Como fazer mudas de pequi – Quebra de dormência.

Como fazer mudas de pequi – Quebra de dormência.

Nome científico: Caryocar brasiliense.

Origem:  América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– O pequizeiro é uma árvore típica, nativa do cerrado brasileiro.

– A semente envolta por uma poupa amarelada, com sabor e odor peculiar, é largamente consumida pelos povos da região, que a prepara: cozida no arroz, feijão, carnes, e também em formas de conservas, doces, licores, etc.

– Para acelerar a germinação das sementes que possui um tecido tegumentar espesso é necessário fazer a quebra de dormência.

Quebra de dormência:

– Colher o fruto e retirar as sementes.

– Deixar as sementes de molho em água por 4 a 5 dias, para facilitar a remoção da polpa amarela, comestível.

– Passado esse período a poupa já amoleceu o suficiente para ser removida com jato de água, até deixar a semente totalmente limpa.

– Em seguida deixar a semente secar em locais semissombreados por 2 a 3 dias.

– Na sequência as sementes deverão receber um tratamento por imersão, com ácido giberélico, facilmente encontrado em lojas agropecuárias.

Como preparar essa infusão:

Ingredientes:

– 1,0 gramas de ácido giberélico.

– Álcool.

– 4,0 litros de água.

Como preparar:

– Dissolver 1,0 gramas de ácido giberélico em álcool, o álcool deverá ser a medida suficiente para diluir totalmente o ácido, e em seguida adicionar os 4,0 litros de água.

– Homogeneizar totalmente essa mistura e mergulhar as sementes nessa infusão por 4 dias.

– Após os quatro dias, as sementes já estarão prontas para o plantio.

Plantio:

– Aconselha-se o plantio em sementeiras feitas em caixas plásticas com furos no fundo para drenagem de água.

– Encher as sementeiras com areia, (apenas areia, a ária facilita a drenagem de água).

– Enterrar as sementes com o olho do embrião para cima.

– As sementes deverão ficar soterradas com aproximadamente 3 cm de profundidade.

– Colocar as caixas plásticas com as sementes já plantadas, ao sol pleno.

– Regar de 2 a 3 vezes ao dia.

– Com dois meses a maioria das sementes já estará germinada.

– Após as mudas germinadas já poderão ser plantadas em balainhos, tubetes de plástico.

Substrato para os tubetes:

– 6 partes de terra de boa qualidade.

– 2 partes de esterco animal, totalmente curtido.

– 1 parte de areia.

Nota:

– Esses materiais deverão ser totalmente homogeneizados antes de serem colocados nos tubetes.

– As mudas deverão ser transferidas diretamente das sementeiras para os tubetes.

– Depois de transferidas para os tubetes, deverão ser irrigadas e mantidas sempre a sol pleno.

– As regas deverão acontecer sempre de 2 a 3 vezes ao dia.

Desenvolvimento das mudas:

– Entre 6 a 8 meses de idade, as mudas já deverão atingir aproximadamente meio metro de altura.

– O plantio para os locais definitivos deverão coincidir com o início da estação chuvosa do ano.

Colheita:

– A frutificação deverá iniciar por volta de 5 a 6 anos após o plantio.

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Como fazer mudas – Horta orgânica – Como preparar um substrato para Horta

Como fazer mudas – Horta orgânica

 Como preparar um substrato para Horta

 Como preparar substrato para mudas

Características gerais:

– O pontapé inicial para se ter uma horta de boa qualidade e produção, começa com a escolha de um local apropriado, desde que este seja bem arejado e ensolarado. Horta em locais sombreados não é aconselhável, pois a grande maioria das hortaliças necessita de alta luminosidade, pelo menos algumas horas por dia.

– Em segundo lugar, vem o cuidado com a preparação do solo.

– Os canteiros deverão ser preparados em locais ensolarados.

– O local escolhido, deverá ter fácil acessibilidade à fonte de água.

Dimensões dos canteiros:

– Para facilidade dos tratos culturais, aconselha-se:

– Largura dos canteiros, em média, 1,0 metro.

– Comprimento, conforme necessidade.

Solo:

– O solo deverá ser fértil, drenável, enriquecido com esterco orgânico, bem curtido.

Preparo do solo dos canteiros:

– Revolver o solo dos canteiros a uma profundidade média de 25 cm.

Incorporar ao solo 300 g de superfosfato simples, para cada 10 m² de canteiro.

– Incorporar também ao solo do canteiro, 20 a 30 litros/m² de esterco animal, bem curtido.

– Caso haja disponibilidade, também poderá ser adicionado ao canteiro, 50 gramas/m², de farinha de osso.

– Os materiais adicionados, deverão ser totalmente homogeneizados e, o composto formado, deverá ser irrigado todos os dias, para que os micronutrientes incorporem-se totalmente, antes do recebimento das mudas.

– Esse procedimento deverá ser realizado, em média, 30 dias antes da semeadura, ou, do repique das mudas, anteriormente preparadas.

Sementes:

– As sementes deverão ser compradas em lojas especializadas: Sementes certificadas.

