:

– O procedimento de quebra de dormência em sementes por Escarificação química, geralmente é feitos utilizando ácidos: sulfúrico e clorídrico.

– Tal contato, possibilita a corrosão parcial do tegumento impermeável das sementes  dando-lhes a possibilidade de executar trocas com o meio externo, absorvendo água , luz e oxigênio.

Nome popular:                Nome Científico:                Tempo de tratamento:

Amendoim do campo       Pterogyne nitens               Ácido Sulfúrico – 5 min

Candíuva                         Trema micrantha              Ácido Sulfúrico – 5 min

Fava barbatimão             Stryphnodendron adstring.    Sulfúrico – 15 min

Leucena                          Leucena leucocephala       Sulfúrico – 20 min

Mutambo                       Guazuma ulmifolia                     Ácido Sulfúrico – 5 min

Olho-de-dragão             Adenanthera pavonina        Sulfúrico – 35 min

Olho-de-cabra               Ormosia arborea                   Sulfúrico – 35 min

Orelha de negro            Enterolobium contort.        Sulfúrico – 90 min

Pau ferro                        Caesalpinia leiostachya      Sulfúrico – 45 segundos

Sabão-de-soldad            Sapindus saponaria               Sulfúrico – 1:00 h

 

Como fazer mudas – Quebra de dormência – Por água quente

Como fazer mudas – Quebra de dormência

Quebra de dormência – Por água quente

Características gerais:

– A dormência de sementes,  em rápidas pinceladas), é o processo utilizado pelas plantas, em atrasar parte de sua produção, para serem germinadas em épocas ou estações mais propícias ao seu desenvolvimento.

– Esse ajuste da natureza, poderá oferecer à planta, melhor garantia da sobrevivência da própria espécie.

-E, devido à necessidade de recompor as florestas devastadas, com suas espécies de vegetação nativa, obriga os órgãos responsáveis e competentes em revolucionar técnicas que aceleram a germinação de sementes, que apresentam qualquer tipo de dormência.

Como proceder:

– A quebra de dormência em sementes pelo método da água quente, é utilizado em sementes que apresentam impermeabilidade no tegumento (casca), e consiste na  imersão das mesmas em água  quente.

– A temperatura é controlada e pode variar entre 76 a 100ºC.

– Existe uma temperatura, bem como um tempo ideal, de tratamento, específico para cada espécie de semente.

– Veja abaixo alguns exemplos:

Nome popular:     Nome cientifico:                     Tempo de tratamento:

– Bracatinga                   Mimosa scabrella                           Água ( 70ºC ) – 5 minutos

– Canafístula                 Peltophorum dubium                     Água ( 80ºC) – 5 minutos

– Candíuva                      Trema micrantha                           Água ( 50ºC) – 5 minutos

– Guapuruvu                 Schizolobium parahyba               Água ( 90ºC) –  1 minuto

– Mutambo                     Guazuma ulmifolia                         Água ( 90ºC) – 1 minuto

– Saguaragi                    Colubrina glandulosa                     Água ( 90ºC) –  1 minuto

– Topa                              Ochroma pyramidales                  Água ( 80ºC) –  15 segundos

 

Como fazer mudas – Quebra de Dormência – Escarificação mecânica

Como fazer mudas – Quebra de Dormência – Escarificação mecânica.

Quebra de Dormência – Pelo método de Escarificação mecânica.

 Escarificação mecânica:

Consiste em atritar (abrasão), das sementes em uma superfície áspera (lixa, piso de cimento rústico, etc.). É utilizado para gastar parte do tegumento impermeável (casca dura), das sementes para facilitar a absorção de água, luz e oxigênio, pelo embrião da semente.

Considerações gerais:

Mais da metade das sementes de espécies arbóreas possuem algum tipo de dormência, que se caracteriza pelo atraso no processo de germinação.

A dormência é um recurso utilizado pela própria planta. E, a grosso modo, significa: guardar sementes para germinarem em outras estações mais propícias, servindo  para a segurança na sobrevivência da própria espécie.

Abaixo, espécies de árvores, cujas sementes, é possível utilizar esse método:

Espécie:                             Nome Científico:      

– Jatobá                             Hymenaea courbaril

– Guapuruvu                    Schizolobium parahyba

– Castanha do Pará         Bertholletia excelsa

– Olho de dragão             Adenanthera pavonina

– Olho de cabra               Ormosia arborea

– Orelha de negro           Enterolobium contortisiliquum

– Pau marfim                   Balfourodendron riedelianum

Como fazer mudas – Quebra de Dormência choque térmico

Como fazer mudas – Quebra de Dormência choque térmico

 A quebra de dormência de sementes pelo método de choque térmico:

Choque térmico:

É realizado para que a semente sofra um choque de temperatura, para despertar o embrião.

