Como fazer mudas de Sete-léguas – Podranea ricasoliana

Como fazer mudas de Sete-léguas – Podranea ricasoliana

Nome Científico: Podranea ricasoliana

Nomes Populares: Sete-léguas,

Família: Bignoniaceae

Origem: Oceania, Austrália,  Arquipélago Malaio

Características gerais:

– Trata-se de uma planta trepadeira de ciclo de vida perene, de caule lenhoso flexível, cujos ramos podem atingir mais de 12 metros de comprimento.

– Trata-se de uma planta rústica de crescimento rápido e vigoroso e deverá ser tutorada na sua fase inicial, para formação de caramanchão, pois os ramos principais, com o passar do tempo, emitem densa ramificação, própria para formação de sombras.

– Flores: A planta apresenta flores de coloração rósea estriadas de tons vermelhos, em formas de inflorescências, (cachos).

– A floração ocorre durante ano inteiro, mas, o pico da produtividade floral, acontece na primavera e no verão.

– Sementes: As sementes ocorrem em frutos tipo cápsula de formato alongado.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical, e deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade.

Solo:

– Para que a planta atinja toda sua plenitude, aconselha-se cultiva-la em solo fértil, rico em matéria orgânica.

Propagação:

– Geralmente a planta é multiplicada por estaquia de seus ramos, mas também poderá ser propagada por sementes e mergulhia.

Propagação por estacas: As estacas deverão ser cortadas de ramos lenhosos, no final do inverno e, enterradas até a metade, em caixa de vegetação com areia úmida, em local sombreado.

Propagação por mergulhia: Os ramos flexíveis da planta ao encostarem no solo enraízam e emitem brotos e ramificações.

Regas:

– As regas deverão ser frequentes apenas para manter o solo umedecido.

Tratos culturais:

– Podas de inverno para estimulação das floradas de primavera.

 

Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Como fazer mudas de Tarumã – Vitex montevidensis

Nome cientifico: Vitex montevidensis.

Nome popular: Tarumã, Azeitona do mato, Copiúba, Grataúba, etc.

Família: Verbenaceae.

Origem: América do Sul, (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina).

Características gerais:

– Trata-se de uma árvore frutífera rústica, de médio a grande porte.

– No meio da mata pode atingir mais de 10 metros de altura. Mas, quando plantada isolada, poderá ultrapassar os 15 metros.

– No Brasil o Tarumã ocorre de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, especialmente em florestas estacionais e nas florestas com araucárias, predominantemente nas matas ciliares, e orlas de rios.

– O tarumã apresenta sua copa em forma de uma grande taça com as bordas arredondadas.

Florescimento:

As flores são melíferas na coloração branca-rosada, e/ou branco-pálido. – Geralmente, o período de floração ocorre de meados de novembro até meados de fevereiro.

– As flores são hermafroditas, e nascem em inflorescências.

Frutificação:

– Os frutos, de sabor adocicado são comestíveis e, apresentam-se em forma de bagas arredondadas, na coloração marrom-escuro, tendendo a negro quando maduros,

– Os frutos também alimenta a fauna silvestre, são largamente apreciados por macacos, quatis, bem como a avifauna em geral, principalmente pelos psitacídeos.

– Os ribeirinhos utilizam o fruto em suas pescarias como iscas. Dizem que atraem pacus, piraputangas, etc. Ou seja: peixes cuja alimentação é parcialmente frutívora.

– Os frutos maduros ocorrem de janeiro a abril.

Sementes:

– Cada fruto contém uma única semente em seu interior.

– As sementes são cilíndricas e com casca dura. (Conservam o poder germinativo por mais de 1 ano).

Propagação:

– A multiplicação da planta na natureza é feita através de sementes, mas, poderá ser feita também por estaquia.

Propagação por sementes:

– A propagação natural da planta é feita pelos animais que se alimentam de seus frutos.

– A coleta das sementes deverá ser feita diretamente na árvore, quando iniciarem a queda espontânea dos frutos e/ou recolhidos no chão embaixo da planta.

– Os frutos deverão ser despolpados manualmente, utilizando uma peneira sob água corrente.

– As sementes deverão passar por um processo de secagem, por um ou dois dias, em local ventilado e sombreado.

– Logo em seguida, as sementes poderão ser plantadas em canteiros para posterior repique em sacos plásticos, quando a plântula atingir, por volta de, 10 cm de altura.

– A semeadura também poderá ser feita diretamente nos sacos plásticos, tubetes, etc. utilizando duas sementes por recipiente. Tais recipientes deverão ficar dispostos em ambiente semi-sombreado.

– O substrato dos sacos plásticos deverá ser uma mistura totalmente homogeneizada de terra fértil com esterco orgânico bem curtido e/ou uma mistura de 40 % de terra de barranco, 40% de esterco orgânico bem curtido, 20 % de areia de rio.

– A regas deverão ser efetuadas para manter o substrato levemente umedecido.

– A emergência das sementes irá depender das condições climáticas, mas, geralmente ocorrerá dentro de 80 dias.

