Como fazer mudas de Jambo amarelo

Como fazer mudas de Jambo amarelo

Nome científico: Syzygium jambos

Nome popular: Jambo amarelo, Jambo comum.

Família: Myrtaceae

Origem: Ásia Tropical (Índia e Malásia)

Características Gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera totalmente rústica, de ciclo de vida perene, que poderá ultrapassar mais de 10 metros de altura.

– As flores de coloração branca, geralmente com pico de produção, na primavera.

– Os frutos carnosos, de cor amarelada, são levemente perfumados e saborosos.

– As sementes ocorrem dentro do fruto, (de uma a quatro sementes por fruto).

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima quente e úmido: Equatorial, Tropical, Subtropical e deverá ser cultivada a céu aberto e sol pleno.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, mas, deverá ser cultivada em solo fértil, profundo e drenável.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feito por sementes.

Procedimentos:

– Retirar a semente do fruto.

– Secar à sombra sobre jornal, geralmente, por um dia.

– Remover as membranas que envolve a semente.

– Semear as sementes em caixas de germinação e/ou canteiros somente com substrato de areia.

– Enterrar as sementes no substrato de areia, em média com 1,5 cm de profundidade.

– Nesta fase inicial, não deverá ser aplicado qualquer tipo de adubação.

– Manter o substrato de areia sempre com boa umidade, sem exageros.

– Geralmente em 30 dias as sementes já estarão germinadas.

– Quando a plantinha estiver com 5 a 6 folhas, poderá ser repicada para balainhos individuais, feitos com sacos plásticos, com capacidade para 1,5 litros de substrato.

Nota:

– As mudas deverão ser removidas com cuidado para não danificar o seu sistema radicular.

– Nesta fase o substrato dos balainhos deverá ser terra de boa qualidade enriquecido com esterco orgânico bem curtido.

– Após o transplante das mudas, os balainhos deverão ser levados para viveiros de vegetação, com sombrite 50%.

– As regas deverão ser feitas periódicas, apenas para manter o substrato com boa umidade.

– Quando as mudas atingirem mais de 0,5 metros de altura, já poderão ser levadas a campo.

Nota:

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos, aconselha-se fazer a aclimatação gradativa ao sol, por uma semana.

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Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Nome cientifico: Vitex montevidensis.

Nome popular: Tarumã, Azeitona do mato, Copiúba, Grataúba, etc.

Família: Verbenaceae.

Origem: América do Sul, (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina).

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera rústica, de médio a grande porte.

– No meio da mata pode atingir mais de 10 metros de altura. Mas, quando plantada isolada, poderá ultrapassar os 15 metros.

– No Brasil o Tarumã ocorre de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, especialmente em florestas estacionais e nas florestas com araucárias, predominantemente nas matas ciliares, e orlas de rios.

– O tarumã apresenta sua copa em forma de uma grande taça com as bordas arredondadas.

Florescimento:

As flores são melíferas na coloração branca-rosada, e/ou branco-pálido. – Geralmente, o período de floração ocorre de meados de novembro até meados de fevereiro.

– As flores são hermafroditas, e nascem em inflorescências.

Frutificação:

– Os frutos, de sabor adocicado são comestíveis e, apresentam-se em forma de bagas arredondadas, na coloração marrom-escuro, tendendo a negro quando maduros,

– Os frutos também alimenta a fauna silvestre, são largamente apreciados por macacos, quatis, bem como a avifauna em geral, principalmente pelos psitacídeos.

– Os ribeirinhos utilizam o fruto em suas pescarias como iscas. Dizem que atraem pacus, piraputangas, etc. Ou seja: peixes cuja alimentação é parcialmente frutívora.

– Os frutos maduros ocorrem de janeiro a abril.

Sementes:

– Cada fruto contém uma única semente em seu interior.

– As sementes são cilíndricas e com casca dura. (Conservam o poder germinativo por mais de 1 ano).

Propagação:

– A multiplicação da planta na natureza é feita através de sementes, mas, poderá ser feita também por estaquia.

Propagação por sementes:

– A propagação natural da planta é feita pelos animais que se alimentam de seus frutos.

– A coleta das sementes deverá ser feita diretamente na árvore, quando iniciarem a queda espontânea dos frutos e/ou recolhidos no chão embaixo da planta.

– Os frutos deverão ser despolpados manualmente, utilizando uma peneira sob água corrente.

– As sementes deverão passar por um processo de secagem, por um ou dois dias, em local ventilado e sombreado.

– Logo em seguida, as sementes poderão ser plantadas em canteiros para posterior repique em sacos plásticos, quando a plântula atingir, por volta de, 10 cm de altura.

– A semeadura também poderá ser feita diretamente nos sacos plásticos, tubetes, etc. utilizando duas sementes por recipiente. Tais recipientes deverão ficar dispostos em ambiente semi-sombreado.

– O substrato dos sacos plásticos deverá ser uma mistura totalmente homogeneizada de terra fértil com esterco orgânico bem curtido e/ou uma mistura de 40 % de terra de barranco, 40% de esterco orgânico bem curtido, 20 % de areia de rio.

– A regas deverão ser efetuadas para manter o substrato levemente umedecido.

– A emergência das sementes irá depender das condições climáticas, mas, geralmente ocorrerá dentro de 80 dias.

– A taxa de germinação fica por volta dos 80 %.

– As mudas apresenta desenvolvimento médio e dentro de 8 meses poderá atingir 0,5 metros de altura.

– Por volta dos 10 meses as mudas já poderão ser levadas a campo.

– Aconselha-se antes de transplantar as mudas em seus locais definitivos fazer aclimatação gradativa ao sol por duas semanas.

– Aconselha-se também que esse transplante definitivo coincida com dias nublados e/ou estação chuvosa do ano.

– Início da produção de frutos pelo método de propagação por sementes iniciará a partir de 5 anos da muda plantada em seu local definitivo.

Propagação por estaquia:

– Outro método de propagação da planta (denominado: Multiplicação vegetativa) feito por estaquia, utilizando estacas de galhos da planta e/ou estacas de suas raízes.

– Essas estacas deverão ser tratadas com hormônio enraizador, em seguida, plantadas individualmente em sacos de plástico, dispostos em local semi-sombreado.