– É feito com alternância de temperaturas variando em aproximadamente 20 a 30ºC, dependendo do tipo de semente, em períodos de 8 a 12 horas.

Como proceder:

– Mergulhar as sementes em água (60 a 80ºC) por 3 a 5 minutos.

– Em seguida, mergulhar em água fria (temperatura ambiente) por 2 minutos.

Exemplos de sementes que poderão receber o tratamento de quebra de dormência por choque térmico.

Espécie:                                        Nome Científico

Senna multijuga                                (alelueiro)

Guazuma ulmifolia                         (mutambo)

Mimosa scabrella                           (bracatinga)

Peltophorum dubium                   (canafistula)

Cássia ferrugínea                            (cassia-fístula)

Cássia ocidentallis                          (fedegoso)

Mimosa sepiaria                              (maricá)

Colubrina rufa                                 (saguaraji)

Entrerolobium ontortis.            (tamboril)

Sangra D’Água                              Croton urucurana

Como fazer mudas de jatobá – Jatobá do cerrado

Como fazer mudas de jatobá  – Jatobá do cerrado

Nome científico: Hymenaea stigonocarpa

Família: Leguminosae

Propagação:

– A propagação do jatobazeiro é feito através de sementes.

– As sementes podem ser semeadas em canteiros ou em balainhos individuais.

– A taxa de germinação para as sementes recém coletadas é em torno de 90%.

– As sementes germinarão, naturalmente, entre 20 a 30 dias depois de plantadas.

– Sementes submetidas à escarificação mecânica, nascerão em aproximadamente 10 dias depois de plantadas.

– As mudas geralmente têm crescimento rápido e entre quatro a seis meses, já estarão prontas para irem a campo.

Escarificação mecânica:

– É um procedimento utilizado na quebra de dormência de sementes para acelerar o seu nascimento. Existe várias  técnicas. Mas, no caso do jatobazeiro o método mais indicado é a escarificação mecânica, que é a abrasão das sementes sobre uma superfície áspera (lixa, piso de cimento grosseiro, etc.). É utilizado para gastar parte da película que envolve a semente e assim a facilitará na absorção de água.

Curiosidades:

– Conforme a farmacopéia popular as partes do jatobazeiro (infusão de folhas e casca) é muito utilizada para combater várias doenças.

– E a farinha extraída do fruto, (por ser levemente adocicada), é utilizada em receitas de pães, bolos, sorvetes, etc. com a vantagem de não precisar do ingrediente açúcar, sendo ideal para a dieta de diabéticos e pessoas com restrição alimentar.

Receita:

Rosquinhas de Jatobá com coco e castanha de Barú. (Dipteryx alata).

Ingredientes:

2 copos de 200 mL de farinha de trigo;

2 copos de 200 mL de farinha de jatobá,

1/2 copo de 200 mL de açúcar mascavo;

4 ovos;

10 colheres de sopa de coco ralado;

5 colheres de castanhas de baru cruas e quebradas;

1 colher de sopa de fermento em pó.

Modo de Fazer:

Misturar todos os ingredientes e amassar.

Adicionar leite até o ponto de enrolar.

Formar tiras, cortar em pedaços e enrolar as rosquinhas no tamanho desejado.

Colocar as rosquinhas em assadeira untada.

Levar ao forno até ficarem levemente douradas.

 

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Como fazer mudas de Olho de cabra – Ormosia arbórea

Como fazer mudas de Olho de cabra – Ormosia arbórea

Nome Científico: Ormosia arbórea

Nomes Populares: Olho de cabra, Pau ripa, coronha, Pau de santo Inácio, Angelim ripa,

Características gerais:

– Trata-se de uma planta nativa de região de cerrados.

– Ocorrência em áreas úmidas, proximidades a córregos e lagoas.

– O que chama a atenção nesta planta são as sementes coloridas (vermelho e negro).

Propagação:

A propagação é feita por sementes.

– Para aumentar a germinação, é necessária a quebra de dormência. Ou, fazer escarificação mecanicamente das sementes antes da semeadura.

– As sementes poderão ser semeadas em canteiros ou, diretamente em balainhos.

–  Ao utilizar a opção balainhos, plantar duas sementes por recipiente. (taxa de germinação oscila em torno de 50%).