– A taxa de germinação fica por volta dos 80 %.

– As mudas apresenta desenvolvimento médio e dentro de 8 meses poderá atingir 0,5 metros de altura.

– Por volta dos 10 meses as mudas já poderão ser levadas a campo.

– Aconselha-se antes de transplantar as mudas em seus locais definitivos fazer aclimatação gradativa ao sol por duas semanas.

– Aconselha-se também que esse transplante definitivo coincida com dias nublados e/ou estação chuvosa do ano.

– Início da produção de frutos pelo método de propagação por sementes iniciará a partir de 5 anos da muda plantada em seu local definitivo.

Propagação por estaquia:

– Outro método de propagação da planta (denominado: Multiplicação vegetativa) feito por estaquia, utilizando estacas de galhos da planta e/ou estacas de suas raízes.

– Essas estacas deverão ser tratadas com hormônio enraizador, em seguida, plantadas individualmente em sacos de plástico, dispostos em local semi-sombreado.

– E quando as estacas apresentarem brotação vigorosa, com o sistema radicular totalmente desenvolvido, poderão ser levadas a campo.

– Neste caso, o início da frutificação acontecerá a partir de 2 anos.

Clima:

– Planta adaptada ao clima bastante variado: Equatorial, Tropical, Subtropical, Temperado, tolerando temperaturas mínimas de até – 3°C no inverno e máximas de até 44°C no verão.

– Planta adaptada a índices pluviométricos oscilando entre 800 a 2.200 mm anuais.

– A planta poderá ser cultivada a sol pleno e/ou à meia sombra.

Plantio em locais definitivos:

– O plantio definitivo poderá ser em matas ciliares e/ou áreas abertas.

Solo:

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade, que se adapta com facilidade a vários tipos de solos: solos ácidos, solo vermelho, solo arenoso, desde que esses, sejam profundos e drenáveis.

– No entanto, para que se desenvolva com todo o seu potencial, deverá ser cultivada em solos férteis, profundos, drenáveis com pH girando em torno de 5,0 a 5,5.

Espaçamentos:

– Se, o propósito for formação de bosques com árvores de grande porte, a pleno sol, o espaçamento recomendado poderá ser de 3 x 3 m, entre plantas e entre linhas.

– Se, o propósito for formação de pomares domésticos e/ou reflorestamento, o espaçamento recomendado o poderá ser de 6 x 6 m, entre plantas e entre linhas.

Covas:

– Abrir covas de 40 x 40 x 40 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova 20 litros de esterco animal bem curtido, 0,5 kg de calcário dolomítico.

– Homogeneizar totalmente os materiais adicionado ao solo removido, antes do composto voltar para dentro da cova.

– Regar abundantemente a cova para que os materiais adicionados se incorporem totalmente ao solo.

– Esse procedimento deverá ser feito, em média, 30 dias antes do recebimento da muda.

– A melhor época de plantio das mudas em seus locais definitivos é o início da estação chuvosa do ano.

Tratos culturais:

– Capinas de coroamento para evitar plantas concorrentes.

– Trata-se de uma árvore de grande rusticidade e não requer maiores cuidados.

– Caso necessário, fazer podas para formação da planta.

– Caso necessário, a planta poderá ser adubada com composto orgânico bem curtido, em média, 10 kg por planta adicionando também 30 gramas de adubo químico formulação NPK 10:10:10, dobrando a quantidade a cada ano, até o terceiro ano da planta. Isso irá colaborar para acelerar o seu período de frutificação,

Observações finais:

– Tarumã, nome de origem indígena (Tribo Tupi-guarani), e significa: Fruta escura de fazer vinho. Tudo indica que as tribos indígenas utilizavam o fruto do Tarumã, para preparar algum tipo de bebida fermentada.

– Por trata-se de uma planta com grande rusticidade e indiferente às características do solo, poderá ser utilizada com grande vantagem para reflorestamento em áreas degradadas.

– Por trata-se de uma frutífera, cujos frutos são adocicados e saborosos, com grande aceitação para a fauna silvestre, ao mesmo tempo em que se alimentam, fazem a dispersão natural de suas sementes na mata.

Como fazer mudas de Nogueira Pecan – Noz-pecan – Pecã

Como fazer mudas de Nogueira Pecan – Noz-pecan – Pecã

Nome científico: Carya illinoinensis.

Nome popular: Noz-pecan, Nogueira-pecan, Nogueira-pecã, Pecan.

Família: Juglandaceae.

Origem: América do Norte, México, Estados Unidos.

Considerações gerais:

– A Nogueira-pecan foi introduzida no Brasil por volta de 1910

– Trata-se de uma árvore frutífera de grande porte, de ciclo de vida perene, de crescimento lento, que poderá ultrapassar 30 metros de altura, com boa produtividade de frutos por longos anos.

– O nome “Pecan” significa: Noz que necessita de uma pedra para quebrar a sua casca dura.