– Após aplicação das sementes ao solo, cobri-las com uma fina camada de terra peneirada.

Solo das sementeiras:

– O solo, que servirá de substrato para as futuras mudas, deverá ser preparado com antecedência, antes mesmo de receber as sementes.

– O solo das sementeiras deverá ser de boa qualidade, para que as mudas nasçam e cresçam com total vitalidade.

– Preparação do solo, com esterco animal (bovino): Misturar terra de boa qualidade com o esterco bem curtido na seguinte proporção: 2 : 1, ou seja: duas partes de terra para uma parte de esterco.

– Preparação do solo, com esterco animal (ovino ou cama de frango): Misturar terra de boa qualidade com o esterco bem curtido na proporção de 3: 1.

– O composto deverá ser totalmente homogeneizado, preparado com antecedência, e regado todos os dias para que os materiais adicionados se incorporem totalmente.

– Num solo sem nutrientes, as sementes poderão até nascer, mas, não sobreviverá por muito tempo.

As sementeiras, geralmente, necessitam de proteção, em seus primeiros dias de vida.

– O sombreamento para as sementeiras, na obtenção de mudas, poderá ser conseguido com telas “sombrite”, disponíveis no mercado com: 10%, 20%, 30%, 50%, de sombreamento, ou mais.

Nota:  O substrato dos canteiros, bem como o substrato das sementeiras deverão apresentar as seguintes características:

– Baixa densidade (ser leve – fofo).

– Boa aeração.

– Elevada capacidade de retenção de água.

– Boa drenagem.

– Controle de fitopatógeno (pragas e doenças).

– PH neutro.

– E custo acessível.

Transplante das mudas para seus locais definitivos:

– As mudas feitas em sementeiras deverão ser repicadas, quando atingirem, em média, 10 cm de altura.

– Em média, dois a três dias antes do repique das mudas, retira-se a tela de proteção “sombrite”, para aclimatação.

– Transplantar as mudas para os locais definitivos, já aclimatadas à luz solar, preferencialmente em dias nublados, chuvosos ou, à tardinha quando o sol estiver com sua luminosidade mais branda.

– Após transplante das mudas para seus locais definitivos, os canteiros deverão ser irrigados com cuidado e moderação.

– Regar diariamente, pela manhã e à tarde, sempre quando o sol estiver com sua luminosidade mais branda.

– Manter o solo dos canteiros sempre com média umidade, sem provocar encharcamento.

Sementeiras:

– As sementeiras, dependendo da disponibilidade, poderão ser feitas no próprio solo da horta, em bandejas de isopor, copinhos, saquinhos plásticos, caixas plásticas com furos para drenagem de água, etc. Mas sempre em locais semissombreados.

Nota:

– Existem no mercado outros tipos de substrato que também poderão ser utilizados: húmus de minhoca, terra vegetal, casca de arroz carbonizada, carvão triturado, etc. Caso haja disponibilidade poderá ser incorporados ao solo dos canteiros.

Resumo:

-O sucesso da horta orgânica dependerá dos tratos culturais:

– Controle das ervas daninha e/ou plantas invasoras, concorrentes com espaço e nutrientes.

– Regas feitas em horários específicos: diariamente pela manhã e à tardinha, quando o sol estiver mais brando.

– Cuidados (fitopatógeno): controle dos invasores (pragas e doenças), evitando a utilização de pesticidas e/ou, inseticidas químicos.

Para ver um vídeo de mudas sendo formadas em bandeja de isopor CLICAR AQUI

Como fazer mudas de Agrião – Como cultivar Agrião

Como fazer mudas de Agrião – Como cultivar Agrião

Nome científico: Nasturtium officinale, Sisymbrium nasturtium-aquaticum e Rorippa nasturtium-aquaticum.

Nome popular: Agrião, Agrião d’água.

Origem: Europa.

Características gerais:

– Na natureza o agrião vegeta em água corrente, geralmente, nas bordas de córregos de água limpa. A adaptação para o cultivo doméstico é relativamente fácil.

– Trata-se de uma planta semiaquática que pode atingir de 10 a 20 cm de altura.

Propagação:

– A multiplicação poderá ser feita por sementes ou por estaquia de seus talos enraizados.

Por sementes:

– Pelo motivo de suas sementes apresentarem taxa de germinação relativamente baixa, geralmente a opção é utilizar o método de sementeiras, para depois repicá-las em seus locais definitivos, quando as mudas atingirem  altura média de 4 cm, ou apresentarem  quatro pares de folhas.

– O plantio em sementeiras, deverá ser semeando a lanço, com profundidade de 0,5 cm, e o canteiro mantido encharcado.

Por estaquia de talos enraizados:

– Utilizar os talos enraizados com comprimento médio de 15 cm.

– Retirar da planta matriz estacas de ponteiro com pelo menos duas gemas.

– O espaçamento entre as plantas poderá ser, em média, de 15 cm.

– A melhor época de plantio vai de janeiro a dezembro na Região Sul, de março a outubro no Sudeste e de abril a julho nas demais Regiões do País.