– Cobrir as sementes com uma camada fina de substrato peneirado.

– Regar duas vezes ao dia. (manhã e a tarde, para acelerar o processo de germinação).

Solo:

– O solo deverá ser de boa qualidade.

– E manter os balainhos em locais sombreados.

– Caso optar pela semeadura em canteiros, esses deverão ser feitos em locais protegidos da luz direta do sol.

Obs.

– Como toda planta nativa da região de cerrado, o desenvolvimento das mudas dessa planta, também é muito  lento.

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Como fazer mudas de Lírio de São José – Hemerocallis

Como fazer mudas de Lírio de São José

Nome científico: Hemerocallis

Nomes Populares: Hemerocale, Lírio de São José, lírio de um dia, etc.

Família: Família Aspholedaceae

Origem: Ásia, Europa.

Considerações Gerais:

– Trata-se de uma planta herbácea, rizomatosa que pode atingir em torno de um metro de altura.

– A planta desenvolve-se com emissão de perfilhos, que brotam diretamente do rizoma, dando a planta uma forma entouceirada.

– As flores, geralmente, são em forma de lírios, nas cores amarelas, laranjas, marrom-avermelhadas, e outras variações de nuances entre essas cores, conseguidas através de hibridação entre plantas da mesma família.

Exemplo:

– O Hemerocallis flava apresenta flores na cor amarela.

– O Hemerocallis fulva apresenta flores na cor laranja.

– E o cruzamento entre essas duas plantas irá produzir flores com tons e nuances entre as duas plantas matriz.

Propagação:

– A multiplicação de mudas, em escala doméstica, é feita através da divisão da touceira.

– Remover a touceira da planta a ser propagada.

– Livrar a touceira da terra agregada às raízes, bem como, folhas mortas, e raízes velhas e apodrecidas.

– Com o auxílio de uma faca afiada ou, tesoura de jardim, separar os rizomas em pedaços que contenham, em média, duas gemas.

– Cortar as folhas pela metade para poupar a energia da nova muda para emissão de novas raízes.

– Enterrar a nova muda nos solo, aproximadamente entre três a quatro centímetros de profundidade.

– As mudas poderão ser plantadas em balainhos ou diretamente no solo.

– O solo dos balainhos ou do plantio direto, deverá ser mantido sempre com umidade relativa, porém sem encharcamento.

Solo:

– O Solo deverá ser rico em material orgânico.

– Misturar terra de boa qualidade, com esterco animal bem curtido na proporção de 4:1, ou seja, quatro partes de terra para uma parte de esterco.

– Essa mistura ainda poderá ser enriquecida com farinha de osso. (uma colher de sopa por planta, bem incorporado ao substrato).

Observações:

– As mudas deverão ser propagadas no início da primavera, quando as plantas estarão saindo do período da dormência vegetativa.

– Trata-se de uma planta relativamente rústica, que requer muita luz e deverá ser plantada de forma que receba a luz solar, diretamente.

– A planta é resistente ao frio, porém desenvolve-se efloresce melhor em regiões de clima tropical.

– Trata-se de uma planta que poderá ser cultivada em todo território brasileiro.

– Floresce na primavera até meados do outono.

Tratos culturais:

– Recomenda-se adubação de reposição, ou seja, adubação de cobertura, utilizando uma porção satisfatória de esterco animal, bem curtido, na época em que a planta estiver saindo da dormência. Ocasião em que a planta irá se beneficiar com esse procedimento, para a explosão total, do seu vigor vegetativo.

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Como fazer mudas de bromélias – Bromeliáceas

Como fazer mudas de bromélias – Bromeliáceas

Família: Bromeliaceae Juss

Subfamílias: Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae.

 Considerações gerais:

– Na família das bromélias existem plantas: Terrestres, Rupícolas e Epífitas.

-Tal família conta com mais de 3.000 espécies, divididas em 3 subfamílias: Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae.

– Na sua grande maioria são epífitas.

– Como exemplos de bromélias terrestres têm: o abacaxi (ananás), o caraguatá, o ananás nanus, (mini abacaxi), etc.

– A Planta floresce apenas uma vez na vida, (O seu ciclo reprodutivo natural é: Nascer, se desenvolver, emitir rebentos, florescer, frutificar e morrer) Porém, há uma forma simples para a planta continuar emitindo brotos, antes de terminar o seu ciclo de vida, e consiste na seguinte técnica: Retirar os rebentos, quando perceber que já poderão sobreviver separadamente da planta mãe, Com isso, a planta, geralmente, emitirá nova brotação antes de morrer.