– E quando as estacas apresentarem brotação vigorosa, com o sistema radicular totalmente desenvolvido, poderão ser levadas a campo.

– Neste caso, o início da frutificação acontecerá a partir de 2 anos.

Clima:

– Planta adaptada ao clima bastante variado: Equatorial, Tropical, Subtropical, Temperado, tolerando temperaturas mínimas de até – 3°C no inverno e máximas de até 44°C no verão.

– Planta adaptada a índices pluviométricos oscilando entre 800 a 2.200 mm anuais.

– A planta poderá ser cultivada a sol pleno e/ou à meia sombra.

Plantio em locais definitivos:

– O plantio definitivo poderá ser em matas ciliares e/ou áreas abertas.

Solo:

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade, que se adapta com facilidade a vários tipos de solos: solos ácidos, solo vermelho, solo arenoso, desde que esses, sejam profundos e drenáveis.

– No entanto, para que se desenvolva com todo o seu potencial, deverá ser cultivada em solos férteis, profundos, drenáveis com pH girando em torno de 5,0 a 5,5.

Espaçamentos:

– Se, o propósito for formação de bosques com árvores de grande porte, a pleno sol, o espaçamento recomendado poderá ser de 3 x 3 m, entre plantas e entre linhas.

– Se, o propósito for formação de pomares domésticos e/ou reflorestamento, o espaçamento recomendado o poderá ser de 6 x 6 m, entre plantas e entre linhas.

Covas:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova 20 litros de esterco animal bem curtido, 0,5 kg de calcário dolomítico.

– Homogeneizar totalmente os materiais adicionado ao solo removido, antes do composto voltar para dentro da cova.

– Regar abundantemente a cova para que os materiais adicionados se incorporem totalmente ao solo.

– Esse procedimento deverá ser feito, em média, 30 dias antes do recebimento da muda.

– A melhor época de plantio das mudas em seus locais definitivos é o início da estação chuvosa do ano.

Tratos culturais:

– Capinas de coroamento para evitar plantas concorrentes.

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade e não requer maiores cuidados.

– Caso necessário, fazer podas para formação da planta.

– Caso necessário, a planta poderá ser adubada com composto orgânico bem curtido, em média, 10 kg por planta adicionando também 30 gramas de adubo químico formulação NPK 10:10:10, dobrando a quantidade a cada ano, até o terceiro ano da planta. Isso irá colaborar para acelerar o seu período de frutificação,

Observações finais:

– Tarumã, nome de origem indígena (Tribo Tupi-guarani), e significa: Fruta escura de fazer vinho. Tudo indica que as tribos indígenas utilizavam o fruto do Tarumã, para preparar algum tipo de bebida fermentada.

– Por trata-se de uma planta com grande rusticidade e indiferente às características do solo, poderá ser utilizada com grande vantagem para reflorestamento em áreas degradadas.

– Por trata-se de uma frutífera, cujos frutos são adocicados e saborosos, com grande aceitação para a fauna silvestre, ao mesmo tempo em que se alimentam, fazem a dispersão natural de suas sementes na mata.

Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Como fazer mudas de Macaúba – Acrocomia aculeata

Nome científico: Acrocomia aculeata.

Nome popular: Macaúba, Macaúva, Bocaiuva, Macaíba, etc.

Família: Arecaceae.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– Trata-se de uma espécie de palmeira rústica, facilmente encontrada vegetando em regiões semiárida dos cerrados Brasileiros.

– Planta de ciclo de vida perene, revestida de espinhos longos e pontiagudos no tronco e nas folhas.

Nota:

– Os espinhos, geralmente, servem como defesa própria pois, afugenta animais predadores.

– A macaúba poderá atingir mais de 10 metros de altura.

Flores:

– Trata-se de uma planta muito produtiva. Produz flores e frutos o ano inteiro, com pico de produção na primavera.

– As flores de tamanho relativamente pequeno, apresentam-se na coloração amarelada, agrupadas em inflorescências tipo espiga, formando grandes cachos que podem chegar a 1,0 metro de comprimento.

– As flores masculinas e femininas surgem na mesma inflorescência sendo que, as masculinas, em via normal, estão dispostas mais às pontas das espigas enquanto que, as femininas mais perto do eixo central do cacho.

– As flores atraem um grande número de abelhas e outros insetos, os quais, acabam  facilitando e ajudando no processo de polinização e fecundação dos frutos.

Frutos:

– Os frutos geralmente de formato arredondado, são comestíveis, tanto a poupa externa, como a amêndoa.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente: Equatorial, Tropical e Subtropical e deverá ser cultivada a céu aberto e, em pleno sol, pois, requer alta luminosidade para o seu desenvolvimento.

Solo:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica, sem grandes exigências quanto ao tipo de solo, mas, para que ela atinja sua plenitude, o solo deverá ser fértil.

Propagação:

– A multiplicação da planta é feita através do fruto, (coco).

– Na natureza, as mudas, geralmente, nascem ao redor da planta matriz, mas, a sua dispersão natural, é feita por animais e pássaros que se alimentam da poupa, levemente saborosa e adocicada, do fruto.

– Para propagação em escala doméstica, na maioria dos casos, utiliza-se as mudas que nasceram junto a planta matriz, repicando-as diretamente em locais definitivos, normalmente, no início da estação chuvosa, (Primavera).

Caso queira produzir mudas em escala doméstica:

– Poderão ser utilizados canteiros tipo sementeiras, dispostos em local semi-sombreado com boa luminosidade.

– O solo deverá ser arenoso com incremento de algum tipo de material orgânico.

– Não há necessidade de despolpar os frutos, que deverão ficar soterrados, em média, a 2,0 cm abaixo do solo.

– O solo deverá ser mantido com umidade regular, constante.

– Normalmente, a taxa de germinação é baixa e a emergência é longa, demandando em torno de 1,0 ano.

– Geralmente, quando a plântula emitir a segunda folha, já poderá ser repicada para balainhos, feitos com sacos de polietileno.

– Normalmente, quando a muda atingir 50,0 cm de altura já poderá ser levada a campo.

– Aconselha-se levar as mudas para seus locais definitivos, no início da estação chuvosa.

Dormência vegetativa das sementes de macaúba.