– Trata-se de uma planta (caduca, caducifólia ou decídua) que entra em dormência vegetativa no outono/inverno, perdem as folhas para evitar a perda de água pelo processo de evaporação, pela transpiração dos estômatos existente nas folhas. Rebrotando com força total na primavera, no início da estação chuvosa

– A floração é discreta de coloração esverdeada, as flores femininas são menores e se apresentam em forma de espigas, e as flores masculinas são mais longas e pendentes. Por se tratar de flores pouco atrativa para os insetos, a polinização acaba sendo feita pelo vento.

– Os frutos de casca dura, tem formato ovoide e/ou, oblonga, variando de 3 a 6 cm de comprimento por 1,5 a 3 cm de diâmetro.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Temperado, Subtropical, Tropical e, deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade para seu pleno desenvolvimento.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, com capacidade de adaptação a diversos tipos de solos e condições climáticas diferentes, mas, para que ela seja altamente produtiva, deverá ser cultivada em solos férteis, profundos, totalmente drenáveis, com bom incremento de material orgânico.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por sementes e/ou pelo método da estaquia.

Propagação por sementes:

– As sementes a serem plantadas deverão ser recém coletadas de plantas produtivas.

– As sementes poderão ser semeadas em canteiros preparados em locais semi-sombreado para futura repicagem em sacolas plásticas.

– Trata-se de um método pouco utilizado em virtude das mudas oriundas de sementes, só iniciará a produção, em média, 15 anos, após o plantio.

Propagação por estaquia:

– É o método mais utilizado para propagação da planta em escala comercial.

– A maioria das plantas que é propagada pelo método da estaquia, geralmente é feita, em um canteiro de areia lavada, mantida com boa umidade, denominado leito de enraizamento.

– A camada de areia do canteiro (leito de enraizamento), deverá ter, em média, 30 cm de espessura, para que a parte enterrada da estaca fique em contato direto somente com a areia umedecida.

– O canteiro de areia deverá ser feito em local sombreado.

 Procedimento:

– Cortar estacas de aproximadamente 30 cm

– Enterrar até a metade em um canteiro de areia lavada.

– Geralmente em 60 dias, as estacas já estarão enraizadas, (raízes primárias).

– O leito de areia (canteiro) servirá para iniciar o processo de enraizamento.

– Em seguida as estacas deverão ser retiradas do leito de areia com cuidado, somente depois de serem lavadas em água corrente, para retirar o excesso de areia, deverão ser transplantadas em sacolas de plástico, (balainhos).

– Os balainhos feitos com sacolas plásticas, deverão ser preenchidos com substrato feito de solo fértil, enriquecido com material orgânico bem curtido, colocados lado a lado em local sombreado, formando um tipo de canteiro. Em seguida deverão ser irrigados abundantemente antes de receber a estaca enraizada.

– É importante que os balainhos estejam em local sombreado para evitar o estresse da estaca no seu primeiro repique.

– O processo de transplante da estaca enraizada para as sacolas deverá ser feito da seguinte forma:

1- Com um chucho de madeira fazer um furo bem no centro do balainho (sacola plástica).

2 – Em seguida, introduzir (1/3 da estaca, parte enraizada), no substrato, tomando os devidos cuidados para não danificar o seu sistema radicular.

3 – Na sequência, apertar levemente com as pontas dos dedos o substrato ao redor da estaca, para fixa-la.

4 – Irrigar abundantemente para fixar o substrato às raízes.

5- Depois desse pontapé inicial, basta manter o substrato levemente umedecido.

– Somente quando a estaca estiver com brotação vigorosa, deverá ser levada a campo.

– Antes do transplante para o local definitivo, as mudas deverão passar pelo processo de rustificação, com exposição gradativa ao sol por duas semanas.

– O ideal é levar as mudas para seus locais definitivos no início da estação chuvosa.

Enxertia:

– Enxertia é a junção de tecidos de duas plantas diferenciadas: Uma resistente e a outra produtiva.

– O cavalo é a parte de baixo, terá que apresentar sistema radicular vigoroso e resistência a doenças. (Nota: Os cavalos, geralmente, são plantas germinadas de sementes.

– O enxerto propriamente dito, é a parte de cima, a parte arbórea, que terá que ser selecionada de uma planta muito produtiva.

– A enxertia poderá ser feito por vários métodos e os mais utilizados são: Borbulhia, Garfagem, Encostia,

– O método denominado Borbulhia é o campeão e consiste em sobrepor uma única gema em um porta-enxerto enraizado.

Nota:

As mudas enxertadas tornam-se precoces e, podem iniciar a sua produção de frutos em 2 a 3 anos, após o plantio.

Espaçamento:

– Por trata-se de árvores de grande porte, o espaçamento recomendado poderá ser de 8,0 metros entre plantas por 10,0 metros entre linhas.

Irrigação:

– As irrigações deverão ser processadas para manter o solo com boa umidade, nos primeiros anos de implantação da cultura, sem provocar alagamentos

– Trata-se de plantas que não toleram solos encharcados nem estiagens prolongadas.

Fertilização:

– Aconselha-se adubação anual, coincidindo com o início da estação chuvosa.