Cultivo:

– Trata-se de uma planta perfeita para o cultivo hidropônico.

– Mas, o seu cultivo também poderá ser feito em valas inundadas com água corrente, terrenos encharcados com água limpa, ou canteiros mantidos sempre com alta umidade.

Solo:

– O solo deverá ser fértil.

– O pH do solo deverá ser neutro ou levemente alcalino.

Canteiros:

– Para facilidade de manuseio e tratos culturais os canteiros deverão ter uma largura media de 1,0 metro.

– Afofar o solo a uma profundidade média de 25 cm.

– Misturar ao solo do canteiro10 kg/m² de esterco bovino bem curtido e, cerca de 30 g/m² de adubo granulado NPK formulação 10-10-10.

– Homogeneizar a mistura e nivelar o solo do canteiro.

– Os canteiros deverão ficar sempre encharcados com água limpa.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima ameno, com temperatura oscilando entre10°C e 20°C.

– Acima dos 25°C, a planta tende a florescer precocemente.

Luminosidade:

– O agrião necessita de boa luminosidade, com pelo menos algumas horas de sol direto diariamente.

– Em regiões de clima quente evite que a planta fique exposta ao sol nas horas mais quentes do dia.

Tratos culturais:

– É aconselhável a adubação química NPK – formulação 10-10-10, cerca de 30 g/m².

– Para evitar contaminação por fungos e bactérias, a planta não deverá entrar em contato com água contaminada por esgoto nem com estrume de animais in natura.

Colheita:

O ciclo reprodutivo do agrião é de 50 dias nas regiões quentes ou no verão e 70 dias na época fria.

Como fazer mudas de Araruta – Como plantar Araruta

Como fazer mudas de Araruta – Como plantar Araruta

 Nome científico: Maranta arudinacea.

Nome popular: aguntingue-pé, araruta-caixulta, araruta-comum, araruta-palmeira e embiri.

Família: Marantaceae.

Origem: América do Sul, América Central, Antilhas.

 Características gerais:

– A araruta é uma planta herbácea perene rizomatosa.

– Os rizomas são caules prostrados que crescem horizontalmente sob o solo.

– Trata-se de uma planta de fácil cultivo. Pode ser cultivada em pequenas áreas, além de apresentar baixo custo de produção.

 Propagação:

A multiplicação da planta poderá ser feita de duas formas:

– Por divisão de touceira, ou:

– Por seus rizomas, que depois de transplantados, emitem raízes, folhas e ramos a partir de seus nós.  Pois, os rizomas da araruta são fusiformes, muito fibrosos que acumulam amido que formam as reservas para o desenvolvimento de uma nova planta.

– A planta cresce formando grandes touceiras que chegam a mais de 1 metro de altura.

Cultivares:

– As cultivares mais difundidas no Brasil são três:

A – Cultivar Comum:

B – Cultivar Creoula:

C – Cultivar Banana:

– As cultivares Comum e Creoula, são dominantes, sendo que a Comum é mais difundida comercialmente, por apresentar fécula de melhor qualidade.

Propagação:

– A propagação poderá ser feita por divisão de touceiras e, ou, por rizomas.

– Preferencialmente utilizam-se as extremidades dos pequenos rizomas ou parte deles.

– O plantio é feito em leiras, que facilita também na hora da colheita.

– Os rizomas são enterrados a uma profundidade média de 5 cm.

– A plantação deverá coincidir com o início do período chuvoso e/ou quente anual, podendo variar de acordo com cada região: No Sudeste, Centro-Oeste e Sul, ocorre de setembro a outubro; enquanto no Nordeste e Norte, entre novembro e janeiro.

Espaçamento:

O espaçamento recomendado gira em torno de 1 metro entre leiras e 50 centímetros entre plantas.

Solo:

– O solo deverá ser leve, arenoso e rico em matéria orgânica.

– O solo deverá ser arado com até 20 cm de profundidade para que fique bem fofo.

– Solos arenosos e profundos são os ideais por favorecer o crescimento dos rizomas.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5,8 a 6,3.

 Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada a climas quente e úmido. Vegetando confortavelmente em temperaturas acima de 20°C.

– Poderá ser cultivada em grande parte do território nacional com exceção aos Estados do Sul e as regiões semiáridas do Nordeste.

Irrigação

– Manter o solo com umidade coerente, sem provocar encharcamento.

– Trata-se de uma planta relativamente sensível a falta d’água, entrando em dormência quando há períodos de estiagem.

 Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta rústica e resistente a pragas e doenças.

– A araruta poderá até ser atacada por algumas pragas desfolhadoras, mas, isso, geralmente não comprometerá a produção dos rizomas.

– Executar capinas regulares a fim de remover as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

– Remover as flores da planta pode favorecer o crescimento dos rizomas.

 Colheita:

– A colheita terá início entre 6 a 9 meses após o plantio. E isso irá ocorrer preferencialmente quando as folhas tornarem-se amareladas, coincidentemente com o final do período chuvoso.