Para quebrar a dormência das sementes da macaúba e conseguir a aceleração da emergência das plântulas aconselha-se:

– Coletar os frutos (cocos), recém caídos da planta matriz.

– Deixar os frutos secando por duas semanas, à sombra em local arejado.

– Em seguida: quebrar os cocos com auxílio de um martelo, para liberar as amêndoas do seu interior.

– Fazer a esterilização das amêndoas com uma solução de hipoclorito de sódio a 5% v/v por cinco minutos. ([%(V/V] é igual à fração volumétrica multiplicada por 100%).

– Lavar as amêndoas em água corrente, no mínimo, três vezes.

– Em seguida, as amêndoas deverão ficar embebidas em água, na temperatura ambiente, por 24 horas, para hidratação.

– Na sequência, depois das amêndoas hidratadas, com o auxílio de uma lâmina e um estereomicroscópio (lupa), é hora de fazer uma escarificação do tegumento opercular das sementes, (região da amêndoa onde ocorrerá a germinação).

– Tal procedimento deverá ser realizado com total prudência para não ferir o embrião, que se encontra logo abaixo do tegumento opercular, nessa região da amêndoa.

– Em seguida, as sementes deverão ser submersas por 24 horas em solução contendo 1000 miligrama de ácido giberélico (GA3) por litro de água.

– Finalmente, as sementes estarão prontas para serem plantadas em bandejas, contendo vermiculita esterilizada, mantidas em câmara de geminação com 95 ± 5% de umidade relativa e temperatura de 30 ± 2 °C constantes.

– Nestas condições, a taxa média de germinação obtida com esse processo é de 60% em até 3 meses.

– Neste período, aconselha-se verificar periodicamente as bandejas, para detectar a ocorrência de contaminação, eliminando as sementes contaminadas.

Covas:

– As covas para repique das mudas em local definitivo, deverá ter no mínimo, o dobro do tamanho do torrão, (no caso dos balainhos)

– Se, o solo for de boa qualidade, não haverá necessidade de incremento de composto orgânico.

– Se, o solo for arenoso, poderá ser enriquecido com composto orgânico bem curtido, misturado ao solo removido da cova, na hora do transplante da muda.

Frutificação:

– O início da frutificação se dará, em média, quando a planta completar 4 anos de idade.

A planta alimenta a fauna silvestre:

– Frutos direto no cacho, atraem aves, como psitacídeos: Araras, Papagaios, Periquitos, etc.

– Frutos caídos no solo, atraem mamíferos, como: Pacas, Cutias, Antas, Tatus e, tantos outros roedores.

Regas:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica que tolera períodos de estiagens médias. Porém para o seu cultivo, aconselha-se manter o solo ligeiramente úmido, principalmente quando tratar-se de plantas em formação.

Nota:

– Para manuseio da planta deverá ter o cuidado de utilizar luvas, para evitar os espinhos.

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Como fazer mudas de chuchu – Sechium edule

Como fazer mudas de chuchu – Sechium edule

Nome científico: Sechium edule.

Nome popular: Chuchu, Machuchu, Machucho, Chuchuzeiro, etc.

Família: Cucurbitaceae.

Origem: América central.

Características gerais:

– Trata-se de uma planta trepadeira herbácea, rústica, de ciclo de vida perene, muito produtiva, produz frutos o ano inteiro se, cultivada em locais adequados.

–  Planta de ramagem longa emite gavinhas nas axilas folhares e precisará ser tutorada desde o seu plantio em local definitivo, em espaldeira e/ou, caramanchão.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima ameno: Subtropical e Temperado, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Porém, é tolerante ao clima tropical.

– A planta deverá ser cultivada a céu aberto pois requer alta luminosidade.

– O chuchuzeiro não resiste a geadas.

– Calor e/ou frios excessivos, geralmente interferem na brotação e no pegamento dos frutos sementes.

– Chuvas e calor em excesso provoca a queda das flores, além de propiciar o ataque de fungos.

Propagação:

– A multiplicação da planta se dá através do fruto: Chuchu-semente, obtidos da própria plantação.

Procedimentos:

– Selecionar frutos saudáveis, livres de pragas e/ou doenças, bem formados, de bom tamanho, maduros, de planta produtivas, os quais servirão para formar as novas mudas.

– Esses chuchus-sementes, deverão ser colocados em local semi-sombreado e úmidos, para brotação.

– A formação das mudas poderá ser feita em canteiros, vasos ou, qualquer outro recipiente disponível.

– O Chuchu-semente deverá ser posicionado deitado, enterrado apenas 1/3 do fruto no substrato.

– Geralmente, em 2 semanas os chuchus-sementes estarão germinados.

– As mudas estarão prontas para serem transplantadas em local definitivo, quando o broto atingir, em média, 15 cm de altura.

Plantio definitivo:

– Acomodar o chuchu-semente deitado na cova, exatamente do mesmo modo que estava no canteiro de formação de mudas, desta vez, enterrar apenas a metade do fruto no solo. O simples contato direto com o solo provocará o rápido desenvolvimento das raízes, bem como o crescimento vegetativo da brotação.

Nota:

– Ao plantar o chuchu-semente em local definitivo,  tomar o cuidado de não cobri-lo totalmente com terra. O chuchu- semente deverá ficar soterrado até a sua metade no substrato, para evitar o seu apodrecimento e consequentemente a perda da muda.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, pouco exigente quanto ao solo, porém, para se ter uma planta com alta produtividade, aconselha-se cultivá-la em solo fértil, de textura média, fofo e bem drenado.

Regas:

– O chuchuzeiro não tolera excesso de água, as regas deverão ser processadas a fim de manter o solo apenas com umidade leve.

Adubação:

– Aconselha-se fazer adubação química NPK na formulação 4-14-8, no início da primavera.

Adubação de cobertura poderá ser realizada mensal ou bimestral, utilizando esterco animal bem curtido.

Tratos culturais:

– Regas para manter o solo úmido sem provocar alagamentos.

– Em plantio comerciais, aconselha-se o uso de irrigação por gotejamento.

Colheita:

– Geralmente, a colheita terá início 100 dias após plantação da muda  em local definitivo.

– Para consumo e comercialização, colher apenas os frutos tenros.