Tratos culturais:

– Capinas regulares para remoção das plantas invasoras e concorrentes.

– Podas de formação da planta.

 

Para ver um vídeo do fruto dessa castanheira (Nogueira-pecan) – CLICAR AQUI

Como fazer mudas de Pepininho do mato ou, Pepino de paca.

Como fazer mudas de Pepininho do mato ou, Pepino de paca.

Nome científico: Apodanthera SSP ou Guarania SSP.

Nome popular: Pepininho do Mato ou Pepino de Paca.

Família: Cucurbitaceae.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características gerais:

– Trata-se de uma planta trepadeira herbácea, de caule flexível, densamente ramificada, de ciclo de vida perene, extremamente rústica e, muito produtiva.

– Por tratar-se de uma trepadeira a planta deverá ser cultivada tutorada, geralmente, na tela do alambrado da horta doméstica.

– A planta é provida de gavinhas simples, com as quais, agarra-se ao tutor, alastrando-se.

– As flores levemente amareladas surgem nas axilas das folhas.

– Os frutos oblongos, geralmente com 4,0 cm de comprimento por 1,5 cm de diâmetro, apresentam-se na coloração verde-claro com estrias leves em branco, mas, tornam-se avermelhados quando amadurecem.

Propagação:

– A planta propaga-se por estaquia do caule.

-As mudas poderão ser feitas em balainhos (sacos de polietileno), e/ou, plantadas diretamente em seu local definitivo.

– Cortar pedaços do caule maduro, com 15,0 a 20,0 cm de comprimento, desde que contenham dois ou três nós, onde irão apresentar a brotação.

– Aconselha-se deixar as estacas mergulhadas em água por 24 horas, antes de serem plantadas.

– Enterrar as estacas no solo, em média, 10,0 cm de profundidade.

– Manter o substrato umedecido sem provocar encharcamento.

– Geralmente, em duas semanas as estacas estarão brotadas.

Nota:

– Aconselha-se produzir as mudas no início da primavera ou, no espaço entre Setembro a Dezembro, quando as plantas geralmente, estarão emergindo da dormência vegetativa.

Clima:

– Trata-se de planta adaptada a alta luminosidade e ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical e, deverá ser cultivada a sol pleno e/ou, meia sombra.

Solo:

– Trata-se de uma planta rústica, não muito exigente quanto ao solo, mas, para que se desenvolva com total plenitude, deverá ser cultivada em solo fértil, rico em material orgânico e, bem drenado.

Regas:

– Somente para manter o solo úmido sem provocar encharcamento.

Nota:

– Os frutos verdes poderão ser consumidos em forma de saladas e conservas, os maduros, como fruta, e lembra o sabor da melancia.

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Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa

Como fazer mudas de Jaracatiá – Jacaratia Spinosa 

Nome científico: Jacaratia Spinosa

Nome popular: Barrigudo, Mamão de espinho, Mamãozinho, Mamão bravo, Bananinha, Chamburú, Aracatiá.

Família: Caricaceas

Origem: Mata Atlântica, Brasil, América do Sul.

Características gerais:

– Jaracatiá, segundo a língua indígena “Tupi Guarani”, significa: “Fruto da árvore de tronco mole”.

– Trata-se de uma árvore frutífera de médio porte, de ciclo de vida perene, nativa da Mata Atlântica, com distribuição na Região Centro-Sul e Norte do Brasil, e, em seu habitat natural poderá ultrapassar 20 metros de altura.

– O jaracatiazeiro ocorre também em outras regiões da América do Sul: Bolivia, Paraguai, Equador, Peru, Guiana, etc.

– Trata-se de uma árvore de tronco não lenhoso com grande semelhança ao mamoeiro comum, o tronco e os frutos segregam leite e, os frutos lembram o mamão papaya.

Solo:

– A planta deverá ser cultivada em solo fértil, profundo, rico em material orgânico e drenável.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5,0 a 6,5.

Clima:

– Trata-se de uma planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical, Subtropical.

– Deverá ser cultivada a sol pleno, pois, requer alta luminosidade.

– A planta é resistente a geadas de baixa densidade. Perde a folhagem mas, não morre. E na primavera ressurge esplendorosa.

Propagação:

– A multiplicação da planta poderá ser feita por sementes e/ou, por enraizamento de estacas dos ramos maduros.

Propagação por Sementes:

– As sementes são pequenas e, depois de preparadas e secas, se bem acondicionadas em frascos escuros, poderão conservar seu poder germinativo por mais de 1 ano.

– As sementes poderão ser cultivadas em sementeiras feitas em canteiros no solo e/ou caixas de vegetação.

– A germinação ocorrerá, geralmente, em 30 dias, após semeadura.

– As plântulas poderão ser transferidas para balainhos individuais, feitos com sacos de polietileno, quando apresentarem-se com, em média, 20 cm de altura.

– Trata-se de uma planta de crescimento rápido e, geralmente, em 6 meses após repicagem, a muda já estará com 0,50 metros de altura.

