Com preparar a Calda Bordalesa – Para o combate de doenças fúngicas.

Com preparar a Calda Bordalesa – Para o combate de doenças fúngicas.

Calda bordalesa, também conhecida como mistura de Bordeaux é um composto formado pela simples mistura de dois componentes químicos com água: sulfato de cobre (II) e cal hidratada ou cal virgem, transformando um fungicida agrícola tradicional, largamente utilizado em diversas culturas para combater ou prevenir doenças, principalmente as provocadas por fungos, especialmente o fungo Míldio, que ataca a parte aérea das plantas: ( videiras, tomateiros, batateiras, caquizeiros, citros, orquídeas e tantas outras culturas,)

Como preparar a calda bordalesa

Ingredientes:

Cal hidratada – Hidróxido de cálcio – Ca(OH)2  ou, Cal virgem – Óxido de cálcio –  CaO

Sulfato de cobre II ou sulfato cúprico – CuSO4.

Água – H20

A composição da calda bordalesa é:  1litro de calda a 1% – (1:1:100), ou seja: para se preparar um litro da calda, precisaremos misturar: 10g de sulfato de cobre (CuSO4), 10g de cal virgem (CaO a 95%) e 1 litro de água em temperatura ambiente.

A formulação a seguir, é para o preparo de 10 litros do composto.

Ingredientes:

– 100 gramas de Cal.

– 100 gramas de sulfato de cobre

– 10 litros de água.

Obs.

– Para obtenção de outros volumes, é só manter as mesmas proporções entre os ingredientes acima citados.

Dissolução do sulfato de cobre:

– Colocar 100 g de cristais de sulfato de cobre (CuSO4), dentro de um pano de algodão poroso, amarrar o pano, fazendo uma trouxinha,  e mergulhar dentro de um litro de água morna, num recipiente não metálico, durante 24 horas. Geralmente esse tempo é suficiente para completa dissolução dos cristais do sulfato de cobre.

Dissolução da cal:

– Em outro recipiente, deverá ser feito a queima de 100 g da cal virgem ( CaO), com água, adicionando pequenas quantidades, até completar nove litros do composto.

– Caso utilizar cal hidratada – Ca(OH)2, é só misturar a cal até formar nove litros do composto.

Preparação da calda bordalesa:

Em um terceiro recipiente não metálico, misturar a dissolução do sulfato de cobre com a dissolução da cal, mexer fortemente, com uma colher de madeira, até obter um composto totalmente homogêneo.

Nota:-

Depois de preparada, a mistura deveria estar neutra, ou de preferência com o pH levemente alcalino. Do contrário, poderá haver riscos de fitotoxidade, provocados pelo sulfato de cobre livre.

– Para medir o pH da mistura, caso não dispor de um pHmetro, poderá introduzir um objeto metálico,  (por exemplo: a lâmina de um canivete ou de uma faca), mergulhando-os, durante dois a três minutos no preparado. Caso a lâmina de aço escurecer, é sinal de acidez excessiva. Para corrigir o pH, adicionar mais mistura de composto de cal e ir fazendo a checagem até que a calda fique com o seu pH o mais próximo de neutro, ou levemente alcalino.

Notas:

– A calda bordalesa combate as doenças por meio dos íons de Cobre (Cu2+).

– Estes íons afetam as enzimas dos esporos dos fungos, impedindo o seu desenvolvimento.

– Portanto, o composto preparado, deverá ser utilizado como preventivo, antes do estabelecimento de doenças provocadas por fungos.

– A fórmula supracitada da calda bordalesa, é indicada para a grande maioria das plantas adultas.

– Plantas jovens, brotações, etc. a calda deverá ser diluída com 50% de água.

– A calda preparada deverá ser utilizada dentro de um período de 24 horas, depois desse tempo tende a oxidar, perdendo ou, diminuindo o seu principio ativo.