– A colheita poderá ser feita com o auxílio de um enxadão ou, arado tipo aiveca para revolver o solo, facilitando a coleta manual dos rizomas.

– Na ocasião da colheita, os menores rizomas de plantas saudáveis e produtivas, poderão ser separados para o replantio da próxima safra.

– Os rizomas destinados à industrialização, deverão ser lavados para remover o excesso de solo aderente.

– Totalmente limpos estarão prontos para o beneficiamento para extração da fécula ou farinha.

 Beneficiamento dos rizomas:

– Para a obtenção da fécula de araruta, seguir os passos abaixo:

1 – Os rizomas deverão estar totalmente limpos.

2 – Ralar ou triturar os rizomas até a obtenção de uma pasta fina (poupa).

3 – Diluir essa poupa em água potável, até o ponto de passar por finas peneiras a fim de remover o material fibroso.

4 – A mistura deverá ser deixada em repouso para que ocorra a decantação do amido no fundo da vasilha.

5 – Ao perceber o final do processo de decantação do amido no fundo da vasilha, a água deverá ser escorrida.

6 – Finalmente a parte sólida remanescente no fundo da vasilha deverá ser colocada para secar ao ar livre por alguns dias.

7 – Depois de seco, deverá sofrer um novo processo de esmagamento até transformar-se num pó branco. Que é a fécula ou polvilho.

8 – Depois de totalmente seco poderá ser armazenado em local também seco, para posterior uso doméstico.

Como fazer mudas de Maxixe – Como plantar Maxixe

Como fazer mudas de Maxixe – Como plantar Maxixe

Nome científico: Cucumis anguria.

Nome popular: Maxixe.

Família: Cucurbitaceae.

Origem: África.

Características gerais:

– O maxixe é uma planta anual, típica de clima tropical.

– Pertence à família das cucurbitáceas, cresce em forma de trepadeira e, geralmente, desenvolve-se esparramando suas ramas pelo solo, As ramas podem atingir mais de dois metros de comprimento.

– Existem duas variedades: o Maxixe Caipira (com espinhos) e o Maxixe Japonês (sem espinhos).

Propagação:

– O maxixe se multiplica por sementes, geralmente plantadas em seus locais definitivos.

– Plantar de 2 a 3 sementes por cova, enterrando-as cerca de 2 cm de profundidade.

– Quando as plantinhas estiverem, geralmente, com dois pares de folhas, poderá ser feito o desbaste, deixando apenas uma ou duas plantas por cova.

Clima:

– Trata-se de uma planta totalmente adaptada ao clima quente, vegetando satisfatoriamente em temperaturas oscilando entre 20°C a 28°C.

– Para se tornar produtiva a planta requer condições de alta luminosidade, com luz solar direta, pelo menos algumas horas por dia.

– Em regiões de clima quente, o maxixe poderá ser cultivado o ano todo.

– Em regiões de clima mais ameno, o maxixe só poderá ser cultivado na primavera e no verão, entre os meses de agosto a fevereiro, nas estações mais quentes do ano.

Solo:

– O solo deverá ser leve, (arenoso ou, areno-argiloso), rico em matéria orgânica e, totalmente drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5 a 6,5.

Irrigação:

– O solo deverá ser mantido com umidade constante, sem provocar alagamento. O melhor método é o de gotejamento direto no tronco da planta.

– Deverá se evitar molhar a parte aérea da planta, ou seja: ramos, folhas, flores e frutos, para evitar ataque de doenças.

Covas:

– As covas poderão ser abertas nas seguintes dimensões: 30x30x30 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cova, uma dosagem considerável de material orgânico bem curtido.

– Misturar o material orgânico com o solo retirado da cova de forma homogênea antes de voltar o composto para dentro da cova.

– Marcar o local da cova com uma estaca.

– Aguar todos os dias que antecedem o cultivo, para facilitar que o material orgânico se incorpore totalmente ao solo da cova.

– Esse processo deverá ser feito, em média, trinta dias antes de receber as sementes.

Espaçamento:

– O espaçamento poderá ser de 3 metros entre linhas por 1 metro entre plantas.

Tratos culturais

– Deverão ser realizadas capinas periódica, para evitar as ervas invasoras que competem em nutrientes destinados à planta.

Colheita:

– Geralmente a colheita inicia-se em 60 dias depois do plantio.

– Os frutos deverão ser colhidos bem desenvolvidos, porém, tenros, antes do amadurecimento das sementes, estágio em que estarão no ponto ideal para o consumo.

Como fazer mudas de Pimenta Biquinho

Como fazer mudas de Pimenta Biquinho

Características gerais:

– Trata-se de uma pimenta aromática, mas, sem aquele ardor peculiar das pimentas.

– Geralmente, é saboreada crua como aperitivo, ou, cozida junto com outros alimentos, especialmente carnes.

Clima:

– Trata-se de plantas adaptadas a climas quentes: Equatorial e tropical, e deverá ser cultivada a pleno sol.

– A grande maioria das variedades de pimenteiras vegeta satisfatoriamente na faixa de temperaturas entre 16°C a 35°C.

– A planta não tolera geada, nem ventos frios.

