Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Como fazer mudas de Lichia – Litchi Chinensis

Nome científico: Litchi Chinensis.

Nome popular: Lichia, Uva-chinesa, Morango-de-casca-grossa.

Família: Sapindaceae.

Origem: Regiões Subtropicais da China.

Considerações gerais:

– Trata-se de uma árvore de ciclo de vida perene, de médio porte que pode ultrapassar 10,0 metros de altura.

– Flores de coloração amarelada surgem no início da primavera.

– Frutos em forma de pencas, na coloração avermelhados, com casca expessa em forma de pequenos bicos de jaca, amadurecem no início do verão.

– A parte comestível do fruto é uma poupa translúcida esbranquiçada envolta numa semente grande cor coloração marrom brilhante.

Clima:

– Planta adaptada ao clima Subtropical e deverá ser cultivada a sol pleno.

– A Licgia não tolera geadas rigorosas.

– A planta responde melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido.

– A faixa de temperatura ideal situa-se entre 20 a 35ºC, sendo que, a planta paralisa totalmente suas atividades vegetativa, abaixo de 15ºC.

Precipitação pluviométrica:

– O nível ideal de precipitação pluviométrica anual, encontra-se na faixa entre 1250 e 1700 mm.

– Para as plantas novas e aquelas que estão em pleno processo de produção, a exigência em chuvas regulares são maiores.

Solo:

– A lichia não é muito exigente quanto ao solo, Mas para pleno desenvolvimento da planta deverá ser cultivada em solo areno-argiloso, leve, rico em matéria orgânica, profundo e, totalmente drenável.

– O pH ideal deverá oscilar entre 5,5 e 6,5.

Propagação:

– A lichia poderá ser propagada por sementes ou pelo método de alporquia.

Propagação por sementes:

– A propagação por sementes não é aconselhável, uma vez que plantas de pés-francos são geneticamente desuniformes, apresentam um longo período juvenil (demoram 10 anos ou mais para. começarem a produzir), além de alternância de produção e frutos de baixa qualidade.

– As sementes poderão ser armazenadas por até 4 semanas, desde que mantidas dentro do fruto.

– Uma vez removidas do fruto, começarão a perder viabilidade em 24 horas e, após 4 a 14 dias, perdem totalmente o seu poder germinativo.

– A semeadura poderá ser feita em caixas de germinação em substrato com boa aeração.

– As caixas de germinação terão que ser colocadas em local ventilado e sombreado.

– Manter o substrato umedecido sem encharcamento.

– A germinação ocorrerá dentro de uma semana.

– O transplante das mudas para balainhos deverá ocorrer quando as plântulas atingirem, em média, 15 cm de altura.

Propagação pelo método de alporquia:

– A propagação comercial é feita pelo processo vegetativo, método da alporquia.

Alporquia:

– Selecionar uma planta matriz saudável e produtiva.

– Recomenda-se utilizar apenas ramos com 1,5 a 2,5 cm de diâmetro e 45 a 60cm de comprimento.

– Os melhores resultados pelo método da alporquia serão obtidos quando realizados na estação da primavera. Porém, poderá ser realizado em qualquer época do ano, desde que se tenha umidade suficiente, quando se dispõe de um sistema eficiente de irrigação.

Procedimentos:

– Selecionar o ramo desejado.

– Com auxílio de um instrumento cortante, anelar a casca do ramo, removendo totalmente o anel da casca de 1,5 a 2,5 cm de largura.

– A região cortada deverá ser envolta com uma boa camada de esfagno densamente umedecido, em seguida, coberta com um filme de plástico transparente, finalizando com o amarrio feito com barbantes, com o objetivo de fixar o esfagno e o plástico na região cortada.

– Nota: Caso desejar acelerar o processo de enraizamento poderá ser feita aplicação de Auxinas (Hormônio vegetal de crescimento), na região anelada.

– Após enraizamento do ramo, este deverá ser separado da planta matriz.

– Para diminuir a transpiração e economizar água da nova planta em formação, deverá se fazer a remoção, em média, de 70% das folhas, antes de plantá-la em sacos plásticos, individualmente.

– Após plantadas, as novas mudas deverão ser acondicionadas e mantidas em locais sombreados, quentes, com alta umidade relativa do ar e totalmente protegidas de correntes de vento.

– Após um ano nestes viveiros de vegetação, as mudas já poderão ser levadas a campo, para serem transplantadas em seus locais definitivos.

Plantio definitivo: Fertilização:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Misturar a terra retirada da cova, cerca de 30 a 40 litros de esterco de gado bem curtido, 500 gramas de superfosfato simples. Homogeneizando todos os ingredientes antes de voltar para a cova.

Nota:- As covas deverão ser abertas com um mês de antecedência antes de receber as mudas.

– O plantio das mudas em seus locais definitivos deverá ser realizado no início da estação chuvosa do ano, ou em dias nublados.

– Após o plantio, caso houver estiagem prolongada, deverá promover irrigação a fim de manter o solo com boa umidade.

– Caso necessidade, tutorar a planta no primeiro ano de vida.

Espaçamento:

– O espaçamento para o plantio definitivo poderá ser de 10 x 10 metros, resultando em 100 plantas por hectare.

Regas:

– Para as plantas estabelecidas as regas deverão ser processadas somente em caso de estiagens prolongadas.

– Para as plantas jovens, ou recém-transplantadas, manter o solo ligeiramente umedecida, processando as regas de 1 a 2 vezes por semana, sem provocar alagamentos.

Tratos culturais:

– Devido ao sistema radicular superficial da planta, controlar as ervas daninhas com herbicidas.

Podas:

– Realizar podas de formação da planta. Bem como, a limpeza de  excesso de ramagem para melhorar a aeração e a penetração dos raios solares.

Para ver um vídeo desta planta CLIQUE AQUI

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