– Quando a muda atingir, em média, 0,80 metros de altura já poderá ser levada a campo.

– Antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos, aconselha-se fazer a rustificação das mesmas com aclimatação gradativa ao sol, por algumas semanas.

– Planta de rápido crescimento, poderá chegar aos 2 metros de altura, no primeiro ano, após plantio definitivo.

– Para que ocorra a polinização cruzada será necessário plantar mais que uma árvore, com certa proximidade.

– A melhor época para levar as plantas a campo, será o início da estação chuvosa, (Primavera).

Propagação por estaquia de galhos:

– A multiplicação por estacas de galhos maduros, poderá ser feita em estufas com altas temperaturas (imitando o clima tropical) e, umidade constante.

– As Estacas deverão ser cortadas de galhos maduros, em forma de bisel, em média, com 0,50 metros de comprimento x 3,5 cm de diâmetro.

Frutificação:

– As flores são emitidas separadamente:

– As Flores femininas nascem solitárias ou, aos pares, nas axilas das folhas com os ramos, estas desabroxam em pequenos pedunculos.

– As flores masculinas também pedunculadas, são emitidas nas axilas foliares, mas em forma de inflorescências, semelhantes às flores do mamão macho, em pedúnculos bem maiores.

– Os frutos têm formatos ovalados e, quando maduros adquirem coloração amarelo-alaranjado.

– A frutificação ocorre, geralmente, entre 2 e 5 anos após plantio da muda em local definitivo.

– O amadurecimento dos frutos ocorre de Janeiro a Março.

Regas:

– Na natureza, a planta vegeta satisfatoriamente em locais onde a precipitação pluviométrica oscila entre 800 a 2.300 mm anuais.

– As plantas adultas toleram curtos espaços de estiagem.

– Mas, na formação de mudas, aconselha-se manter o solo sempre com boa umidade, a planta não deverá sofrer escassez de água durante o início de seu desenvolvimento, porém, encharcamentos deverão ser evitados, para que não ocorra o aparecimento de doenças como a ferrugem.

– As mudas, em seu primeiro ano de vida, deverão receber regas periódicas a fim de manter a umidade constante do solo.

Covas:

– Abrir covas com 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo removido da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido, 0,5 Kg de Calcáreo dolomítico.

– Os materiais adicionados deverão ser misturados ao solo removido e, somente depois de totalmente homogeneizados, deverão voltar para dentro do buraco. Esse pocedimento deverá ser realizado, em média, com 30 dias de antecedência do plantio da muda, para que os materiais adicionados incorporem-se ao solo.

Espaçamento:

– O espaçamento poderá ser de 5,0 metros entre plantas x 6,0 metros entre linhas.

Tratos culturais:

– Trata-se de uma planta rústica sem grandes necessidades de cuidados especiais.

– Podas para formação da planta.

Adubação:

– Também não haverá grandes necessidades de adubação se o solo for rico em material orgânico.

– Caso necessário, poderá ser aplicado 20 litros de esterco animal bem curtido ao redor do tronco da planta.  Aconselha-se fazer este procedimento no início da estação chuvosa, (Primavera), quando as plantas estarão emergindo de sua dormência vegetativa.

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Como fazer mudas de Uva – Vitis sp

Nome Científico: Vitis sp.

Nomes Populares: Uva,Vinha, Parreira, Videira.

Família: Vitaceae

Origem: Ásia

Características gerais:

– Trata-se de uma trepadeira de textura lenhosa, de ciclo de vida perene, cujos ramos podem atingir mais de 5,0 metros de comprimento.

– Por trata-se de uma trepadeira, necessitará ser tutorada desde a fase inicial, após plantada em seu local definitivo.

– Emite abundante ramagem flexível que fixa-se ao tutor através de gavinhas.

– Apresenta inflorescência em forma de cacho, com pequenas flores na coloração branco-esverdeado.

– Os frutos de polpa, geralmente, gelatinosa, doce e perfumada, são em formas de bagas arredondadas ou ovais. Dependendo do tipo do cultivar poderá ser: Rosa, Roxo, Verde, Preto, etc.

– O período de frutificação dependerá da época da poda, bem como, da variedade da uva e, também, do clima da região.

– Há variedades de uva com e/ou sem sementes.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por estacas de ramos maduros e por sementes.

– O sistema de plantio poderá variar dependendo da região.

– As mudas poderão ser plantadas já enxertadas e/ou, plantar o porta-enxerto (cavalo), para posteriormente fazer a enxertia.

Enxertia:

– Geralmente é feita quando os brotos do porta-enxerto atingirem, em média, o diâmetro de um lapis.

– Um dos métodos mais utilizado é o denominado: Cunha.

Porta-enxerto (Cavalo):

– As variedades selecionadas como porta-enxerto ou Cavalo, geralmente, são variedades precoces, vigorosas e, que apresentam boa rusticidade e resistência a pragas e doencças do solo.

Solo:

– O solo deverá ser areno-argiloso, fértil, enriquecido com material orgânico e bem drenado.

– A videira não tolera solos pesados e encharcado.