Propagação:

– Como toda pimenta a multiplicação da variedade biquinho, também é feita via sementes.

– Mas, as sementes da pimenta biquinho, deverão ser adquiridas em lojas especializadas, em virtude da variedade, sem ardor, ser feita através de cruzamento entre espécies.

– As sementes coletadas de uma planta qualquer, não garantem as mesmas características genéticas da planta matriz, podendo, inclusive, apresentar o ardor das pimentas comuns.

– As sementes poderão ser plantadas em sementeiras, copos, saquinhos de plástico, balainhos feito com jornal ou, bandejas de isopor com 128 células,  ideal para a produção das mudas.

– As sementes deverão ficar enterradas, aproximadamente, 0,5 cm de profundidade no solo.

– Regar uma vez ao dia, geralmente no final da tarde, sem provocar encharcamento.

– As sementes, geralmente, germinam entre 1 ou 2 semanas, mas, há alguns cultivares cujas sementes, poderão apresentar dormência vegetativa, demorando um longo tempo para germinar.

Solo:

– O solo deverá ser fértil, drenável, enriquecido com esterco orgânico, bem curtido.

– As pimenteiras, geralmente, toleram um pH entre 5 e 8. Mas, o ideal é um pH  oscilando entre 6 e 7,5.

Preparo do solo dos canteiros:

– Revolver o solo dos canteiros a uma profundidade média de 15 cm.

– Incorporar ao solo 300 g de superfosfato simples, para cada 10 m² de canteiro.

– Incorporar também ao solo do canteiro, 10 litros/m² de esterco animal, bem curtido.

– Os materiais adicionados, deverão ser totalmente homogeneizados ao solo.

– Esse procedimento deverá ser realizado de 1 a 2 semanas antes da semeadura, ou, do repique das mudas anteriormente preparadas.

Transplante das mudas para seus locais definitivos:

– As mudas deverão ir a campo quando atingirem, em média, 10 cm de altura.

– Transplantar as mudas para os locais definitivos, já aclimatadas à luz do sol, preferencialmente em dias nublados, chuvosos ou, a tarde quando o sol estará com sua luminosidade mais branda.

– Após transplante os canteiros com as mudas, deverão ser irrigados com cuidado e moderação.

– Continuar com as regas todos os dias, á tardinha, até o início do desenvolvimento das mudas.

– Manter o solo dos canteiros sempre com média umidade.

Espaçamento:

– Recomenda-se um espaçamento que dependerá do tamanho da cultivar.

– Geralmente, o espaço adequado varia entre 20 a 60 cm entre as plantas e, 60 a 100 cm entre linhas.

Nota: Como toda pimenteira, a variedade biquinho também poderá ser cultivada em vasos, como planta de uso decorativo, nas residências.

Produção:

A colheita das pimentas inicia-se geralmente de 80 a 150 dias após a semeadura.

– O auge da produção ocorrerá no verão.

– O excedente de produção poderá ser conservado numa solução de água e sal, dentro de garrafas plásticas.

Tratos culturais:

– Retirar erva invasora, que porventura, estiver concorrendo por recursos e nutrientes.

Como fazer mudas de Noni – Morinda citrifolia

Como fazer mudas de Noni

Nome científico: Morinda citrifolia

Origem: Ilhas do Pacífico

Características gerais:

– O fruto Noni, pertencente à família das Rubiáceas, se destacou devido seus componentes fito químicos presentes, bem como, os antioxidantes que superam qualquer outra frutífera.

– Trata-se de uma planta rústica de clima tropical, de rápido crescimento.

– Planta precoce, cerca de um a dois anos após a germinação das sementes, a planta começa o seu ciclo reprodutivo. Produz frutos o ano inteiro.

– A planta adaptou-se perfeitamente ao clima e, ao solo, em toda extensão do território brasileiro, sendo mais cultivada no Nordeste do Brasil, em especial, regiões costeiras, desde o nível do mar até 400 m de altitude.

– Planta de ciclo de vida perene, de longevidade média. Quando cultivada exposta diretamente ao sol e sem a presença de ventos frios, dificilmente é infectada por doenças ou, atacada por insetos.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima tropical e, deverá ser cultivada a pleno sol.

– A planta apresenta baixa tolerância ao frio.

Propagação:

– A planta propaga-se por sementes.

– Poderão ser plantadas em balainhos ou em sementeiras.

– A germinação das sementes ocorrerá dentro de 2 meses,  O índice de germinação é de aproximadamente 50% . Portanto deverão ser plantadas de 2 a 3 sementes por balainho.

– Para boa germinação, a semente requer calor e luminosidade satisfatória, mas, não tolera a exposição direta ao sol. Portanto, os balainhos deverão ser colocados em locais semissombreados nesse período inicial de formação das mudas. Pode até ser, sob a copa de árvores, a fim de evitar o sol a pino, recebendo luz do solar pela manhã e, à tarde.

Nota:

– Caso a opção é fazer mudas em canteiros. (sementeiras).