Considerações finais:

– Trata-se de uma planta totalmente rústica, de fácil manejo, não exigente de tratos especiais no manejo, além de produzir frutos o ano inteiro.

– É um bom exemplo de planta para se cultivar no quintal. Tudo que ela precisa é de um caramanchão para ser tutorada.

 

Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa

Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa 

Nome científico: Jacaratia Spinosa

Nome popular: Barrigudo, Mamão de espinho, Mamãozinho, Mamão bravo, Bananinha, Chamburú, Aracatiá.

Família: Caricaceas

Origem: Mata Atlântica, Brasil, América do Sul.

Características gerais:

– Jaracatiá, segundo a língua indígena “Tupi Guarani”, significa: “Fruto da árvore de tronco mole”.

– Trata-se de uma árvore frutífera de médio porte, de ciclo de vida perene, nativa da Mata Atlântica, com distribuição na Região Centro-Sul e Norte do Brasil, e, em seu habitat natural poderá ultrapassar 20 metros de altura.

– O jaracatiazeiro ocorre também em outras regiões da América do Sul: Bolivia, Paraguai, Equador, Peru, Guiana, etc.

– Trata-se de uma árvore de tronco não lenhoso com grande semelhança ao mamoeiro comum, o tronco e os frutos segregam leite e, os frutos lembram o mamão papaya.

Solo:

– A planta deverá ser cultivada em solo fértil, profundo, rico em material orgânico e drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5,0 a 6,5.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical.

– Deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade.

– A planta é resistente a geadas de baixa densidade. Perde a folhagem mas, não morre. E na primavera ressurge esplendorosa.

Propagação:

– A multiplicação da planta poderá ser feita por sementes e/ou, por enraizamento de estacas dos ramos maduros.

Propagação por Sementes:

– As sementes são pequenas e, depois de preparadas e secas, se bem acondicionadas em frascos escuros, poderão conservar seu poder germinativo por mais de 1 ano.

– As sementes poderão ser cultivadas em sementeiras feitas em canteiros no solo e/ou caixas de vegetação.

– A germinação ocorrerá, geralmente, em 30 dias, após semeadura.

– As plântulas poderão ser transferidas para balainhos individuais, feitos com sacos de polietileno, quando apresentarem-se com, em média, 20 cm de altura.

– Trata-se de uma planta de crescimento rápido e, geralmente, em 6 meses após repicagem, a muda já estará com 0,50 metros de altura.

– Quando a muda atingir, em média, 0,80 metros de altura já poderá ser levada a campo.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos, aconselha-se fazer a rustificação das mesmas com aclimatação gradativa ao sol, por algumas semanas.

– Planta de rápido crescimento, poderá chegar aos 2 metros de altura, no primeiro ano, após plantio definitivo.

– Para que ocorra a polinização cruzada será necessário plantar mais que uma árvore, com certa proximidade.

– A melhor época para levar as plantas a campo, será o início da estação chuvosa, (Primavera).

Propagação por estaquia de galhos:

– A multiplicação por estacas de galhos maduros, poderá ser feita em estufas com altas temperaturas (imitando o clima tropical) e, umidade constante.

– As Estacas deverão ser cortadas de galhos maduros, em forma de bisel, em média, com 0,50 metros de comprimento x 3,5 cm de diâmetro.

Frutificação:

– As flores são emitidas separadamente:

– As Flores femininas nascem solitárias ou, aos pares, nas axilas das folhas com os ramos, estas desabroxam em pequenos pedunculos.

– As flores masculinas também pedunculadas, são emitidas nas axilas foliares, mas em forma de inflorescências, semelhantes às flores do mamão macho, em pedúnculos bem maiores.

– Os frutos têm formatos ovalados e, quando maduros adquirem coloração amarelo-alaranjado.

– A frutificação ocorre, geralmente, entre 2 e 5 anos após plantio da muda em local definitivo.

– O amadurecimento dos frutos ocorre de Janeiro a Março.

Regas:

– Na natureza, a planta vegeta satisfatoriamente em locais onde a precipitação pluviométrica oscila entre 800 a 2.300 mm anuais.

– As plantas adultas toleram curtos espaços de estiagem.

– Mas, na formação de mudas, aconselha-se manter o solo sempre com boa umidade, a planta não deverá sofrer escassez de água durante o início de seu desenvolvimento, porém, encharcamentos deverão ser evitados, para que não ocorra o aparecimento de doenças como a ferrugem.

– As mudas, em seu primeiro ano de vida, deverão receber regas periódicas a fim de manter a umidade constante do solo.

Covas:

– Abrir covas com 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido, 0,5 Kg de Calcáreo dolomítico.

– Os materiais adicionados deverão ser misturados ao solo removido e, somente depois de totalmente homogeneizados, deverão voltar para dentro do buraco. Esse pocedimento deverá ser realizado, em média, com 30 dias de antecedência do plantio da muda, para que os materiais adicionados incorporem-se ao solo.

Espaçamento:

– O espaçamento poderá ser de 5,0 metros entre plantas x 6,0 metros entre linhas.

Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta rústica sem grandes necessidades de cuidados especiais.

– Podas para formação da planta.

Adubação:

– Também não haverá grandes necessidades de adubação se o solo for rico em material orgânico.

– Caso necessário, poderá ser aplicado 20 litros de esterco animal bem curtido ao redor do tronco da planta.  Aconselha-se fazer este procedimento no início da estação chuvosa, (Primavera), quando as plantas estarão emergindo de sua dormência vegetativa.

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Nome Científico: Vitis sp.

Nomes Populares: Uva,Vinha, Parreira, Videira.

Família: Vitaceae

Origem: Ásia

Características gerais:

– Trata-se de uma trepadeira de textura lenhosa, de ciclo de vida perene, cujos ramos podem atingir mais de 5,0 metros de comprimento.

– Por trata-se de uma trepadeira, necessitará ser tutorada desde a fase inicial, após plantada em seu local definitivo.

– Emite abundante ramagem flexível que fixa-se ao tutor através de gavinhas.

– Apresenta inflorescência em forma de cacho, com pequenas flores na coloração branco-esverdeado.

– Os frutos de polpa, geralmente, gelatinosa, doce e perfumada, são em formas de bagas arredondadas ou ovais. Dependendo do tipo do cultivar poderá ser: Rosa, Roxo, Verde, Preto, etc.