As bromélias são plantas herbáceas, de formas variadas: apresentam-se com folhas largas, estreitas, lisas, serrilhadas, espinhosas, etc. Nas cores: verdes, vermelhas, violáceas, variegadas, manchadas, listradas, pintalgadas, etc.

– As bromélias epífitas geralmente possuem um tanque central, onde água de chuva e sereno são armazenados, fornecendo o alimento necessário para a planta, juntamente com partículas que caem das árvores, excrementos de aves, ou de rãs que normalmente se alojam neste pequeno nicho aquático para procriar.

Propagação:

– Na natureza as bromélias ornamentais têm a sua propagação geralmente feita por sementes. Ou das mudas que brotam junto à planta matriz, (que é o caso dos abacaxis que também poderão ser aproveitados os filhotes que aparecem no talo basal do fruto.

Propagação em escala doméstica:

– A propagação em escala doméstica geralmente é feita através dos rebentos  laterais que a planta emite antes de florescer, frutificar e morrer.

Substrato:

– Para o cultivo das bromélias em vasos, o substrato deverá ser um composto nutritivo, o mais indicado é a fibra de coco. Pois, garante boa aeração e perfeita drenagem da água das chuvas e das regas normais.

– A planta também poderá ser cultivada em troncos ocos de árvores, cortados em pedaços de 15 a 20 centímetros, preenchidos com uma mistura de restos de madeira em decomposição, casca de pinheiro, fibra de coco, casca de arroz carbonizada, pedaços pequenos de carvão, etc.

– O pH do substrato deverá  girar entre 6,0 a 7,0 dependendo da espécie.

 Nota:

– As bromélias são plantas rústicas, preferem locais semi-sombreados.

– Para cultivá-las em casa, a atenção deve ser redobrada nos cuidados com o mosquito da dengue. Para tanto, preparar uma solução à base de água sanitária da seguinte forma:

– Diluir uma colher de sopa de água sanitária em 1 litro de água limpa.

– Despejar essa solução no tanque central da roseta da bromélia duas vezes por semana. – Esse procedimento servirá para inibir a formação dos criadouros do Aedes aegypti: nos tanques centrais das bromélias, nos vasos com flores ou nos pratos cheios de água das plantas.

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Como fazer mudas de Lírio do amazonas – Eucharis

Como fazer mudas de Lírio do amazonas.

Nome científico: Eucharis.

Nomes populares: Estrela Dalva, estrela de Belém, estrela da anunciação, etc.

Origem: América do Sul.

Características:

– Trata-se de uma planta bulbosa pertencente à família das Amarilidáceas.

Propagação:

A propagação se dá através dos bulbos que perfilham junto ao bulbo da planta matriz.

– Remoer a planta do vaso com cuidado, para não danificar os perfilhos jovens.

– Separar somente os bulbos adultos, aqueles que já terão condições de sobreviver isoladamente.

– Cortar parte do sistema radicular, somente as raízes velhas e apodrecidas.

– Plantar os bulbos separadamente, de forma que a sua parte superior fique aproximadamente 2 cm abaixo do nível do solo..

– Manter o solo ligeiramente umedecido.

– A Propagação deverá ocorrer no início da primavera, época em que as plantas estarão saindo do período da dormência vegetativa.

Preparação do Solo:

– Misturar:

– 2 partes de terra de boa qualidade.

– 1 parte de esterco animal bem curtido.

– 1 parte de areia de rio, ou areia lavada.

– Depois do composto totalmente homogeneizado, poderá ir para os recipientes onde serão plantados os bulbos.

Observações:

– Trata-se de uma planta adaptada para meia sombra.

– A Planta não tolera a incidência da luz do sol diretamente, (no verão ou, nos períodos mais quentes do dia. Isso irá provocar requeima nas folhas e flores).

– A Planta poderá sobreviver em ambientes internos, desde que este seja bastante iluminado e ventilado.

Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta não muito exigente. Apenas, não a deixe exposta diretamente ao sol, e mantenha sempre o substrato do vaso com umidade constante, sem encharcamento.

– Recomenda-se uma aplicação mensal de adubo foliar, sempre obedecendo às especificações e dosagens indicada pelo fabricante.

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Como fazer mudas de Berinjela

Como fazer mudas de Berinjela

Nome científico: Solanum melongena.

Família: Solanaceae.

Origem: Ásia.

Propagação:

– A propagação da berinjela é feita através de sementes.

Produção de mudas:

As mudas poderão ser produzidas por diversas formas, dependendo da necessidade do produtor:

Sementeiras. (Geralmente utilizadas por pequenos produtores, ou em hortas domésticas).