– As mudas deverão ser transplantadas para os balainhos, geralmente quando atingirem altura média, de 15 a 20 cm, ou apresentarem, em média, de 6 a 8 folhas.

– Os balainhos poderão ser sacos de polietileno tamanho médio. Ou qualquer outro recipiente disponível.

Transplante para locais definitivos:

– Assim que as mudas, dos balainhos, atingirem, em média, 30 cm de altura, já poderão ser transplantadas para seus locais definitivos.

– Antes de serem levadas a campo, deverão antes passar pelo processo de adaptação gradativa à luz solar.

– O torrão do substrato, que protege as raízes dentro do balainho, deverá ser rigorosamente mantido, a fim de proteger o sistema radicular das plantas.

Solo:

– Trata-se de uma planta relativamente rústica,  tolerante a solos salinos do litoral, e estações curtas de estiagem. Mas para que a planta se torne produtiva é essencial que o solo seja fértil, profundo e drenável.

Covas:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Ao solo da cova, deverão ser incorporados, em média, 20 litros de esterco animal, bem curtido.

– Por se tratar de uma planta de origem em solos vulcânicos, poderá ser adicionadas cinzas ao solo da cova. A cinza é rica em potássio.

– Poderá também adicionar por cova 50 g de adubação química: (Fórmula NPK 14:14:8).

Nota:

– Todos esses componentes adicionados, deverão ser uniformemente homogeneizados, a fim de enriquecer o solo removido, antes de ser devolvido novamente para dentro da cova.

– Esse processo deverá ser feito em média 30 dias antes de receber a muda, para perfeita incorporação dos nutrientes adicionados.

– Nesse período de espera, a cova deverá receber algumas regas abundantes, a fim de facilitar tal incorporação.

Regas:

– As mudas deverão ser levadas para os seus locais definitivos, preferencialmente no início do período chuvoso do ano.

– Caso houver falta de chuva, as mudas deverão ser regadas imediatamente após o transplante, para perfeita acomodação do solo ao torrão do substrato do balainho.

– Em regiões de clima seco, as mudas deverão ser regadas diariamente, até o seu pegamento.

Adubação:

– Geralmente, 2 meses após as mudas, em pleno desenvolvimento,  plantadas em seus locais definitivo, deverão receber a primeira adubação de cobertura. (Adubação química, Fórmula NPK 14:14:8),

– As dosagens iniciais deverão ser baixas, em média, 10 g por muda, distribuída ao redor do tronco da planta, porém, observando considerável distância, para não provocar queimaduras na casca.  Gradativamente essas quantidades deverão ser aumentadas, à medida que a planta se desenvolve, chegando ao limite máximo de 100 gramas por aplicação.

Nota:

– Para perfeito aproveitamento dos nutrientes, a adubação química deverá ser processada sempre em períodos chuvosos, ou com a terra molhada por regas.

Propriedades Medicinais:

Conforme estudos já realizados, o fruto Nomi contém mais de 150 componentes fito químico, que agem como antioxidantes benéficos à saúde. Capaz de estimular o sistema digestivo e imunológico, melhorando a nutrição celular e consequentemente a vitalidade do organismo humano.

Como fazer mudas de mangaba – Mangaba como propagar

Como fazer mudas de mangaba

Nome Científico: Hancornia speciosa

Nome Popular: Mangaba, mangabeira,  mangaiba-uva, mangabeira-de-minas.

Características gerais:

– A mangabeira é uma planta típica de clima tropical, vegeta bem em áreas com temperatura média anual em torno de 25ºC.

– Planta de ocorrência natural em: Cerrado, caatinga, tabuleiros arenosos e chapadas.

– A planta tolera períodos secos e se desenvolve melhor em climas quentes, com e precipitação de chuvas entre 750 mm a 1500 mm anuais, bem distribuídas.

– Apesar da grande maioria das plantas, encontrada na natureza, vegetar em regiões de cerrados, cujos solos, geralmente, são pobres em nutrientes e em matéria orgânica, arenosos, ácidos, e de fácil drenagem, a mangabeira apresenta melhor desenvolvimento em solos areno-argilosos, profundos e ricos em teor de matéria orgânica.

Nota:

– A mangaba somente deverá ser consumida depois de totalmente madura.  Pois, a seiva leitosa da planta, contida nos frutos recém-colhidos, poderá causar problemas de saúde.

– Esse é o principal motivo do consumo, apenas dos frutos caídos no solo.

Propagação:

-A planta multiplica-se por sementes.

– As sementes deverão ser obtidas de frutos maduros e saudáveis.

– Os frutos deverão ser colhidos no início do seu processo de maturação;

– Os frutos deverão ser selecionados de plantas altamente produtivas, precoces, vigorosas, isentas de doenças e pragas.

– Imediatamente após a coleta dos frutos, as sementes deverão ser retiradas e lavadas, com a finalidade de remoção total da poupa aderente.

– Em seguida, deverão ser colocada sobre um jornal para secarem, à sombra, por 2 dias.

– Para não perder o seu poder germinativo, as sementes deverão ser semeadas até o quarto dia, depois de lavadas.