– O período de frutificação dependerá da época da poda, bem como, da variedade da uva e, também, do clima da região.

– Há variedades de uva com e/ou sem sementes.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por estacas de ramos maduros e por sementes.

– O sistema de plantio poderá variar dependendo da região.

– As mudas poderão ser plantadas já enxertadas e/ou, plantar o porta-enxerto (cavalo), para posteriormente fazer a enxertia.

Enxertia:

– Geralmente é feita quando os brotos do porta-enxerto atingirem, em média, o diâmetro de um lapis.

– Um dos métodos mais utilizado é o denominado: Cunha.

Porta-enxerto (Cavalo):

– As variedades selecionadas como porta-enxerto ou Cavalo, geralmente, são variedades precoces, vigorosas e, que apresentam boa rusticidade e resistência a pragas e doencças do solo.

Solo:

– O solo deverá ser areno-argiloso, fértil, enriquecido com material orgânico e bem drenado.

– A videira não tolera solos pesados e encharcado.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5 e 6.

– Aconselha-se instalar a cultura em terrenos com declividade inferior a 20%.

Plantio de mudas previamente preparadas:

– Mudas enxertadas com raiz nua, aconselha-se o transplantio para seus locais definitivos entre Julho e Agosto.

– Para as mudas enxertadas com o torrão de substrato em suas raízes, poderá ser feito em qualquer época do ano.

– Para o sucesso dos dois casos acima, recomenda-se um sistema de irrigação eficiente.

– Caso não dispor de sistema de irrigação adequado, a melhor época de levar as mudas a campo, será o início da estação chuvosa, de Outubro a Dezembro.

Nota:

– As variedades comuns, Niágaras e Isabel, produzem sem necessitar de enxertia. São menos susceptíveis a doenças, poderão ser propagadas diretamente da planta matriz, indicada para pequenos espaços doméstico.

Covas:

– Cavar buracos de 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido e 1 Kg de calcário dolomítico.

– Os materiais dicionados deverão ser totalmente homogeneizados so solo removido, antes de voltar para dentro da cova.

– Esse procedimento deverá ser realizado um mês antes do recebimento da muda.

Clima:

– Plantas adaptadas a climas: Tropical, Subtropical, Temperado.

– O cultivo deverá ser feito sob sol pleno, pois a planta requer alta luminosidade.

– A insolação direta é extremamente importante para a produção da uva, pois, a doçura dos frutos está diretamente relacionada ao período de sol que a planta recebe diariamente.

– A temperatura, geralmente, deverá oscilar entre 15 e 30 °C. Porém, há uma grande variedade de híbridos que foram desenvolvidos, aclimatados e, adaptados para serem cultivados em ampla variedade de condições climáticas.

Produção de vinhos:

Variedades de uva – (Vitis vinífera) – Cultivares específicos para produção de vinhos: Vitis Labrusca, Vitis Rotundifolia, Vitis Riparia e Vitis Aestivalis.

Formação da parreira:

– Por tratar-se de uma trepadeira, a cultura precisará de suporte para ser conduzida, bem como, a sustentação dos ramos.

Tipos de parreira:

Espaldeira ou, Parreira Vertical.

– Trata-se de um sistema de parreira que lembra uma cerca para contenção de animais. Formada por postes com alguns fios de arame, onde a videira poderá ser conduzida verticalmente.

– Geralmente, utilizada na produção de uvas para fabricação de vinhos.

Latada, Pérgola, Caramanchão ou Parreira horizontal, .

– Geralmente, formada por malhas de arame, suspensas a cerca de dois metros do chão, Sustentadas por postes.

– As plantas serão conduzidas na horizontal. Esse sistema permite um melhor desenvolvimento da planta e maior produção.

Nota:

 – Os postes que suportam a parreira, deverão ser resistentes, fortes e duráveis, para acompanhar toda longevidade da vida da planta.

Espaçamentos

– Dependendo da variedade poderá ser de 2 x 2 metros até 3 x 3 metros.

Colheita:

– Geralmente, 2 anos após plantio, dependendo do cultivar, poderá ser mais tarde, até 4 anos.

– Da poda à colheita, em média, demora de 85 a 200 dias.

– Normalmente, após colheita, a planta entra em dormência vegetativa perdendo a sua densa folhagem, dando a impressão de estar morta.

– Esses períodos de repouso hibernal nas videiras, são ideais para a indução, no desenvolvimento adequado das gemas, no crescimento vegetativo vigoroso da planta, para boa frutificação da próxima safra. Porém, dependerá de alguns fatores como: Condições locais de plantio, Baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, Bem como, a restrição do período chuvoso nas regiões de clima tropical e semiárida.

Tratos culturais:

– Podas de frutificação, tutoramentos, amarrios, pulverizações.

– A poda serve para manter o equilíbrio entre o vigor da vegetação e a frutificação da planta.

– Aconselha-se podas anuais, geralmente, no período de repouso (inverno), ou imediatamente após surgirem as primeiras brotações nas pontas das ramagens.

Regas:

– As regas deverão ser processadas para manter o solo sempre com boa umidade.

Adubação:

– Trata-se de uma cultura exigente quanto a fertilidade do solo.

– As adubações deverão ser mensais com esterco orgânico curtido.

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Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Nome científico: Litchi Chinensis.

Nome popular: Lichia, Uva-chinesa, Morango-de-casca-grossa.

Família: Sapindaceae.

Origem: Regiões Subtropicais da China.

Considerações gerais:

– Trata-se de uma árvore de ciclo de vida perene, de médio porte que pode ultrapassar 10,0 metros de altura.

– Flores de coloração amarelada surgem no início da primavera.

– Frutos em forma de pencas, na coloração avermelhados, com casca expessa em forma de pequenos bicos de jaca, amadurecem no início do verão.

– A parte comestível do fruto é uma poupa translúcida esbranquiçada envolta numa semente grande cor coloração marrom brilhante.

Clima:

– Planta adaptada ao clima Subtropical e deverá ser cultivada a sol pleno.

– A Licgia não tolera geadas rigorosas.

– A planta responde melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido.

– A faixa de temperatura ideal situa-se entre 20 a 35ºC, sendo que, a planta paralisa totalmente suas atividades vegetativa, abaixo de 15ºC.