– O tratamento deverá ser repetido a cada 15 dias.

– Evitar a aplicação do composto em dias muito frios, sujeitos a ocorrência de geadas.

 

Com fazer enxertia pelo método Janela aberta ( Escudo) – Tipos de enxertia

Com fazer enxertia  pelo método Janela aberta ( Escudo) – Tipos de enxertia

Tipos de enxertia.

 Considerações gerais:

– Esse processo de enxertia caracteriza-se na remoção de parte da casca do cavalo, para dar lugar ao enxerto.

– A época mais indicada para se realizar qualquer tipo de enxertia, coincide com as estações primavera e verão, justamente quando as plantas estão saindo do seu período de dormência anual e entrando em plena atividade vegetativa.

Métodos de enxertia  – Janela aberta ou Escudo:

– Utilizar um estilete, e fazer no porta-enxerto (cavalo), duas incisões transversais e duas longitudinais, de modo que possa ser retirada uma tampa da sua casca, liberando assim, a região a ser ocupada pela borbulha.

– A borbulha também deverá ser retirada do garfo praticando-se duas incisões transversais e duas longitudinais no ramo, de modo a obter um escudo (uma tampa), idêntico à parte retirada do cavalo. Esse processo deverá ser realizado imediatamente após a preparação do cavalo, para evitar que a seiva seque e a madeira se desidrate.

– Introduzir a borbulha, delicadamente, embutindo-a no retângulo vazio do cavalo.

– As duas partes conectadas, (justaposta), deverão ficar, intimamente em contato para o sucesso do pegamento da enxertia.

– A seguir, passar fitilho plástico, cobrindo inclusive a borbulhia, para evitar a entrada de água na região cortada.

Método de enxertia – Janela fechada:

– Nesse método, com o uso de um estilete, o cavalo irá receber duas incisões transversais e apenas uma incisão vertical, no centro. A casca do cavalo, na região cortada,  deverá ser levantada uma para cada lado, aguardando o enxerto.

– Para obtenção da borbulhia, fazer dois cortes transversais e dois longitudinais no ramo, de forma que suas dimensões fiquem semelhantes à área descoberta no cavalo.

Aplicar a borbulha, levantando-se a casca do cavalo, com o estilete, introduzindo-a cuidadosamente, certificando-se que as partes ficaram intimamente em contato.

– Em seguida, recobrir a borbulhia com as duas partes da casca do cavalo que foram levantadas.

– E, na sequência, passar o fitilho plástico, cobrindo toda a área cortada nesse processo.

Considerações gerais:

– Após, aproximadamente 20 dias, dará para perceber o pegamento do enxerto.

– Retirar o fitilho, para liberar e permitir o desenvolvimento da borbulhia.

– Constatado o pegamento do enxerto, e para forçar o seu desenvolvimento, deverá se fazer a curvatura para baixo, da parte apical do cavalo. Essa curvatura deverá ficar acima da região enxertada.

– Retirar todos os brotos que porventura aparecerem abaixo e ou, acima da região enxertada.  Pois estarão competindo diretamente com o desenvolvimento do enxerto.

– Tutorar o broto do enxerto para que ele cresça perpendicularmente.

– E quando o broto do enxerto estiver totalmente desenvolvido, cortar o cavalo acima da região enxertada. Pincelando o local cortado com calda bordalesa, para evitar contaminações por fungos e bactérias.

Com fazer enxertia pelo método em “T” – Tipos de enxertia

Com fazer enxertia  pelo método em “T” – Tipos de enxertia

Considerações gerais:

– O processo de enxertia em forma de “T” é utilizado geralmente em citros e consiste na justaposição de uma única gema, (borbulhia), sobre o porta-enxertos já enraizado.

– Há dois métodos a ser considerado: “T” normal e “T” invertido.

– A época mais indicada para se realizar qualquer tipo de enxertia, coincide com as estações primavera e verão, exatamente quando as plantas estão saindo do seu período de dormência anual e entrando em plena atividade vegetativa.