Bandejas de isopor. (Método muito prático. Normalmente utilizado para grandes lavouras, produção comercial).

Copinhos feitos com jornal. (Ou seja, pequenos balainhos). (Método que poderá ser utilizado para pequenos e médios produtores).

Método de sementeiras

Preparação do solo dos canteiros:

– Os canteiros deverão ter aproximadamente 1,0 metros de largura (para facilidade de manuseio), e o comprimento de acordo com a necessidade de produção de mudas.

– Afofar bem o solo, e incorporar:

– 5 litros/m2, de esterco animal bem curtido

– 200 gramas/m2 de adubo químico, fórmula NPK 4:14:8.

– Depois dos suplementos estarem totalmente incorporados, organizar os canteiros levantando-os em média, 20 centímetros com relação ao nível do solo, (para total drenagem de água).

– Nivelar a superfície superior dos canteiros.

– Fazer sulcos de 1,0 cem de profundidade, distanciados 10,0 cm um do outro.

– Distribuir manualmente as sementes nos sulcos.

– Cobrir as sementes com uma fina camada, uniforme, do mesmo solo, peneirado.

– Irrigar o canteiro, para hidratação das sementes, e melhorar o seu contato com o substrato.

– A germinação ocorrerá dentro de uma semana.

– Regar os canteiros de forma que o solo permaneça com umidade constante, sem encharcamento.

– Em um mês, as mudas já estarão prontas para serem transplantadas.

Produção de mudas em copinhos:

– Os copinhos serão confeccionados de papel jornal, e poderão ser feitos pelo próprio agricultor.

– Os copinhos devem ter em média 7 cm de diâmetro por a 8 cm de altura.

– Para facilidade na confecção dos copinhos, utilizar um molde, para que todos fiquem uniformes. (um exemplo: Esse molde poderá ser um tubo de PVC nas dimensões desejadas.

– De posse do tubo de PVC, enrola-se o jornal previamente recortado na medida, modela-se o copinho, dobras-se as extremidades  inferiores do jornal, fechando o fundo do copinho.

– Apoiar o conjunto no chão, enchendo- o com o substrato.

– Tirar o tubo de PVC e o balainho já estará pronto para receber as sementes.

Observação:

– Copinhos feitos com jornal dobrado (duas folhas), ficam com as paredes mais resistentes e facilita o manuseio na hora de transplantar as mudas.

– O substrato para preenchimento dos copinhos deverá ser o mesmo dos canteiros descrito acima.

– Arrumar os copinhos em forma de canteiro.

– Plantar de 2 a 3 sementes por copinho.

– Depois de germinadas, já com 5 cm, poderá ser feita o desbaste deixando apenas a muda mais vigorosa.

Produção de mudas em bandejas:

– Utilizar bandejas de isopor de 128 células.

– Para isso, faz-se necessário a construção de um viveiro, com uma espécie de tabuleiro construído com tela de arame ou vergalhões, onde possam ser acondicionadas as bandejas. (Nota: as bandejas terão que ficar suspensas, longe do solo, evitando o enraizamento das plântulas para fora das células da bandeja, isso dificultaria a retirada da muda na hora do transplante).

– O substrato a ser utilizado para preenchimento das células deverá ser um composto preparado com:

– 2 partes de terra de boa qualidade para cada parte de esterco animal bem curtido.

– Adicionar 1,5 kg/m3 de adubo 4:14:8

– Adicionar 40 % de casca de arroz carbonizada. (para deixar a terra porosa).

– homogeneizar o composto.

– Preenche as células da bandeja.

– Plantar de 2 a 3 sementes por célula.

– Manter a umidade constante. (sem encharcamento).

– Em uma semana as sementes germinarão.

– Eliminar as plantas mais fracas.

Transplante das mudas para seus locais definitivos:

– As mudas deverão ser levadas para serem transplantadas em seus locais definitivos, 30 dias após semeadura, ou quando as plantas atingirem altura média de 10 cm, ou então, quando estiverem com 5 a 6 folhas definitivas.

Espaçamento:

– O espaçamento recomendável será:

– 1,0 metro entre linhas por 1,0 metro entre plantas.

Observações:

– O transplante das mudas para o seu local definitivo, deverá ser feito no período da tarde, nas horas em que o sol e a temperatura estiverem mais brandos.

– As mudas formadas nos copinhos de jornal não haverá a necessidade de remover o jornal, pois este, provavelmente já estará em estado avançado de decomposição.