Precipitação pluviométrica:

– O nível ideal de precipitação pluviométrica anual, encontra-se na faixa entre 1250 e 1700 mm.

– Para as plantas novas e aquelas que estão em pleno processo de produção, a exigência em chuvas regulares são maiores.

Solo:

– A lichia não é muito exigente quanto ao solo, Mas para pleno desenvolvimento da planta deverá ser cultivada em solo areno-argiloso, leve, rico em matéria orgânica, profundo e, totalmente drenável.

– O pH ideal deverá oscilar entre 5,5 e 6,5.

Propagação:

– A lichia poderá ser propagada por sementes ou pelo método de alporquia.

Propagação por sementes:

– A propagação por sementes não é aconselhável, uma vez que plantas de pés-francos são geneticamente desuniformes, apresentam um longo período juvenil (demoram 10 anos ou mais para. começarem a produzir), além de alternância de produção e frutos de baixa qualidade.

– As sementes poderão ser armazenadas por até 4 semanas, desde que mantidas dentro do fruto.

– Uma vez removidas do fruto, começarão a perder viabilidade em 24 horas e, após 4 a 14 dias, perdem totalmente o seu poder germinativo.

– A semeadura poderá ser feita em caixas de germinação em substrato com boa aeração.

– As caixas de germinação terão que ser colocadas em local ventilado e sombreado.

– Manter o substrato umedecido sem encharcamento.

– A germinação ocorrerá dentro de uma semana.

– O transplante das mudas para balainhos deverá ocorrer quando as plântulas atingirem, em média, 15 cm de altura.

Propagação pelo método de alporquia:

– A propagação comercial é feita pelo processo vegetativo, método da alporquia.

Alporquia:

– Selecionar uma planta matriz saudável e produtiva.

– Recomenda-se utilizar apenas ramos com 1,5 a 2,5 cm de diâmetro e 45 a 60cm de comprimento.

– Os melhores resultados pelo método da alporquia serão obtidos quando realizados na estação da primavera. Porém, poderá ser realizado em qualquer época do ano, desde que se tenha umidade suficiente, quando se dispõe de um sistema eficiente de irrigação.

Procedimentos:

– Selecionar o ramo desejado.

– Com auxílio de um instrumento cortante, anelar a casca do ramo, removendo totalmente o anel da casca de 1,5 a 2,5 cm de largura.

– A região cortada deverá ser envolta com uma boa camada de esfagno densamente umedecido, em seguida, coberta com um filme de plástico transparente, finalizando com o amarrio feito com barbantes, com o objetivo de fixar o esfagno e o plástico na região cortada.

– Nota: Caso desejar acelerar o processo de enraizamento poderá ser feita aplicação de Auxinas (Hormônio vegetal de crescimento), na região anelada.

– Após enraizamento do ramo, este deverá ser separado da planta matriz.

– Para diminuir a transpiração e economizar água da nova planta em formação, deverá se fazer a remoção, em média, de 70% das folhas, antes de plantá-la em sacos plásticos, individualmente.

– Após plantadas, as novas mudas deverão ser acondicionadas e mantidas em locais sombreados, quentes, com alta umidade relativa do ar e totalmente protegidas de correntes de vento.

– Após um ano nestes viveiros de vegetação, as mudas já poderão ser levadas a campo, para serem transplantadas em seus locais definitivos.

Plantio definitivo: Fertilização:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Misturar a terra retirada da cova, cerca de 30 a 40 litros de esterco de gado bem curtido, 500 gramas de superfosfato simples. Homogeneizando todos os ingredientes antes de voltar para a cova.

Nota:- As covas deverão ser abertas com um mês de antecedência antes de receber as mudas.

– O plantio das mudas em seus locais definitivos deverá ser realizado no início da estação chuvosa do ano, ou em dias nublados.

– Após o plantio, caso houver estiagem prolongada, deverá promover irrigação a fim de manter o solo com boa umidade.

– Caso necessidade, tutorar a planta no primeiro ano de vida.

Espaçamento:

– O espaçamento para o plantio definitivo poderá ser de 10 x 10 metros, resultando em 100 plantas por hectare.

Regas:

– Para as plantas estabelecidas as regas deverão ser processadas somente em caso de estiagens prolongadas.

– Para as plantas jovens, ou recém-transplantadas, manter o solo ligeiramente umedecida, processando as regas de 1 a 2 vezes por semana, sem provocar alagamentos.

Tratos culturais:

– Devido ao sistema radicular superficial da planta, controlar as ervas daninhas com herbicidas.

Podas:

– Realizar podas de formação da planta. Bem como, a limpeza de  excesso de ramagem para melhorar a aeração e a penetração dos raios solares.

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Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Como fazer mudas – Germinação de sementes de Marolo e Araticum.

Germinação :

– A germinação de uma semente é simplesmente um processo biológico, que em síntese significa: O rompimento do tecido tegumentar, (casca ou pele que reveste a semente protegendo-a de agentes nocivos), pela radícula, (raiz embrionária de uma planta que cresce em direção ao solo).

Germinação de sementes de Marolo e Araticum (Annona):– Na natureza, a germinação dessas espécies é extremamente lenta, e o processo demanda, em média, um ano e, geralmente, somente metade das sementes apresentam emergência da plântula.

– Como as sementes do Marolo e Araticum apresentam dormência vegetativa (casca tegumentar dura, que dificulta a absorção de água), vários estudos e experimentos foram realizados em laboratório, tentando  acelerar o tempo de germinação.

O método mais indicado para produção de mudas:

– Utilização de canteiros ou caixas de germinação, com areia lavada.

– Tratar as sementes com ácido giberélico (GA3) na concentração de 5 ppm por 36 horas.

– Semear, enterrando as sementes a 2 cm abaixo da superfície.

-Após a semeadura, o canteiro e/ou, caixa de germinação deverão ser pulverizados com uma solução de fungicida Moncerem IM, na seguinte dosagem: 1g/L com aplicação de 4L/m², método preventivo contra o ataque de fungos.

– A irrigação dos canteiros deverá ser feita a cada dois dias, apenas para manter o solo dos canteiros, ligeiramente umedecido.