Utilização do método do “T” normal

– Primeiramente fende-se, delicadamente, a casca do cavalo, (porta-enxertos), com um canivete, no sentido transversal e, em seguida, no sentido perpendicular, de modo a formar um “T”.

– Imediatamente após a preparação do cavalo, retirar a gema (borbulha), delicadamente, para não ofender além do necessário a estrutura do material, introduzir a gema no corte em “T” do cavalo, recortar os excessos e amarrar com fitilho plástico de cima para baixo.

Utilização do método do “T” invertido:

(Método mais utilizado pelos produtores de mudas de citros. Uma vez que a própria conformação do corte já dificulta a entrada de água na região enxertada.)

– Fender, delicadamente, a casca do porta-enxertos, (cavalo), com um estilete, no sentido transversal do tronco, em seguida no sentido perpendicular, de modo a formar um “T” invertido.

– Imediatamente após a preparação do porta-enxertos, com um estilete, retirar a gema, também delicadamente, e introduzi-la de baixo para cima no corte em “T”,  previamente preparado no porta-enxertos.

– Caso necessário, recortar os excessos de material da borbulha e amarrar com fitilho plástico, iniciando o processo de baixo para cima, cobrindo toda a região cortada, inclusive a borbulha, para que ela não desidrate e para evitar entrada de água nas partes cortadas.

– Em seguida, deve-se dobrar o ponteiro do porta-enxertos. para quebrar a sua dominância apical, e isso irá estimular a brotação da gema, pois, toda concentração do vigor da planta ficará  a sua disposição estimulando-a no seu desenvolvimento.

– Num período de 15 a 20 dias dará para se perceber se a borbulha vingou, e tirar o fitilho plástico para  liberar a brotação da gema.

– Retirar todos os brotos que porventura aparecer abaixo e acima da região enxertada. Assim, o vigor da planta ficará disponível apenas para o enxerto em desenvolvimento.

– Tutorar o broto do enxerto para que ele cresça perpendicularmente.

– E quando o enxerto estiverem em pleno desenvolvimento, cortar o cavalo acima da região enxertada. Pincelando o local cortado com calda bordalesa, para evitar contaminação por fungos e bactérias.

Como fazer mudas de citros – Preparação de Porta-enxertos.

Como fazer mudas de citros.

Preparação de Porta-enxertos.

– Geralmente usa-se como porta-enxertos, o limão cravo, (Citrus limonia Osbeck), por apresentar um sistema radicular bastante desenvolvido, além de ser resistente a uma série de doenças.

– Nomes populares do limão cravo: limão Rosa, limão Cavalo, limão Francês, limão vinagre, etc.

Formação do porta-enxertos:

– Para a formação de mudas do limão Cravo, faz-se a semeadura de uma semente por tubete plástico de 50 cm3, ou seja: 0,05 litros.

– Aproximadamente aos quatro meses após a semeadura, as plantas deverão ser transplantadas para sacos de polietileno de 20 dm3, ou seja: (20 litros).

Substrato:

– O substrato, tanto dos tubetes como  dos sacos de polietileno,  deverá ser rico em material orgânico, ou  poderá ser utilizados substratos comerciais à base de casca de pinos, ou, terra vegetal.

Desenvolvimento das mudas:

– Durante o desenvolvimento das mudas do porta-enxertos,  deverão ser mantidas as regas diárias.

– Adubações com NPK, (Geralmente aplica-se adubação foliar), soluções de macro e micronutrientes, sendo que a porcentagem de nitrogênio deverá ser gradativamente aumentada a cada pulverização, para o bom desenvolvimento da planta. (adubação quinzenal).

– O controle fitossanitário preventivo dos porta-enxertos, poderá ser realizado quinzenalmente, conjuntamente com a adubação da planta.