– O pH do solo deverá oscilar entre 5 e 6.

– Aconselha-se instalar a cultura em terrenos com declividade inferior a 20%.

Plantio de mudas previamente preparadas:

– Mudas enxertadas com raiz nua, aconselha-se o transplantio para seus locais definitivos entre Julho e Agosto.

– Para as mudas enxertadas com o torrão de substrato em suas raízes, poderá ser feito em qualquer época do ano.

– Para o sucesso dos dois casos acima, recomenda-se um sistema de irrigação eficiente.

– Caso não dispor de sistema de irrigação adequado, a melhor época de levar as mudas a campo, será o início da estação chuvosa, de Outubro a Dezembro.

Nota:

– As variedades comuns, Niágaras e Isabel, produzem sem necessitar de enxertia. São menos susceptíveis a doenças, poderão ser propagadas diretamente da planta matriz, indicada para pequenos espaços doméstico.

Covas:

– Cavar buracos de 50 x 50 x 50 cm.

– Adicionar ao solo retirado da cova: 20 Litros de esterco animal bem curtido e 1 Kg de calcário dolomítico.

– Os materiais dicionados deverão ser totalmente homogeneizados so solo removido, antes de voltar para dentro da cova.

– Esse procedimento deverá ser realizado um mês antes do recebimento da muda.

Clima:

– Plantas adaptadas a climas: Tropical, Subtropical, Temperado.

– O cultivo deverá ser feito sob sol pleno, pois a planta requer alta luminosidade.

– A insolação direta é extremamente importante para a produção da uva, pois, a doçura dos frutos está diretamente relacionada ao período de sol que a planta recebe diariamente.

– A temperatura, geralmente, deverá oscilar entre 15 e 30 °C. Porém, há uma grande variedade de híbridos que foram desenvolvidos, aclimatados e, adaptados para serem cultivados em ampla variedade de condições climáticas.

Produção de vinhos:

Variedades de uva – (Vitis vinífera) – Cultivares específicos para produção de vinhos: Vitis Labrusca, Vitis Rotundifolia, Vitis Riparia e Vitis Aestivalis.

Formação da parreira:

– Por tratar-se de uma trepadeira, a cultura precisará de suporte para ser conduzida, bem como, a sustentação dos ramos.

Tipos de parreira:

Espaldeira ou, Parreira Vertical.

– Trata-se de um sistema de parreira que lembra uma cerca para contenção de animais. Formada por postes com alguns fios de arame, onde a videira poderá ser conduzida verticalmente.

– Geralmente, utilizada na produção de uvas para fabricação de vinhos.

Latada, Pérgola, Caramanchão ou Parreira horizontal, .

– Geralmente, formada por malhas de arame, suspensas a cerca de dois metros do chão, Sustentadas por postes.

– As plantas serão conduzidas na horizontal. Esse sistema permite um melhor desenvolvimento da planta e maior produção.

Nota:

 – Os postes que suportam a parreira, deverão ser resistentes, fortes e duráveis, para acompanhar toda longevidade da vida da planta.

Espaçamentos

– Dependendo da variedade poderá ser de 2 x 2 metros até 3 x 3 metros.

Colheita:

– Geralmente, 2 anos após plantio, dependendo do cultivar, poderá ser mais tarde, até 4 anos.

– Da poda à colheita, em média, demora de 85 a 200 dias.

– Normalmente, após colheita, a planta entra em dormência vegetativa perdendo a sua densa folhagem, dando a impressão de estar morta.

– Esses períodos de repouso hibernal nas videiras, são ideais para a indução, no desenvolvimento adequado das gemas, no crescimento vegetativo vigoroso da planta, para boa frutificação da próxima safra. Porém, dependerá de alguns fatores como: Condições locais de plantio, Baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, Bem como, a restrição do período chuvoso nas regiões de clima tropical e semiárida.

Tratos culturais:

– Podas de frutificação, tutoramentos, amarrios, pulverizações.

– A poda serve para manter o equilíbrio entre o vigor da vegetação e a frutificação da planta.

– Aconselha-se podas anuais, geralmente, no período de repouso (inverno), ou imediatamente após surgirem as primeiras brotações nas pontas das ramagens.

Regas:

– As regas deverão ser processadas para manter o solo sempre com boa umidade.

Adubação:

– Trata-se de uma cultura exigente quanto a fertilidade do solo.

– As adubações deverão ser mensais com esterco orgânico curtido.

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Como fazer mudas de Dracena – Dracaena marginata

Como fazer mudas de Dracena – Dracaena marginata

Nome Científico: Dracaena marginata.

Nome Popular: Dracena-de-madagascar, Dracena.

Família: Ruscaceae.

Origem: Madagascar, África.

Características gerais:

– Trata-se de plantas arbustivas, ornamentais, de ciclo de vida perene, rústica, resistente, com variedades que poderão atingir mais de 4,0 metros de altura.

– A planta que se apresenta com ramagem ereta vertical, ao longo do tempo vai perfilhando, ficando entouceirada.

– Planta de crescimento moderado.