– A semeadura poderá ser feita em canteiros tipo sementeiras ou, em sacos de polietileno, nas dimensões 14 cm x 16 cm ou 15 cm x 25 cm.

Solo:

– O solo dos canteiros (sementeiras), e, ou, o substrato dos balainhos de polietileno, deverá ser uma mistura rica em nutrientes e totalmente drenável.

– Misturar de forma homogênea: Terra vegetal com areia lavada, na proporção 1:1.

– Aplicar duas sementes por balainho, ou, distribuí-las nas sementeiras, de forma que fique um espaço médio de 3 a 4 cm, entre elas.

– Cobrir as sementes com uma fina camada do mesmo substrato.

– Manter o solo levemente umedecido, sem provocar encharcamento.

– Dentro de 30 dias, as sementes que irão vingar, já estarão germinadas.

– A repicagem das mudas para seus locais definitivos deverá ocorrer por volta dos 5 meses  de vida, quando as mudas atingirem altura média entre 20 a 30 cm.

Nota:

– O excesso de irrigação e, ou, o exagero de matéria orgânica no substrato, irá favorecer o ataque de doenças no sistema radicular, prejudicando o processo de formação das mudas.

Espaçamento:

– Para o plantio definitivo, o espaçamento recomendado é de 6 x 4 metros ou, 6 x 5 metros.

Preparação das covas:

– Abrir covas com 40 x 40 x 40 cm.

– Adicionar ao solo retirado das covas, 30 litros de esterco animal, bem curtido.

– O esterco animal adicionado, deverá ser totalmente incorporado ao solo removido, antes de voltar para dentro da cova.

– Esse processo deverá ocorrer, em média, 30 dias antes de receber a muda.

Tratos culturais:

– Realizar podas regulares de formação da planta.

– Efetuar capina regular com coroamento em torno da planta para eliminar concorrentes.

-Eliminar galhos secos e doentes ao longo da vida da planta.

Colheita:

– Trata-se de uma planta de crescimento é lento.

– A colheita, geralmente, tem início aos 5 anos de idade.

– A planta apresenta 2 safras anuais. (uma no início e a outra no meio  do ano).

– Geralmente os frutos soão colhidos quando caem no chão.

Pragas que podem atacar a mangabeira:

Pulgão verde

Ataca a parte terminal da planta.

– Causa o enrolamento das folhas.

– Controle químico –  pulverizações quinzenais.

– Defensivos à base de pirimicarb, acefato, malation, paratiom.

Lagartas

– Atacam plantas jovens, causando desfolhando.

– Controle químico:  pulverização  em época de infestação.

– Defensivos à base de bacillus thuringiensis, triclofon, carbaryl.

Doenças:

Podridão de raízes de mudas

– Agente causador fungo Cylindrocladium clavatum.

– Nota: Considerada a mais grave doença da mangabeira, podendo provocar perda total das mudas em viveiros.

Mancha-Foliar

– Ataca  folhas de mudas e plantas adultas

– Agente causador – fungo Pseudocercospora sp.

Antracnose

– Ataca flores provocando o secando-as e o abortamento dos frutos.

– Agente causador -fungo Colletotrichum gloeosporioides,

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Como cultivar batata-doce – Como produzir batata doce

Como cultivar batata-doce – Como produzir batata doce

Características gerais:

– A Embrapa, (CNPH) ao longo dos tempos, vem desenvolvendo pesquisas visando  aprimorar cultivares altamente produtivos e resistentes a doenças.

– De posse de uma coleção variada de cultivares, obtidas em diversos estados brasileiros, foram selecionadas quatro, que apresentaram alta produtividade, boas características agronômicas e comerciais, são elas: ‘Coquinho’, ‘Brazlândia Roxa’, ‘Brazlândia Branca’, ‘Brazlândia Rosada’.

– A batata doce é uma cultura tipicamente tropical e subtropical, rústica, de fácil manutenção, boa resistência contra a seca e ampla adaptação ao meio ambiente.

– Trata-se de uma planta de crescimento rápido e vigoroso, que não exige tratos culturais específicos além de tolerante quanto ao tipo de solo, devendo ser evitado apenas solos pedregosos, solos sujeitos a encharcamento e solos compactados.

Clima:

– Planta adaptada ao clima tropical e subtropical. Temperatura ideal gira em torno de 20°C a 30°C

Plantio

– A propagação da batata-doce é feita por meio de estacas de ramas, com 30 a 40 cm de comprimento, plantados em leiras.

– As estacas deverão ser obtidas de plantações anteriores.

– As estacas deverão ser desfolhadas, deixar de duas a três folhas, na parte final da estaca, bem como o broto apical da rama.

– O melhor material de propagação é a “ponta de rama”. Isto se explica, principalmente, pelo fato de serem estas as partes mais livres de moléstias ou pragas.

Solo:

– Embora seja uma planta rústica e não muito exigente, para boa produtividade o solo deverá ser rico em material orgânico e totalmente drenável.

– O pH ideal deverá girar em torno de 5.5 a 6,5.