Enxertia:

– O tipo mais comum de enxerto em citros, é o de utilização da borbulha.

– E usualmente é feito por dois métodos: “T” normal ou, escudo.

 Utilização do método do “T” normal

– Primeiramente fende-se a casca do cavalo, (porta-enxertos), com um canivete, no sentido transversal e, em seguida, no sentido perpendicular, de modo a formar um “T”.

– Imediatamente após a preparação do cavalo, retirar a gema (borbulha), delicadamente, para não ofender além do necessário a estrutura do material, introduzir a gema no corte em “T” do cavalo, recortar os excessos e amarrar com fitilho plástico de cima para baixo.

Utilização do método “Escudo” ou, “janela aberta”.

– Primeiramente, preparar o porta-enxertos, fazendo duas incisões transversais e duas longitudinais na sua casca, retirando uma tampa, de modo a liberar a região a ser ocupada pela borbulha.

– Imediatamente a preparação do cavalo, recortar a borbulha, também com dois cortes transversais e dois longitudinais no ramo onde ela se encontra, de modo a obter um escudo idêntico à parte retirada do cavalo.

– Em seguida posicionar embutindo o escudo com a borbulha, na parte cortada do cavalo, amarrando, juntando as partes (borbulha e cavalo), com fitilho plástico .

– O retângulo onde contém a borbulha, deverá ficar inteiramente em contato com os tecidos do cavalo.

– No processo de amarração com o fitilho, deverá se tomar o cuidado para não encapsular o olho da borbulha.

bservações:

– O processo de enxertia deverá ser feito imediatamente após o porta-enxertos completar dez meses de idade e ou, quando a planta atingir  diâmetro médio do tronco de 10 mm.

– As incisões do tronco para se fazer a enxertia, deverá obedecer a uma altura média de 15 cm a partir do colo da planta.

– Nesta fase, o caule do porta-enxertos, já deverá estar “soltando” a casca, isso facilitará o processo de introdução das borbulhas, sem danificar, além do necessário, as partes cortadas.

– As borbulhas a serem utilizadas deverão ser de boa procedência, certificadas, e seu tamanho ideal deverão girar em torno de seis a oito mm.

– Os fitilhos utilizados para ligar cavalo e borbulha deverão ser removidos após vinte dias da realização da enxertia.

– Se forem utilizado “parafilm”, estes não haverá necessidade de remoção, pois são biodegradáveis.

– Ao perceber o pegamento do enxerto, deverá ser feito o encurvamento para baixo do ponteiro do cavalo, para forçar a brotação da borbulha enxertada.

– Depois da borbulha bem desenvolvida, geralmente por volta de 30 dias, deverá ser feita a poda do cavalo, aproximadamente cindo centímetros acima da região enxertada.

– Transcorridos 120 dias após a enxertia, recortar o caule remanescente acima do porta- enxertos, pincelando a área cortada com calda bordalesa, para acelerar a cicatrização e  evitar contaminação por fungos e bactérias.

– E, mais alguns dias, após cicatrização do corte, as mudas já estarão prontas para serem Transplantadas em seus locais definitivos.

Como fazer mudas de Araçá amarelo – Goiabinha do campo

Como fazer mudas de Araçá amarelo – Goiabinha do campo

Nome Científico: Psidium cattleyanum

Nomes Populares: Goiabinha do campo, Araçá amarelo, Araçá do campo.

Família: Myrtaceae

Origem: América do Sul.

Considerações gerais:

– Trata-se de uma pequena árvore frutífera, de ciclo de vida perene, que em média, não ultrapassa aos 3 metros de altura.

– A planta geralmente frutifica na primavera e no verão, mas dependendo da abundância de chuvas poderá estender seu período de frutificação.

– Ocorre naturalmente em regiões do nordeste, centro oeste e na região sul do Brasil.

– Planta de clima tropical, subtropical, equatorial, adaptada à alta luminosidade e deverá ser plantada ao sol pleno.