Clima:

Planta adaptada a climas: Equatorial, Tropical, Subtropical. E deverá ser cultivada a sol pleno, pois, necessita de alta luminosidade para apresentar-se com vitalidade plena. Porém, tolera ser cultivada em locais sombreados.

– A planta não resiste frios intensos e/ou ventos fortes.

Solo:

– Por tratar-se de plantas rústicas e resistentes, não é exigente quanto ao tipo de solo. Mas, para que cresça com total exuberância aconselha-se cultiva-la em solo fértil, leve, profundo, drenável, rico em material orgânico.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por estaquia.

As estacas poderão ser plantadas diretamente em seus locais definitivos, ou postas para enraizar em recipientes de vidro, com água.

Estacas plantadas em seus locais definitivos:

– Cortar brotos ou ponteiros maduros, em média com 0,5 metros de comprimento.

– Desbastar as folhas da base das estacas.

– Enterrar, em média, até a metade.

– Aconselha-se fazer essa prática no início da estação chuvosa, (primavera), quando as plantas estarão saindo de sua dormência vegetativa.

Método das Estacas enraizadas em recipientes com água.

– Procedimento simples, fácil e infalível, geralmente não se perde uma estaca.

– Cortar estacas de troncos maduros, ou seja: pedaços com 15 a 20 centímetros de comprimento.

– Retirar todas as folhas.

– Colocar em recipientes de vidro com água. (observar que a parte inferior do tronco deverá ficar sempre para baixo.)

-Trocar a água periodicamente para evitar a proliferação do mosquito da dengue.

– Em um mês iniciará a brotação e logo em seguida, aparecerão as primeiras raízes.

– Quando os brotos estiverem com aproximadamente 15 centímetros de altura, já poderão ser levados para seus locais definitivos.

– Poderão ser plantados no solo e/ou em vasos.

Plantas cultivada em vasos:

– Os vasos deverão ser de bom tamanho para que a planta se desenvolva satisfatoriamente, não prejudicando o seu sistema radicular.

– Os vasos deverão ser colocados em locais estratégicos, com boa iluminação.

– É desejável que a planta receba luz solar pelo menos algumas horas por dia.

Tratos culturais:

– Remover as folhas secas e velhas.

– Quando a planta apresentar-se muito entouceirada, remover brotos, (perfilhos), deixando-a mais aerada.

Adubação:

– A adubação poderá ser realizada no início da primavera com esterco animal bem curtido.

Regas:

-As regas deverão ser periódicas, apenas para manter o solo ligeiramente umedecido.

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Como fazer mudas de Tumbérgia-azul – Thunbergia grandiflora

Como fazer mudas de Tumbérgia-azul – Thunbergia grandiflora

Nome Científico: Thunbergia grandiflora.

Nomes Populares: Tumbérgia-azul, Azulzinha.

Família: Acanthaceae.

Origem: Ásia, Índia

Características gerais:

– Trata-se de uma planta trepadeira rústica,de caule flexível, de ciclo de vida perene, cuja ramagem pode atingir mais de 5,0 metros de comprimento.

– Por se tratar de uma trepadeira, a planta necessita ser tutorada para que adquira a forma desejada. No caso, formar caramanchões.

– A planta apresenta floração de cor azul com mais intensidade na Primavera e no Verão.

Clima:

– Planta totalmente adaptada ao clima: Equatorial, Tropical e Subtropical.

– Trata-se de uma planta que requer boa luminosidade e poderá ser cultivada tanto em sol pleno, quanto à meia sombra.

– A planta tolera frios moderados.

Solo:

– Deverá ser cultivada e, solo fértil, drenável, enriquecido com material orgânico

Propagação:

– A planta propaga-se por estaquia de ramos maduros.

– As estacas deverão ser cortadas, em média, com 30 cm de comprimento e enterradas no substrato dos balainhos (sacos de polietileno), até a metade.

– O substrato dos balainhos deverá ser solo fértil enriquecido com material orgânico.

– Os balainhos deverão ser colocados em locais semi-sombreados.

– As regas deverão ser constantes para manter o substrato levemente umedecido.

– Em algumas semanas as estacas iniciarão a brotação.

– Quando as estacas estiverem totalmente pegas, enraizadas, com brotação abundante, poderão ser plantadas em seus locais definitivos.

– Aconselha-se fazer a aclimatação das mudas ao sol, por duas semanas, antes de serem levadas a campo.

Regas:

– As regas deverão ser regulares a fim de manter o solo com boa umidade sem provocar encharcamento.

Obs:

– Há uma variedade que apresenta flores brancas, denominada: Thunbergia grandiflora alba.

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Como fazer mudas de Primavera – Bougainvillea spectabilis

Como fazer mudas de Primavera – Bougainvillea spectabilis

Nome científico: Bougainvillea spectabilis.

Nome popular: Primavera, Três-marias, Flor de palha.

Origem: Brasil.

Características Gerais:

– Trata-se de uma planta rústica, de caule lenhoso flexível que, geralmente precisa ser tutorada para formar grandes caramanchões.