Preparo do solo:

– O terreno deverá ser preparado com uma demão de grade aradora, a uma profundidade média de 20 cm.

– Em seguida receber uma demão de grade niveladora para destorroamento do solo.

– Levantar as leiras: altura média de 20 cm por largura média 50 cm.

– As leiras deverão ser preparadas e tão logo começar as primeiras chuvas da primavera, o plantio poderá ser realizado.

– Enterrar as estacas com 20 a 40 cm  de distância entre elas, sendo uma fileira  alinhada a cada extremidade superior da leira.

– Como o solo da leira é fofo, e para facilitar o processo de plantação das estacas, poderá ser utilizado um pedaço de cabo de vassoura, pontiagudo, tipo chucho,  para furar o solo e enfiar a estaca que deverá ficar metade enterrada, ou seja: cerca de 15 a 20 cm.

Espaçamento:

O espaçamento recomendado entre leiras é de 60 a 100 cm e, entre plantas de 20 a 40 cm.

Luminosidade:

– A planta necessita de alta luminosidade e deverá ser cultivada em pleno sol.

Irrigação:

– Caso haja escassez de chuvas, a cultura poderá ser irrigada para manter o solo sempre úmido, porém, sem provocar alagamento.

Obs.

– As mudas também poderão ser produzidas plantando a própria batata.

– Enterrando-se a batata a uma profundidade média de 5 cm, em pouco tempo ela irá brotar produzindo mudas, que poderão ser aproveitadas para iniciar  uma plantação.

Colheita:

– A safra terá início, geralmente, em100 dias após o plantio.

Doenças e pragas:

– Devido ao ataque de inimigos,  especialmente o nematoide  da broca da raiz, recomenda-se fazer a rotação de cultura.

Como fazer mudas – Como cultivar peras

Como fazer mudas – Como cultivar peras

Nome científico: Pyrus communis.

Família: Rosaceae.

Características gerais:

 

– A pereira é uma planta de clima temperado, que também entra em dormência vegetativa no inverno.

-Trata-se de uma frutífera adaptada a climas temperados e temperado frio, embora algumas variedades se adaptem em condições de clima com invernos menos rigorosos.

Solo:

– O solo deverá ser rico em material orgânico, profundo e drenável. (areno-argilosos ou argilo-arenosos).

-O pH deverá oscilar entre 6 a 7.

– As áreas selecionadas para a plantação deverão ser planas ou com leve declividade.

Preparação do solo:

– De antemão, deverá ser feita uma análise do solo para determinar a correção da acidez.

– Aproximadamente três meses antes do plantio, o solo deverá ser preparado com subsolagem do terreno incorporando 50% do calcário recomendado.

– Após, fazer aração profunda e gradagem, aplicar os outros 50% do calcário.

Preparação das covas:

– Abrir covas com 60 x 60 x 60 cm.

– As covas deverão ser profundas, para um bom desenvolvimento do sistema radicular da planta, beneficiando também a infiltração de água e do ar.

Incorporar ao solo da cova:

– 20 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha.

– 1 kg de calcário dolomítico.

– 200 a 300 g de fósforo.

– 60 g de potássio.

– 20 a 30 g de bórax.

– Obs. Todos os elementos químicos e orgânicos acima descritos, deverão ser misturados, e só depois de totalmente homogeneizados deverão retornar para dentro da cova.

– As covas deverão ser preparadas com até 40 dias de antecedência para total incorporação dos elementos orgânico e mineral.

Mudas:

– As mudas feitas através de sementes, não apresentam padronização nem qualidade desejadas. No entanto, poderão ser plantadas em balainhos para posterior repicagem.

– Para o sucesso da plantação, as mudas deverão ser adquiridas de viveiristas idôneos.

– Dê preferência à mudas enxertadas, pois essas apresentam precocidade na produção.

Plantação das mudas em locais definitivos:

– Utilizando mudas de raízes envasadas, o plantio poderá ser feito em qualquer época do ano.

– Utilizando mudas de raízes nuas, o plantio poderá ser feito apenas no inverno.

– O transplante das mudas para seus locais definitivos, deverá ser realizado em dias nublados e com chuvas.

– Dispor de um sistema de irrigação eficiente, para manter o solo sempre umedecido, nas estiagens prolongadas.

– Obs. A pereira não tolera solos encharcados, regiões com umidade excessiva, nem ventos fortes.

Espaçamento:

– Alguns tipos de espaçamentos são recomendados para formação de pomares densos:

– 7 x 5 metros.

– 6 x 3 metros.

– 4 x 2 metros, (no sistema reduzido).

Tratos culturais:

– Evitar a concorrência das ervas invasoras, manter o pomar limpo, com capinas manual ou uso de herbicidas.

Podas:

– As podas deverão ser efetuadas apenas para formação das plantas ou, para remoção dos ramos secos, fracos e velhos.

Colheita:

– Geralmente, após o 3º ano, a pereira começa sua produção.

– A colheita se estende de dezembro a março, dependendo da região e da variedade.

– Os frutos deverão ser colhidos manualmente, em processo de maturação.