– Após a germinação das sementes no canteiro e/ou, nas caixas plásticas, as plântulas deverão ser transferidas para sacos de polietileno, com furo para drenagem de água, contendo solo rico em adubo orgânico.

Nota:

– Trata-se de uma planta de difícil propagação por apresentar taxa de geminação muito baixa.

– O pegamento e sobrevivência das mudas transferidas para sacos de polietileno, após 100 dias, em média, é de 50%.

– As mudas transplantadas em seus locais definitivos também apresenta pouca eficiência, causando a morte de metade das mudas.

Outros experimentos  para quebra de dormência de sementes de Araticum e Marolo com pouco sucesso:

Escarificação mecânica da semente com lixa.

Choque térmico – Imersão em água quente (+ ou – 75 º C) com esfriamento natural.

Resultados:

– A escarificação mecânica do tegumento na semente, não quebrou a dormência, mas favoreceu a absorção de GA3 e, consequentemente a germinação.

– O choque térmico em água quente também não quebrou a dormência, que poderá estar relacionada com outros problemas endógenos da semente, por exemplo: embrião imaturo.

A dormência faz parte da engenharia da natureza:

– O bloqueio estabelecido pela dormência é numa estratégia que favorece a sobrevivência da espécie, pois, sincroniza a distribuição da germinação das sementes na hora certa, ao longo do tempo.

– O estado de dormência embrionária, quase sempre caracteriza a presença de condições desfavoráveis para sua germinação, tais como: secas prolongadas, altas ou, baixas temperaturas, etc.

– Como a natureza é sábia e conhece o relógio do tempo, dentro das quatro estações do ano, é mais que suficiente para a grande maioria das sementes emergirem, e cada espécie o faz, definindo a melhor época para a sua emergência com sobrevida garantida.

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Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Como fazer mudas da Fruta de Sabiá

Nome científico: Acnistus arborescens.

Nome popular: Fruta de Sabiá, Marianeira, Sabiá-iba.

Origem: Mata Atlântica do litoral do Brasil, (do Nordeste até o Sul).

 Características:

– Trata-se de uma planta arbustiva ou, uma arvoreta que poderá atingir até 3 m de altura, muito resistente, totalmente adaptada às diversas condições de climas e solos brasileiros.

– A planta prefere solos úmidos e profundos e poderá ser cultivada às margens de córregos e riachos, porém, trata-se de uma planta bastante resistente à seca, embora nesta condição produza poucos e pequenos frutos.

– Trata-se de uma planta de folhas caducas que amarelam e caem na época de seca e no outono inverno. A planta perde suas folhas no inverno e, com essa estratégia consegue sobreviver a geadas não muito intensas.

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada às condições de sua origem na Mata Atlântica e, que poderá ser cultivada tanto a pleno sol, quanto à meia sombra.

– A planta não é exigente em solos ricos em matéria orgânica nem a irrigações frequentes. Mas, corrigindo, adubando e mantendo o solo ligeiramente umedecido com irrigações regulares nas estiagens prolongadas, a planta irá produzir frutos o ano inteiro.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes e por estaquia de galhos.

– Na natureza propaga-se por sementes espalhadas pelos pássaros e outros animais que se alimentam da fruta.

Propagação por estaquia:

– Em escala doméstica é mais aconselhável o método da estaquia, por acelerar a produção dos frutos.

Metodologia:

– Preparar os recipientes (Sacos de polietileno com furos para drenagem de água) preenchendo-os com substrato rico em matéria orgânica.

– Cortar estacas maduras de ponteiros, com aproximadamente 20 cm de comprimento.

– Desfolhar a base da estaca que irá ficar em contato com o solo.

– Enterrar metade da estaca no solo do recipiente. (Obs. Uma em cada recipiente)

– Apertar com os dedos o substrato do recipiente ao redor da estaca, para que ela se mantenha firme dentro do recipiente.

– Colocar os recipientes com as estacas em locais semissombreados.

– Regar as recipientes para fixar a estaca no substrato.

– Irrigar frequentemente apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Aconselha-se fazer esse procedimento no início da primavera quando as plantas estarão emergindo da dormência vegetativa.

– Em média, com 30 dias as estacas já estarão emitindo raízes e brotação.

Propagação por sementes:

– Por tratar-se de sementes muito pequenas, aconselha-se fazer as sementeiras em caixas de vegetação.

– Preencher as caixas de vegetação com substrato rico em matéria orgânica.

– Distribuir as sementes de maneira uniforme sobre a superfície do substrato.

– Cobrir as sementes com uma camada fina de solo peneirado.

– Colocar as caixas de vegetação em locais semissombreados.

– Irrigar com cuidado para não danificar a superfície do substrato, descobrindo as sementes.

– Processar as irrigações apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

– Geralmente a germinação ocorrerá dentro de 30 dias.

– Assim que as mudas atingirem uma altura média de 20 cm, poderão ser transferidas para recipientes de polietileno, cheio de substrato rico em material orgânico.

– Esses novos recipientes contendo as novas mudas deverão ser colocados em locais semissombreado até atingir altura suficiente para serem levadas a campo.

– Com 6 meses de vida, geralmente, as mudas estarão com 50 cm de altura.

– Com 50 cm de altura as mudas já poderão ser transplantadas em seus locais definitivos. Mas, aconselhas-se que esse processo seja feito em períodos chuvosos ou então, onde tenha um sistema de irrigação eficiente para que a planta não sinta tanto o estresse da mudança de habitat.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos aconselha-se fazer aclimatação gradativa das mesmas ao sol.

– A planta adulta já estabelecida, não precisa mais de irrigações frequentes, mas, para mantê-la produtiva aconselham-se irrigações apenas nas grandes estiagens do ano.

– A frutificação terá início entre 1,5 a 2 anos, após o plantio em seus locais definitivos.

Nota:

– Quanto as sementes, se armazenada corretamente, conservam o seu poder germinativo por até 3 anos.

Espaçamento:

– O plantio definitivo poderá ser em linhas com uma planta a cada 1,0 metro ou, com espaçamento de 2 x 2 metros permitindo maior crescimento da planta.

Tratos culturais:

– Fazer capina em forma de coroamento para evitar plantas invasoras e concorrentes.

– Podas somente para formação da planta.