– A planta responde melhor em condições de umidade relativa do ar constante e precipitação pluviométrica regular durante o ano.

 Propagação:

– Geralmente propaga-se por meio de sementes, mas poderá ter sua multiplicação por estacas, desde que se utilize hormônio enraizador para induzir as estacas na emissão de raízes.

– Na natureza propaga-se por sementes, dispersas por animais que se alimentam dela.

– Em determinadas regiões de clareiras chega a ser endêmicas.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, sem a necessidade de grandes cuidados, pois vegetam satisfatoriamente nos solos pobres das regiões de cerrados. No entanto, se cultivada em solos profundos, ricos em material orgânico responde melhor em produtividade.

Tratos culturais:

– Um dos cuidados que se deverá ter, é com a infestação dos frutos, que geralmente são atacados pela mosca das frutas.

Particularidades:

– Trata-se de uma planta muito produtiva.

– Os frutos são saborosos, semelhantes a pequenas goiabas meio doces, meio ácidos, ricos em vitamina “C”. E poderão ser consumidos in natura ou industrializados, em forma de sucos, doces, etc.

– Os frutos são muito apreciados pela fauna silvestre. E a espécie poderá ser plantada no pomar caseiro para atrair passarinhos.

Veja um vídeo dessa frutífera, CLICAR AQUI

Como fazer mudas de plantas utilizando hormônio enraizador extraído da Tiririca.

Como fazer mudas de plantas utilizando hormônio enraizador extraído da Tiririca.

 Muitos se fala sobre o poder de enraizamento do suco extraído da tiririca.

 Tiririca

Nome científico: Cyperus rotundus.

Nomes populares: Tiririca do Brejo, hamassuguê, capim Danda, cebolinha, erva coco, Junca aromática, tiririca-Comum.

Origem: Ásia.

Considerações gerais:

– A tiririca é a grande praga das lavouras, mundialmente conhecida, alastra-se e vai tomando conta de tudo, inclusive de hortas e quintais.

-trata-se de uma planta com grande capacidade de competição e agressividade.

– Acredita-se que menos de 5% de suas sementes apresentam-se viáveis para germinação.

– Sua principal disseminação se dá através dos bulbos que crescem enterrado no solo, diante disso, a grande dificuldade de controle e erradicação dessa  invasora.

 Benefícios:

– Conforme experimentos, ainda sem comprovação científica, foram observados que o suco dos seus tubérculos, ajuda na formação de raízes em estacas de plantas de difícil pegamento.

– Os resultados observados foram semelhantes aos produzidos pelos: “ácido indol acético” (IAA), “Ácido indol butírico” (IBA),  “Ácido naftaleno acético” (NAA), ditos como: hormônios enraizadores.

– Pelo simples motivo da calda feita com a planta, estimular outras, induzindo-as na produção ou aceleração do processo de formação de raízes, acredita-se que esses tubérculos são ricos em fito hormônio.

Receitas do caldo da tiririca como hormônio Enraizador para propagação método de estaquia:

Receita A:

– Colher um maço da planta tiririca, com seus respectivos tubérculos.

– Lavar para eliminar a terra e outras impurezas.

– Bater no liquidificador com água.

– Em seguida, colocar as estacas de molho, até a metade, (ou seja a parte que vai ser enterrada),  por 1 dia, antes de plantar.

Receita B:

Ingredientes:

– Colher 1 kg de tiririca com folhas e tubérculos.

– 250 ml de álcool de cereal.

-1 litro de água.

Modo de preparar:

– Macerar bem ou, moer em máquina de moer carne a tiririca com folhas e tubérculos.

– Em seguida, colocar de molho por 48 horas no litro de água.

– Finalmente, coar a solução e adicionar o álcool de cereal.

Modo de usar:

– Cortar as estacas e colocá-las até a metade (ou seja: a parte que será enterrada), nesse liquido, durante aproximadamente 2 minutos.