Propagação:

– A multiplicação da planta geralmente se faz por estaquia de galhos e/ou por alporquia.

Método da estaquia:

– As estacas de galhos maduros deverão ser tiradas da planta fora da época de floração.

– Há quem aconselha a retirada das estacas em Luas fracas, ou seja: na Lua minguante e na Lua nova.

– As estacas deverão ter, em média, 1,5 cm de diâmetro por 20 cm de comprimento. O corte deverá ser em forma de bisel.

– A base das estacas deverá ser desfolhada.

– Enterrar a base das estacas no substrato, até a sua metade.

– Dispor os balainhos em locais sombreados.

– Manter o substrato umedecido.

– Dentro de algumas semanas a estaca começará a enraizar e brotar.

– Quando a nova muda estiver com 0,5 metros de altura, já poderá ser levada a campo para ser transplantada em seu local definitivo.

Nota:

– Aconselha-se fazer aclimatação gradativa ao sol por duas semanas, antes das mudas serem levadas para seus locais definitivos.

Clima:

– Planta adaptada ao clima: Equatorial, Tropical e Subtropical e, deverá ser cultivada a sol pleno, pois, trata-se de uma planta exigente à alta luminosidade.

Solo:

– Planta desenvolve-se bem em solo arenoso, pois trata-se de uma planta pouco exigente quanto ao tipo de solo, desde que esse, seja profundo e drenável.

– O substrato para os sacos de polietileno (balainhos),  na formação das mudas poderá ser feito da seguite forma: Uma mistura totalmente homogeneizada de: areia grossa de construção, Terra comum e Esterco orgânico curtido, na proporção de 2:1:1.

Regas:

– Manter o substrato sempre ligeiramente umedecido sem provocar encharcamento.

– Intensificar as regas nas estações de estiagem prolongada, mas, sempre com a finalidade de manter o substrato apenas úmido.

Tratos culturais:

– Podas de formação da planta, de preferência após as floradas.

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Como fazer mudas de Dipladênia – Mandevilla x Amabilis

Como fazer mudas de Dipladênia  – Mandevilla

 

Nome científico: Mandevilla x amabilis.

Nome popular: Dipladênia, Mandevila, Jalapa-do-campo, Jasmim-brasileiro.

Família: Apocinaceae.

Origem: América do Sul, Brasil.

Características Gerais:

– Trata-se de uma planta ornamental caracterizada como trepadeira de caule flexível, semi-lenhoso, de ciclo de vida perene, rústica e precoce.

– Os ramos da planta podem atingir mais de 5,0 metros de comprimento, e necessitam de tutoramento para que adquiram forma e volume desejados.

– A floração ocorrerá durante o ano todo, porém em menor quantidade nos meses de inverno.

– As flores em tons de rosa ostentam grande beleza plástica, além de exalar perfume suave e agradável, destacam-se no verde de sua ramagem.

Propagação:

– A planta poderá ser multiplicada por sementes e/ou estaquia dos galhos semi-lenhosos (maduros).

Propagação por estaquia de galhos maduros:

– Cortar estacas da parte lenhosa da planta, em média, com 30,0 cm de comprimento.

– Observar que o corte terá que ser em forma de bisel.

– Remover as folhas da parte inferior da estaca, justamente àquela parte que ficará enterrada no substrato.

– Mergulhar a parte da estaca, (àquela que ficara enterrada no substrado) em hormônio enraizador.

– Plantar as estacas em sacos plásticos, enterrando-as, em média, 10,0 cm de profundidade.

– Dispor as mudas em locais sombreados, porém, com boa luminosidade.

– Regar e manter o substrato sempre com boa umidade, porém, sem encharcamento.

Nota:

– Hormônio enraizador poderá ser encontrado em lojas de floricultura.

– O substrato para os sacos plásticos poderá ser uma mistura totalmente homogeneizada de: Terra de boa qualidade + esterco animal bem curtido + areia grossa, na proporção de 1:1:1.

– A areia entra na composição para facilitar a drenagem do substrato.

Clima:

– Planta adaptada ao clima tropical, quente e úmido.

– A planta não tolera frios intensos e/ou geadas.

– Deverá ser cultivada a sol pleno pois necessita de alta luminosidade.

Solo:

– O solo para o seu cultivo, deverá ser de boa qualidade, rico em material orgânico, profundo e totalmente drenável.

– Trata-se de uma planta que tolera a salinidade do solo, portanto, poderá ser cultivada em regiões litorâneas.

Regas:

– As regas deverão ser de forma moderada apenas para manter o solo umedecido sem provocar encharcamento.

Tratos culturais:

– Poda para formação da planta que poderá ser feita preferencialmente no inverno, quando a planta entra em dormência vegetativa.

Fertilização:

– A adubação rica em fósforo, feita mensalmente, coincidindo com o início da primavera, quando a planta estará em plena atividade vegetativa, irá promover floradas espetaculares.

Observação:

– Trata-se de uma planta tóxica.

– A sua seiva leitosa poderá provocar irritações na pele.

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