Como fazer mudas de Baru Cumbaru – Cumaru – Cumaruzeiro

Como fazer mudas de Baru Cumbaru – Cumaru

Nome cientfico: Dypterix alata.

Nomes Populares: baru, cumbaru, castanha-de-barata, barujó, castanha-de-ferro, coco-feijão, cumarurana, cumaru-verdadeiro, cumaru-roxo, cumbary, emburena-brava, feijão-coco, meriparagé.

Origem: Brasil, Região de cerrados brasileiros.

Características gerais:

– A frutificação do cumaruzeiro, geralmente, inicia-se aos seis anos.

– Trata-se de uma árvore leguminosa de médio porte. Uma planta poderá atingir, em média, até 15 metros de altura, com diâmetro do tronco em torno de 70 cm.

– Trata-se de uma árvore hermafrodita. Os frutos de forma arredondados, elípticos, em média, tem 6 cm de comprimento por  4 cm de largura, geralmente na cor  marrom-claro. A polpa é comestível e tem sabor levemente adocicado. No interior do fruto contém uma única semente, (amêndoa comestível), que é a parte mais nutritiva da planta.

– A planta é endêmica nos cerrados da região central do Brasil, mas, também ocorre nas regiões: sudeste, norte e nordeste.

– A floração geralmente ocorre de novembro a maio e a frutificação de outubro a março, mas, poderá variar de acordo com cada região.

– A colheita, geralmente é feita, após o pico de queda dos frutos maduros no solo.

– Sabe-se que a amêndoa do cumaruzeiro tem alto valor nutricional, cujo sabor é semelhante ao do amendoim. Diante disso, atribuíram-lhe propriedades afrodisíacas.

– A polpa do baru constitui importante fonte de alimento para a fauna nativa, (mamíferos, roedores, morcego, etc.).

– Quando a árvore ocorre dentro das pastagens o gado também se alimenta da polpa, roendo os frutos caídos no solo na época da safra.

– Na natureza, esse processo de animais roerem os frutos para se alimentarem da poupa, acaba ajudando a planta na sua propagação natural, pois, fará o método de quebra de dormência pelo processo da escarificação mecânica e, consiste em: atritar os frutos com os dentes, no processo de mastigação, que irá gastar parte do tegumento impermeável (casca dura), para facilitar a absorção de água, luz e oxigênio, pelo embrião, acordando-o para emergência.

Propagação:

– Para propagação da espécie usam-se tanto as sementes inteiras ou, apenas as amêndoas.

– Na natureza, como foi descrito acima, os animais mamíferos de grande e médio porte, como: gado, suínos, antas, veados, etc. encarregam-se de fazer a propagação e distribuição da planta. (roem os frutos, e a maioria desses frutos acabam sendo enterrados pelo pisoteio desses animais e, uma boa parcela desses frutos enterrados acaba germinando).

– Em escala doméstica, para plantar o fruto inteiro será necessário fazer a quebra da dormência, atritando o fruto a uma superfície áspera como: lixa, piso de cimento rústico, etc. (escarificação mecânica), para gastar parte do tegumento impermeável da semente e, imediatamente após o processo de escarificação as sementes deverão ficar imersas em água por um período de 24 horas, antes de serem plantadas ou, se preferir, retirar a amêndoa de dentro do fruto, sem danificá-la e em seguida plantá-la.

– O processo da quebra do fruto para retirada da amêndoa deverá ser feito com o auxílio de uma morsa, martelo, etc. tomando o devido cuidado para não danificá-la.

– Recomenda-se quebrar apenas os frutos que, ao serem sacudidos, perceber nitidamente a amêndoa solta, balançando dentro deles.

– Para semeadura feita com sementes nuas, (amêndoas) a emergência é mais rápida, geralmente com quinze dias já estarão germinadas.

– Para semeadura feita com frutos inteiros (com escarificação mecânica e, imersas em água por 24 horas), geralmente demora em torno de 45 dias para germinar.

– As mudas dessa espécie deverão ser mantidas a pleno sol, pois à sombra poderão sofrer ataque de fungos Cilindrocladium sp., e, ou, outras pragas.

– Trata-se de plantas de crescimento rápido. Geralmente, com dois meses de vida, as mudas atingirão, em média, 15 cm de altura.

– A parte subterrânea (raízes), apresenta desenvolvimento mais rápido que a parte aérea da planta.

Seleção das sementes:

– Para iniciar uma plantação deverá ser feita a coleta de frutos no campo.

– As matrizes fornecedoras de tais sementes deverão ser vigorosas, produtivas, com frutos uniformes, livres de pragas e doenças.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, sem grandes exigências, porém é mais produtiva quando cultivada em áreas de solos mais férteis.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente. E deverá ser cultivada a sol pleno.

Viveiro de mudas:

– O viveiro de mudas deverá ser instalado a céu aberto.

– A semeadura deverá ocorrer o mais breve possível após coleta das sementes.

– Aconselha-se a produção das mudas em sacos de polietileno (tamanho médio).

– Plantar de uma a duas sementes, ou, amêndoas por saco, enterrando-as a uma profundidade média de 1 cm.

– A porcentagem de germinação, geralmente, é de 90%.

– O período de germinação para amêndoas demora, em média, 15 dias.

– O período de germinação das sementes submetida ao processo de escarificação mecânica e embebidas por 24 horas em água, antes de serem plantada, demora, em média, 45 dias.

Substrato dos sacos de polietileno:

– Por se tratar de uma planta rústica do cerrado, o substrato onde serão plantadas as sementes deverá ser um solo de boa qualidade incorporado algum tipo (em pequena quantidade), de esterco animal bem curtido.

Regas:

– As regas deverão ser frequentes, apenas para manter o substrato dos sacos de polietileno levemente umedecidos.

Plantio das mudas em locais definitivos:

-O plantio das mudas no campo deverá ser feito no período chuvoso do ano.

– O espaçamento poderá ser de 8 metros entre planta por 10 metros entre ruas.

Colheita:

– A colheita é feita após o pico de queda dos frutos maduros no solo.

– Geralmente a safra tem variações bruscas de intensidade na produção de frutos de um ano para o outro.  Planta intermitente, produz uma safra regular a cada 2 anos.

– Uma árvore adulta produz cerca de 150 kg de frutos por safra regular.

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