– Decorrido esse tempo, plantar as estacas em seus recipientes, com o substrato ligeiramente umedecido, para não correr o risco da água das regas lavarem as estacas.

Obs. Esse preparado poderá ser armazenado na geladeira por até um mês.

Observações:

– Existem vários trabalhos científicos citando o efeito alelopático da tiririca.

 O que é alelopatia:

– Denomina-se (efeito alelopático), ou alelopatia o processo pelo qual uma planta libera substâncias químicas, nocivas,  (aleloquímicos) alterando o desenvolvimento de outra espécie vegetal.  Este processo é uma forma de “defesa” da própria planta contra uma espécie invasora.

 – Agora, sobre o efeito enraizador do suco extraído de suas folhas e tubérculos, é um capítulo à parte, que ainda apresenta-se controverso. 

Visto que: Diferentes espécies de vegetais foram trabalhadas e testadas por vários pesquisadores, com metodologia diferenciada, objetivando obter bons resultados. Porém a chamada eficácia agronômica apresentada pelo suco da tiririca utilizado como hormônio enraizador mostrou-se abaixo da média.

Conclusão:

A voz do povo é a voz de Deus…

Não custa experimentar, já que se trata de uma planta comum.

Esse assunto é muito antigo e muito comentado entre os interessados.

Muitos produtores de orquídeas, de bonsais, e de mudas em geral, feitas pelo método de estaquia, estão usando esse enraizador caseiro com sucesso.

 

Como fazer mudas, utilizando sementes dos frutos que consumimos diariamente.

Como fazer mudas,  utilizando sementes dos frutos que consumimos diariamente.

 Sementes…

Considerações Gerais:

O que você faz com as sementes dos frutos que você consome?…

Qual o destino que você dá  às suas sementes:  Joga fora, ou reaproveita ?…

Bem, levando em consideração a acentuada fome que assola o nosso planeta, bem como o propósito de toda semente que é: cair em solo fértil para se reproduzir e manter  a sua espécie, e nessa simples reprodução, ela, a planta se oferece em alimento, com o intento de quem se abastecer com ela, levar avante o seu objetivo que é a proliferação.

 Sabemos que a natureza é generosa, e diante disso , desprezar as sementes, bem como o objetivo da planta de se reproduzir, é um pecado, sabendo que a terra é abençoada e aquela semente só tem um objetivo: espera uma chance, cair nas mãos de alguém com bom senso apurado, para ser plantada .

 As sementes que poderão ser aproveitadas estão nos frutos maduros que consumimos diariamente:

Ex: abóbora, melão, mamão, caqui, Pimenta, maxixe, pepino, melancia, etc.

 As plantas de ciclo anual, como a abóbora, melancia, pepino, maxixe, etc.  Para essas plantas, as sementes deverão ser plantadas diretamente em seus locais definitivos. Em solo de boa qualidade com considerável quantidade de material orgânico, enriquecido com esterco animal bem curtido.

O mamoeiro, dependendo da necessidade, poderá ser plantado tanto em balainhos, como diretamente em seus locais definitivos.

Sementes de caqui, caju, manga, cajá-manga, jaca, etc. Deverão ser plantadas em balainhos, para depois serem repicadas em seus locais definitivos.

 O solo dos balainhos também deverá ser rico em material orgânico, pois as plantas responderão com maior vitalidade.

 Observações:

As sementes retiradas dos frutos consumidos no cotidiano, poderão ser reaproveitadas para serem cultivadas na horta doméstica, ou no quintal, para produção e consumo próprio.

 Embora elas tragam uma pequena desvantagem por não serem sementes selecionadas, mas, o mais importante é que elas saem de graça.

 Quando se tratar de produção para comercialização, aí sim as sementes deverão ser selecionadas, cuja produção de frutos será mais uniforme, conseguindo assim, maior aceitação no mercado cada vez mais exigente, bem como maior remuneração.

 Mas, tratando-se de produção para o consumo próprio, não há tanto rigor de seleção, pois sabendo que, às vezes, mesmo não tendo aquela aparência vistosa, compreendemos de antemão, que é de boa procedência, e não contém qualquer tipo de agrotóxico.

 Para aproveitar as sementes, basta retirá-las dos frutos maduros, lavar em água corrente, secar à sombra, e armazená-las em sacos de papel, até a época mais indicada para plantá-las.

 A época mais indicada, geralmente é o início da estação chuvosa, ou qualquer outra ocasião, desde que se tenham as condições ideais. para que a planta se desenvolva e frutifique.

 Aproveite as suas sementes e terá um quintal repleto de plantas saudáveis, que irá compor a alimentação, bem como a dieta de produtos fresquinhos, colhidos na hora, para toda sua família.

Para ver um vídeo sobre sementes, CLICAR AQUI

 

 

Como fazer mudas de amora – Morus sp.

Como fazer mudas de amora – Morus sp.

Nome científico: Morus sp.

Família: Moráceas.

Origem: Ásia.

Características gerais:

– A amoreira (Morus sp.) é uma espécie de planta arbustiva de clima temperado.

– As amoras são frutos agregados, pendentes, de coloração vermelho-escura, enegrecidos, quando maduros, com polpa vermelho-escura comestível, saborosa, serve para produção de geleias, muito apreciada por pássaros.

– Alimento rico em fibras, vitamina C, vitamina K e de ácido fólico.

– As folhas da amoreira servem para alimentação do bicho-da-seda.

Propagação:

– A propagação da planta é feita pelo método de estaquia de ramos maduros.

– A melhor época é o início da primavera, época em que as plantas estarão saindo do seu período de dormência.

Modo de fazer:

– Preparar os balainhos (sacos  plásticos de tamanho médio, com terra de boa qualidade).

– Escolher uma amoreira (para fazer seus clones), desde que seja uma planta saudável, com frutos abundantes, graúdos e adocicados.

– Cortar  ramos com aproximadamente 30 cm de comprimento e mais ou menos  um centímetro de diâmetro.

– Retirar as folhas inferiores e espetar as estacas da amoreira nos sacos plásticos, enterrando-as até a metade.

– Observar que: a parte a ser enterrada no balainho,  deverá ser a parte inferior da estaca).

– Alojar os balainhos em local semi-sombreado, podendo ser até baixo de árvores.

– Manter as regas diárias, mantendo certa umidade sem provocar encharcamento.

– As estacas brotarão entre dois a três meses.

– As mudas deverão ser transplantadas em seus locais definitivos depois de apresentar boa ramificação nos brotos e com o seu sistema radicular totalmente desenvolvido, quando as raízes já estarão despontando fora do balainho.

– A amoreira é uma planta precoce, no primeiro ano já começará a produzir frutos.

Propriedades medicinais e terapêuticas da amora.

Por ser um alimento rico em fibras, vitamina C, vitamina K e de ácido fólico.

E segundo a farmacopéia popular é muito utilizada como:

Adstringente natural: Auxilia  no combate as inflamações da boca, da garganta, dos intestinos, assim como dos órgãos genitais.

Problemas de garganta:  Inflamação das cordas vocais, gengivas, rouquidão, aftas, etc. utilizar o suco da amora levemente aquecido misturado ao mel.

Antidiarréico poderoso: Utiliza-se infusão de suas folhas, rebentos e raízes para tratamento de diarréias e disenterias.

Sistema urinário:  Preventivo das infecções urinárias, utilizando a infusão das flores da planta

Regulador dos hormônios femininos:  infusão de suas folhas.

Propriedade antienvelhecimento: Possui  antioxidantes.

– Protege o coração, bem como o sistema circulatório,l.

– Melhora o metabolismo do corpo humano de maneira geral.

– Propriedades estimulantes do sistema nervoso melhorando o funcionamento do cérebro.

Nota:

– Se você deseja atrair pássaros para o seu quintal, plante amoreiras.

A amoreira plantada em terra fértil produzirá várias temporadas de frutos durante o ano. Com certeza virão pássaros das imediações para saborear as tão deliciosas frutas.

Para ver um vídeo dessa planta CLICAR AQUI:

Como fazer mudas de Romã – Punica granatum

Como fazer mudas de Romã

Nome científico: Punica granatum

Origem: Oriente Médio

Considerações gerais:

A romã não é um fruto e sim  uma infrutescência da romãzeira. Pois, o seu interior é composto de aglomerados de sementes, cobertas por um tegumento espesso, tipo polpa, de cor rósea avermelhado, de sabor agridoce.  Sendo essa poupa meio ácida, meio doce, a parte comestível da romã.

Métodos de Propagação:

– Geralmente a propagação da romã é feita por sementes. Mas, também poderá ser feita por estacas, necessitando de aplicação de hormônio enraizador na base da estaca, para garantir o sucesso da plantação.

Método de propagação por sementes:

Extrair as sementes do fruto selecionado.

– Esfregar as sementes com cuidado, numa peneira fina para romper a membrana que as revestem, a fim de livrá-las do tegumento adocicado, (polpa).

– Lavar em água corrente, e deixar secar a sombra, por aproximadamente dois dias.

– Plantar as sementes em balainhos (três a quatro sementes por balainho).

– Manter os balainhos em local semi-sombreado com o substrato  ligeiramente umedecido sem encharcamento.

– Quando as plantas atingirem altura média de 5 cm, eliminar as mais frágeis, deixando apenas duas plantas por balainho.

– As plantas poderão ser transplantadas em seus locais definitivos quando atingirem aproximadamente meio metro de altura.

– Antes de levá-las para seus locais definitivos as plantas necessitarão ser aclimatadas gradativamente ao sol.

Solo:

– A romãzeira é uma planta rústica e pode ser cultivada em grande variedade de solos. Porém se torna muito produtiva em solos ricos em materiais orgânicos e profundos com boa drenagem.

– Deve ser plantada sempre sob sol pleno.

– A planta tolera secas não muito prolongadas.

– Resistente à baixas temperaturas na estação do inverno, período de dormência. Porém é sensível às geadas da primavera quando a planta está em plena atividade vegetativa.

Veja abaixo um vídeo dessa planta:

 

Como fazer mudas de coco da bahia – método da amontoa

Como fazer mudas de coco –  da bahia  – pelo método da amontoa

Nome científico: Cocos nucifera

Origem: América do Sul

– É muito comum cocos da Bahia, maduros, ao caírem no solo, em locais úmidos e sombreados, germinarem.

– Diante disso, não é muito comum, mas mesmo assim esse método ainda é utilizado quando não se tem tempo nem mão de obra disponível, para fazer as mudas pelo sistema tradicional.

O método é denominado: Fazer mudas de coco pelo método de amontoa.

É um método mais fácil, porém há perda maior de sementes, (cocos que não germinarão).

O método consiste no seguinte:

– Colher os frutos maduros no ponto de cair naturalmente do coqueiro matriz, com 50 a 70% da água.

– Amontoá-los sob uma árvore, de forma que o monte receba sol pela manhã e a tarde.

– Manter o amontoado de cocos sempre bem umedecido sem encharcamento.

– Aos poucos os cocos vão germinando, dependendo da quantidade de sol e da umidade que recebem. (Não é uma germinação uniforme).

De tempos em tempos, faz-se uma seleção e coleta das mudas que já estão no ponto de serem transplantadas,  e o restante ficará no mesmo local, esperando novos brotamentos e nova seleção.

Veja o vídeo abaixo sobre  mudas pelo método de amontoa: